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Medicina e Saúde

Espírito Santo dá continuidade à vacinação de novo grupo prioritário contra a Covid-19

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O Governo do Estado deu sequência à vacinação dos novos grupos prioritários contra o novo Coronavírus (Covid-19). Em ato simbólico realizado nesta terça-feira (04) no Palácio Anchieta, em Vitória, o governador Renato Casagrande recebeu pacientes com fibrose cística, obesidade mórbida, problema renal crônico em diálise e uma puérpera. Desde a última quinta-feira (29), o Estado distribuiu aos municípios doses da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz) para atender este novo grupo.

“Essa vacina representa esperança, ainda mais para esse grupo. A gente tem avançado na vacinação com todo o esforço do Governo do Estado e dos municípios. A gente não está perdendo tempo e vamos continuar imunizando as pessoas com comorbidade. São mais de 400 mil pessoas e queremos que todos estejam vacinados com a primeira dose ainda em maio para que a gente siga dando velocidade na vacinação”, afirmou o governador.

Nessa segunda-feira (03), o Espírito Santo iniciou a vacinação deste grupo, com o ato simbólico de imunização de portadores de Síndrome de Down e deficiência intelectual/mental.

Estes grupos citados fazem parte da Fase I, segundo a Resolução da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) nº 048/2021, que irá vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizadas, pessoas de 18 a 59 anos com Síndrome de Down ou deficiência intelectual/mental (autismo, paralisia cerebral ou outras síndromes que desencadeiam a deficiência intelectual/mental); pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise); pessoas com fibrose cística; gestantes e puérperas com comorbidades pré-determinadas no Plano Nacional de Operacionalização (PNO); e pessoas com obesidade mórbida (índice de massa corpórea – IMC ≥40).

Além de pessoas na faixa etária de 55 a 59 anos com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, ressaltou o avanço da vacinação no Espírito Santo. “É um momento importante para a vacinação no Estado. Estamos bem adiantados em relação ao restante do País. Agora estamos avançando no grupo de comorbidades, um grupo com mais de 400 mil pessoas, dividido em duas etapas”, disse.

Ainda segundo o subsecretário, o Estado está trabalhando com a primeira fase do grupo de comorbidade, e tem a expectativa de iniciar a segunda fase na próxima semana. “Provavelmente no início da semana que vem iniciamos a segunda fase para acelerar a vacinação no mês de maio. É importantíssimo para salvar mais vidas e prevenir que pessoas adoeçam pela Covid-19. O Espírito Santo fará um esforço grande para atingir o mais rápido possível a meta de vacinação”, observou.

Ansiedade, felicidade e segurança marcam vacinação

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Entre os usuários que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o sentimento era de felicidade e ansiedade. “Agora me sinto mais seguro”, comemorou o aposentado Luis Célio Ferreira, ao ser vacinado na tarde desta terça-feira. Aos 57 anos, ele tem obesidade mórbida e contou que, mesmo recebendo a vacina, vai continuar com todos os cuidados. “Tenho muito medo de pegar essa doença”, relatou.

Para o microempreendedor e paciente renal crônico, Cláudio Marianelli, 59 anos, a emoção marcou esse dia. “Vivemos meses e meses de muita restrição. Estou emocionado hoje e feliz porque vou ver meu neto nascer”, contou. Já a autônoma Dayane Karsten, 30 anos, portadora de fibrose cística, também não escondia a ansiedade. “Hoje estou muito feliz e grata a Deus por tomar essa vacina. Eu venci até aqui. E aguardo ansiosa a segunda dose”.

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Medicina e Saúde

Estudos revelam 21 maneiras de diminuir o risco de Alzheimer

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Múltiplas medidas de prevenção foram listadas após a realização de duas meta-análises, divulgadas nas revistas científicas The Lancet e Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry e citadas pela CNN, que analisaram várias pesquisas sobre prevenção, tratamento e cuidados em casos de Alzheimer – aquele que é o tipo mais comum de demência.

A ingestão excessiva de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e um regime alimentar pobre em nutrientes, que aumente o risco de obesidade, diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco, segundo a publicação.

O estudo sublinhou que há um maior risco de ocorrência de quadros de demência em pessoas negras, em asiáticos, grupos marginalizados e em populações economicamente desfavorecidas.

A meta-análise analisou 395 estudos prospectivos observacionais e ensaios clínicos randomizados.

Os acadêmicos determinaram que dois terços das intervenções mais promissoras focavam-se em alterações simples no quotidiano que levam a uma vida saudável, focadas em evitar fatores de risco para patologias cardíacas, como pressão alta e elevados níveis de colesterol ‘mau’ (LDL’. 

1. Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes. 

2. Manter o peso num nível saudável, normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25. 

3. Obter o máximo de habilitações acadêmicas a partir da infância. 

4. Evitar traumatismo craniano (como concussões). 

5. Manter-se cognitivamente ativo lendo e aprendendo continuamente coisas novas. 

6. Evitar ou controlar a depressão.

7. Gerir o estress.

8. Tratar a hipotensão ortostática (sensação recorrente de tontura ao se levantar). 

9. Manter a pressão arterial sob controle a partir dos 40 anos. 

10. Examinar os riscos de perda de audição ao longo da vida e usar aparelho auditivo se necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral ligado à memória).

11. Evitar níveis elevados de homocisteína, um aminoácido que pode contribuir para a formação de coágulos nos vasos sanguíneos e danos nas artérias (prevenção com base em suplementação de vitaminas do complexo B, com recomendação médica). 

12. Praticar exercício físico. 

13. Gerir a fibrilação atrial, que é uma frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração (com acompanhamento médico regular). 

14. Comer alimentos ricos em vitamina C ou tomar suplementos.

15. Reduzir a exposição à poluição do ar e a fumaça passiva do tabaco.

16. Evitar o abuso de álcool.

17. Evitar o hábito de fumar.

18. Dormir horas adequadas.

19. Evitar terapia de reposição de estrogênio no pós-menopausa. 

20. Evitar a toma de medicamentos para demência como prevenção. 

21. Combater a pobreza e a discriminação racial.    

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Medicina e Saúde

Beber esta quantidade de café por dia eleva risco de demência, diz estudo

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Uma nova pesquisa realizada por um grupo de investigadores da University of South Australia sugere que beber muito café pode ser nocivo para a saúde cerebral
No maior estudo do gênero feito até ao momento, pesquisadores apuraram que a ingestão excessiva de café está associada a um maior risco de desenvolvimento de alterações neurológicas prejudiciais e de demência, reporta um artigo publicado no site News Medical Life Sciences.

Uma equipe de cientistas da University of South Australia analisou os registos médicos de mais de 17 mil voluntários registrados no UK Biobank, uma base de dados médicos de cidadãos britânicos.

Consequentemente, os investigadores discerniram que os indivíduos que consumiam sete ou mais xícaras de café diariamente, apresentavam uma predisposição mais elevada de até 53% de virem a sofrer de demência.

Kitty Pham, neurocientista e líder do estudo, afirma que o novo estudo é extremamente relevante para a saúde pública.

A demência é uma condição degenerativa do cérebro que afeta a memória, o raciocínio, comportamento e a habilidade de executar tarefas simples do dia-a-dia. Sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo mais de 50 milhões de indivíduos sofram da patologia.

“Tendo em conta todas as variáveis possíveis, descobrimos através da análise de múltiplas evidências que o consumo excessivo de café estava significativamente associado a uma redução notória no volume cerebral”, disse Pham.

“Ou seja, beber mais de seis chávenas de café por dia pode colocá-lo em risco de doenças cerebrais, como demência e AVC’s”, concluiu. 

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