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Internacional

Em meio à pandemia de covid-19, UE alerta sobre surto de gripe aviária

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Doença é altamente contagiosa entre pássaros e pode ser transmitida ao homem ao manipular aves mortas contaminadas; pode levar à morte

Os Países da União Europeia devem intensificar a vigilância contra possíveis surtos de gripe aviária entre aves selvagens e domésticas, disse a UE nesta quarta-feira (30).

A doença é altamente contagiosa para pássaros, mas os riscos de transmissão para humanos são considerados baixos, afirmaram como agências de saúde e alimentos da UE em um relatório publicado enquanto o continente enfrenta um novo pico de alterações pelo novo coronavírus.

“Os países da UE estão sendo instados a intensificar como medidas de vigilância e biossegurança para se proteger contra dois novos surtos de gripe aviária este ano”, disse o relatório.

O alerta segue-se a surtos nos últimos meses entre aves selvagens e domésticas no oeste da Rússia e no Cazaquistão, que estão na rota de migração de outono para aves aquáticas selvagens rumo à Europa.

A transmissão para humanos é rara, mas já ocorreu no passado e pode levar à morte.

“O risco de transmissão do vírus da gripe aviária ao público em geral na Europa permanece muito baixo”, acrescentou o relatório.

“No entanto, para minimizar o risco de transmissão aos humanos, as pessoas são aconselhadas a não tocar em aves mortas sem usar o equipamento de proteção individual adequado.”

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Internacional

Reino Unido: Variante Delta da covid é 60% mais contagiosa

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Cepa descoberta na Índia já corresponde à maior parte dos casos no país e pode obrigar governo a atrasar reabertura

A variante Delta do coronavírus, dominante no Reino Unido, é 60% mais contagiosa que sua antecessora, Alfa, afirma um estudo publicado na sexta-feira (11), antes de o governo britânico anunciar uma decisão sobre a suspensão das últimas restrições.

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, havia declarado recentemente que o percentual era de 40%.

Mas, de acordo com um estudo do Serviço de Saúde Publica da Inglaterra, foram detectados 42.323 casos no Reino Unido, 29.892 a mais que na semana anterior, desta nova cepa que já representa mais de 90% dos novos contágios.

“A variante Delta se associa com um risco aproximadamente 60% maior de transmissão no núcleo familiar em comparação à variante Alfa”, identificada em dezembro no sudeste da Inglaterra e que provocou uma disparada de casos, que resultou em quase quatro meses de confinamento.

Internações seguem estáveis

O estudo, no entanto, considera “encorajador” que este novo aumento não seja acompanhado por um aumento semelhante nas hospitalizações. Quase mil pacientes com covid-19 estão atualmente internados em hospitais britânicos.

“Os dados indicam que o programa de vacinação continua a mitigar o impacto desta variante nas pessoas que já receberam duas doses da vacina”, afirmou o organismo.

Embora a vacinação “reduza o risco de caso grave da doença, não o elimina”, ressaltou Jenny Harries, diretora-geral da agência de segurança sanitária britânica.

O Reino Unido, país europeu mais afetado pela pandemia, com quase 128.000 mortes, iniciou uma campanha de vacinação em larga escala que em seis meses administrou duas doses a 77% dos adultos.

Após um longo confinamento durante o inverno, o governo começou a flexibilizar muito gradualmente as restrições. Mas a suspensão das últimas medidas, prevista inicialmente para 21 de junho, se vê ameaçada pelo recente aumento dos contágios, que superam 6.000 ou até 7.000 novos casos diários.

De acordo com o jornal The Times, o governo de Boris Johnson está considerando adiar a última etapa em quatro semanas, uma decisão que deve ser anunciada na segunda-feira.

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Internacional

China pretende vacinar crianças a partir de 3 anos contra a covid-19

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Farmacêutica Sinovac vai publicar resultados de testes com crianças e adolescentes em revista científica

A China se prepara para vacinar crianças a partir dos três anos de idade contra o coronavírus, o que deve fazer do país o primeiro do mundo a imunizar nesta faixa etária, anunciou um porta-voz do laboratório farmacêutico Sinovac.

O país, onde a covid-19 surgiu no fim de 2019, já administrou quase 800 milhões de doses de vacinas, até agora apenas em pessoas com mais de 18 anos.

Pequim, que praticamente erradicou a epidemia em seu território desde maio de 2020, espera poder vacinar ao menos 70% de sua população até o fim do ano, ou seja um bilhão de habitantes.

Um porta-voz do laboratório Sinovac, que produz uma das três vacinas autorizadas no país, afirmou à AFP que o imunizante Coronavac poderia ser oferecido aos menores de idade.

“Foi aprovado (o uso da) vacina da Sinovac nos últimos dias para a faixa de três aos 17 anos”, declarou, sem informar quando serão aplicadas as primeiras doses.

O laboratório concluiu os testes clínicos em crianças e adolescentes, cujos resultados devem ser publicados pela revista britânica The Lancet, acrescentou.

Além da Sinovac (duas doses), a China aprovou o uso dos produtos da Sinopharm (duas) e Cansino Biologics (uma).

Os fármacos da Sinovac e da Sinopharm receberam a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para administração em adultos.

Em outros continentes, União Europeia (UE), Reino Unido e Estados Unidos aprovaram o uso da vacina da Pfizer/BioNTech a partir dos 12 anos.

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