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Medicina e Saúde

Espírito Santo bate recorde com cerca de 150 mil doses aplicadas em 36h

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O Dia D de mobilização contra a Covid-19 ficará marcado na história do Espírito Santo. Em um esforço conjunto dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba, foram aplicadas 149.242 doses da vacina contra o novo Coronavírus (Covid-19) nas últimas 36 horas, entre D1, D2 e dose única. 

 o Dia D de mobilização contra a Covid-19 – que foi antecipado em alguns municípios para sexta-feira (20) – contabilizou 121.514 primeiras doses aplicadas (D1), 27.622 doses de reforço (D2) e 106 aplicações de vacinas de dose única. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Saúde (Sesa), com base nas informações cadastradas no sistema estadual da Plataforma Vacina e Confia e na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde.

Somente no sábado (21), até às 18h30, foram aplicadas 112.831 doses, sendo 102.978 de D1 – um recorde também em primeiras doses aplicadas no Estado. Somam-se a este valor 9.773 D2 e 80 de dose única.

O ótimo desempenho na vacinação dos capixabas foi comemorado pelo governador Renato Casagrande, que visitou pontos de vacinação na manhã de sábado. “Das 213 mil doses enviadas para o mutirão 149.242 doses de vacina foram aplicadas nas últimas 36h. Agradeço a cada profissional que atuou neste Dia D. Juntos, estamos salvando vidas. Você que ainda não se vacinou, faça seu agendamento. Só assim venceremos a pandemia”, comentou o governador na postagem em rede social.

Para o secretário de Estado da Saúde, Nésio  Fernandes, o dia 21 de agosto de 2021 ficará marcado na memória dos capixabas. “Foi um dia para ficar na história do SUS no Espírito Santo. Nunca antes alcançamos esse desempenho em 24 horas na vacinação de adultos. Um dia para ser guardado na memória do enfrentamento capixaba de combate à Covid-19. Imagine o que não poderíamos ter salvo de vidas, da economia, nas relações sociais, se tivéssemos tido muitas vacinas no primeiro trimestre deste ano? Poderíamos ter vacinado todo o Estado em poucas semanas”, declarou.

Nésio Fernandes também destacou a experiência positiva que fica. “Estamos vivendo uma grande mobilização de gestores, trabalhadores da saúde e da sociedade pelas vacinas e contra a Covid-19. Mais uma vez o Espírito Santo sob a liderança do Governador Renato Casagrande dando o exemplo”, pontuou o secretário.

O Dia D de mobilização marcou o início da vacinação dos jovens acima dos 18 anos de forma homogênea de norte a sul do Estado, com o envio de mais de 200 mil doses aos 78 municípios.

A juventude capixaba atendeu o recado: vacina no braço!

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Muitas foram as estratégias para convocar a juventude capixaba a marcar presença e fazer história neste sábado nos pontos de vacinação espalhados por todo o Espírito Santo. E deram certo. Os jovens com mais de 18 anos fizeram bonito, deixaram o medo da agulha de lado para receber a primeira dose de esperança no combate à Covid-19.

O Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano, em Cariacica, foi o local agendado para o dia da primeira dose pelo jovem Renan Rodrigues, de 18 anos. Consciente da importância deste dia para si próprio e para a sua família, o sentimento de esperança tomou conta. “Quando eu soube que poderia me vacinar, fiquei muito feliz e logo coloquei o sorriso no rosto. Acredito que quanto mais as pessoas se vacinarem, mais rápido essa doença vai acabar”, disse.

Para Iveny Ferreira, de 21 anos, a ansiedade era visível: a primeira dose chegou. “É uma oportunidade excelente para todos nós, que gera um alívio enorme. Esperei demais por esse momento, e graças a Deus chegou e estou muito feliz por tudo isso”, afirmou, agradecida.

O Dia D foi marcado, além da emoção da vacinação dos jovens, também pelo esforço e o comprometimento dos trabalhadores da saúde, que desde janeiro, seguem imunizando e protegendo a população.

