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Internacional

Eleição dos EUA 2020: Trump se recusa a admitir derrota: ‘Está de longe de terminar’

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Presidente americano voltou a fazer acusações sem provas e a questionar validade de votos pelo correio sem fundamentos. O democrata Joe Biden foi declarado o vencedor da disputa após vencer na Pensilvânia, conquistando mais do que os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral

O presidente Donald Trump se recusou a admitir que foi derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos e disse, em comunicado neste sábado (7 de novembro), que a disputa ainda não terminou.

“Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em fingir que é o vencedor e por que seus aliados da mídia estão se esforçando tanto para ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja exposta. O simples fato é que esta eleição está longe de terminar”, disse Trump em um comunicado publicado no site de sua campanha.

O presidente americano argumentou que Biden ainda não foi certificado como vencedor em nenhum Estado, “muito menos de nenhum dos Estados altamente contestados para recontagens obrigatórias, ou Estados onde nossa campanha move ações legais válidas e legítimas que poderiam determinar o vencedor final”.

A campanha republicana questiona a legalidade de votos enviados pelo correio, embora essa modalidade seja permita em lei no país, e afirma que observadores do partido não tiveram acesso a locais de votação, sem apresentar, porém, provas de suas acusações.

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“Os votos legais decidem quem é o presidente, não a mídia”, afirmou o presidente.

Trump disse que voltará a recorrer à Justiça para questionar os votos pelo correio. “Essa é a única maneira de garantir que o público tenha plena confiança em nossa eleição”, afirmou.

‘Sou o vencedor’

Mais cedo neste sábado, em uma manifestação publicada por volta do meio-dia (horário de Brasília) no Twitter, Trump disse ter ganho as eleições por uma grande margem de votos.

Na rede social, um aviso da plataforma alertava aos usuários que a mensagem havia sido escrita antes de uma definição oficial da disputa.

Após Biden ter alcançado o número suficiente de delegados para vencer a eleição no colégio eleitoral, Trump voltou a fazer as mesmas acusações de seu comunicado pelo Twitter.

Desde o início da apuração, o atual presidente vem fazendo afirmando ser o ganhador, mesmo quando a contagem ainda estava longe de terminar.

Também vem acusando os democratas de fraude, sem evidências, o que gerou críticas até mesmo entre outros republicanos.

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O presidente também tentou interromper a contagem de votos em alguns Estados com ações na Justiça, até agora sem sucesso.

Americanos saíram às ruas para comemorar a vitória de Biden e a derrota de Trump

Por que Biden foi declarado o vencedor?

Joe Biden foi declarado o vencedor da eleição americana no início da tarde do sábado (07/11) quando, de acordo com projeções, obteve a maioria dos votos no Estado da Pensilvânia e não poderia mais ser ultrapassado por Trump.

Isso fez com que ele garantisse 273 votos no colégio eleitoral, que elege o presidente americano, mais do que os 270 necessários para ser considerado o vencedor.

Depois, Biden também foi declarado o vencedor em Nevada, conquistando assim mais 6 votos e chegando a 279 até o momento.

Até a noite de sábado, a apuração ainda não havia sido concluída na Carolina do Norte, na Geórgia e no Arizona, mas a soma dos votos nos três Estados, de 42 votos, não faria com que Trump chegasse aos 270 votos necessários para se reeleger — atualmente, o presidente americano tem 214 votos no colégio eleitoral.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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Internacional

Nos EUA, leite para bebês desaparece das prateleiras

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Famílias viajam a cidades próximas em busca do produto

Os Estados Unidos enfrentam escassez de leite em pó para bebês. O cenário se desenhou em virtude de problemas nas cadeias logísticas causados pela pandemia de covid-19, além de dificuldades para se encontrar mão de obra no país, comprometendo a chegada do produto às prateleiras dos supermercados.

Em fevereiro, a situação se agravou porque a Abbot Nutrition, maior fornecedora de leite nos EUA, fez um recall de mercadorias. Isso porque pelo menos quatro bebês foram hospitalizadas com infecções bacterianas, enquanto outros dois morreram depois de consumirem os produtos da marca.

Após o ocorrido, a empresa fechou sua unidade no Michigan. Dessa forma, o índice de desabastecimento de leite para bebês nos Estados Unidos chegou a quase 45% na semana passada, de acordo com o Datasembly, provedor de dados do varejo. Supermercados nos EUA chegaram a limitar a venda do produto.

“O escopo sem precedentes deste recall de fórmula infantil tem sérias consequências para bebês e pais”, disse Brian Dittmeier, diretor nacional de políticas públicas da WIC Association, em entrevista ao jornal New York Times.

Sem leite para bebês, famílias relatam caos

Ao New York Times, famílias relatam que estão formando grupos no Facebook para alertar uns aos outros sobre estoques reabastecidos e preços mais em conta. Alguns chegam a dirigir por horas e visitar até seis lojas em cidades próximas para encontrar uma lata — ou mais prateleiras vazias.

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A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, prometeu dar seguimento a um projeto de lei para garantir autoridade emergencial ao programa federal de assistência alimentar a mulheres e crianças, buscando flexibilizar as restrições sobre os tipos de leite que podem ser adquiridos.

O presidente Joe Biden classificou a escassez de leite como o problema mais urgente enfrentado por ele, e afirmou que a FDA está tomando medidas que podem ter resultados nas próximas semanas.

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