conecte-se conosco


Segurança

Esquema milionário: mais um empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso no ES

Publicado

O empresário estava foragido desde o dia 13, quando a Polícia Federal tentou cumprir mandado de prisão preventiva contra ele. Na ocasião, outro empresário foi preso em Vitória

Mais um empresário suspeito de envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro foi preso pela Polícia Federal neste fim de semana. A prisão aconteceu na tarde de domingo (16), no município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. 

O empresário, alvo da Operação Masqué III, era considerado foragido desde o último dia 13, quando policiais federais da Delegacia de Repressão à Corrupção e Desvios de Verbas Públicas tentaram cumprir mandado de prisão preventiva, expedido pela 1ª. Vara Criminal Federal de Vitória, contra ele.

Como não localizado em sua residência, que fica em Vila Velha, ele passou a ser considerado foragido da Justiça e teve o nome inscrito na lista de procurados da Interpol, composta por 190 países.

Por se tratar de captura e prisão, os nomes não foram divulgados em razão da Lei de Abuso de Autoridade.

Outro investigado foi preso na última semana

terceira fase da operação Masqué — com duas fases anteriores deflagradas em 2019 e 2021 — visou cumprir dois mandados de prisão preventiva na Grande Vitória, mas apenas um dos investigados foi preso.

Leia mais:  Unidade prisional realiza 1ª Feira de Ciências e Mostra Científica com alunos internos

A Polícia Federal contou com o apoio de uma equipe da Sejus para a colocação de tornozeleira eletrônica em um terceiro investigado.

A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

Entenda as fases da operação

Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior.

Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

Leia mais:  BPMA fiscaliza loteamentos irregulares em Domingos Martins

Crimes investigados

Os investigados responderão pelo crime de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998) e por efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover evasão de divisas do País (art. 22 da Lei nº 7.492/1986).

Organização Criminosa

Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

Lavagem de Dinheiro

Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.   

Evasão de Divisas.

Art. 22. Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

publicidade

Segurança

Mãe abandona bebê com morador de rua durante a madrugada em Cariacica

Publicado

A mulher de 34 anos estava sob efeito de drogas quando entregou o bebê a um homem, que vive em situação de rua, no bairro Itapemirim, nesta quinta-feira (26)

Uma mãe, de 34 anos, que estaria sob efeito de drogas, abandonou um bebê, de 4 meses, nas mãos de um homem que vive em situação de rua, por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira (26), no bairro Itapemirim, em Cariacica.

Segundo informações da polícia e do Conselho Tutelar, a mãe estaria na rua fazendo o uso de entorpecentes. Quando ela viu a aproximação de uma viatura, para fugir, deixou o bebê nas mãos de um homem, que vive em situação de rua.

O homem desesperado, sem saber o que fazer, entregou o bebê para uma mulher, que seria funcionária de uma lanchonete. A mãe foi localizada a 50 metros do local e levada para a Delegacia. Já o bebgê foi entregue ao Conselho Tutelar.

A atendente ficou com o bebê até a chegada dos conselheiros. Ela estava voltando do trabalho quando tudo aconteceu e ficou desesperada.

“Quando a gente tava saindo do serviço para ir embora, veio um morador de rua com um nenenzinho na mão. Já tínhamos visto a mulher passando com ele e depois passou sozinha. Íamos consertar o neném no colo dele, ele falou: ‘pelo amor de Deus, toma’, entregou o neném e sumiu, desapareceu. A gente segurou o bebê, ela passou de volta, viu o neném no nosso colo e passou direto”, relatou.

Os moradores do bairro disseram não saber o que estava acontecendo. Algumas pessoas falaram que acordaram de madrugada com uma gritaria e a presença da polícia, mas não sabiam que se tratava de um bebê abandonado.

Leia mais:  Polícia prende padrasto acusado de torturar enteado autista em São José do Calçado

Outras pessoas contaram que já viram a mulher andando, diversas vezes, para cima e para baixo, com o bebê no colo.

Segundo testemunhas, apesar da atitude da mãe, o bebê é bem cuidado e havia tomado vacina no mesmo dia. “O neném estava bonitinho, arrumadinho, gordinho, tava direitinho”, disse a atendente.

De acordo com o Conselho Tutelar, a mãe cuida bem da criança, mas perde a noção quando está sob o efeito das drogas. O bebê já foi encaminhado a um abrigo.

Em nota, a Polícia Militar informou que o atendimento da ocorrência foi deixado aos cuidados do Conselho Tutelar.

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) disse que processos envolvendo menores de idade tramitam em segredo de justiça e, por isso, ficam impedidos de prestar informações.

Lembramos que o TJES tem um projeto de entrega voluntária, que prevê o atendimento da mulher que manifestar o interesse em entregar o filho recém-nascido para a adoção. Assim, diferente do abandono que é crime, a entrega voluntária é regulamentada por lei.

Dessa forma, a lei garante à gestante que manifeste o interesse de entregar seu filho para adoção antes ou logo após o nascimento o encaminhamento à Justiça da Infância e Juventude.

Leia mais:  Detran-ES dá orientações para trânsito mais seguro no Carnaval

Essa mãe não precisa ter medo de fazer essa entrega. Ela pode declarar isso na maternidade, na unidade de saúde onde realiza o pré-natal, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), ou no Conselho Tutelar. Saiba Mais.

Continue lendo

Segurança

PF mira estudantes de medicina do ES que falsificavam documentos para conseguir bolsa de estudo

Publicado

Segundo a Polícia Federal, os estudantes falsificavam documentos para serem beneficiados com bolsas integrais de estudos em uma faculdade de Campos dos Goytacazes

A Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, deflagou uma operação na manhã desta quinta-feira (26), para apurar um esquema criminoso de estudantes de medicina. No Espírito Santo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e Mimoso do Sul

Segundo a Polícia Federal, os estudantes falsificavam documentos para serem beneficiados com bolsas integrais de estudos em uma faculdade localizada em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. 

Ao todo, 70 policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Campos, também nas cidades de Campos, Itaperuna e São Francisco do Itabapoana, ambos no Rio de Janeiro. 

O objetivo da Polícia Federal é encontrar elementos de prova, assim como bens passíveis de investigados que falsificaram documentos e prestaram declarações falsas para se passarem por pessoas de baixa renda.

Leia mais:  Família é ameaçada com facão após se negar a pagar consumação mínima

Ao longo da investigação, 12 pessoas já foram indiciadas, entre alunos e pais. Dentre outras provas, foi identificado, mediante quebra de sigilo bancário, que os investigados movimentaram valores exorbitantes, incompatíveis com pessoa que se disse desprovida de recursos.

Segundo a Polícia Federal, foi investigado também que uma das formas dos alunos se passarem por pessoa de baixa renda, era fazendo inscrições no CadÚnico do Governo Federal. 

Com isso, além de receberem fraudulentamente as bolsas de estudos, os alunos — e, em alguns casos, os próprios pais — receberam também o auxílio emergencial

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa, sem prejuízo de eventuais outros crimes que podem surgir no decorrer das investigações.

A Polícia Federal destacou que o nome da operação, “Falso Positivo”, é em alusão ao termo em medicina, que significa o exame físico ou complementar em que o resultado indica a presença de uma doença, quando na realidade ela não existe.

Leia mais:  Unidade prisional realiza 1ª Feira de Ciências e Mostra Científica com alunos internos

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana