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Rumos da Política

Eleitor mateense quer renovação na política, mas a velha política está presente na maioria das candidaturas

Publicado

Por Paulo Borges

Nos meses antes do processo eleitoral era ideia recorrente junto aos segmentos da sociedade e dos eleitores brasileiros, que a política tem que mudar. Todos falavam da importância de não se gastar fortuna dos recursos públicos com partidos e campanhas e da renovação da política, dos políticos priorizando a capacidade de gestão e o compromisso com a ética e a moral. Em São Mateus tudo isso era conversa nas ruas, nas esquinas, nos locais dos mais diversos.

A partir do momento em que as candidaturas a prefeito foram oficializadas através de suas convenções partidárias, o quadro pintado e entregue ao eleitor de São Mateus tinha velhas molduras, as mesmas tintas e a velha inspiração dos seus autores. De novo nem o pincel, só a figura ali pintada. Figuras repintadas, requentadas, reinventadas, mas com as ideias de sempre, atrasadas, simplórias, sem consistências, e apenas para ganhar uma eleição a todo custo, sem qualquer compromisso verdadeiro com as demandas do povo e com o desenvolvimento do município.

Mas, no meio desses “quadros novos” aparecem alguns que ainda dão para adquirir e levar para casa e pendurá-los na parede da sala. O eleitor mateense deve ficar atento para que não compre gato por lebre. O novo-novo pode ser o velho-velho, com todos os vícios e, normalmente, com seus pintores descompromissados com a qualidade e só pensando em vender uma ideia nova, uma obra aparentemente moderna e exequível e, no entanto, estar pensando apenas nos seus interesses. Quase sempre inconfessáveis. Por enquanto o prego na parede está vazio esperando um quadro verdadeiramente novo e de qualidade. Aquelas qualidades decantadas e que todos desejam.

Existem candidaturas que estão plantadas por uma geopolítica elaborada a várias mãos que não tem como local de sua elaboração o município. Aqui ficam apenas as peças que vão ser movidas como se fossem marionetes. Por detrás existem todo um esquema que leva em conta as eleições de 2022. O eleitor deve ter o cuidado de observar e – com certeza – vai constatar essa estratégia. É fato.

Candidatos a prefeito serão cabos eleitorais de políticos velhos, com ideias apenas de poder e detentores dos mesmos vícios e malícias para alcançarem seus objetivos que estão lá em 2022.

Em São Mateus a maioria dos candidatos a prefeito tem o seu tutor, o seu dono, o seu controlador. Muitas vezes a máscara é nova, mas quem está por detrás dela é o que temos de pior na política capixaba, gente que não abre alas para a renovação, o arejamento da política e do surgimento de – verdadeiramente – novas lideranças, sem padrinho, sem coronel e capitão do mato por trás.

O eleitor tem opção. Se procurar vai encontrar o trigo, pois o joio empesteou a política mateense.

Deus salve o município dos maus. Que apareçam os bons!

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

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Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

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Rumos da Política

PSL: da oposição a adesão mais rápida do que se previa

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O partido foi oposição até tinha candidato ao cargo majoritário, mas aderiu ao prefeito Daniel assim que foi definido o resultado eleitoral.

Por Paulo Borges

Uma raridade no Brasil é partido político ter como diretrizes o que prega o seu estatuto e sua atuação programática. O caso do PSL de São Mateus ilustra bem essa situação, uma vez que foi oposição ao PSDB durante a campanha eleitoral e, ao consolidar os resultados eleitorais de vereador e prefeito aderiu numa operação chamada nos bastidores de “Vapt-Vupt” ao prefeito reeleito Daniel Santana. E o PSL tinha até candidato a prefeito que, nos debates e discursos batia sem dó no adversário, hoje seu mais novo aliado.

Para observadores e entendedores da política local, o PSL fez o que quase todos fazem: se deixam encantar “pelos lindos olhos do adversário que tem a caneta e a mala” para cooptá-los. No caso específico do PSL de São Mateus foi com um cargo de primeiro escalão no governo do PSDB. O seu presidente, Delcimar Oliveira, garante que foi indicação do seu vereador eleito, Isael, como forma de fechar o acordo de adesão, certamente.

Mas sobre esse assunto de adesão e alinhamento com o prefeito, foi muito comentado por aqueles que estavam fora da geopolítica do governo estadual, que “colocou” candidaturas para se garantir no resultado, isolando aqueles que não estavam no seu esquema. Era o que se dizia pelos guetos mateenses. Uma fonte “importantíssima” afirmou ao JN que o acordo do apoio ao prefeito Daniel antecede ao resultado do acordo celebrado recentemente. Essa fonte disse que já havia acontecido uma conversa “entre o presidente do PSL com Daniel dentro do seu carro” e que o candidato Laurinho Barbosa seria mantido para fragmentar a oposição como previa o “esquemão” em nível estadual intitulado de geopolítica eleitoral.

O PSL em nível nacional é oposição ao antigo regime, principalmente ao PT e PSDB. No Espírito Santo era assim, mas caiu nas mãos de aliados da esquerda e mudou de rumo, atuando como adepto de onde pode lhe oferecer um espaço político, pouco se importando com o seu programa e seu conteúdo programático.

Portanto, em São Mateus não aconteceu nenhuma novidade, pois a política local sempre foi recheada de interesses pessoais e até daqueles que não se confessa nem ao padre, escondido por detrás dos confessionários da política e da politicagem.

A confessar e afirmar é que o PSL de São Mateus está no governo do PSDB, a quem combateu intensamente durante todo o período eleitoral. Certamente o seu eleitor tem o direito de se sentir enganado. A desculpa que sempre vão dar é que “estamos pensando no progresso do município”. Então tudo o que foi dito e redito nesses últimos quatro anos foi conversa de bêbado? Sou obrigado a reconhecer que o prefeito Daniel é um cara inteligente e audacioso, pois conseguiu superar a tudo e a todos e ainda levou no balaio alguns ex-opositores. Parabéns Daniel, você é sensacional!!!

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