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Segurança

Espírito Santo fecha mês de fevereiro com menor número de homicídios dos últimos 25 anos

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O Espírito Santo fechou o mês de fevereiro de 2021 com o menor número de homicídios desde 1996, início da contagem histórica no Estado. O resultado representa uma redução de 24% em relação ao mesmo período de 2020 e decréscimo de 12 mortes violentas, no comparativo com 2019, que era o menor já registrado anteriormente.

Ao todo, foram 82 assassinatos cometidos nos 28 dias do mês, sendo 32 na Região Metropolitana, 22 no norte, cinco no sul, 17 no noroeste e seis na região serrana. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, apesar do registro, não há o que se comemorar quando o assunto são mortes, mas cabe destacar o trabalho das forças de segurança no combate ao crime.

“Em janeiro tivemos muitos crimes ligados ao confronto do tráfico de drogas, cerca de 74%, e dentro da dinâmica do programa Estado Presente em Defesa da Vida, intensificamos o monitoramento nesses locais. Nossas polícias e Corpo de Bombeiros, com apoio das guardas municipais, realizaram diversas operações com objetivo de prender lideranças de organizações criminosas em diversas partes do Espírito Santo. Acreditamos que isso tenha grande influência nesse resultado e só posso agradecer ao intenso trabalho realizado pelos profissionais da Segurança Pública”, destacou Ramalho.

Com o fechamento do mês de fevereiro, o ano de 2021 apresenta, até o momento, 190 homicídios dolosos, contra 204 assassinatos em 2020, no mesmo período, também representando o melhor índice para o bimestre dos últimos 25 anos.

O secretário Alexandre Ramalho ainda disse ainda que, apesar do bom resultado na Região Metropolitana, ainda existe um grande trabalho pela frente no restante do Espírito Santo.

“A Grande Vitória demonstra estabilidade e buscamos, diariamente, sufocar a criminalidade para evitar os conflitos e, consequentemente, as mortes. No interior ainda temos um grande desafio, visto que há uma pulverização desses homicídios e por variados motivos. Desde o início do ano, a equipe de Governo envolvida no Estado Presente tem percorrido todas as regiões e ouvido as dificuldades e anseios dos gestores locais, com objetivo de elaborarmos um planejamento melhor e dar uma resposta à nossa sociedade”, enfatizou Ramalho.

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, que atua como coordenador executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, ressaltou que a violência letal é, há algum tempo, uma das principais preocupações da população brasileira. “Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, 20% acreditam que é o maior problema do país, atrás apenas da Saúde (23%).”

Duboc explicou que, conectado com essa percepção social e com o propósito de salvar vidas, o governador do Estado, Renato Casagrande, implantou em 2011 o Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

“Alcançamos resultados importantes e o Espírito Santo deixou a vexatória posição de segundo estado mais violento do País para ficar na média nacional. Em 2020 registramos 11.103 homicídios, contra 2.034 em 2009. Portanto, o resultado de fevereiro de 2021, com redução de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior, aponta que seguimos no caminho certo. Mas, o que precisa ficar claro é que a violência urbana é um fenômeno multicausal e que é preciso ter uma visão sistêmica do problema”, argumentou o secretário.

Segundo ele, a ampliação ao acesso descontrolado a armas e munições em curso no País é um obstáculo para que o Brasil siga reduzindo os indicadores de violência letal.

“A sociedade precisa despertar para discutir mecanismos de controle e rastreamento de armas e munições para reduzirmos os impactos da flexibilização. Prender homicidas, reduzir a impunidade e controlar os instrumentos do crime são medidas imprescindíveis para seguirmos no propósito de salvar vidas”, afirmou Duboc.

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves e membro do Fórum de Segurança Pública, Daniel Cerqueira, reforçou esse raciocínio e aponta a importância do uso de informações qualificadas para as tomadas de decisão.

“O Governo do Estado não tem poupado esforços para garantir a paz para os capixabas. São ações baseadas no conhecimento e em evidências científicas, além de medidas para aprimorar a capacidade de governança, bem como qualificar e integrar as informações. O resultado são operações policiais mais qualificadas e ações sociais para garantir melhores alternativas para a nossa juventude”, pontuou Cerqueira.

Mortes de mulheres

Em relação aos homicídios de mulheres os registros no bimestre também apresentam redução. No total, foram 15 casos, sendo que desses, quatro são feminicídios. Em 2020, haviam sido 18 vítimas de assassinato do sexo feminino, com cinco desses casos classificados como feminicídios.

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Segurança

Confira o resultado final da promoção por seleção de inspetores penitenciários

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A Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) divulgou, nesta sexta-feira (23), o resultado final do edital de promoção por seleção para a carreira de inspetores penitenciários.

