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Medicina e Saúde

Entenda a dieta vegana para emagrecer adotada por Neymar

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Nutricionista Luna Azevedo explica como funciona a estratégia vegetariana para secar barriga em 30 dias

Quem não volta das férias precisando perder uns quilinhos? Com atletas é igual. E Neymar retornou do descanso com uma barriguinha, precisando readquirir a forma física. Depois de 20 dias longe dos gramados, parte deles passados em um barco em Ibiza, na Espanha, o jogador do PSG e da seleção brasileira estava mais pesado, o que deixa qualquer um também mais lento. Por isso, teria adotado uma dieta vegana para emagrecimento por 30 dias, segundo informações do UOL. E um mês depois, já exibia um abdômen trincado. Mas que dieta é essa?

Para entender como funciona a estratégia vegana para perda de peso, a nutricionista esportiva e funcional Luna Azevedo lembra que a alimentação plant-based possui diversos benefícios, que vão muito além da perda de peso. E que o veganismo é na verdade uma forma de vida que vai além do que se come, pois abarca todas as escolhas que são feitas, de cosméticos e produtos de limpeza a móveis e roupas. Nada deve levar produtos de origem animal. Quando é apenas um plano de emagrecimento, pode ser chamado de vegetariano estrito.

– Quanto à perda de peso e à redução do índice de massa corporal (IMC), de fato podemos alcançar resultados bem positivos no período de 30 dias – afirma Luna.

Por que funciona? A nutricionista esclarece que os que usam o veganismo para emagrecer alcançam resultados positivos devido ao aumento do consumo de fibras através de frutas, legumes e vegetais, que favorecem o funcionamento do intestino, e pelo corte das carnes, gorduras e leites e derivados, reduzindo o processo inflamatório.

– Neymar está acima do peso e provavelmente a equipe do PSG adotou essa dieta para ele desinflamar e perder peso mais rápido, cortando a carne e o leite. Qualquer alimentação da qual você tire fritura, gordura e toda a parte inflamatória é uma excelente estratégia para melhorar o funcionamento intestinal e perder gordura abdominal. Provavelmente o foco é reduzir o processo inflamatório, para ele ficar mais ágil. Com certeza, vai melhorar a motilidade intestinal e deixá-lo mais leve. A carne vermelha gera um processo inflamatório, e a digestão leva 72 horas. Uma alimentação leve, à base de feijões e cereais, é de digestão mais rápida e ajuda na agilidade no treino – explica Luna.

Benefícios da dieta vegana

  1. Prevenção e combate à obesidade;
  2. Prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardíacas, hipertensão arterial, diabetes e câncer;
  3. Normalização da microbiota intestinal, lembrando que a saúde do trato gastrointestinal tem sido cada vez mais relacionada a doenças como obesidade, diabetes, câncer e problemas no sistema vascular;
  4. A longo prazo, promove ainda melhores índices de vasodilatação no sistema cardiovascular, o que reduz o risco de infartos e derrames.

– Do ponto de vista nutricional, a estratégia proporciona alta ingestão de fibras e carboidratos complexos, que auxiliam no equilíbrio da glicose sanguínea e levam a uma menor produção de agentes carcinogênicos, como o ácido biliar secundário. Além disso, indivíduos veganos costumam ingerir boas quantidades de ácidos graxos ômega 6, carotenóides, ácido fólico, magnésio, potássio, antioxidantes (como as vitaminas C e E) e fitoquímicos (através de vegetais da família Brassica, como brócolis, repolho, couve, couve-flor) – explica Luna. – Restringir o consumo de produtos de origem animal resulta também em proteção vascular, auxiliando no controle do colesterol total, da lipoproteína de baixa densidade (LDL, o colesterol ruim) e dos triglicerídeos.

Veganismo em atletas

O casamento perfeito do feijão com o arroz: alimentos se complementam e fornecem todos os aminoácidos essenciais — Foto: iStock Getty Images

Existem muitos atletas veganos, como as tenistas Venus e Serena Williams, a levantadora da seleção brasileira de vôlei Macris e o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton. Neymar não é vegano, apenas adotou uma dieta vegetariana temporária.

