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Brasil

Entregador é demitido após ajudar motorista envolvido em acidente

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Motoboy se atrasou no serviço por ter parado para ajudar vítima de acidente na rodovia Rio-Santos

O entregador Robsom dos Santos foi demitido de seu serviço por ter chegado atrasado. Segundo ele, o patrão não aceitou que ele tenha parado para ajudar motorista que sofreu um acidente de trânsito na rodovia Rio-Santos, na região de Bertioga, litoral norte de São Paulo.

Robsom conta que estava indo para o trabalho quando viu um carro que vinha logo atrás dele tentar uma ultrapassagem. O motorista do veículo perdeu o controle da direção, capotou várias vezes, cruzou duas pistas e caiu em um matagal.

O entregador não pensou duas vezes, e parou para prestar socorro. “O motorista corria risco de morrer afogado, então puxamos pelo braço”, conta. Durante o resgate, Robsom deixou o celular cair e acabou danificando. Mesmo assim, foi possível tirar fotos do local do acidente para mostrar ao patrão.

Robsom prestou apoio à vítima, e ficou no local por volta de meia-hora ajudando no socorro. Em seguida, foi ao trabalho. Quando chegou, o patrão não aceitou o atraso e o demitiu no mesmo dia. “Ele falou que o cliente sempre tem razão, e os clientes estavam reclamando”.

O entregador é pai de dois filhos, e dependia desse emprego para sustentá-lo, mas afirma que não se arrepende de ter parado para ajudar a vítima do acidente.

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Brasil

Fiocruz aponta atual momento como o pior desde o início da pandemia de Covid-19

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O Brasil enfrenta o pior momento desde o início da pandemia, com base na alta das taxas de ocupação de leitos do país. A informação está no novo Boletim Observatório Covid-19 divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta sexta-feira (26).

Dados levantados pela Fiocruz entre 31 de janeiro a 20 de fevereiro mostram que os leitos de tratamento intensivo para a doença, destinados a adultos, estão com lotação crítica, isto é, igual ou acima de 80% em 12 estados e no Distrito Federal, além de 17 capitais, cidades que concentram mais recursos de saúde e, geralmente, mais populosas.

Um trecho do documento cita: “O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”.

No mesmo período, a incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) segue em nível muito alto em todas as unidades da federação. 

Felipe Naveca, virologista e pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) diz que a chegada desse momento era previsível e que a realidade do Amazonas é um termômetro para o restante do país.  

“É uma informação muito preocupante. Parece que estamos vendo no restante do país algo que foi antecipado no Amazonas. Sempre que me perguntavam algo semelhante, eu dizia que o Amazonas entrou em colapso primeiro em 2020. Depois, os outros estados e o Sudeste começaram a entrar em colapso. O retrato do Amazonas foi uma antecipação do que a gente pode estar vendo agora. Esse dado do Observatório da Fiocruz vai ao encontro disto. Nós tínhamos uma falsa sensação de que tinha passado do pior momento, mas temos que lembrar que o vírus continua circulando, não zeramos o vírus. E nisso de continuar circulando, ele foi evoluindo”, afirma Naveca. 

O virologista da Fiocruz disse ainda que o país tem agora um cenário de maior preocupação, em função das variantes do vírus. 

“Não é surpreendente, não. Eu queria que tivéssemos avançado mais com as medidas de distanciamento. Não digo nem só do ponto de vista de recomendações e decreto. É claro que as pessoas precisam trabalhar, mas a gente consegue fazer as atividades com máscara, mantendo uma certa distância de outras pessoas e isso é muito importante neste momento. A vacinação ainda está muito no início, até ter a proteção da vacina para nossa população, ainda vai levar um bom tempo. E, por conta disso, precisamos reforçar as medidas de distanciamento, ainda mais com a circulação de variantes com maior poder de transmissão”, conclui o pesquisador.

Os dados apresentados pelo boletim reabrem também as discussões sobre o chamado “novo normal” e reforçam desafios, como a sobrecarga do sistema e saúde e dos profissionais da área, o lento processo de vacinação e as novas variantes.

“A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, diz o documento.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira (26), o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda também avaliou o cenário. “Temos a maior média móvel da pandemia, batemos recordes por dois dias seguidos de óbitos no Brasil, casos elevados sem perspectiva de redução e 17 capitais perto do colapso do sistema de saúde. Com variante e sem vacina suficiente, com certeza é o pior momento”.

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Brasil

Número de mortes diárias por covid-19 é o menor em 4 meses

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OMS registrou 6.965 vítimas fatais da doença em todo o mundo nas últimas 24 horas, o menor número desde 10 de novembro de 2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou, nesta quinta-feira (25), 6.965 mortes por covid-19 em todo o mundo nas últimas 24 horas, o menor número desde 10 de novembro de 2020, último dia em que foram registrados menos de 7 mil óbitos diários.

No final do mês passado, foram atingidos números recordes de mais de 16 mil mortes diárias no planeta, e o acumulado desde o início da pandemia chega a 2,47 milhões de mortes (2,2% dos 111 milhões de casos confirmados do novo coronavírus).

O continente americano é a região com mais mortes por covid-19 (1,1 milhão), seguido pela Europa (848 mil), Sul da Ásia (205 mil), Oriente Médio (142 mil), África (71 mil) e Leste Asiático (28 mil) .

Por país, segundo a OMS, os Estados Unidos registraram 496 mil mortes (embora outras fontes já coloquem o número acima de meio milhão), o Brasil (247 mil), México (180 mil), Índia (156 mil) e Reino Unido (121 mil).

Por outro lado, as autoridades nacionais de saúde mostram que mais de 216 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 já foram administradas no mundo, incluindo 65 milhões nos EUA, 40 milhões na China, 28 milhões na União Europeia (UE) e 18 milhões no Reino Unido.

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