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Medicina e Saúde

Está sentindo azia constante? Saiba o que pode ser e como tratar o problema

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É importante, no entanto, identificar as causas da azia para evitar que o sintoma evolua para um problema mais grave

Um dos sintomas mais comuns entre os brasileiros, a azia é simples de tratar, mas causa muito desconforto. A presença da sensação constante de queimação pode ser consequência de uma série de condições que vão desde refluxo e gastrite até alimentação errada, nervosismo ou uso de roupas muito justas.

É importante, no entanto, identificar as causas da azia para evitar que o sintoma evolua para um problema mais grave. Caso apareçam outros sinais, como inchaço, desconforto abdominal, tosse com sangue e dor no peito, a indicação é procurar um gastroenterologista.

Independentemente da causa, o tratamento para a azia constante é feito com antiácidos para diminuir a acidez do estômago e mudança nos hábitos alimentares. Apenas em casos raros indica-se cirurgia para resolver o problema.

Veja as causas que justificam a queimação:

1. Refluxo

No refluxo gastroesofágico ocorre o retorno involuntário do conteúdo que está no estômago para o esôfago, causando desconforto intenso, já que o conteúdo é muito ácido.

O sintoma mais comum desta condição é a azia, além de dor intensa na região do tórax, parecida com a dor de infarto ou angina, tosse seca e até mesmo problemas respiratórios, como asma e pneumonia.

O que fazer: algumas medidas simples podem ser tomadas para aliviar o desconforto, como evitar deitar logo após comer, dormir com a cabeceira elevada, assim como ter alguns cuidados com a alimentação, evitando o consumo de café, álcool, alimentos gordurosos e bebidas ácidas, por exemplo.

2. Hérnia de hiato

A hérnia de hiato é um problema que facilita o refluxo e, por isso, é uma das principais causas da azia constante. Normalmente a condição é mais comum em pessoas com excesso de peso, que fumam, ou que praticam exercício físico exageradamente.

Os sintomas são leves e muito parecidos com os de refluxo, incluindo indigestão, principalmente quando a pessoa se deita após comer, e pioram quando o paciente se inclina, faz esforços ou levanta objetos pesados.

O que fazer: é aconselhado comer devagar e mais vezes ao dia, evitar refeições pesadas pelo menos duas horas antes de ir dormir, deitar com a cabeceira da cama elevada, evitar alimentos gordurosos e ácidos, álcool, cigarros. Em casos de sobrepeso ou obesidade, é aconselhada a perda de peso.

3. Gastrite

A irritação ou inflamação ocorre no estômago e é causada por infecções, estresse, alergias, uso de alguns medicamentos e alteração no sistema imune. Os sintomas dependem do tipo de gastrite e podem ser dor e desconforto abdominal, náuseas e vômitos, indigestão e sensação de estar cheio mesmo após uma refeição pequena.

O que fazer: é indicado diminuir o consumo de alimentos que aumentam a acidez no estômago, como comidas apimentadas, álcool, café, alimentos gordurosos ou leite puro. É importante ainda evitar ficar muito tempo em jejum, pois nesses casos há um maior acúmulo de ácido gástrico no estômago, o que piora a inflamação. O uso de medicação que diminui a produção de suco gástrico, como antiácido, por exemplo, também é indicado.

4. Esofagite

A esofagite é uma inflamação que ocorre no esôfago e acontece principalmente devido ao refluxo, mas também pode ser consequência de uma reação alérgica. Os sintomas são muito parecidos com os da gastrite, mas também podem surgir dificuldades para engolir, perda de apetite, e uma sensação de que os alimentos ingeridos ficam presos na garganta, não completando o caminho até o estômago como deveriam.

O que fazer: o uso de remédios com corticoides vai ajudar a revestir o esôfago e controlar a inflamação provocada. Por isso, caso se suspeite de esofagite, deve-se consultar um gastroenterologista. Alguns ajustes na dieta também devem ser feitos, como eliminar alimentos com farinha de trigo, leites e derivados, frutos do mar, frutos secos, ovos e soja, ajudando a aliviar e evitar os sintomas do refluxo. Além disso, é preciso identificar o tipo de alimento que provocou a alergia e retirá-lo por completo da alimentação.

5. Gravidez

Nas grávidas, a azia pode estar presente desde o início da gestação por causa da alteração hormonal e também pelo crescimento da barriga. Com o aumento da produção do hormônio progesterona, ocorre também o relaxamento da musculatura do estômago, fazendo com que os ácidos subam para o esôfago e causem a sensação de azia constante.