– No caso do Neymar, o objetivo está no emagrecimento para ganho de velocidade. Mas sabemos que a saúde intestinal dos indivíduos vegetarianos e veganos tende a ser melhor que a de indivíduos onívoros, o que favorece o perfil anti-inflamatório no organismo e um sistema imunológico mais eficiente. São fatores importantes porque a atividade esportiva de alta performance exige muito do sistema imune por naturalmente gerar muita inflamação. Com certeza, o Neymar está desfrutando de diversos “prós” desta estratégia – comenta Luna.

Como a necessidade energética de Neymar é muito alta e o desgaste também muito extenso, é necessário:

  • Suporte nutricional para prevenir riscos de lesões dados por deficiências nutricionais;
  • Suplementação e estratégias nutricionais para entender as quantidades que serão utilizadas e o momento em que será feita a suplementação;
  • Testes antes dos jogos e adaptação de todo o trato gastrointestinal para que ele não sinta nenhum desconforto.

Alimentos fundamentais na estratégia para emagrecer

Para uma dieta vegana com foco em emagrecimento, não podem faltar alimentos fonte de fibras, como frutas, verduras e cereais em geral. Eles promovem a sensação de saciedade pelo retardo do esvaziamento gástrico e o controle da glicemia (fibras solúveis) e ajudam no funcionamento do intestino grosso, aumentando o bolo fecal (fibras insolúveis).

  • Fontes de fibras solúveis: aveia, chia, linhaça, soja, maçã, banana, morango, vagem, batata, abobrinha, cenoura, feijão, ervilha, lentilha;
  • Fontes de fibras insolúveis: farelo de aveia e de arroz, arroz integral, vegetais folhosos, brócolis, legumes com casca, laranja, maçã, manga, figo, uva passa, tâmara, damasco.
  • ferro vegetal virá dos vegetais verde escuros como brócolis, couve, espinafre, rúcula. Se for adicionada vitamina C, aumenta a absorção desse ferro (não-heme). Então, chupar uma laranja ou tomar um suco de limão junto com um prato rico em couve e brócolis é uma excelente combinação.
  • Para fonte de cálcio, ingerir couve, gergelim ou até tofu nos lanches intermediários.
  • Para ômega 3, consumir pelo menos duas colheres de sopa de óleo de linhaça, jogando em cima da salada verde no almoço e jantar.
  • Para boas fontes de magnésio, adicionar aveia, abacate, nozes e amêndoas no café da manhã.
  • E para boas fontes de potássio, adicionar banana e água de coco pré e pós-treino.
  • Em atletas de resistência, o enfoque são os carboidratos, para assim otimizar os estoques de glicogênio hepático e muscular. O alto consumo de carboidratos pode ser facilitado em uma dieta baseada em vegetais, o que é importante para apoiar exercícios prolongados.
  • Com relação às proteínas, essenciais para o reparo de microlesões musculares provenientes da prática esportiva, as necessidades vão depender do tipo de exercício, intensidade, frequência e duração. Para aumento de massa magra, a sugestão de consumo é de 1,6 a 1,7 grama por quilo de peso corporal ao dia. Já para os exercícios de resistência, sugere-se 1,2 a 1,6 grama por quilo de peso corporal ao dia, pois, neste caso, as proteínas são consideradas auxiliares no fornecimento de energia para o exercício praticado.

– O que as pessoas não sabem é que a principal fonte proteica da alimentação é derivada da ingestão de arroz e feijão aqui no Brasil, pois a combinação de um cereal e uma leguminosa é o suficiente para fornecer os nove aminoácidos essenciais (que não produzimos endogenamente). Ou seja, basta inserir cereais com leguminosas nas refeições principais (almoço e jantar), além de incluir sementes em geral, sementes de abóbora, gergelim, tofu e cogumelos, que podem ser consumidos sozinhos ou em preparações – ensina Luna.