“É muito gratificante estar aplicando essas doses e perceber que a vacinação está contribuindo na guerra contra a Covid-19. Acredito que a prevenção seja um ponto inicial para combater a doença. Estou muito feliz em fazer parte dessa história! Contarei isso para os meus filhos e meus netos. É gratificante ver a vida voltando aos poucos ao normal. Destaco ainda todo trabalho dos profissionais de saúde nessa guerra”, ressaltou o vacinador e enfermeiro, Dionathan Ranger.

Novas doses chegam ao Estado neste final de semana

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Está previsto ainda para este final de semana a chegada ao Estado de novas doses de vacinas contra a Covid-19. O anúncio foi feito na manhã deste sábado pelo governador Renato Casagrande. O Ministério da Saúde fará o envio de 30.100 doses da Coronavac e 35.100 da Pfizer, com previsão de chegada para este domingo (22). O Ministério também sinalizou o envio de 76.500 doses da AstraZeneca, que chegarão na segunda-feira (23).

Ao chegar ao Estado, as vacinas serão encaminhadas à Central Estadual de Rede de Frio, para distribuição aos municípios e regionais de saúde a partir de segunda-feira (23) e terça-feira (24). As doses serão destinadas à aplicação de D1 e D2.

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Cientistas identificam vírus similar ao da covid-19 no Laos

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Grupo francês tenta descobrir origem da pandemia atual em busca no país asiático que faz fronteira com o sul da China

Cientistas do Instituto Pasteur de Paris anunciaram que identificaram em morcegos do norte do Laos uma cepa do coronavírus muito parecida com a do SARS-CoV‑2, que originou a covid-19.

As conclusões da pesquisa ficaram disponíveis a partir desta quarta-feira (22) na plataforma científica Research Square, de livre acesso.

O estudo ainda não foi avaliado de forma independente por outros pesquisadores, antes de ser publicado em uma revista científica, como acontece habitualmente.

Os cientistas franceses, ao lado de seus colegas do Instituto Pasteur do Laos e da Universidade Nacional deste país, integraram entre o fim de 2020 e início de 2021 uma missão na região norte do Laos para analisar diferentes espécies de morcegos que vivem em cavernas calcárias.

“A ideia inicial era tentar identificar a origem desta epidemia”, explicou à AFP Marc Eloit, diretor do laboratório especializado na descoberta de novos patógenos no Instituto Pasteur de Paris.

Após análises das diversas mostras obtidas e, graças a dados coincidentes, “suspeitamos que alguns morcegos insetívoros poderiam hospedar o vírus”.

As amostras foram recolhidas em uma região que faz parte de um imenso relevo cárstico, com formações geológicas calcárias, ideais para abrigar colônias de morcegos, que vai do Laos até o norte do Vietnã e o sul da China.

“Laos compartilha este território comum com o sul da China, repleto de cavernas onde vivem os morcegos, e por isso decidimos explorar por este lado”, explica Marc Eloit. O que acontece nesta região é representativo de todo o ecossistema das cavernas.

As sequências dos vírus encontrados nos morcegos são quase idênticas às do SARS-CoV-2 (nome científico do vírus da covid-19) e os cientistas conseguiram demonstrar que é capaz de contaminar células humanas.

Os vírus examinados, no entanto, não tinham o que é conhecido como “local de clivagem da furina”, uma função presente no SARS-CoV-2, que ativa a proteína Spike.

Esta proteína é a que permite ao vírus melhorar seu poder de penetração nas células humanas e, por este motivo, é a chave do poder patógeno do vírus que se propagou por todo o planeta.

Várias hipóteses poderiam explicar o elo perdido nos vírus recentemente analisados, disse Marc Eloit. 

“Talvez um vírus não patogênico tenha circulado primeiro entre os seres humanos antes de sofrer mutação”, sugere o especialista.

“Ou talvez um vírus muito próximo dos vírus identificados possua este local de clivagem, e ainda não encontramos”.

