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Medicina e Saúde

Estado inicia vacinação contra a Covid-19 de profissionais dos sistemas prisional e socioeducativo

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O Governo do Estado deu início, nesta segunda-feira (24), a vacinação de mais um grupo prioritário contra o novo Coronavírus (Covid-19) no Espírito Santo. Em ato simbólico no Palácio Anchieta, em Vitória, funcionários do sistema de privação de liberdade, servidores do sistema socioeducativo e policiais penais receberam a primeira dose da vacina. A expectativa, segundo dados do Ministério da Saúde, é de que 4.936 profissionais sejam imunizados contra a doença nesta nova etapa.

O governador do Estado, Renato Casagrande, participou da solenidade e destacou o avanço na vacinação dos grupos prioritários contra a Covid. “Já estávamos querendo incluir essa categoria no plano de vacinação. Serão pouco mais de cinco mil pessoas vacinadas neste grupo com doses da reserva técnica, o que não irá afetar a vacinação das pessoas com comorbidade, que atualmente estão sendo imunizadas. As doses para os profissionais dos sistemas prisional e socioeducativo já estão garantidas e a partir de amanhã [terça-feira, 25] estarão à disposição dos municípios”, disse.

Casagrande afirmou a importância de avançarmos também na imunização dessa categoria, a exemplo do que ocorreu com os profissionais da educação e das forças de segurança, que já tiveram mais de 50% de vacinados aproximadamente. “Imunizar nossas corporações nos permite que trabalhem com mais segurança. Estamos organizando para que possamos iniciar a vacinação dos portuários e rodoviárias. Para que assim vamos avançando na imunização da população capixaba. A vacina é o principal instrumento no combate ao vírus. Quando a maioria da população estiver imunizada, teremos uma redução dos óbitos”, lembrou o governador.

Em pactuação entre o Estado e municípios, por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), ficou definido a incorporação desta população ao grupo de Força de Segurança e Salvamento e Forças Armadas, os quais já iniciaram a vacinação. Assim, se fará o envio de 30% das doses da reserva técnica da vacina contra a Covid-19 a cada remessa semanal do Ministério da Saúde.

“Temos tomado iniciativas que nos diferenciam da estratégia nacional. A utilização da reserva técnica nos permitiu avançar nos grupos prioritários e não comprometeu a aplicação da segunda dose da Coronavac. Os profissionais do grupo que começamos a vacinar hoje terão a garantia da segunda dose e a vacinação será no local de trabalho. Esperamos que os profissionais vacinados estimulem os colegas a se vacinarem também. As vacinas são seguras e são a única maneira de vencermos essa pandemia”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

Como se dará a vacinação deste público

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A identificação dos funcionários do sistema de privação de liberdade, servidores do sistema socioeducativo e policiais penais ocorrerá por meio da articulação entre as Secretarias da Saúde (Sesa), Justiça (Sejus) e Direitos Humanos (SEDH), tendo a execução da ação de vacinação realizado nas respectivas unidades sob a responsabilidade de cada município.

A Sejus e SEDH providenciarão uma listagem nominal dos profissionais que deverão, no ato da vacinação, apresentar documento que comprove a vinculação ativa com a unidade prisional. A listagem será encaminhada à Sesa para o quantitativo de doses a serem distribuídas a cada município.

Para o secretário de Estado da Justiça, Marcello Paiva de Mello, a imunização dos servidores trará mais controle do contágio da doença no sistema prisional. “Este é um momento muito especial.  Servidores penitenciários estiveram na linha de frente no enfrentamento da doença, desde o início da pandemia.  Ser imunizado neste momento traz maior sensação de segurança para nosso quadro técnico e operacional e ainda maior controle do contágio da doença no sistema prisional”, pontuou.

De acordo com o secretário, a pandemia trouxe demandas especiais para todos os setores. “No sistema prisional, reavaliamos diversos procedimentos para evitar a propagação do vírus e garantir o isolamento e atendimento dos casos suspeitos e confirmados da doença entre a população carcerária. Servidores penitenciários têm levado essa questão a sério e, como resultado, temos o cenário controlado da Covid-19 dentro de todas as unidades do Estado. A vacina chega como mais um importante mecanismo de controle, que somada aos protocolos sanitários já sistematizados, só irá proporcionar ainda mais segurança a todos os profissionais que atuam no sistema prisional capixaba”, afirmou Marcello Paiva de Mello.

