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Medicina e Saúde

Estado oferta novo serviço para crianças com alergia à proteína do leite de vaca

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O Sistema Único de Saúde capixaba incorporou mais um serviço importante ao Espírito Santo e ao cuidado da saúde infantil. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde e da Gerência de Assistência Farmacêutica (GEAF), iniciou o serviço de Teste de Provocação Oral (TPO) para diagnóstico precoce de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).

O novo serviço, que teve início dos trabalhos na última quarta-feira (16), é ofertado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, que conta com uma equipe interdisciplinar entre gastroenterologista e alergista pediátricos, nutricionistas, para condução adequada do processo.

“Mais que dispensar as fórmulas nutricionais, o objetivo é proporcionar um serviço de qualidade, que vai desde o diagnóstico e local adequado para o teste, até a alta no momento correto, dando ainda mais qualidade de vida ao paciente e à família”, informou a nutricionista da Gerência de Assistência Farmacêutica, Giuliana Rizzo.

O acesso ao novo serviço acontece por meio da Farmácia Cidadã Estadual. Para todas as solicitações de fórmulas infantis especiais nas 13 unidades das Farmácias, os pacientes de até 24 meses serão avaliados e, quando indicado, encaminhados ao Himaba.

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Serão disponibilizados 80 atendimentos por mês, com média de 16 atendimentos por semana.

Após o TPO, caso a criança não apresente nenhum sintoma imediato, a mesma retornará sete dias após para avaliação de sintomas tardios e conclusão do tratamento. No caso de TPO positivo o paciente também retornará para reavaliação de acordo com a indicação médica. As fórmulas nutricionais para a Alergia à Proteína do Leite de Vaca serão dispensadas aos casos positivos.

Teste regulamentado em Portaria
O serviço de Teste de Provocação Oral (TPO) disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde capixaba é uma das atualizações dos Protocolos Estaduais para fornecimento de fórmulas nutricionais, publicada por meio da Portaria Nº 098-R de 13 de maio de 2021.

A partir desta atualização, passa a ser obrigatória a realização da avaliação e da realização do TPO na rede pública estadual, em pacientes com indicação estabelecidas, como a suspeita da Alergia à proteína do Leite de Vaca (APLV). Pacientes com contraindicação médica não serão submetidos ao teste.

“Esse serviço surgiu a partir da necessidade de ampliarmos a atenção ao portador de APLV, da complexidade do diagnóstico e da evolução desta doença. Assim, idealizamos um projeto que pudesse viabilizar assistência adequada a esses pacientes, com profissionais especialistas capacitados no tratamento de alergia alimentar e um local equipado para a sua condução”, explicou a gerente Estadual da Assistência Farmacêutica, Maria José Sartorio.

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HIMABA será referência estadual em TPO
O Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (HIMABA), administrado pelo Instituto Acqua, com a inserção de mais um novo serviço passará a ser a referência estadual na realização do Teste de Provocação Oral (TPO) para diagnóstico precoce de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).

O serviço é disponibilizado às crianças de até 24 meses de norte a sul do Estado, mediante encaminhamento realizado pelas Farmácias Cidadãs Estaduais.

O exame é o método considerado padrão ouro para estabelecer o diagnóstico de APLV, que deverá ser realizado após dieta de exclusão total da proteína do leite de vaca. Este teste consiste na oferta progressiva do alimento suspeito, após um período de exclusão, em doses frequentes e intervalos regulares, com concomitante monitoramento médico de possíveis reações clínicas.

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Cientistas desenvolvem novo e promissor tratamento para dor crônica nas costas

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Diferentemente das terapias comuns, a técnica não busca reparar algo na região lombar, mas sim melhorar a comunicação das costas com o cérebro

Cientistas descobriram que retreinar a forma como as costas e o cérebro se comunicam pode controlar a dor na região. A pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Association, acendeu uma nova esperança para as pessoas que convivem com dor crônica nas costas.

“O que observamos em nosso estudo foi um efeito clinicamente significativo na intensidade da dor e um efeito clinicamente significativo na incapacidade. As pessoas ficaram mais felizes, relataram que sentiam que suas costas estavam melhor e sua qualidade de vida era melhor. Também parece que esses efeitos foram sustentados ao longo do tempo”, afirma o professor da Escola de Ciências da Saúde da UNSW (University of New South Wales), James McAuley. 

O sistema nervoso das pessoas que têm dor crônica nas costas se comporta de maneira diferente daqueles que desenvolvem uma lesão recente na região lombar, segundo as pesquisas nas quais o estudo foi baseado. 

“Pessoas com dor nas costas são frequentemente informadas de que suas costas são vulneráveis ​​e precisam de proteção. Isso muda a forma como filtramos e interpretamos as informações das nossas costas e como as movemos. Com o tempo, elas ficam menos em forma e o modo como se comunicam com o cérebro é interrompido, de maneira que parece reforçar a noção de que as costas são vulneráveis ​​e precisam de proteção. O tratamento que idealizamos visa quebrar esse ciclo autossustentável”, diz o professor.

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As terapias tradicionais procuram, na maioria das vezes, consertar algo nas costas, por exemplo, os meios de “soltar” as articulações ou fortalecer músculos. Já o treinamento idealizado pelos pesquisadores leva em consideração todo o sistema, desde o que as pessoas pensam sobre as suas costas, como costas e cérebro se comunicam, as formas como as costas se movem e até mesmo as predisposições da região.

