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Brasil

Engenheiro brasileiro cria óculos anti-covid para pessoas cegas

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Equipamento mede a distância, a temperatura corporal de pessoas ao redor e avisa quando alguém próximo está sem máscara

Os esforços relacionados à prevenção da covid-19 como uso de máscaras, o distanciamento social e o acompanhamento da temperatura corporal são essenciais para conter a disseminação do novo coronavírus entre a população.

Para as pessoas cegas, porém, esse protocolo pode ser um desafio, uma vez que pode ser difícil ou impossível identificar pela visão se outros todos ao redor estão respeitando a distância mínima de 1,5 metro recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), entre outras medidas, para que não haja o contágio com o vírus.

Pensando nisso, o engenheiro de software Sandro Mesquita desenvolveu óculos que auxiliam as pessoas cegas a não ficarem tão expostos aos riscos durante a pandemia. O projeto faz parte do mestrado que o profissional está prestes a concluir no CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife).

“Este equipamento permite saber se o outro indivíduo está usando máscara, se está na distância recomendada de 1,5 metros e também qual a temperatura corporal da outra pessoa”, destacou o engenheiro de software.

Composição do equipamento

Os óculos precisam de três partes diferentes para funcionar. Uma delas é uma microcâmera composta por dois sensores infravermelhos, um para medir a temperatura corpórea e outro para medir distâncias, que fica ligada à região das lentes e possui um formato retangular.

Há também uma espécie de microcomputador projetado para receber os dados gerados pelos sensores via Wi-Fi para então fazer o processamento. Este, por sua vez, foi pensado para ficar em uma bolsa junto com um carregador portátil.

Por último, a pessoa utilizará fones de ouvido conectados a este microcomputador via bluetooth, que vai transmitir ao usuário as informações captadas pelos sensores.

“Os óculos pesam, em média,  70 gramas. A placa que fica na bolsa tem mais ou menos o mesmo peso, mas como ela é alimentada por um power bank, estes dois dispositivos juntos podem pesar um pouco mais”, afirma Mesquita, quando questionado sobre o conforto do equipamento para o usuário.

Outras funções e mudança de planos

O especialista em robótica e automação ressalta que o equipamento pode ter muitas outras funcionalidades, mas ele prezou pelo funcionamento perfeito dos recursos básicos que uma pessoa cega pode precisar para se locomover diariamente pela cidade.

“Há outras funções que poderiam ser acrescentadas, como chamadas telefônicas, geolocalização, solicitação de transporte por aplicativo e cálculo de rotas de ônibus, mas isso aumenta o valor do produto e pode implicar na perda da eficácia dos recursos mais básicos e necessários”, destaca.

Modelo está sendo desenvolvido desde agosto de 2020

O engenheiro diz que pessoas cega participaram de todo o processo de produção e de testes das funções dos óculos, e explica que, por conta das restrições do isolamento social, utilizou também pessoas vendadas para testar os recursos do equipamento. Os óculos apresentaram 95% de eficácia e o projeto está sendo submetido às últimas testagens antes de entrar em circulação.

Sandro explica que o modelo dos óculos estava sendo desenvolvido há três anos, mas, inicialmente, a ideia era fazer o reconhecimento facial de pessoas, mapear obstáculos e identificar árvores, semáforos e faixas de pedestre. Mas a mudança se deu quando a pandemia de covid-19 chegou ao Brasil.

“Essa ia ser a minha tese de mestrado mas, vendo as recomendações do Ministério da Saúde sobre a pandemia, eu pensei em como a pessoa cega saberia se a alguém perto dela está sem máscara e se está a uma distância de 1,5 metro. Então decidimos adaptar o projeto às necessidades da pandemia”, afirma o engenheiro. O modelo atual vem sendo trabalhado desde agosto de 2020.

Comercialização do produto

Em relação às vendas do produto, o mestrando ressalta que está solicitando apenas que as empresas que queiram produzir os óculos não façam um uso comercial visando um lucro exorbitante em cima do equipamento.

“A gente parte do princípio de que o deficiente visual não possui muito auxílio do governo, uma vez que eles dizem que é muito caro produzir equipamentos para estas pessoas. Nós mostramos que não”, afirma.

Sandro estima que o equipamento completo custará, em média, R$ 700. Até o momento nenhuma empresa apresentou proposta de investimento ou compra dos óculos, e ele imagina que isso está acontecendo porque as marcas querem sempre gerar lucro em cima, e a proposta social está impedindo a aproximação de algumas delas.

