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Segurança

Espírito Santo fecha janeiro com segundo menor número de homicídios dos últimos 24 anos

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O Espírito Santo iniciou o ano de 2020 com redução de homicídios dolosos e o segundo melhor resultado para um mês de janeiro dos últimos 24 anos. Ao todo, foram 95 assassinatos nos 31 dias que se passaram, contra 103 do mesmo mês do ano passado, representando uma redução de 8%. Os dados foram apresentados e discutidos nesta quinta-feira (13), durante reunião de avaliação e monitoramento do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, sob coordenação do governador Renato Casagrande.

O destaque ficou para a região da Grande Vitória, com redução de 21,5% e o melhor resultado dos últimos 23 anos. As regiões Norte, com menos 6,3% e Serrana, com queda de 66,7%, com comparativo com o mesmo período em 2019, também demonstraram bons resultados.

Entre os municípios do Estado, Vitória apresentou queda expressiva, saindo de 11 casos no ano passado, para somente dois assassinatos nos 31 primeiros dias de 2020. Cariacica, que conta ainda com o projeto integrado Em Frente Brasil, também registrou queda, com seis mortes violentas, contra 11 em 2019, uma redução de 45%.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, a continuidade das ações de monitoramento do programa Estado Presente e o empenho das forças policiais contribuíram de maneira importante para o resultado.

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Dez dos 78 municípios capixabas concentraram os casos de homicídio, no primeiro mês deste ano. Foram eles: Serra, Vila Velha, Cariacica, Guarapari e Vitória, na Região Metropolitana; e Linhares, Colatina, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Aracruz, nas demais regiões do interior do Estado.

Em relação ao assassinato de mulheres, o número caiu de nove para oito, no comparativo entre os meses de janeiro dos dois anos, sendo que, em relação ao feminicídio – quando o homicídio praticado contra a mulher decorre do fato de ela ser mulher -, houve queda de 20%, com redução de cinco para quatro casos.

“Não podemos deixar de registrar que oito vidas a menos foram perdidas em relação ao ano passado. Em um mês que temos aumento considerável na circulação de pessoas nas ruas e a chegada de turistas, registrarmos o segundo melhor resultado dos últimos 24 anos é algo expressivo. Todo o trabalho é acompanhado de perto pelo governador Renato Casagrande, na metodologia do Estado Presente, e, mesmo com um efetivo que não é o ideal, nossas forças policiais têm exercido um papel fundamental para que possamos reduzir a perda de vidas no Espírito Santo”, afirmou Roberto Sá.

Para o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, os indicadores de janeiro deste ano demonstram que o Programa Estado Presente “está muito bem estruturado metodologicamente e isso reflete no resultado nas ações operacionais das agências policiais do sistema de justiça criminal”.

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Duboc ressalta ainda que o Governo do Estado mantém a estratégia do Programa que, em seu primeiro ano desde a sua retomada, obteve a redução do número de homicídios abaixo de mil casos em um ano. Ao todo, foram registradas 978 mortes ao longo de todo o ano de 2019.

O Programa Estado Presente, que atua em dois eixos de proteção, um policial e outro social, tem resultado em redução da violência letal no Espírito Santo. As reuniões mensais de avaliação dos resultados e das estratégias do programa envolvem a alta liderança do Governo do Estado, com participação direta do governador do Estado, das secretarias de Governo (SEG), de Segurança Pública, de Economia e Planejamento, de Direitos Humanos (SEDH) e de Justiça (Sejus), além das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Também participam representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública estaduais, além de forças de Segurança da União – Polícias Federal e Rodoviária Federal -, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), e de prefeituras.

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Segurança

Mãe abandona bebê com morador de rua durante a madrugada em Cariacica

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A mulher de 34 anos estava sob efeito de drogas quando entregou o bebê a um homem, que vive em situação de rua, no bairro Itapemirim, nesta quinta-feira (26)

Uma mãe, de 34 anos, que estaria sob efeito de drogas, abandonou um bebê, de 4 meses, nas mãos de um homem que vive em situação de rua, por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira (26), no bairro Itapemirim, em Cariacica.

Segundo informações da polícia e do Conselho Tutelar, a mãe estaria na rua fazendo o uso de entorpecentes. Quando ela viu a aproximação de uma viatura, para fugir, deixou o bebê nas mãos de um homem, que vive em situação de rua.