O que fazer: é recomendado alimentar-se com mais frequência, comer porções menores mais vezes ao dia, evitar beber líquidos durante as refeições, não se deitar imediatamente após a refeição e usar roupas confortáveis.

6. Intolerância alimentar

A intolerância alimentar é uma dificuldade que o organismo apresenta para fazer a digestão de determinados alimentos ingeridos, como é o caso da intolerância à lactose ou ao glúten. A digestão é mais lenta porque o corpo já não tem tantas enzimas responsáveis por degradar certos nutrientes, com isso há um acúmulo no estômago causando desconfortos gástricos.

Também é muito comum nas pessoas que têm intolerância alimentar sintomas como inchaço e dores abdominais, cansaço excessivo, coceira ou manchas na pele.

O que fazer: é importante identificar o tipo de alimento que está causando a intolerância. Para isso, pode ser feito um diário alimentar, onde se registra tudo que se comeu e que sintomas surgiram ao longo do dia. Assim que identificado o alimento, é importante cortá-lo por completo da alimentação. Outra forma de tratar o problema é o uso de remédios com enzimas que ajudam na digestão.

7. Uso de roupas apertadas

O uso de roupas desconfortáveis e apertadas pode fazer com que o estômago fique pressionado, permitindo que os ácidos gástricos subam para o esôfago, causando refluxo e azia.

O que fazer: é interessante optar pelo uso de roupas leves e confortáveis, que não pressionem muito a região da barriga.

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Exposição excessiva em redes sociais pode causar danos à saúde de crianças

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Pediatras alertam para os perigos desse hábito, o sharenting

A menina Alice, de 5 anos, ama tirar fotos e vídeos. Ela tem um perfil na rede social Instagram administrado pela mãe, a empresária do setor de alimentos Tainara Paradelas. A mãe cuida com atenção do perfil, feito apenas para registrar os momentos da infância da garotinha.

“O perfil da Alice foi feito para compartilhar memórias e coisas engraçadas com amigos íntimos e familiares”, conta a mãe, que usa critérios de segurança no perfil da pequena. “O perfil dela é trancado e só pode segui-la quem eu aceito”, detalha Tainara.

A empresária explica que a menina não tem obrigação com o Instagram dela, “e eu não fico fazendo conteúdo voltado para a rede. Eu tiro fotos e gravo vídeos de momentos descontraídos e felizes para eu ter guardado, postar é uma consequência. Alice é uma criança animada, ama foto e vídeos e, se algum dia, eu pedir para tirar uma foto e ela não quiser, eu não forço. Mas nunca pedi ela para tirar uma foto ou fazer um vídeo para postar no Instagram”.

Diferentemente de Taianara, no entanto, muitos pais e mães expõem indevidamente informações pessoais de seus filhos menores em redes sociais, o que pode colocá-los em situação de vulnerabilidade.

Esse tipo de atitude, conhecida como sharenting – termo em inglês que combina as palavras share (compartilhar) e parenting (paternidade) -, parte de uma tendência crescente e que pode ter consequências indesejadas.

Impactos

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para os perigos e impactos de longo prazo desse hábito na vida dos menores.

“A criança e o adolescente não devem ter vida pública nas redes sociais. Não sabemos quem está do outro lado da tela. O conteúdo compartilhado publicamente, sem critérios de segurança e privacidade, pode ser distorcido e adulterado por predadores em crimes de violência e abusos nas redes internacionais de pedofilia ou pornografia, por exemplo”, explica a coordenadora do Grupo de Saúde Digital da SBP, Evelyn Eisenstein.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da SBP, o médico Roberto Santoro, alerta que o sharenting traz perigos objetivos e subjetivos ao desenvolvimento da criança. 

“Acho que a gente tem que partir primeiro de uma questão de princípio. A vida da criança não pertence aos pais. Eles são promotores do desenvolvimento da criança e do adolescente e têm que zelar por esse desenvolvimento, para que ocorra de uma maneira coerente e equilibrada, rumo a uma idade adulta em que a pessoa consiga se realizar plenamente de acordo com os seus potenciais”.

Guia prático

Para atualizar pediatras, pais e educadores sobre a influência das tecnologias de informação e comunicação (TICs), redes sociais e internet nas questões de saúde e de comportamento das crianças e adolescentes, a SBP publicou neste ano o Guia Prático de Atualização “#SemAbusos #MaisSaúde.

