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Medicina e Saúde

Espírito Santo sedia o principal congresso de saúde pública do Brasil

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O 15º Congresso Internacional da Rede Unida acontece de 16 a 19 de junho, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus Goiabeiras, Vitória. O encontro é o principal congresso de saúde pública do Brasil e são esperados palestrantes dos Estados Unidos, Colômbia e Itália. Estão previstas a participação de mais de mil pessoas presencialmente e mais mil de forma virtual. 

Organizado pelo Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi) e a Rede Unida, o evento tem como objetivo compartilhar experiências de organizações nacionais e internacionais em saúde e educação, além de debater temas como a pandemia de Covid-19, racismo, direitos humanos, acessibilidade e terapias indígenas e alternativas.

Presidido pelo secretário de Estado de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, o evento ainda conta com atividades culturais e a tenda Paulo Freire, que será aberta ao público. “Para nós é um grande orgulho sediar esse tão importante evento, que se torna um ambiente de debates qualificados sobre temas que impactam diretamente da população brasileira”, disse.

Para o diretor do Instituto, Fabiano Ribeiro, os dias de congresso serão fundamentais para mostrar como o Sistema Único de Saúde (SUS) superou os desafios na pandemia. “O Espírito Santo é um dos bons exemplos no combate à Covid-19 e, principalmente, no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e nos atendimentos dos hospitais. Os projetos e programas de inovação do ICEPi são referências e serão compartilhados no congresso por meio de oficinas, fóruns e rodas de conversa”, informou. 

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17ª Conferência Nacional de Saúde

A abertura oficial do congresso acontece na quinta-feira (16), às 18 horas, no Vitória Grand Hall. Um dos destaques da solenidade é o lançamento da 17ª Conferência Nacional de Saúde com tema “Amanhã será outro dia!”, em que serão discutidas ideias com foco nos próximos quatro anos de atuação na área da saúde pública, como reorganização do sistema de saúde pós-pandemia, formação dos profissionais e novas práticas e atuações para as consequências da Covid-19.

A abertura contará com a presença de representantes do Governo do Estado, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), de instituições de ensino de Emilia-Romagna e Parma (Itália), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-ES), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). 

O evento conta com a organização do ICEPi e da Rede Unida, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Políticas, Gestão e Avaliação em Saúde Coletiva (Nupgasc), Ufes e Secretaria da Saúde (Sesa).                            

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Serviço:

15º Congresso Internacional da Rede Unida

Data: 16 a 19 de junho de 2022

Local: Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus Goiabeiras, Vitória,

Horário: 8h às 20h       

Informações: www.redeunida.org.br 

Inscrições: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/11/menu/inscricoes15-/ 

Programação: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/11/menu/programacao15ciru-geral-/

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Medicina e Saúde

Mulheres na pós-menopausa correm mais risco de desenvolver doenças neurológicas, diz estudo

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Grupo tem mais lesões cerebrais que mulheres adultas na pré-menopausa e homens da mesma idade

Estudo publicado na edição online do Neurology mostrou que mulheres que passaram pela menopausa têm mais lesões cerebrais, associadas a um maior risco de acidente vascular cerebral, Alzheimer e declínio cognitivo.

De acordo com a pesquisa, essas mulheres apresentam mais casos de uma característica biológica chamada hiperintesidades da substância branca — lesões visíveis em exames cerebrais — do que adultas na pré-menopausa ou homens da mesma idade.

“As hiperintensidades da substância branca aumentam à medida que o cérebro envelhece e, embora tê-las não signifique que uma pessoa desenvolverá demência ou terá um derrame, quantidades maiores podem aumentar o risco”, disse a autora do estudo, Monique MB Breteler, em comunicado.

Essas lesões são mais comuns em pessoas mais velhas ou com pressão alta descontrolada.

Método da pesquisa

O estudo envolveu 3.410 pessoas com idade média de 54 anos, sendo que 58% eram mulheres e, dessa porcentagem, 59% estavam na pós-menopausa. Além disso, 35% do total de participantes tinham pressão alta e, desses, metade tinha pressão alta não controlada.

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Todos os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética do cérebro e os pesquisadores analisaram a quantidade de lesões visíveis em cada participante. O volume total médio foi de meio mililitro.

Após estabelecer critérios e ajustar os resultados para idade e fatores de risco vascular, como pressão alta e diabetes, os cientistas descobriram que as mulheres na pós-menopausa tinham mais lesões que homens de idade semelhante. O volume médio delas foi de 0,94 ml, já o do público masculino foi de 0,72 ml.

A pesquisa descobriu, ainda, que com a idade as lesões aumentam mais rápido nas mulheres do que nos homens. Já as mulheres na pré-menopausa e homens da mesma idade não tiveram diferença na quantidade média de hiperintensidades da substância branca.

Além disso, os pesquisadores concluíram que as mulheres no pós-climatério têm mais lesões visíveis do que as na pré-menopausa da mesma idade. A diferença foi de 0,51 ml para 0,33 ml, respectivamente.

Uma limitação do estudo foi que os autores não sabiam a idade exata do início da menopausa das participantes ou se algumas estavam na perimenopausa — transição da menopausa.

O estudo representa um avanço para o entendimento da relação entre a menopausa e o cérebro e liga um alerta para a saúde da mulher.

“Os resultados do nosso estudo não apenas mostram que mais pesquisas são necessárias para investigar como a menopausa pode estar relacionada à saúde vascular do cérebro; eles também demonstram a necessidade de levar em conta diferentes trajetórias de saúde para homens e mulheres e o status da menopausa. Nossa pesquisa ressalta a importância da medicina específica do sexo e da terapia mais atenta para mulheres mais velhas, especialmente aquelas com fatores de risco vasculares”, informou a autora.

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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