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Mundo Cristão

É importante pensar sobre a cor da pele de Jesus? Professor de teologia diz que sim

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Durante séculos, pesquisadores em várias partes do mundo especulam sobre a real aparência física de Jesus Cristo. Para um professor de Novo Testamento do Pilgrim Theological College da Universidade de Divinity, na Austrália, esta seria um informação importante em se tratando de representatividade.

“Pode parecer radical, mas não paro de pensar sobre o que poderia mudar se fôssemos conscientes de que a pessoa chamada de Deus pelos cristãos não era branca, mas que o salvador do mundo foi um judeu do Oriente Médio”, diz o professor Robyn J. Whitaker.

A Bíblia não dá descrições físicas sobre Jesus, demonstrando assim que esse não é um tema importante. Alguns teólogos argumentam que o fato das Escrituras não citarem qual seria a cor da pele, dos olhos ou tipo de cabelo do Filho de Deus está de acordo com o próprio ensino da não adoração a imagens.

Por outro lado, a Bíblia descreve os ensinos de Jesus e o seu caráter, indicando assim que a aparência, de fato, não tem importância aos olhos de Deus, visto que o objetivo da encarnação do Messias não foi ressaltar a beleza humana, mas sim o propósito espiritual da salvação.

Até mesmo no livro Isaías 53:2b, única passagem que parece se referir à fisionomia de Jesus, o texto parece querer chamar atenção para algo que tem mais a ver com humildade. Em outras palavras, nem mesmo fisicamente Cristo teria do que se vangloriar, mostrando assim que todo o seu poder estava em sua natureza espiritual/moral e não física.

“Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos”, diz o texto de Isaías. Mas, para o professor Whitaker, entender que a imagem de um Jesus de cabelos louros e olhos azuis muito provavelmente não corresponde à realidade da sua origem étnica, é algo que pode ajudar a modificar, também, a forma como a sociedade enxerga os povos marginalizados.

“Talvez nossa atitude mudasse se compreendêssemos que a injusta prisão, abuso e execução às quais o Jesus histórico foi submetido têm mais a ver com as experiências dos indígenas ou dos refugiados do que com aqueles que detêm o poder da igreja e que se apropriaram da imagem de Cristo”, conclui o professor, em artigo para a BBC.

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Evento une cristãos para orar contra o aborto

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Evento “40 Dias pela Vida Brasil” reúne cristãos contra uma das práticas mais abominadas pela fé cristã

O aborto é uma das práticas mais abominadas pelo cristianismo, uma vez que é visto como a morte de bebês em seu estágio mais fragilizado de vida, que é no útero materno. Diante disso, o movimento 40 Dias pela Vida no Brasil visa conscientizar a população sobre essa realidade, além de levantar a Deus um clamor de oração.

O movimento 40 Dias pela Vida surgiu nos Estados Unidos em 1998. Ele foi se espalhando para vários estados dos EUA e posteriormente para outros países, estando atualmente presente no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Segundo informações da Gazeta do Povo, o movimento contra o aborto este ano ocorrerá em quatro cidades brasileiras, sendo em Brasília (DF), no Rio Janeiro (RJ), no Recife (PE), e em Fortaleza (CE). A ideia é fazer com que pessoas se mobilizem para orar e jejuar durante 40 dias consecutivos, até 28 de março.

Grupos organizados também fazem manifestações de forma “pacífica, cristã e não vinculada a nenhuma denominação”. O movimento foi fundado por protestantes nos EUA, mas logo se tornou ecumênico, reunindo pessoas de diferentes tradições religiosas em prol de uma causa comum, que é a proteção da vida desde a concepção.

Em sua conta no Instagram, por exemplo, o 40 Dias pela Vida Brasil destacou a iniciativa de uma família em dar o seu recado contra o aborto em Brasília, Distrito Federal.

“Essa linda família se uniu hoje aos @40diaspelavidadf para orar pelo fim do aborto”, diz uma publicação. “Recordando a brevidade da vida, todos refletiram, já desde pequenos, sobre a importância de valorizar profundamente cada vida humana, inclusive a vida de cada bebê por nascer”.

O movimento pede para que que “mais famílias se unam em oração, para educar seus filhos, pelo testemunho e exercício, a amar e a respeitar a vida sempre, desde a concepção até a morte natural”.

Além da oração, jejum e atos voluntários, o movimento também realiza ações em frente a hospitais onde são realizados abortos, uma prática que se tornou tradição e foi difundida nos outros países, segundo a BBC.

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Mundo Cristão

“Há coisas que você precisa fazer hoje ou não terá mais oportunidade”, diz Hernandes Dias Lopes

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A mensagem foi compartilhada pelo pastor durante a 23ª edição do Encontro para a Consciência Cristã

Durante a 23ª edição do Encontro para a Consciência Cristã, que ocorreu em Campina Grande, Paraíba, Hernandes Dias Lopes, falou sobre a postura do apóstolo Paulo diante das adversidades que enfrentou. 

O pastor pregou na última quinta-feira (11) sobre o texto bíblico na segunda carta a Timóteo. Ele mencionou como Paulo deve ter se sentido abandonado pelos seus filhos na fé. “Isso deve ter machucado o coração do velho apóstolo”, iniciou.

“Na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandonaram.” (2 Timóteo 4.16)

Segundo o pastor, Paulo colheu o fruto amargo da ingratidão. “E ele sabia que estava chegando o momento de sua partida. Sabe qual a lição que Paulo tem para você e para mim? Ele nos traz coragem e esperança num tempo marcado pela pandemia, onde um vírus mexeu com a agenda das nações, trazendo um colapso do sistema público de saúde e da vida financeira. Paulo nos ensina alguns princípios importantes”, disse.

“Procure vir logo ao meu encontro…” (2 Timóteo 4.9)

“Quando a crise bater à porta da sua vida, tenha humildade para pedir ajuda, como Paulo fez. Não fique sozinho. A crise chega, e chega para todos: ricos, pobres, governantes, governados, doutores, analfabetos, crentes e descrentes. E quando a crise chega, a solidão é uma péssima companhia”, destacou.

O teólogo lembra que “todos nós precisamos de um amigo do peito, alguém com quem temos coragem de abrir o coração e pedir ajuda, repartindo as nossas dores e repartindo as nossas cargas”. Segundo ele, uma das maiores tragédias para a igreja no Brasil é a quantidade de pastores que cometeu suicídio nos últimos anos. “Precisamos nos lembrar que nenhum de nós é autossuficiente”, sublinhou.

Não guarde mágoas e perdoe as pessoas

“As pessoas vão nos decepcionar e nós vamos decepcionar as pessoas. O que importa é como vamos reagir. Não fique remoendo, não perca a alegria, o sono, o apetite, a saúde ou seu foco. Bote o pé na estrada e continue caminhando, como Paulo fez”, apontou.

O teólogo destacou também a importância do perdão. “Ninguém perde a autoridade espiritual por reconhecer um erro e pedir perdão. Construa pontes de reconciliação onde foi aberto um abismo de mágoas. Nós jamais estaremos preparados para morrer enquanto houver pendências e relacionamentos quebrados”, lembrou.

Segundo o pastor, por mais triste que seja a trajetória da vida de alguém e por mais injustiças que esteja vivendo, é importante nunca perder o entusiasmo de estudar a palavra de Deus. 

“Perceba que Paulo pediu a Timóteo ‘traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos’. Os pergaminhos eram as cópias das Escrituras. Mesmo velho, doente, cheio de cicatrizes e ainda acusado de um crime que não praticou, e abandonado pelos amigos, no corredor da morte, Paulo ainda pensava na Palavra”, afirmou. 

Faça o que tiver que fazer enquanto é tempo

“Mesmo que estiver absolutamente só, Deus nunca vai desamparar você e essa é uma verdade consoladora. Família e amigos só poderão te acompanhar até o portal da morte, depois disso, somente Deus poderá segurar sua mão e estar com você na glória”, observou.

Refletindo sobre a brevidade da vida, o preletor mencionou sobre aproveitar as oportunidades. “Há coisas que você precisa fazer hoje ou nunca mais terá oportunidade de fazer. Por exemplo, visitar alguém, fazer elogios ou enviar flores”, relacionou.

“Nossa cultura é estranha, os defuntos recebem tantos elogios, mas em vida, talvez não tenham ouvido nenhum deles. Pessoas mortas recebem mais flores que as vivas, e isso não faz nenhum sentido. A pessoa que morreu não consegue mais sentir o cheiro de um único botão de rosa”, ilustrou.

“Se tinha alguém que poderia se vangloriar do que fazia, esse alguém era Paulo, mas ele era humilde e foi digno de dizer ‘combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé’. Enquanto há muitos deixando a carreira no meio do caminho”, lamentou.

Com essa observação, o pastor elogiou a postura do apóstolo que, num mundo de tanta perseguição e de tantas ideias novas surgindo no mercado da fé, foi capaz de dizer que não negociou sua consciência, nem prostituiu seu ministério. 

“Essa é a única maneira legítima, sublime e gloriosa de encerrar a carreira e de fechar as cortinas da vida, dando a Jesus toda a glória que Ele merece, porque Dele, por meio Dele e para Ele são todas as coisas. Que Deus nos ajude, nesse tempo difícil, de tanto luto, dores e lágrimas, entendermos que ‘se vivemos, para o Senhor vivemos. Se morremos, para o Senhor morremos’. Na vida e na morte, somos do Senhor”, concluiu.

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