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Internacional

Em meio à pandemia de covid-19, UE alerta sobre surto de gripe aviária

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Doença é altamente contagiosa entre pássaros e pode ser transmitida ao homem ao manipular aves mortas contaminadas; pode levar à morte

Os Países da União Europeia devem intensificar a vigilância contra possíveis surtos de gripe aviária entre aves selvagens e domésticas, disse a UE nesta quarta-feira (30).

A doença é altamente contagiosa para pássaros, mas os riscos de transmissão para humanos são considerados baixos, afirmaram como agências de saúde e alimentos da UE em um relatório publicado enquanto o continente enfrenta um novo pico de alterações pelo novo coronavírus.

“Os países da UE estão sendo instados a intensificar como medidas de vigilância e biossegurança para se proteger contra dois novos surtos de gripe aviária este ano”, disse o relatório.

O alerta segue-se a surtos nos últimos meses entre aves selvagens e domésticas no oeste da Rússia e no Cazaquistão, que estão na rota de migração de outono para aves aquáticas selvagens rumo à Europa.

A transmissão para humanos é rara, mas já ocorreu no passado e pode levar à morte.

“O risco de transmissão do vírus da gripe aviária ao público em geral na Europa permanece muito baixo”, acrescentou o relatório.

“No entanto, para minimizar o risco de transmissão aos humanos, as pessoas são aconselhadas a não tocar em aves mortas sem usar o equipamento de proteção individual adequado.”

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Internacional

China fecha 2020 com crescimento de 2,3% do PIB, mas desempenho é o mais fraco em 44 anos

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Economia da China ganhou velocidade no quarto trimestre e país foi a única grande economia do mundo a evitar contração no ano passado.

Com um crescimento superando as expectativas no quarto trimestre, a economia da China encerrou 2020 com alta de 2,3% no seu produto interno bruto (PIB). Os chineses foram os únicos entre as maiores economias do mundo que conseguiram evitar uma retração em ano de pandemia global.

A segunda maior economia do mundo surpreendeu muitos especialistas com a velocidade de sua recuperação do choque da pandemia, especialmente com as tensas relações entre EUA e China no comércio e em outras frentes.

O crescimento, entretanto, ficou bem abaixo do avanço de 6,1% registrado em 2019 e foi o mais fraco desde 1976, último ano da Revolução Cultural que durou uma década e afetou a economia.

No 4º trimestre, o PIB chinês cresceu a uma taxa de 6,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostrando uma ganho de ritmo frente ao avanço de 4,9% no 3º trimestre.

As fortes medidas de contenção do governo chinês permitiram ao país conter o surto de Covid-19 muito mais rápido do que a maioria dos países, enquanto os estímulos do governo e a aceleração da produção nas fábricas para fornecer produtos a muitos países ajudaram a aumentar a força.

Diante das rigorosas medidas de contenção do vírus e de estímulo do governo, a economia se recuperou continuamente da queda de 6,8% nos três primeiros meses de 2020, quando o surto de Covid-19 na cidade de Wuhan se tornou uma epidemia.

Ainda assim, destacando o forte impacto da Covid-19 em todo o mundo, o crescimento do PIB da China em 2020 foi o mais fraco desde 1976, último ano da Revolução Cultural que durou uma década e afetou a economia.

Na comparação trimestral, o PIB aumentou 2,6% entre outubro e dezembro, contra expectativa de alta de 3,2% e ganho revisado para cima de 3,0% no trimestre anterior.

Comparativo e perspectivas

A China deve ser a única grande economia a registrar crescimento neste ano. O Banco Mundial estima uma tombo da 4,3% na economia global em 2020. Para 2021, a projeção é de uma alta de 7,9% do PIB da China e de 4% na economia global.

Enquanto muitas nações lutam para conter o avanço do coronavírus, espera-se que a China continue à frente de seus pares em 2021, com o PIB crescendo no ritmo mais rápido em 10 anos. Pesquisa da Reuters prevê um aumento de 8,4% neste ano.