O guia destaca importantes recomendações aos médicos sobre como avaliar na história e no exame, durante a consulta, casos suspeitos de violência ou abusos offline ou online; além de orientar os pais sobre alternativas seguras, educativas e saudáveis de atividades para crianças e adolescentes.

A exposição exagerada de informações sobre crianças representa uma ameaça à intimidade, vida privada e direito à imagem, como dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somado a isso, todo conteúdo publicado na internet gera dados que, no futuro, podem ser desaprovados pelos filhos, por entenderem que sua vida privada foi exposta indevidamente durante a infância.

A mãe da Alice afirma que não se preocupa com esta questão, pois não posta nada inadequado. “Isso não me preocupa nem um pouco. Não posto nada que venha a envergonhar minha filha no futuro”, garante Tainara.

Assim como Tainara, o publicitário Filipe Ferraz também é o administrador do perfil da Mariah, também de 5 anos. “A gente que gera todo conteúdo publicado. Evitamos deixar o celular na mão dela e dar essa autonomia. Acho que ainda é cedo, ela tem 5 anos de idade. O conteúdo é mais viagem, brincadeiras e algumas danças. Nada vulgar, para preservar a integridade dela”.

O pai conta que o perfil da Mariah é despretensioso. “Não temos uma frequência nem planejamento. Registramos ocasiões fora da rotina e novidades”. Além disso, Mariah gosta e até pede para fazer postagens. “Quase todos os dias ela quer publicar! Ela adora dancinhas e montagens! Filtros com carinhas então… ama!”.

Agora, quando a menina não quer fazer alguma postagem, os pais aceitam e respeitam a decisão, conta Filipe. “A gente respeita o momento dela. Nem sempre ela está disposta”. Para ele, é preciso ter discernimento de como a criança será exposta. “A responsabilidade é toda dos pais”.

Já na opinião do médico Santoro, não há como minimizar os riscos da exposição exagerada de crianças na internet. Para ele, esse público não deve ser exposto nas redes. 

“Eu sou radical em relação a isso. A gente não tem que minimizar os riscos de exposição da criança. A gente simplesmente não tem que expor crianças e adolescentes, porque eles não têm ainda condições de determinar o que é seguro e o que não é seguro em termos dessa exposição”.

Segundo ele, os pais precisam zelar justamente pela privacidade dos filhos. “Sugiro que as imagens de crianças e adolescentes não sejam compartilhadas livremente na internet, a não ser com muito cuidado para pessoas muito próximas, para pessoas da família. Eu não colocaria, por exemplo, imagens de crianças em sites públicos e tomaria muito cuidado com isso”, aconselha Santoro.

Consequências

Os dados digitais das crianças podem ser utilizados para diferentes finalidades, desde o roubo de identidade, cyberbullying, uso indevido de imagens e vídeos por pedófilos, até outras ameaças à segurança.

A coordenadora do Grupo de Saúde Digital da SBP, a médica Evelyn Eisenstein, destaca que a privacidade online é uma garantia para que as futuras gerações possam entrar em sua maturidade livres para construir por elas mesmas suas identidades digitais.

“Isso é mandatório. A SBP sempre procura destacar a importância da mediação parental em acessos a conteúdos nas redes sociais para tentar reduzir problemas relacionados à segurança e à saúde das crianças e adolescentes”, disse Evelyn.

A psicóloga Thais Ventura Corrêa Dominguez reforça que os pais são os principais responsáveis pela exposição de crianças na internet. “É importante que eles estejam atentos a resguardar a individualidade e privacidade da criança, considerando-a como um ser de direitos, que devem ser preservados”.

O cuidado com a disponibilização de informações pessoais deve sempre ser considerado, completa Thaís. 

“As crianças não possuem habilidade cognitiva para tal discernimento. O estar on-line hoje se torna quase uma obrigação, o que muitas vezes leva a comportamentos reativos e impulsivos de compartilhamento de informações. Por isso, o cuidado com as ações nas redes deve ser redobrado”.

Precauções

No Brasil ainda não existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crianças pelos provedores de internet. Logo, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo anos após a postagem.

“Temos vários projetos de lei barrados por indústrias de entretenimento, mídias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento”, comentou a médica Evelyn Eisenstein.

Segundo ela, não há na legislação brasileira uma lei como a Children’s Online Privacy Protection Act (Coppa – Lei de Proteção à privacidade online de crianças, em tradução livre), instituída nos Estados Unidos, em 1998, para a proteção de dados e regulação da exposição de crianças menores de 13 anos na internet.