A pesquisa contou com 276 participantes que apresentavam dor lombar crônica por mais de três meses. Os voluntários foram divididos em dois grupos, sendo um de intervenção e o outro de controle.  

No primeiro, os pacientes realizaram um curso de 12 semanas focado no retreinamento sensório-motor que, em resumo, alterou a forma como eles pensavam o seu corpo, processavam as informações sensoriais da parte atingida pela dor e o modo como moviam suas costas durantes as atividades. 

“Esse tratamento, que inclui módulos e métodos educacionais especialmente projetados e retreinamento sensório-motor, visa corrigir a disfunção que agora sabemos estar envolvida na maioria das dores crônicas nas costas, e isso é uma perturbação no sistema nervoso”, explica o professor da University of South Australia, Lorimer Moseley.

A terapia tinha três metas: alinhar a compreensão do paciente com as descobertas científicas mais recentes sobre a causa da dor crônica nas costas, normalizar a forma como as costas e o cérebro se comunicam e treinar o corpo e o cérebro para voltarem a uma relação de proteção comum e com a possibilidade de retomada das atividades habituais.

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“Achamos que isso lhes dá confiança para buscar uma abordagem de recuperação que treina tanto o corpo quanto o cérebro”, ressalta o professor da Universidade de Notre Dame e diretor clínico do estudo, Ben Wand.

O outro grupo também passou por sessões clínicas semanais e treinamentos residenciais durante 12 semanas, mas não houve reeducação de movimentos nem atividade física. O grupo passou por sessões de laser, diatermia nas costas (técnica que estimula a produção de calor) e estimulação cerebral, além de técnicas para controlar os efeitos placebos dos tratamentos.

No total, foram necessárias 18 semanas para diminuir de forma significativa a intensidade da dor nos pacientes. 

Depois desse período, o grupo que passou pela reeducação relatou uma melhora na qualidade de vida mesmo um ano após o estudo. Apesar de os cientistas ainda considerarem pequena a melhora da intensidade da dor, o novo tratamento estimula a criação de novas terapias que, por exemplo, se concentrem nas costas, como a manipulação espinhal.

Os cientistas informaram que poucos tratamentos para a dor lombar demonstram benefícios a longo prazo, mas o presente estudo atingiu o feito de recuperar completamente duas vezes mais pessoas que os demais.

Os autores consideram necessárias mais pesquisas para testar o tratamento em diferentes populações e grupos mais específicos. Além disso, os pesquisadores esperam testar essa abordagem em outros tipos de dores.

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Capixaba Margareth Dalcolmo é eleita para integrar a Academia Nacional de Medicina

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Dona de uma sólida carreira acadêmica, Margareth é hoje considerada uma referência nacional na medicina e na ciência

A pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo foi eleita na noite da quinta-feira, 11, para a cadeira número 12 da Academia Nacional de Medicina (ANM). Ela recebeu 69 votos dos 80 membros da ANM que participaram do processo de escolha.

O ocupante anterior da cadeira era o médico pediatra Azor José de Lima, que foi professor-emérito da UniRio. Ele morreu em agosto de 2020.

A Academia é constituída de membros votantes titulares e eméritos. Eles ocupam cem cadeiras, havendo ainda membros honorários nacionais, internacionais e correspondentes.

Conhecida por centenas de participações nas emissoras de TV e rádio e nos jornais nos últimos dois anos, período em que esclareceu dúvidas e informou sobre a pandemia de covid-19, Margareth Dalcomo é a quinta mulher a se tornar membro da ANM.

Dona de uma sólida carreira acadêmica, é hoje considerada uma referência nacional na medicina e na ciência.

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Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dalcolmo é pesquisadora sênior da Fiocruz e foi eleita presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o período de 2022 a 2024.

A pneumologista integra as sociedades brasileiras de Pneumologia e Tisiologia e de Infectologia, a REDE TB de Pesquisa em Tuberculose e o Steering Committee do Grupo RESIST TB da Boston Medical School.

Dalcomo faz parte ainda do Grupo de Peritos para aprovação de medicamentos essenciais (Expert Group for Essential Medicines List) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse grupo, foi reconduzida em mandato que irá até 2026.

Também é do Regional Advisory Committee do Banco Mundial para projetos de saúde na África Subsaariana em tuberculose e doenças respiratórias ocupacionais. Tem mais de 100 artigos científicos publicados no Brasil e no exterior.

Fundada no Rio de Janeiro sob o reinado do imperador Dom Pedro I, em 30 de junho de 1829, a ANM mudou de nome duas vezes. Mas mantém inalterado o seu objetivo: contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins. Também deve servir como órgão de consulta do governo brasileiro sobre questões de saúde e de educação médica.

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Desde a fundação da ANM, seus membros se reúnem toda quinta-feira, às 18 horas. É quando discutem assuntos médicos da atualidade, numa sessão aberta ao público.

Essa reunião faz da Academia Nacional de Medicina a mais antiga e única entidade científica dedicada à saúde a reunir-se regular e ininterruptamente.

A Academia também promove congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização. Anualmente, distribui prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros.

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