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Medicina e Saúde

ES tem 11 hospitais com 100% de ocupação em leitos exclusivos para a covid-19

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Na tentativa de minimizar os impactos do aumento no número de casos e internações, 40 novos leitos de UTI foram inaugurados pelo Governo do Estado na segunda-feira

Dos 31 hospitais que possuem leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da covid-19 no Espírito Santo, pelo menos 11 estão com taxa de 100% de ocupação. Os dados são do Painel de Ocupação de Leitos Hospitalares, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A situação mais crítica é a da região Metropolitana, onde a taxa de leitos de UTI  ocupados é de 94,57% e 85,55% de leitos de enfermaria. Com 100% de ocupação estão o Hospital Estadual de Urgência e Emergência; Hospital Evangélico de Vila Velha; Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória; Hospital Madre Regina Protmann; Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes; e o Vila Velha Hospital.

Na região norte, está o Hospital de Maternidade Silvio Avidos e a Santa Casa de Misericórdia de Colatina, com 100% de ocupação. No sul, não há mais leitos de UTI disponíveis no Hospital Evangélico de Itapemirim e as Santas Casas de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim e Guaçui.

Em todo o Espírito Santo, a taxa de ocupação de leitos ultrapassou a marca de 90% na segunda-feira (15), conforme informou o próprio governador Renato Casagrande, em uma publicação nas redes sociais. Na manhã desta terça-feira (16), o número estava em 89,61%.

Na tentativa de minimizar os impactos do aumento no número de casos e internações, 40 novos leitos de UTI foram inaugurados no Espírito Santo. No Hospital Dório Silva foram 18 novas unidades. Os outros 22 leitos foram abertos no Hospital Estadual São José do Calçado, no sul do estado.

Com isso, o total de leitos UTI exclusivos para o tratamento da covid-19 no Espírito Santo passou de 724 para 764. Durante a manhã de segunda, o Painel de Ocupação de Leitos Hospitalares marcava um total de 751 leitos, o que representa que 673 deles estão ocupados com pacientes em tratamento contra a covid-19.

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Medicina e Saúde

Brasil ultrapassa marca de 130 milhões de vacinas Covid-19 aplicadas

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Campanha de vacinação avança rapidamente, mais de 58% do público-alvo já tomou a primeira dose

O Brasil atingiu a marca de mais de 130 milhões de doses de vacinas Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23). São mais de 93 milhões de pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Isso significa que 58% da população-alvo, de mais de 160 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, já completou esta etapa da vacinação.

O ritmo acelerado da campanha reflete na situação epidemiológica da pandemia no país: só na última semana, de acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou redução de 14% nas mortes em relação à semana anterior. A média móvel de óbitos registrada na terça-feira (22) – 1,2 mil – é a menor dos últimos quatro meses.

Mais de 600 milhões de doses estão contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Somente em agosto, está prevista a chegada de mais de 63 milhões de doses.

Até o momento, mais de 164 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela plataforma LocalizaSUS.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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