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Em dois anos, Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem investiu mais de R$ 87 milhões em infraestrutura

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Ao passar pela Enseada do Suá, em Vitória, é possível ver a construção do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres, instalado dentro do complexo do comando geral do Corpo de Bombeiros. A obra faz parte dos projetos viabilizados pelo Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem do Estado do Espírito Santo e representa uma das mais importantes iniciativas do Governo do Estado em políticas públicas para o enfrentamento dos impactos gerados pelas mudanças climáticas.

O Programa foi idealizado em 2013 e surgiu como parte de uma demanda frente ao cenário mundial de incertezas sobre discussões a respeito do clima, em congruência às demandas internas de desastres naturais, enchentes e secas extremas, históricas e recorrentes no Estado. Em 2015, o programa passou a ser operacionalizado com a assinatura do contrato com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), tornando o banco o principal parceiro financeiro para geração dessas mudanças planejadas em 2013.

À Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) coube a responsabilidade pela gestão deste contrato e o controle dos recursos, em duas linhas deste aporte financeiro: o componente 1, de gestão de recursos hídricos e gestão de riscos e desastres, e o componente 3, de políticas de reflorestamento. No primeiro componente, iniciou-se as operações de crédito, com efetivas contratações e aquisições, com a compra de sondas para monitoramento da qualidade da água de rios, um investimento de mais de R$ 310 mil, adquiridos no final em 2018, e que é operado atualmente pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh).

No componente 3 do contrato com o Banco, de políticas de reflorestamento, os recursos foram destinados ao Programa Reflorestar, outro importante mecanismo do Estado na recuperação da cobertura florestal, e também na geração de renda aos produtores rurais capixabas, através da preservação da floresta em pé remanescente de suas propriedades, por meio de pagamento de serviços ambientais (PSA).   

Mas, foi no último biênio (2019 e 2020) que ocorreu o salto mais vigoroso do Programa, com mais de R$ 87 milhões em contratos para aquisição de equipamentos para salvamento, de veículos pesados de suporte e de serviços de consultorias e capacitações internacionais, com expertise em gerenciamento de risco e desastres para Defesa Civil, também em contratações de sistemas de dados hidrometereológicos e estações meteorológicas, entre outros serviços de melhorias de dados espaciais – como o GeoBase, por exemplo –, que dão suporte técnico para qualificar os serviços de monitoramento da Agerh e da Seama, respectivamente.

Deste montante de investimentos, também foram executados em 2019 mais de R$ 11 milhões em infraestrutura de TI para os órgãos do sistema de meio ambiente – composto pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Seama e Agerh. Mais de R$ 59 milhões estão sendo contratados para construção do já citado Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres, que vai ajudar o Estado no controle e na gestão de informações estratégicas para antever eventos extremos, com possibilidade de respostas e soluções mais rápidas, eficácia tecnológica e de resultados, no menor tempo e com o menor dano possível às pessoas.

Com o Reflorestar, que também absorve recursos do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, apenas em 2020, foram mais de R$ 890 mil em suporte para ampliação da área de atuação e no aperfeiçoamento do portal do Programa, o que vai gerar maior rapidez, segurança e transparência nos procedimentos de monitoramento, no pagamento de PSA e na produção de informações sobre a cobertura florestal de todo o Estado.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Fabricio Machado, estes investimentos vão possibilitar qualificar, estrutural e tecnologicamente, os órgãos de Controle Ambiental, Florestal, de Segurança Hídrica e da Defesa Civil do Estado, contribuindo na consolidação do Estado no protagonismo nacional de ações integradas e transversais no combate à crise climática.

“Nos dois primeiros anos do Governo do Estado, quando mudanças na condução e na gestão qualitativa do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem foram priorizados, houve investimos assertivos em projetos estratégicos, com o objetivo de implementar políticas que vão ajudar na tomada de decisão, em situações extremas de desastres e também consolidar nossa posição de um Estado comprometido no combate ao desmatamento e na recuperação de cobertura florestal”, ressaltou o secretário Fabricio Machado.

Para o gestor do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, Robson Monteiro, o programa não apenas viabiliza os investimentos em Infraestrutura e em Tecnologia, como também é um braço estratégico e transparente na condução de todo processo de contratação, obedecendo protocolos e procedimentos licitatórios internacionais.

“Além de ser o financiador do Programa, o Bird tem um corpo técnico altamente qualificado, compromissado com o desenvolvimento sustentável, com as melhores práticas no desembaraço de contratos que requerem padrões e termos de referência internacionais, respeitando os trâmites legais e normas também internacionais com mais rapidez, de forma mais eficaz, com a lisura e a transparência necessária, dinamizando o investimento com o resultado ótimo, que satisfaz o banco, o Governo do Estado e a urgência e a qualidade que a sociedade precisa”, explicou Monteiro.