Suplementação:

  • No caso das proteínas, a depender do aporte proteico requerido, os atletas vegetarianos e veganos (assim como os onívoros) podem fazer suplementação com proteínas em pó, como as à base de ervilha, soja ou arroz. Existe também a opção de suplementação apenas dos aminoácidos essenciais;
  • A alimentação vegana é isenta de creatina, o que resulta em estoques musculares mais baixos. Mas há diversas opções veganas no mercado para suplementar e favorecer o ganho de força, o que é importante para esportes que necessitam de muitos movimentos de potência e explosão;
  • Pode acontecer deficiência de ômega 3, ferro, zinco, iodo, cálcio, vitamina D e, principalmente, vitamina B12. Por isso, além do acompanhamento nutricional indispensável, dependendo da necessidade, pode ser feita suplementação.
  • Carne
  • Leite e derivados
  • Ovos
  • Alimentos processados e, principalmente, os ultraprocessados, como:
  1. Congelados
  2. Frituras
  3. Biscoitos industrializados
  4. Bolos prontos
  5. Refrigerantes
  6. Fast food

– Os ultraprocessados geralmente são ricos em gordura, açúcar, sódio, entre outros aditivos. E são pobres em fibras, vitaminas, minerais, ou seja, são “alimentos vazios”, com valor calórico, mas pouco ou nenhum valor nutricional. Esses produtos desregulam as funções que nosso organismo utiliza para identificar os sinais de saciedade, então acabamos ingerindo mais calorias do que de fato é necessário, que são armazenadas em forma de gordura. O impacto do consumo de ultraprocessados a longo prazo se evidencia no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis relacionadas com o sobrepeso e obesidade, como hipertensão arterial e câncer, além de processos relacionados à desregulação da composição da microbiota intestinal, que leva a processos inflamatórios – ensina Luna.

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Cientistas identificam vírus similar ao da covid-19 no Laos

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Grupo francês tenta descobrir origem da pandemia atual em busca no país asiático que faz fronteira com o sul da China

Cientistas do Instituto Pasteur de Paris anunciaram que identificaram em morcegos do norte do Laos uma cepa do coronavírus muito parecida com a do SARS-CoV‑2, que originou a covid-19.

As conclusões da pesquisa ficaram disponíveis a partir desta quarta-feira (22) na plataforma científica Research Square, de livre acesso.

O estudo ainda não foi avaliado de forma independente por outros pesquisadores, antes de ser publicado em uma revista científica, como acontece habitualmente.

Os cientistas franceses, ao lado de seus colegas do Instituto Pasteur do Laos e da Universidade Nacional deste país, integraram entre o fim de 2020 e início de 2021 uma missão na região norte do Laos para analisar diferentes espécies de morcegos que vivem em cavernas calcárias.

“A ideia inicial era tentar identificar a origem desta epidemia”, explicou à AFP Marc Eloit, diretor do laboratório especializado na descoberta de novos patógenos no Instituto Pasteur de Paris.

Após análises das diversas mostras obtidas e, graças a dados coincidentes, “suspeitamos que alguns morcegos insetívoros poderiam hospedar o vírus”.

As amostras foram recolhidas em uma região que faz parte de um imenso relevo cárstico, com formações geológicas calcárias, ideais para abrigar colônias de morcegos, que vai do Laos até o norte do Vietnã e o sul da China.

“Laos compartilha este território comum com o sul da China, repleto de cavernas onde vivem os morcegos, e por isso decidimos explorar por este lado”, explica Marc Eloit. O que acontece nesta região é representativo de todo o ecossistema das cavernas.

As sequências dos vírus encontrados nos morcegos são quase idênticas às do SARS-CoV-2 (nome científico do vírus da covid-19) e os cientistas conseguiram demonstrar que é capaz de contaminar células humanas.

Os vírus examinados, no entanto, não tinham o que é conhecido como “local de clivagem da furina”, uma função presente no SARS-CoV-2, que ativa a proteína Spike.

Esta proteína é a que permite ao vírus melhorar seu poder de penetração nas células humanas e, por este motivo, é a chave do poder patógeno do vírus que se propagou por todo o planeta.

Várias hipóteses poderiam explicar o elo perdido nos vírus recentemente analisados, disse Marc Eloit. 

“Talvez um vírus não patogênico tenha circulado primeiro entre os seres humanos antes de sofrer mutação”, sugere o especialista.