Ao todo, 403 servidores da Secretaria da Justiça (Sejus) são beneficiados. A lista publicada no Diário Oficial do Estado apresenta o nome, pontuação e classificação dos inspetores penitenciários que passam a ocupar uma classe superior, dentro da própria carreira, com ganho financeiro em suas remunerações.

O secretário de Estado da Justiça, Marcello Paiva de Mello, ressalta que a iniciativa é uma forma de reconhecer a dedicação e qualificação dos inspetores penitenciários, fundamentais para a estabilidade do sistema.

“Estamos concentrando esforços para promover melhorias no sistema prisional. A valorização do servidor é um ponto fundamental para isso e a promoção por seleção contribui nesse aspecto. Além disso, iremos lançar um novo concurso público ainda esse ano. Essas práticas, aliadas aos investimentos de manutenção, melhorias e aberturas de novas vagas, contribuirão com a transformação do sistema prisional capixaba”, afirma.

 Clique aqui para acessar o resultado.

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Segurança

Operação Colheita completa 50 dias com apreensão de armas, drogas e prisão de 25 criminosos no Estado

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Cerca de dois meses após o início das ações, a Operação Colheita, lançada pelo governador Renato Casagrande, no Espírito Santo, apresenta resultados para a população das zonas rurais do Estado. Com o trabalho de visitas tranquilizadoras e operações, realizado pela Polícia Militar em propriedades do interior, 25 mandados de prisão foram cumpridos, sendo três deles com recaptura de fugitivos do sistema prisional, 15 armas de fogo e 849 unidades de drogas apreendidas, além de 95 pessoas conduzidas a delegacias por alguma suspeita de crime.

O resultado da operação é fruto do investimento do Governo do Estado em um patrulhamento dedicado exclusivamente à proteção dos produtores rurais capixabas. A Operação Colheita foi iniciada em maio e até novembro serão investidos quase R$ 1,5 milhão em Indenização Suplementar de Escala Operacional (Iseo), com objetivo de remunerar os policiais da própria região, que já têm proximidade local, com escalas extras para prestar o serviço de patrulhamento dessas áreas.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, a proteção do produtor rural é uma das prioridades do programa Estado Presente em Defesa da Vida, tendo em vista que a agricultura é um importante elo da economia capixaba.

“Nós temos uma área rural enorme no Espírito Santo e buscamos melhorar a segurança dos nossos produtores rurais, que não podem sofrer nas mãos de criminosos. Infelizmente, não temos como colocar uma viatura em cada propriedade, mas, pela primeira vez na história do Estado, temos um policiamento com recurso financeiro exclusivo, dedicado somente a essas áreas. Apresentamos essa ideia ao governador Renato Casagrande que, de pronto, entendeu a necessidade e realizou o investimento necessário para essa proteção extra no período importante como é a colheita dos alimentos”, afirmou Ramalho.

O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Douglas Caus, destacou que os resultados da Operação Colheita são frutos de um trabalho estratégico, onde, além das visitas tranquilizadoras aos produtores rurais, em que o policial levanta informações relevantes sobre indivíduos que possam estar circulando ou trabalhando nas propriedades, também são montados diversos pontos de abordagens com paradas de veículos de todos os tipos e pessoas, que também contribuem para o bom resultado das ações. “Foram 2.081 visitas tranquilizadoras, 15.757 abordagens, 95 pessoas conduzidas, 15 armas de fogo apreendidas, 22 mandados de prisão cumpridos, inclusive de um indivíduo com mandado em aberto do Estado de São Paulo por homicídio e, também, 468 autos de infração de trânsito registrados”, relatou o comandante.

Já o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foleto, reforçou que o período de colheita promove não só uma migração entre os municípios, mas também a chegada de pessoas de outros estados, por isso o reforço do policiamento se faz muito necessário para diminuir os crimes contra o patrimônio. “Esse reforço da Polícia Militar com a escala especial é fundamental, somos gratos ao secretário, coronel Ramalho, e ao Governador Casagrande que liberou o orçamento. A cafeicultura é especial para o Espírito Santo”, lembrou o secretário da agricultura.

O policiamento empregado na Operação Colheita atua com ênfase na ação preventiva, baseado na filosofia do policiamento comunitário, realizando visitas tranquilizadoras às propriedades rurais, orientando os residentes sobre as possibilidades de denúncias anônimas por meio do Disque-Denúncia, estimulando a criação de grupos de comunicação por meio de redes sociais para o compartilhamento de informações úteis à comunidade e disponibilizando outros canais de comunicação com a Polícia Militar e demais órgãos. Ao todo, nos 50 primeiros dias, foram 2.081 ações realizadas pelas equipes.

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