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Medicina e Saúde

ES: Pacientes que testaram positivo para covid-19 em exames de dengue serão reexaminados

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A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, após apresentar estudo que identificou os anticorpos

As pessoas que testaram positivo para covid-19 em exames de dengue e chikungunya serão reexaminadas. É o que planeja o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse na manhã desta quarta-feira (13).

“Nós iremos retestar esses pacientes e convidá-los para participar de um inquérito sorológico com interrogatório para poder identificar relatos e sintomas”, afirma. Esses pacientes fizeram parte de um estudo divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que identificou a presença de anticorpos IgG específicos para SARS-COV-2 (covid-19), em amostras de infecção por arboviroses, que são a dengue e a chikungunya. 

O que chama a atenção é que essas amostras foram recolhidas em dezembro de 2019, dois meses antes do anúncio oficial do primeiro caso de infecção por coronavírus no Brasil. Assim, a conclusão é que o novo vírus já circulava em território nacional e no Espírito Santo. A investigação descobriu que de 7370 amostras envolvendo casos das doenças transmitidas por mosquito, 210 dessas coletas testaram positivo para covid-19.

“Queremos realizar novos exames laboratoriais que possam neutralizar os anticorpos, tirar dúvidas de falso positivo, pra poder de fato comprovar que se trata realmente do SARS-COV-2 e não de nenhum tipo de reação com outro coronavírus ou reação cruzada com outro tipo de doença”, planeja. 

A nova testagem é uma resposta à recomendação do Ministério da Saúde para que o Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES), responsável pelo estudo, que aprofunde as investigações sobre a possível presença de anticorpos. Fernandes, no entanto, defendeu o método e a tecnologia na pesquisa capixaba. A tecnologia utilizada ela é muito sensível e muito precisa.

“A probabilidade que se trate de um resultado falso positivo é muito baixa. Nós temos de fato um estudo que contém muita robustez tanto na quantidade de testes feitos quanto na tecnologia utilizada Já utilizamos algumas testagens pra poder refutar a ideia de que os resultados de que pacientes com dengue e chikungunya poderiam falsear os resultados de anticorpos positivos para sarcov 2”, destacou. 

Relações comerciais

O secretário acredita que a presença de cidadãos da China no Estado pode ser uma explicação para que o vírus já estivesse marcando presença ainda em 2019. “Temos relações comerciais com a China principalmente por causa da rota do mármore tanto com a circulação de chineses na Grande Vitória, em Cachoeiro, em Barra de São Francisco e Colatina”, detalhou. 

Vacina

Sobre a vacinação contra a covid-19, Nésio Fernandes acredita que haverá mais agilidade por parte do Governo Federal. Ele lembrou que o Ministério da Saúde irá definir uma data de in´´ício da imunização ainda no mês de janeiro. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá divulgar a sua avaliação sobre as vacinas disponíveis no domingo (17).

“Nós acreditamos que, a partir da próxima semana, ficará estabelecido um calendário de distribuição dessas vacinas para todos os Estados brasileiros e no Espírito Santo, em até 48 horas de chegada das doses, nós conseguimos iniciar o processo de distribuição para os municípios”, finalizou. 

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Medicina e Saúde

Butantan e Fiocruz já apresentaram à Anvisa 100% dos documentos das vacinas

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A diretoria colegiada da Anvisa fará reunião neste domingo (17) para decidir sobre a liberação ou não da Coronavac e da vacina Oxford/AstraZeneca

O Instituto Butantan e a Fiocruz já entregaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 100% dos documentos necessários para liberação do uso emergencial das vacinas contra a covid-19 no Brasil. A diretoria colegiada da Anvisa fará reunião neste domingo (17) para decidir sobre a liberação ou não da Coronavac e da vacina Oxford/AstraZeneca, cujos imunizantes serão distribuídos no País por Butantan e Fiocruz, respectivamente.

Nos últimos dias, a Anvisa ainda cobrava a apresentação completa de documentos para avaliação. Neste sábado (16), conforme dados atualizados do painel da agência sobre andamento da análise das vacinas, 44,86% dos documentos da Coronavac já haviam sido analisados, enquanto 55,14% estavam em análise. No caso da vacina de Oxford/AstraZeneca, 49,45% do processo estava concluído e 50,55% estava pendente.

O Ministério da Saúde vem afirmando que, caso a Anvisa aprove o uso emergencial das vacinas neste domingo, a vacinação em todo o País começaria já na próxima quarta-feira (20). Como revelou o Estadão/Broadcast, o ministério planeja um evento, no Palácio do Planalto, para abrir oficialmente a campanha de vacinação.

Às vésperas do início da campanha, no entanto, houve um acirramento da guerra política em torno das vacinas. A Índia informou na sexta-feira (15) ao Brasil que não pretende atender agora o pedido para liberação de 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford. O país asiático alegou “problemas logísticos” para liberar a carga ao Brasil.

A notícia frustrou o governo de Jair Bolsonaro, que aposta na AstraZeneca/Oxford para se contrapor à Coronavac – vacina chinesa ligada ao Instituto Butantan, do Estado de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB).

Bolsonaro e Dória são adversários políticos e miram a eleição presidencial de 2022. Ambos buscam aparecer como a primeira autoridade a viabilizar a vacinação no País.

Com a negativa dos indianos, o Ministério da Saúde solicitou a entrega “imediata” de 6 milhões de doses da Coronavac pelo Instituto Butantan. Em ofício, o ministério afirmou que não há “previsão contratual de distribuição das doses de vacina a ser realizada diretamente pela Fundação Butantã”. E disse que é “sua responsabilidade” a “atualização e coordenação do plano nacional de operacionalização da vacinação contra a covid-19”.

O Butantan, por sua vez, questiona o Ministério da Saúde sobre a quantidade de doses que serão destinadas especificamente a São Paulo. O instituto afirma que poderia, assim, destinar as vacinas diretamente para a Secretaria Estadual de Saúde.

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Primeiro lote de seringas e agulhas para vacina contra covid-19 chega ao estado

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Esta primeira entrega é de 1,5 milhão de insumos, da compra total de seis milhões que já foram adquiridos pelo estado

O governador Renato Casagrande apresentou, na manhã deste sábado (16), o primeiro lote de seringas e agulhas que será usado na vacinação contra a covid-19 no Espírito Santo. Esta primeira entrega é de 1,5 milhão de insumos, da compra total de seis milhões que já foram adquiridos pelo estado.

“O Espírito Santo está totalmente preparado para começar a vacinação. Nossa angústia neste momento é com relação à vacina. Estamos ansiosos para que ela possa chegar. Estamos preparados para começar este trabalho”, disse Casagrande.

O secretário de Saúde, Nésio Fernandes, ressaltou que o estado e os municípios já estão preparados para a realização da campanha vacinal para a covid-19 e para as demais doenças, comumente, vacinadas anualmente.

 

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