Mas a pergunta mais sensível é outra: “Como é possível que o vírus dos morcegos encontrado nas cavernas tenha acabado em Wuhan?”, uma cidade que fica mais de 2.000 quilômetros ao norte.

Wuhan é a cidade chinesa considerada a origem oficial da pandemia de covid-19.

Até o momento não há uma resposta clara para esta pergunta.

Seja como for, este estudo “representa um grande avanço na identificação da origem do SARS-CoV-2”, destaca Eloit.

A principal conclusão seria a de que existem vírus muito próximos ao SARS-CoV-2 nos morcegos, capazes de infectar o homem sem um animal intermediário, como os pangolins.

No fim de agosto, um grupo de especialistas que recebeu a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de elaborar um relatório sobre a origem da covid-19 advertiu que as investigações estavam em um “ponto morto”.

Os cientistas que deram o sinal de alerta integraram a equipe de 17 pesquisadores que a OMS enviou à China, onde trabalharam com outros 17 cientistas chineses. 

A investigação inicial, no mês de janeiro, resultou em um relatório conjunto, divulgado em 29 de março, que não apresenta uma resposta clara às incógnitas.

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Medicina e Saúde

ES espera aval da Anvisa para vacinar crianças a partir de 3 anos contra covid-19

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O secretário de Saúde do Espírito Santo afirmou que a expectativa do governo do Estado é que a Sinovac e a Pfizer apresentem a documentação necessária para liberação da vacinação das crianças contra covid-19 até dezembro

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo acredita que a vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a covid-19 possa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o fim deste ano. 

A declaração foi feita pelo secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira (20).

Nésio afirmou que acredita que os laboratórios Sinovac e Pfizer podem entregar  toda a documentação necessária para avaliação da inclusão do novo público na campanha de imunização contra a covid-19 até dezembro. 

“Nós temos a expectativa de que até o final do ano, a Anvisa libere tanto a vacina produzida pela Sinovac, a Coronavac, quando a da Pfizer para idades pediátricas. Acreditamos que até dezembro seja possível que tanto a Pfizer quanto a Sinovac apresentem toda a documentação necessária para a autorização do uso dessas vacinas em crianças”, disse.

O secretário destacou que, caso a Anvisa libere o uso dos imunizantes para o novo público, a vacinação das crianças poderá ser iniciada logo após a liberação da agência. “Ela poderá ser incluída nos momentos próximos na vacinação no Brasil”, afirmou.  

Adultos devem ser vacinados com primeira dose até inicio de outubro 

Ainda de acordo com Nésio, a expectativa é vacinar, com ao menos a primeira dose, todo o público com mais de 18 anos até o início de outubro. 

“A expectativa do governo do Estado é alcançar 100% da população adulta com 18 anos coberta com a primeira dose da vacina até o inicio de outubro. Iremos completar, nesta semana, a disponibilidade de doses para alcançar 100% dos adolescentes com mais de 12 anos que tenham alguma comorbidade”, disse.

Segundo Nésio, cerca de 80% dos adolescentes sem comorbidades também devem ser vacinados neste período. “Ainda vamos alcançar a meta de disponibilizar doses para vacinar 80% dos adolescentes com mais de 12 anos que não apresentem comorbidades”, disse.

O secretário de Saúde do Espírito Santo destacou ainda que, com a compra das doses da vacina Coronavac realizadas pelo governo do Estado, foi possível antecipar a aplicação da dose de reforço, além de ampliar o público para pessoas a partir de 60 anos.  

“Nós também conseguimos, com a compra das vacinas do Butantan, otimizar as vacinas que vieram do Ministério da Saúde, principalmente da Pfizer, para ampliar a idade para vacinação das doses de reforço. Ampliamos para a partir dos 60 anos. Além disso, reduzimos o intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço”, disse.

Nésio lembrou que o critério do Ministério de Saúde inclui somente idosos com mais de 70 anos e que alcancem o prazo de seis meses entre a segunda dose e a dose de reforço.

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