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Internacional

Índia dá início ao mais ambicioso esquema de vacinação do mundo

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A Índia iniciou seu programa de vacinação contra Covid-19 neste sábado (16). O país, que tem uma população de 1,35 bilhão de pessoas e mais de 10 milhões de casos do novo coronavírus, tem pela frente o desafio de organizar a “maior campanha de vacinação do mundo”, dizem as autoridades indianas.

Neste primeiro dia, cerca de 100 pessoas serão vacinadas voluntariamente em cada um dos 3.006 centros do país.

O país não faz uma operação de saúde em grande escala há quase 20 anos, quando lançou a campanha contra a poliomielite para vacinar cerca de 100 milhões de crianças menores de três anos em um dia.

O governo do primeiro-ministro indiano Narendra Modi identificou 300 milhões de pessoas que compõem o “grupo prioritário” para receber o imunizante contra o coronavírus.

Esse grupo é formado por 30 milhões de profissionais de saúde, policiais, soldados e voluntários e 270 milhões de pessoas mais vulneráveis ao vírus: a maioria, cidadãos com mais de 50 anos e mais 10 milhões de pessoas com comorbidades graves.

Imunizantes usados

Duas vacinas já foram aprovadas para uso emergencial nesta primeira fase de imunização: a da Universidade Britânica de Oxford, com farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca, e a Covaxin, a fórmula desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech em parceria com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR).

O Serum Institute of India (SII), maior fabricante mundial de vacinas em volume, é responsável pela produção de Covishield e já entregou cerca de 11 milhões de doses ao governo no início da campanha, enquanto Bharat A Biotech confirmou a compra de 5,5 milhões de vacinas a mais.

Distribuição 

A logística para o fornecimento das vacinas começa com a previsão da transferência das doses para os quatro principais pontos escolhidos para abastecimento no país: Karmal (norte), Bombaim (oeste), Calcutá (leste) e Chennai (sul).  

Mais 29 mil pontos no país serão percorridos por terra. Esses locais funcionam como uma rede para entrega de imunizantes aos postos de atendimento, onde ocorrerá a aplicação das vacinas. 

Outro fator também que precisou ser observado é a temperatura para conservação dos imunizantes (2 a 8 graus).

Principalmente em estruturas mais precárias, como próximo a comunidades indígenas ou zonas rurais, que apresentam problemas no serviço de eletricidade. E com a chegada do verão, as temperaturas no país podem passar de 40°.

O governo indiano comprou 70 câmaras de congelamento, 240 câmaras frias, 45.000 geladeiras forradas a gelo, 41.000 freezers, 300 geladeiras de carga solar e cerca de 200.000 banheiros treinados para essa tarefa.

“Nosso desafio é maior e mais complexo do que o de mais de 50 países onde a vacinação já começou, por isso devemos estar mais preparados”, disse o secretário de Saúde Rajesh Bhushan.

Registro e comunicação

Com o objetivo de vacinar 300 milhões de pessoas, a Índia também criou um plano arrojado de comunicação e registro das pessoas que serão imunizadas.

O governo indiano lançou o “Co Win”, um aplicativo que enviará as informações de temperatura de todos os locais onde as vacinas serão armazenadas, para a sede em Nova Délhi. 

Além disso, a plataforma digital também permitirá o envio de uma mensagem informando onde e quando você receberá a vacina, identificando também qual dose do imunizante foi ministrado durante a vacinação.

Índia x Brasil

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, disse na quinta-feira (14) que “é muito cedo” para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país, uma vez que a campanha nacional de imunização ainda está só começando.

O Brasil é um dos países que está na fila para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na sexta-feira (15) que o avião responsável por buscar as vacinas na Índia partirá em “dois ou três dias, no máximo”. Inicialmente, a aeronave deveria ter partido na quinta (14).

“Já temos tudo acertado para disponibilizar 2 milhões de doses. Hoje está começando a vacinação na Índia, então resolveu-se atrasar em um ou dois dias até que o povo lá comece a ser vacinado. Daqui a dois, três dias no máximo o nosso avião vai partir e vai trazer esses dois milhões de doses para cá”, disse Bolsonaro em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

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