Em agosto deste ano, o Google anunciou o lançamento de um serviço que permite remoção de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Um formulário para fazer o pedido de remoção está disponível na página de suporte da empresa. O Google informa, no entanto, que essa remoção não significa que a foto será retirada da internet, mas que deixará de ser mostrava nos resultados de busca do Google Imagens.

O compartilhamento de imagens e vídeos é um hábito relativamente novo, por isso as repercussões na vida futura das crianças ainda não são totalmente conhecidas, esta é a parte mais preocupante da exposição excessiva.

“Não são apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas também familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das possíveis consequências indesejadas para a saúde das crianças. Não é inofensivo compartilhar conteúdo online”, disse Evelyn.

Para a psicóloga Thaís Ventura, é importante a reflexão dos pais quanto aos seus interesses pessoais em relação à exposição de seus filhos a essas tecnologias, “buscando sempre refletir quais as necessidades e consequências de suas atitudes referentes ao uso dessas tecnologias na influência da saúde da criança”.

Os pais que desejam compartilhar fotos e vídeos de seus filhos podem tomar medidas protetivas para garantir que o conteúdo não seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, é possível limitar o público de postagens para que apenas aqueles em quem você confia que possam ver o conteúdo.

Influencers Mirins

Com status de celebridade, muitas crianças se tornaram influenciadores digitais. Elas começaram com o incentivo dos familiares e muitos têm até patrocinadores. 

“Essas crianças constroem uma vida falsa, de imagens e não uma vida de experiências reais. E os pais estão colaborando para a construção de uma personalidade moldada para agradar a imagem que fazem da pessoa, ou seja, de um falso self. A criança começa a passar por essa situação desde pequena. Muitas vezes, por trás desse perfil falso pode existir um grande vazio. A exploração dessas crianças por parte dos pais é uma forma de abuso infantil”, apontou o coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da SBP, Roberto Santoro.

Na opinião do médico, essa conduta pode interferir no desenvolvimento da criança e englobar múltiplos aspectos como o interesse econômico e o narcisismo patológico dos pais.

“Porque em vez da criança seguir sua via natural de desenvolvimento, os pais podem estar usando a criança para exibir a outras pessoas com com fins de lucro financeiros e, às vezes, por puro narcisismo, ou seja: pais frustrados que não conseguiram realizar suas necessidades de se destacar, então usam os filhos para atender essas necessidades. Isso é sempre absolutamente inadequado”.

A opinião é compartilhada pela psicóloga Thaís Ventura: “Deve-se estar atento ao natural conflito e interesses familiares, pois a falta de entendimento e a administração equivocada desse cenário podem resultar em exploração e afetar a saúde e o bem estar da criança. É importante que os pais busquem conhecimento e informação quanto a função e a exposição que seu filho está exercendo, agindo em prol de garantir o cuidado e a saúde da criança”.

Fonte: Agência Brasil

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Por que é recomendado fazer xixi depois da relação íntima? Descubra

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A infecção urinária é causada, em sua maioria, por bactérias que fazem parte da nossa flora intestinal e vaginal normal”, esclarece médica

A região íntima feminina é uma área muito sensível e propensa ao desenvolvimento de doenças provocadas por fungos, bactérias e protozoários.

Por isso, devemos estar sempre atentas aos cuidados com a higiene, especialmente após relações sexuais.

Uma recomendação médica, inclusive, é sempre fazer xixi depois do ato sexual. Entenda por quê

A urina ajuda a bloquear a passagem de bactérias e fungosSegundo a ginecologista Bárbara Murayama, no ato sexual há maior chances de bactérias conseguirem atingir a flora vaginal. Nesse caso, urinar após a relação ajuda a lavar a uretra (canal condutor da urina) e impede que os micro-organismos cheguem até lá, evitando, assim, possíveis infecções. “A infecção urinária é causada, em sua maioria, por bactérias que fazem parte da nossa flora intestinal e vaginal normal”, esclarece.

A higiene íntima após o sexo também é fundamental

Para o ginecologista Jorge Valente, adotar o hábito de se higienizar após ter relações sexuais é de extrema importância por conta da acidez da flora vaginal: “O pH da região genital pode sofrer alterações devido ao pH do sêmen do parceiro”, esclarece. A higiene íntima deve ser feita com água e sabonete íntimo, usando apenas os dedos. A recomendação do médico é usar uma versão líquida, já que os em barra são mais alcalinos e facilitam a contaminação se a mesma superfície for compartilhada por diversas pessoas.

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