O homem desesperado, sem saber o que fazer, entregou o bebê para uma mulher, que seria funcionária de uma lanchonete. A mãe foi localizada a 50 metros do local e levada para a Delegacia. Já o bebgê foi entregue ao Conselho Tutelar.

A atendente ficou com o bebê até a chegada dos conselheiros. Ela estava voltando do trabalho quando tudo aconteceu e ficou desesperada.

“Quando a gente tava saindo do serviço para ir embora, veio um morador de rua com um nenenzinho na mão. Já tínhamos visto a mulher passando com ele e depois passou sozinha. Íamos consertar o neném no colo dele, ele falou: ‘pelo amor de Deus, toma’, entregou o neném e sumiu, desapareceu. A gente segurou o bebê, ela passou de volta, viu o neném no nosso colo e passou direto”, relatou.

Os moradores do bairro disseram não saber o que estava acontecendo. Algumas pessoas falaram que acordaram de madrugada com uma gritaria e a presença da polícia, mas não sabiam que se tratava de um bebê abandonado.

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Outras pessoas contaram que já viram a mulher andando, diversas vezes, para cima e para baixo, com o bebê no colo.

Segundo testemunhas, apesar da atitude da mãe, o bebê é bem cuidado e havia tomado vacina no mesmo dia. “O neném estava bonitinho, arrumadinho, gordinho, tava direitinho”, disse a atendente.

De acordo com o Conselho Tutelar, a mãe cuida bem da criança, mas perde a noção quando está sob o efeito das drogas. O bebê já foi encaminhado a um abrigo.

Em nota, a Polícia Militar informou que o atendimento da ocorrência foi deixado aos cuidados do Conselho Tutelar.

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) disse que processos envolvendo menores de idade tramitam em segredo de justiça e, por isso, ficam impedidos de prestar informações.

Lembramos que o TJES tem um projeto de entrega voluntária, que prevê o atendimento da mulher que manifestar o interesse em entregar o filho recém-nascido para a adoção. Assim, diferente do abandono que é crime, a entrega voluntária é regulamentada por lei.

Dessa forma, a lei garante à gestante que manifeste o interesse de entregar seu filho para adoção antes ou logo após o nascimento o encaminhamento à Justiça da Infância e Juventude.

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Essa mãe não precisa ter medo de fazer essa entrega. Ela pode declarar isso na maternidade, na unidade de saúde onde realiza o pré-natal, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), ou no Conselho Tutelar. Saiba Mais.

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Segurança

PF mira estudantes de medicina do ES que falsificavam documentos para conseguir bolsa de estudo

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Segundo a Polícia Federal, os estudantes falsificavam documentos para serem beneficiados com bolsas integrais de estudos em uma faculdade de Campos dos Goytacazes

A Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, deflagou uma operação na manhã desta quinta-feira (26), para apurar um esquema criminoso de estudantes de medicina. No Espírito Santo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e Mimoso do Sul

Segundo a Polícia Federal, os estudantes falsificavam documentos para serem beneficiados com bolsas integrais de estudos em uma faculdade localizada em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. 

Ao todo, 70 policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Campos, também nas cidades de Campos, Itaperuna e São Francisco do Itabapoana, ambos no Rio de Janeiro. 

O objetivo da Polícia Federal é encontrar elementos de prova, assim como bens passíveis de investigados que falsificaram documentos e prestaram declarações falsas para se passarem por pessoas de baixa renda.

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Ao longo da investigação, 12 pessoas já foram indiciadas, entre alunos e pais. Dentre outras provas, foi identificado, mediante quebra de sigilo bancário, que os investigados movimentaram valores exorbitantes, incompatíveis com pessoa que se disse desprovida de recursos.

Segundo a Polícia Federal, foi investigado também que uma das formas dos alunos se passarem por pessoa de baixa renda, era fazendo inscrições no CadÚnico do Governo Federal. 

Com isso, além de receberem fraudulentamente as bolsas de estudos, os alunos — e, em alguns casos, os próprios pais — receberam também o auxílio emergencial

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa, sem prejuízo de eventuais outros crimes que podem surgir no decorrer das investigações.

A Polícia Federal destacou que o nome da operação, “Falso Positivo”, é em alusão ao termo em medicina, que significa o exame físico ou complementar em que o resultado indica a presença de uma doença, quando na realidade ela não existe.

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