A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, também destacou a importância da iniciativa. “Agentes socioeducativos e penitenciários são profissionais essenciais e estamos muito felizes em poder dar início à vacinação destas categorias. A imunização proporciona uma segurança para que continuem executando seus trabalhos com mais segurança e representa mais um avanço na proteção da população capixaba”, disse.

“Hoje o Governo do Estado iniciou a tão aguardada fase da imunização da Covid-19 nos servidores que atuam no sistema socioeducativo do Estado. A vacinação era algo muito esperado pelos nossos agentes e técnicos do Iases que não pararam durante toda a pandemia. Acompanhar de perto a vacinação dos representantes do Instituto foi muito satisfatório, pois nos enche de esperança para continuar atravessando a pandemia protegendo nossos servidores”, afirmou o diretor-presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), Fábio Modesto Filho.

O diretor-presidente explicou que as vacinas serão enviadas ainda hoje para os municípios onde existem as unidades do Iases e os servidores serão vacinados em seus respectivos locais de trabalho.

Durante o ato simbólico, foram vacinados a pedagoga socioeducativa, Rosilene Lameira dos Santos, 54 anos, que atua na Casa de Semiliberdade de Vila Velha. “Saber que eu fui uma das escolhidas para representar o Iases neste momento tão esperado me enche de orgulho”, revelou ela que recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca.

O agente socioeducativo e coordenador da Gerência de Segurança e Proteção à Pessoa (Gesp), Valter Lebarck, 56 anos, também destacou a importância de poder representar a comunidade socioeducativa. “Eu já esperava que seria vacinado antes do grupo da minha idade, em razão da minha profissão. É um privilégio ser um dos escolhidos para representar a minha categoria”, relatou.

Também receberam a primeira dose da vacina, três inspetores que atuam na linha de frente nos presídios. Entre eles, a inspetora penitenciária lotada no Centro de Detenção Provisória e Vila Velha, Priscila Nascimento Barbosa Vidon. “Receber a primeira dose da vacina traz muita satisfação e saber que todos os nossos colegas serão imunizados, proporciona uma maior sensação de segurança para nós e para nossas famílias”, ressaltou.

Marcelo Barbosa Zanelato atua na Penitenciária Estadual de Vila Velha 2. “Sem dúvida, esta é uma dose de segurança para gente. Tendo em vista o trabalho que desempenhamos, em um ambiente de custódia, com grande número de pessoas presas. A vacina representa mais proteção e saúde para todos nós”, disse.

Valdenir de Oliveira Junior, do Centro de Detenção Provisória de Vila Velha, também recebeu a primeira dose da vacina durante a solenidade. “Ver que o Governo do Estado está preocupado em preservar a saúde dos servidores penitenciários é motivo de muita satisfação para nós. Trabalhamos em uma atividade essencial, na linha de frente dentro dos presídios e contar com essa imunização trará mais segurança para os servidores e também para os reeducandos”, enfatizou.

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Medicina e Saúde

Brasil ultrapassa marca de 130 milhões de vacinas Covid-19 aplicadas

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Campanha de vacinação avança rapidamente, mais de 58% do público-alvo já tomou a primeira dose

O Brasil atingiu a marca de mais de 130 milhões de doses de vacinas Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23). São mais de 93 milhões de pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Isso significa que 58% da população-alvo, de mais de 160 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, já completou esta etapa da vacinação.

O ritmo acelerado da campanha reflete na situação epidemiológica da pandemia no país: só na última semana, de acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou redução de 14% nas mortes em relação à semana anterior. A média móvel de óbitos registrada na terça-feira (22) – 1,2 mil – é a menor dos últimos quatro meses.

Mais de 600 milhões de doses estão contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Somente em agosto, está prevista a chegada de mais de 63 milhões de doses.

Até o momento, mais de 164 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela plataforma LocalizaSUS.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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