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Medicina e Saúde

Espírito Santo recebe novo lote com 54,4 mil doses da vacina contra a Covid-19

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O Governo do Estado recebe, neste domingo (07), um novo lote de vacinas para imunizar a população contra o novo Coronavírus (Covid-19). A previsão é de que as 54.400 doses da vacina Sinovac/Butantan cheguem ao Espírito Santo entre 07 e 08h30. As equipes da Central Estadual de Rede de Frio da Secretaria da Saúde (Sesa) farão a separação dos lotes que serão distribuídos para todas as Regionais de Saúde.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, “as vacinas para os idosos acima de 90 anos já foram distribuídas nessa semana, já as doses que serão recebidas neste domingo irão repor o estoque das segundas doses, de onde retiramos o quantitativo para atender os idosos. Ainda em fevereiro esperamos receber mais dois lotes de doses para seguir com a ampliação da vacinação para os capixabas”.

Conforme a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, a partir desta segunda (08) e terça-feira (09), será feita a distribuição de parte das doses dos trabalhadores da saúde, que tem sido atendido de forma escalonada na medida em que as doses estão sendo enviadas pelo Ministério da Saúde. “Juntamente com a remessa dos trabalhadores da saúde, iniciaremos a distribuição de parte das segundas doses da CoronaVac”, disse.

As vacinas serão destinadas às Centrais Regionais de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus para distribuição aos municípios capixabas. As estratégias para alcançar os públicos-alvo são definidas pelos municípios.

Públicos-alvo

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Devido ao quantitativo de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, municípios e Estado vem realizando pactuações por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para o escalonamento de grupos prioritários dentro desta população, com a atualização recente da inclusão de trabalhadores da saúde acima de 60 anos (Resolução CIB Nº011/2021), além dos já contemplados como:

  • Profissionais vacinadores envolvidos na Campanha de vacinação contra a Covid-19;
  • Trabalhadores das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s);
  • Trabalhadores das instituições das pessoas com deficiência (residências inclusivas);
  • Trabalhadores dos hospitais e maternidades;
  • Trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e equipes de remoção de pacientes com suspeita de Covid-19;
  • Trabalhadores das Unidades de Pronto Atendimento (upas e pas);
  • Trabalhadores da Atenção Primária em Saúde (APS);
  • Trabalhadores dos laboratórios: LACEN, laboratórios que fazem RT-PCR Covid-19 e demais laboratórios;
  • Trabalhadores da Vigilância em Saúde e outras áreas envolvidos em investigações de campo, relacionadas à Covid.

Todos os dados sobre vacinas recebidas, distribuídas e aplicadas no Estado já estão disponíveis no site Coronavírus (www.coronavirus.es.gov.br). Além dos números atualizados diariamente, a página conta com um painel interativo com detalhes sobre a imunização, como o total de doses enviadas para cada município, a distribuição por grupo prioritário e o percentual de distribuição em cada grupo: https://coronavirus.es.gov.br/painel-vacinacao

Vale destacar que o painel não exibe informação de doses aplicadas por município ou cobertura vacinal. Para isso, vale acessar o site https://localizasus.saude.gov.br/ para conferir dados sobre doses aplicadas por estados e municípios.

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil foi iniciada no dia 18 de janeiro, quando o Espírito Santo recebeu 101.320 mil doses da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, enviada pelo Ministério da Saúde.

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Medicina e Saúde

Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

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Especialistas alertam que não há vacina 100% eficaz e que imunizantes protegem contra formas graves da doença

Estudante do 5º ano de veterinária na cidade de Matão (SP), Giovanni Reggi Bortolani, de 22 anos, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac no dia 4 de março. Um mês depois, após um jantar em família em que todos presentes acabariam contraindo a Covid-19 , ele também saiu infectado. Casos como esse — de pessoas que contraíram a doença mesmo após as duas doses da vacina — vêm causando dúvidas acerca da efetividade dos imunizantes contra o novo coronavírus.

Médicos e especialistas alertam que é sim possível contrair e transmitir a doença, mesmo após 14 dias da aplicação da segunda dose, quando se completa o ciclo de imunização. Isso ocorre porque as vacinas atualmente disponíveis protegem principalmente contra o desenvolvimento de formas graves da doença, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

— Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia — aponta Richtmann.

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo do paciente — ou seja, varia de pessoa para pessoa. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves;  e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

— Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes — diz Stucchi.

Faz parte desse grupo, por exemplo, a funcionária do setor de saúde de Franca, no interior de São Paulo, Cacilda Vendramini Ferreira, de 68 anos, que é diabética e hipertensa. Ela havia tomado a segunda dose em 2 de março e começou a se sentir mal em 10 de abril.  Ficou oito dias internada, cinco deles na UTI, mas não precisou ser intubada.

— Se eu não tivesse tomado a vacina poderia ter sido muito pior — afirma Ferreira.

— O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença — define Mansur.

Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

— A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito — analisa Stucchi.

Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

— No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros — recomenda a infectologista.

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Medicina e Saúde

ICEPi realiza 1º Fórum de Medicina Hospitalista para compartilhar vivências e resultados

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Acontece na próxima quinta-feira (17), a partir das 14 horas, o 1º Fórum de Medicina Hospitalista do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi). O fórum tem como objetivo discutir as vivências dos participantes do projeto e os resultados alcançados nos últimos seis meses.

O evento, realizado pela Coordenação do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar do ICEPi, ocorrerá no auditório do Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. O Fórum será destinado aos profissionais dos hospitais participantes do projeto e contará com os cuidados devidos para a organização diante da pandemia da Covid-19.   

O 1º Fórum de Medicina Hospitalista faz parte do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (Sobramh), que visa a qualificação e o desenvolvimento de ações de aperfeiçoamento da gestão da clínica no âmbito hospitalar, melhorando o atendimento à população, além de reforçar as abordagens em educação, pesquisa e liderança. 

Atualmente, o projeto conta com 21 médicos, três supervisores médicos e 13 enfermeiros atuando nas unidades do Hospital Maternidade Sílvio Ávidos, Hospital Estadual Dório Silva, Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG) e Hospital Estadual de Vila Velha (HESVV). 

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