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Segurança

Empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso pela PF em Vitória

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Operação “Masqué”, feita em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, combate crimes contra o sistema financeiro nacional

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (13), em Vitória, um empresário suspeito na participação de um esquema milionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. 

O detido foi alvo da terceira fase da “Operação Masqué”, feita para combater crimes contra o sistema financeiro nacional. A PF realiza em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

De acordo com a PF, a ação deveria cumprir dois mandados de prisão preventiva. Porém, o outro suspeito não foi encontrado em Vila Velha e foi considerado foragido pela Justiça. O nome do empresário será inscrito na lista de procurados da Interpol, composta por 190 países.

Como se trata de captura e prisão, os nomes não foram divulgados em razão da Lei de Abuso de Autoridade.

A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

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Os suspeitos responderão por três crimes: lavagem de dinheiro (prisão de três a dez anos e multa), organização criminosa (prisão de três a oito anos e multa), evasão de divisas (prisão de dois a seis anos e multa). 

Entenda as fases da operação

Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior. 

Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

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Segurança

Idosa cai em golpe do bilhete premiado em Camburi e transfere R$ 200 mil para suspeitos

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Dois homens e uma mulher participaram do crime e acabaram detidos na Serra, enquanto tentavam sacar o valor

Uma senhora de 75 anos foi vítima do “golpe do bilhete premiado” nesta terça-feira (28), enquanto caminhava no calçadão da Praia de Camburi, em Vitória. A idosa acabou transferindo R$ 200 mil para a conta de um dos suspeitos, dois homens e uma mulher, que acabaram detidos na Serra.

A vítima foi abordada pelos dois homens, que se aproximaram e disseram que um deles tinha um bilhete premiado da loteria. De acordo com a polícia, o prêmio seria de R$ 2,9 milhões.

Com tanto dinheiro para receber, os dois suspeitos fizeram uma proposta para a idosa: pediram que ela fizesse uma transferência bancária no valor de R$ 200 mil e garantiram que depois a senhora receberia um valor maior.

Ela foi levada de carro por eles até uma agência bancária, no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra, onde realizou a transferência. Em seguida, foi convencida a aguardar enquanto os dois homens seguiam para outra agência do bairro, para fazer o saque.

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Assim que eles partiram, a idosa ligou para um funcionário da empresa da família e pediu que fosse puxado o extrato da conta. De acordo com a polícia, o colaborador chegou a perguntar o motivo, mas ela desconversou e desligou. Ele então checou o extrato e verificou que ela havia feito a transferência de valor elevado.

O funcionário ficou desconfiado de que ela pudesse ter caído em um golpe e seguiu às pressas para a agência onde a idosa estava para tentar evitar o prejuízo. Lá pediu ao gerente o bloqueio da conta e acionou a Polícia Militar.

Na sequência, buscas foram feitas e os suspeitos foram detidos na porta de outra agência bancária, após tentarem sacar o dinheiro. Além dos dois homens, foi detida também uma mulher.

Os suspeitos já foram identificados. Confira nomes e quais foram as participações:

• Kalita Vianna Sarmento Soares, de 34 anos, teria entrado na segunda agência com o segundo suspeito;

• Carlos Henrique Caixeiro e Souza, de 32 anos. Os dados da conta dele foram passados para a idosa. Ele alega que não sabia que as informações seriam para um golpe.

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• Álvaro Lopes Naschi, de 35 anos. Ele aguardava Kalita e Carlos em um carro, na porta da segunda agência.

De acordo com a Polícia Civil, os três foram autuados em flagrante por estelionato e encaminhados ao sistema prisional. Álvaro já teve passagem criminal, entre dezembro de 2017 a abril de 2019, por falta de pagamento de pensão alimentícia.

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Segurança

Empresário preso em Vila Velha era entusiasta fitness e ostentava vida de luxo

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No laboratório clandestino, foi apreendido maquinário, insumos, arma, munições, balança, bomba de vácuo e grande quantidade de substância anabolizante, em geral de uso veterinário

Um suspeito de 29 anos foi preso na última sexta-feira (24) por manter laboratório clandestino de anabolizantes em Vila Velha. A fábrica, que produzia e distribuía material para todo o Brasil, também fechada pelo Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc). O suspeito teria obtido grande lucro no período, ostentando uma vida de luxo. Ainda foi constatado que o homem não tinha formação acadêmica e era um entusiasta da vida fitness.

No local, foi apreendido maquinário, insumos, arma, munições, balança de precisão, bomba de vácuo, tanque de esterilização e grande quantidade de substância anabolizante, em geral de uso veterinário. 

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (27), foi informado que o homem contava com uma loja de suplementos no bairro Santa Mônica, em Vila Velha, além de manter ativa a fábrica clandestina, no bairro Guaranhuns. No local, foram apreendidas 250 ampolas prontas para serem comercializadas.

O esquema criminoso foi mantido por pelo menos cinco anos, com anabolizantes vendidos a preços elevados, chegando a R$ 350 cada. O valor total obtido ainda não foi calculado. No carro importado em seu nome, a polícia encontrou uma arma calibre 38 e oito munições.

No laboratório os policiais encontraram embalagens, tubos de ensaio, medicamentos, impressora, diversos insumos para produção de anabolizantes, além de caixas com a logomarca da empresa.

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Já o suspeito seria um entusiasta da vida fitness, que fabricava os produtos e prescrevia receitas, baseando-se apenas no que aprendeu com a rotina de exercícios que praticava.

Em entrevista, o delegado titular da Denarc, Tarcísio Otoni, informou que o caso chegou ao conhecimento da polícia por denúncia anônima.

“Fizemos levantamentos e a equipe do Denarc identificou o momento em que o indivíduo fazia entrega do anabolizante para o motoboy realizar entregas. Em estado de flagrância, o departamento entrou no que seria um depósito, mas se deparou com um verdadeiro laboratório clandestino, com maquinário, insumos e embalagens. Ele tinha uma marca própria que vendia para todo o Brasil”, disse.

Para driblar efeitos colaterais dos anabolizantes, o suspeito ainda receitava e vendia medicamentos de uso controlado, em especial os relacionados a disfunções sexuais.

Segundo a PC, o suspeito foi preso em flagrante e investigações são feitas para saber se outras pessoas participaram do crime. A polícia orienta que pessoas que fizeram uso dos produtos e se sentiram mal devem procurar a delegacia.

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