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Medicina e Saúde

Estado começa imunização de trabalhadores da saúde com doses da Oxford-AstraZeneca

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O Governo do Estado iniciou, na manhã desta segunda-feira (25), a imunização dos profissionais da saúde com as doses da vacina contra o novo Coronavírus (Covid-19) da Oxford-AstraZeneca, produzida na Índia e importada pelo Ministério da Saúde. A cerimônia de vacinação simbólica ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) de São Francisco, em Cariacica, com a presença do governador Renato Casagrande. O Espírito Santo recebeu 35.500 doses da vacina, que chegaram neste domingo (24) e serão utilizadas para contemplar mais 27% dos trabalhadores da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19.

“O mais importante da chegada dessas vacinas é que a gente pode ter a oportunidade de vacinar todos os trabalhadores da saúde pública do Espírito Santo que estão na linha de frente no combate à doença. A prioridade dada a esses profissionais é para que tenhamos segurança na aplicação das vacinas quando iniciar a fase de imunização para toda a população. A quantidade de vacinas ainda é pequena, mas é importante imunizar cada pessoa. Priorizamos quem estava na linha de frente nos hospitais, onde o tratamento da doença é mais intenso”, explicou o governador.

Casagrande destacou que o número de profissionais imunizados será o mesmo da quantidade de doses recebidas da vacina de Oxford-AstraZeneca. “A Fiocruz, o Ministério da Saúde e a nossa Secretaria da Saúde nos garantiram que outra leva desta vacina chegará antes de 12 semanas, que é o prazo para quem tomou a primeira dose, tomar a segunda”, afirmou o governador, citando também que novas doses da CoronaVac devem chegar ao Estado ainda esta semana.

“Nossa expectativa era maior, mas devem chegar ao nosso Estado entre 15 e 16 mil vacinas. Quando essa nova leva chegar, vamos convencer o Ministério da Saúde para que comecemos a vacinar os idosos com mais de 85 anos, que estão no grupo de maior vulnerabilidade, para que a gente possa também proteger essas pessoas. Estamos todos ansiosos, pois a quantidade de vacina ainda é pequena e está chegando a conta-gotas. Mas, estamos trabalhando com as prioridades dentro do Plano Nacional e Estadual de Imunização”, pontuou Casagrande.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, destacou sobre o marco da vacinação dessas doses estarem iniciando em uma Unidade Básica de Saúde. “Hoje é a materialização da chegada das duas tecnologias que foram incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Iniciar essa nova etapa em uma Unidade Básica de Saúde tem um significado muito importante, porque é a Atenção Primária que será responsável pela imunização de toda população. Nós resistimos à pandemia com os hospitais, com testagem, diagnóstico oportuno e monitoramento. Agora, para derrotar a pandemia, será com vacinas seguras, cientificamente comprovadas”.

Nésio Fernandes também falou sobre a imunização dos trabalhadores da saúde: “Na medida que chegarem novos lotes (de vacinas) vamos dar segmento para imunizar todos os trabalhadores da saúde da rede pública e privada.”

Na UBS de São Francisco, o primeiro trabalhador a ser imunizado foi o agente comunitário Edson Coimbra, que não escondeu a felicidade em receber a dose. “É uma ação muito importante, uma iniciativa que salva vidas. Nós, agentes comunitários, temos esse contato direto com a comunidade e é importante que não sejamos o transmissor da doença. Então, me sinto seguro, é uma dose de esperança”, relatou.

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, também acompanhou o início dessa nova etapa de vacinação. “É um momento superimportante para nossa cidade com a chegada dessas novas vacinas. Estou muito feliz com a mobilização e o carinho tão grandes do governador Renato Casagrande com o município e, principalmente, com os nossos profissionais de saúde”, comentou.

As doses da nova vacina serão utilizadas para contemplar cerca de 33.858 profissionais da população-alvo da Fase 1 da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Estado. Na última quarta-feira (20), o Ministério da Saúde atualizou a população total de trabalhadores da saúde que deverão ser vacinados. No Espírito Santo, esse público representa 124.416 pessoas.

Até a última sexta-feira (22), o Espírito Santo já havia imunizado 9.797 pessoas no Estado, segundo dados do Programa Estadual de Imunizações.

Campanha de Vacinação contra a Covid-19

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A vacinação no Espírito Santo teve início na última segunda-feira (18), em solenidade com a presença do governador Renato Casagrande e do secretário Nésio Fernandes. O Estado segue o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, com os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, que compreende às pessoas maiores de 60 anos residentes em instituições de longa permanência; pessoas maiores de 18 anos com deficiência residentes em Residências Inclusivas; indígenas aldeados; e trabalhadores da saúde.

Quanto aos imunizantes, a população que está sendo vacinada com a CoronaVac deverá receber a segunda dose no intervalo de quatro semanas. Já para a população-alvo imunizada com Oxford-AstraZeneca, a segunda dose será aplicada em um intervalo de 12 semanas, aproximadamente três meses.

“Para esta nova remessa de imunizantes, o Ministério da Saúde recomendou a todos os estados que a utilização seja feita como primeira dose, devido ao intervalo longo. O Ministério informou que os estados receberão o novo quantitativo para suprir a segunda dose, em 12 semanas”, informou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Sesa, Danielle Grillo.

Está prevista para esta primeira fase, a imunização do público idoso acima dos 75 anos não institucionalizados, em conformidade com os cenários de disponibilidade da vacina.

A coordenadora ressalta também que em todas as campanhas de vacinação, o Ministério da Saúde trabalha com a “reserva técnica” das doses. “Isso significa que de todo quantitativo de doses que nos é enviado, cerca de 5% deste total é o que chamamos de reserva técnica, ou a margem de segurança, para suprir eventuais perdas”, disse.

Trabalhadores da saúde

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Em relação à imunização dos trabalhadores da saúde, o Ministério da Saúde entregou o quantitativo que somado à primeira remessa de doses, poderá imunizar cerca de 61% dos trabalhadores da saúde, cerca de 76 mil dos 124.416 mil profissionais – população total de trabalhadores da saúde capixaba que deverá ser imunizada, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde.

Ainda segundo a Resolução Nº008/2021 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), aprovada entre Estado e Municípios, há a atualização do público de trabalhadores da saúde que serão imunizados nesta primeira etapa da fase 1 da Campanha de Vacinação contra a Covid-19.

Serão imunizados, a depender do quantitativo de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, trabalhadores da saúde de:

– Hospitais que realizam atendimento Covid-19: todos os trabalhadores de saúde, exceto setor administrativo;

– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e equipes de remoção de pacientes com suspeita da Covid-19, exceto setor administrativo;

– Unidade de Pronto Atendimento (UPA’s e PA’s): todos os trabalhadores de saúde, exceto setor administrativo;

– Atenção Básica e Centros de Referências para a Covid-19: trabalhadores envolvidos diretamente na atenção para casos suspeitos e confirmados de Covid-19;

– Hospitais da rede de Urgência e Emergência: todos os trabalhadores, exceto setor administrativo.

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Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Medicina e Saúde

Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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