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Menino de 4 anos morre após ser picado por escorpião

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Um menino de 4 anos de idade morreu após ser picado por um escorpião em casa, segundo a Vigilância Sanitária de Pires do Rio, no sudeste de Goiás. De acordo com o órgão, a reação à picada causou uma série de paradas cardíacas durante o atendimento médico, até que Davi Lucca Ferreira Borges não resistiu.
O acidente aconteceu no sábado (17/4). Renata Ferreira Cardoso, de 28 anos, mãe do menino, disse que ele acordou de madrugada com episódios de vômitos e reclamava de dor de cabeça.
“Ele vomitava sem parar, tipo uma secreção com espuma. Ele foi medicado e voltou para casa. Em casa, ele dormiu, mas estava muito gelado e delirando, falando coisas sem nexo. Então, voltamos para o hospital e o quadro se agravou”, contou a mãe.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Davi Lucca “foi admitido no pronto-socorro, choroso, vomitando e com hiperglicemia”.
Durante o atendimento, o menino teve três paradas cardíacas que foram revertidas pela equipe médica.
A SMS também detalhou que, por causa do estado do paciente, ele foi transferido via UTI móvel ao Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, e internado em Unidade de Terapia Intensiva, mas que nos dez minutos seguintes teve outra parada cardíaca e não resistiu.

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Brasil

Pintura de mural que custou R$ 400 mil desmancha quatro meses em RR

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Obra, assinada pelo artista brasileiro Eduardo Kobra, foi pintada em um mural no Parque do Rio Branco, inaugurado em dezembro do ano passado. Prefeitura disse que hipótese é que além da exposição ao sol, o problema seja devido ao grande volume de chuvas na capital e umidade no muro.

A pintura no mural principal do Parque Rio Branco, em Boa Vista, desmanchou quatro meses após a inauguração do local. A obra, que representa uma iguana gigante e é assinada pelo artista brasileiro internacionalmente reconhecido Eduardo Kobra, custou R$ 400 mil aos cofres públicos, conforme extrato publicado no Diário Oficial do Município (DOM). O valor foi pago pela prefeitura.

Procurada, a prefeitura de Boa Vista, responsável pelo Parque, informou por meio de nota que a situação será avaliada, mas a hipótese é que além da exposição ao sol, o problema seja devido ao grande volume de chuvas na capital e umidade no muro. Disse ainda que entrou em contato com o artista responsável pela obra no mural e que uma equipe será enviada para fazer os reparos.

Eduardo Kobra disse a reportagem que não é comum a pintura derreter em um curto tempo e que uma equipe deve fazer a restauração do muro na próxima semana.

O Parque do Rio Branco foi inaugurado em dezembro do ano passado, em uma uma festa que gerou aglomeração, com pessoas sem máscaras e sem distanciamento social.

Mural no Parque Rio Branco é assinado pelo artista brasileiro Eduardo Kobra — Foto: Vanessa Fernandes/G1 RR

Mural no Parque Rio Branco é assinado pelo artista brasileiro Eduardo Kobra

Outros murais do Parque do Rio Branco

O parque também possui outro espaço onde foram pintadas 34 obras de artistas locais, dentro do tema “Nosso Rio, Nossa História, Nossas Famílias”. Ao todo, a prefeitura pagou R$ 6 mil a cada um dos 25 artistas selecionados. Dessas, apenas duas tinham deterioração. Questionada, a prefeitura não respondeu se devem ser restauradas.

O Parque do Rio Branco estava em construção desde 2018, na gestão da ex-prefeita Teresa Surita (MDB). O espaço foi erguido à margens principal rio do estado, onde era o Caetano Filho, antigo “Beiral”, região que alagava no período do inverno. Lá, viviam cerca de 350 famílias que foram removidas e receberam indenização pela mudança.

O projeto de construção do espaço foi orçado em R$ 134,4 milhões – desses, R$ 104 milhões foram repassados pelo Ministério do Turismo e o restante contrapartida do município. A prefeitura, no entanto, não informou se esse valor sofreu alguma alteração ao longo dos dois três anos de obra.

Obra de artista local no muro do Parque Rio Branco — Foto: Polyana Girardi/G1 RR

Obra de artista local no muro do Parque Rio Branco, essa não “derreteu”.

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