“Ou talvez um vírus muito próximo dos vírus identificados possua este local de clivagem, e ainda não encontramos”.

Mas a pergunta mais sensível é outra: “Como é possível que o vírus dos morcegos encontrado nas cavernas tenha acabado em Wuhan?”, uma cidade que fica mais de 2.000 quilômetros ao norte.

Wuhan é a cidade chinesa considerada a origem oficial da pandemia de covid-19.

Até o momento não há uma resposta clara para esta pergunta.

Seja como for, este estudo “representa um grande avanço na identificação da origem do SARS-CoV-2”, destaca Eloit.

A principal conclusão seria a de que existem vírus muito próximos ao SARS-CoV-2 nos morcegos, capazes de infectar o homem sem um animal intermediário, como os pangolins.

No fim de agosto, um grupo de especialistas que recebeu a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de elaborar um relatório sobre a origem da covid-19 advertiu que as investigações estavam em um “ponto morto”.

Os cientistas que deram o sinal de alerta integraram a equipe de 17 pesquisadores que a OMS enviou à China, onde trabalharam com outros 17 cientistas chineses. 

A investigação inicial, no mês de janeiro, resultou em um relatório conjunto, divulgado em 29 de março, que não apresenta uma resposta clara às incógnitas.

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ES espera aval da Anvisa para vacinar crianças a partir de 3 anos contra covid-19

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O secretário de Saúde do Espírito Santo afirmou que a expectativa do governo do Estado é que a Sinovac e a Pfizer apresentem a documentação necessária para liberação da vacinação das crianças contra covid-19 até dezembro

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo acredita que a vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a covid-19 possa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o fim deste ano. 

A declaração foi feita pelo secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira (20).

Nésio afirmou que acredita que os laboratórios Sinovac e Pfizer podem entregar  toda a documentação necessária para avaliação da inclusão do novo público na campanha de imunização contra a covid-19 até dezembro. 

“Nós temos a expectativa de que até o final do ano, a Anvisa libere tanto a vacina produzida pela Sinovac, a Coronavac, quando a da Pfizer para idades pediátricas. Acreditamos que até dezembro seja possível que tanto a Pfizer quanto a Sinovac apresentem toda a documentação necessária para a autorização do uso dessas vacinas em crianças”, disse.

O secretário destacou que, caso a Anvisa libere o uso dos imunizantes para o novo público, a vacinação das crianças poderá ser iniciada logo após a liberação da agência. “Ela poderá ser incluída nos momentos próximos na vacinação no Brasil”, afirmou.  

Adultos devem ser vacinados com primeira dose até inicio de outubro 

Ainda de acordo com Nésio, a expectativa é vacinar, com ao menos a primeira dose, todo o público com mais de 18 anos até o início de outubro. 

“A expectativa do governo do Estado é alcançar 100% da população adulta com 18 anos coberta com a primeira dose da vacina até o inicio de outubro. Iremos completar, nesta semana, a disponibilidade de doses para alcançar 100% dos adolescentes com mais de 12 anos que tenham alguma comorbidade”, disse.

Segundo Nésio, cerca de 80% dos adolescentes sem comorbidades também devem ser vacinados neste período. “Ainda vamos alcançar a meta de disponibilizar doses para vacinar 80% dos adolescentes com mais de 12 anos que não apresentem comorbidades”, disse.

O secretário de Saúde do Espírito Santo destacou ainda que, com a compra das doses da vacina Coronavac realizadas pelo governo do Estado, foi possível antecipar a aplicação da dose de reforço, além de ampliar o público para pessoas a partir de 60 anos.  

“Nós também conseguimos, com a compra das vacinas do Butantan, otimizar as vacinas que vieram do Ministério da Saúde, principalmente da Pfizer, para ampliar a idade para vacinação das doses de reforço. Ampliamos para a partir dos 60 anos. Além disso, reduzimos o intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço”, disse.

Nésio lembrou que o critério do Ministério de Saúde inclui somente idosos com mais de 70 anos e que alcancem o prazo de seis meses entre a segunda dose e a dose de reforço.

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