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Projeto da prefeitura de Barra de São Francisco garante alimentação para mais de 8 mil pessoas

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Em 12 dias servindo alimentação as famílias carentes de Barra de São Francisco, desde de seu início em 29 de março de 2021, até esta sexta-feira (09), 8.213 pessoas se alimentaram no Centro de Apoio Alimentar da prefeitura de Barra de São Francisco.

A iniciativa de oferecer alimentação as famílias carentes, é da prefeitura de Barra de São Francisco. O alimento (marmitex), é fornecido de segunda a domingo, inclusive feriados.

É obrigatório o uso de máscaras ao chegar no local para pegar o alimento. É feito higienização nas mãos das pessoas que chegam para pegar o marmitex.

Pessoas atendidas até o presente momento:

Segunda feira (29/03/2021) 440 pessoas

Terça Feira (30/03/2021) 612 pessoas

Quarta Feira (31/03/2021) 750 pessoas 

Quinta feira (1º/04/2021) 750 pessoas 

Sexta feira (02/04/2021) 610 pessoas 

Sábado (03/04/2021) 760 pessoas 

Domingo (04/04/2021) 720 pessoas 

Segunda Feira (05/05/2021) 728 pessoas 

Terça feira (06/04/2021) 700 pessoas 

Quarta feira (07/04/2021) 764 pessoas

Quinta feira (08/04/2021) 819 pessoas  

Sexta feira (09/04/2021) 560 pessoas 

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Total: 8. 213

 

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No ES família enterra corpo trocado de mulher vítima da Covid

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O caso ocorreu em São José do Calçado. Ana Maria de Souza Fonseca morreu de Covid-19 depois de ficar 20 dias internada. Família diz que vai processar os envolvidos.

Uma família de São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo, tomou um susto ao enterrar uma familiar que foi vítima da Covid-19. Eles descobriram horas depois do sepultamento, que aconteceu nesta quarta-feira (7), que o corpo dela foi trocado e que eles enterraram o corpo de outra pessoa.

Ana Maria de Souza Fonseca, de 77 anos, vítima da Covid-19, teve corpo trocado com o de outra vítima — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Ana Maria de Souza Fonseca tinha 77 anos e ficou 20 dias internada no Hospital São Vicente de Paula, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste do Rio de Janeiro.

Os familiares fizeram um ato rápido, sem velório, na quarta. O caixão estava lacrado e enrolado em um plástico.

Só que, horas depois, na madrugada desta quinta (8), os parentes descobriram que aquele que tinha sido sepultado não era o corpo de Ana Maria.

Eles foram de novo ao cemitério. Ao chegar lá, tomaram outro susto. O jazigo da família estava aberto e sem nenhum caixão dentro.

“Fomos para o cemitério para recebê-la. Chegou aqui, o carro da funerária disse que não poderia abrir o caixão, por ser Covid. Fizemos a oração, nos despedimos, ela foi enterrada e fomos embora. De madrugada, minha prima recebeu uma ligação do hospital, de que os corpos foram trocados. Não era a tia Nana. Nós corremos para vir ver o que estava acontecendo. A família do corpo enganado, que é do Rio de Janeiro, já tinha vindo aqui, pego, e levado para seus familiares. O buraco ficou ali, aberto, e ficamos esperando a tia”, descreveu uma sobrinha da vítima, Luciana Dias.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, além dos familiares, estavam ainda o procurador do município, o secretário de Obras e o advogado do Hospital São Vicente de Paula. O corpo da mulher foi, então, encaminhado para o hospital para fazer a troca de cadáveres.

No início da tarde do mesmo dia, o corpo de Ana Maria chegou ao cemitério. A família disse que o funcionário da funerária não usava equipamentos de proteção, o caixão não estava enrolado no plástico e a tampa de madeira que cobre o vidro da urna foi aberta. Assim como da primeira vez, foram os familiares que carregaram o caixão.

Agora, a família quer justiça. Eles dizem que vão entrar com um processo judicial contra os envolvidos na troca dos corpos.

Por telefone, a dona da funerária disse que eles não vão se pronunciar e que apenas o hospital vai responder.

A Prefeitura de São José do Calçado informou por meio de nota que a troca dos corpos ocorreu na cidade vizinha, em Bom Jesus do Itabapoana, e que o cemitério de Calçado apenas recebeu.

Ainda de acordo com a prefeitura, o responsável pelo cemitério local foi notificado para prestar esclarecimentos em relação a sua vestimenta, pois, segundo o município, a prefeitura disponibiliza todo o equipamento de proteção. Se houver necessidade, o mesmo será implicado nas diretrizes administrativas, informou a prefeitura.

O município disse ainda que registrou um boletim de ocorrência e acionou a Polícia Militar.

A direção do hospital disse em nota que instaurou uma sindicância para poder apurar o fato.

“Todos os familiares foram contactados pelo hospital, que ofereceu total auxílio as famílias de imediato. Lamentamos profundamente a dor dos familiares pela perda de seus entes queridos e apura o equívoco feito pela funerária. Tão logo sejam apuradas mais informações, poderemos seguir com uma nova nota de esclarecimento”, diz parte da nota.

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