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Medicina e Saúde

“Estamos iniciando a fase de recuperação na Grande Vitória”, diz secretário de Saúde

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Em 24 horas, foram registradas 17 novas mortes e 1.168 casos foram confirmados da covid-19 no Espírito Santo

“Estamos iniciando a fase de recuperação na Grande Vitória”. A fala é do secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, que iniciou a coletiva de imprensa, realizada virtualmente, nesta sexta-feira (10), afirmando que a aceleração da pandemia no estado começa a perder força, em especial na região Metropolitana. No entanto, ele afirmou que ainda não é o fim da doença no estado.

Fernandes afirmou que a tendência de estabilização observada na capital capixaba foi confirmada e, agora, o meso é observado nas cidades do entorno. “Estamos iniciando a fase de recuperação na Grande Vitória, que deverá ser acompanhada nas próximas semanas. A tendência em Vitória consolidou-se. Isso é resultado da estratégia que assumimos e da evolução da pandemia”, disse.

Mesmo com a desaceleração desta curva, Nésio Fernandes afirma que as estratégias ainda não serão modificadas, mantendo o que era previsto anteriormente. “Nossa quinta fase de expansão pode chegar a 800 leitos. Não vamos modificar nossas decisões e estratégias por causa da fase de recuperação da Grande Vitória. Vamos manter a capacidade do Sistema de Saúde”, disse.

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Novo aumento

Apesar da notícia do início desta fase de recuperação, o subsecretário em Vigilância de Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirma que é preciso manter as estratégias adotadas e a coesão para que haja uma preparação para o que pode vir a acontecer futuramente. “É importante manter a coesão até que tenhamos um remédio ou uma vacina. Todos nós temos que estar preparados para momentos futuros, em que poderemos voltar as atividades, com regras, e quando tivermos que fechar novamente, por uma nova curva”, disse.

A possibilidade de uma nova curva de casos não foi descartada pelo secretário Nésio Fernandes. “É possível surgir uma nova curva de casos no Espírito Santo neste segundo semestre do ano. Enquanto não houver vacina, isso pode ocorrer. É uma expressão comum do comportamento da doença, que já ocorreu em outros países. Acreditamos que uma nova curva deverá ter proporções menores, mas devemos estar preparados”, afirmou.

Casos no ES

Em 24 horas, foram registradas 17 novas mortes e 1.168 casos foram confirmados da covid-19 no Espírito Santo. Com a atualização dos dados, o número de óbitos provocados pela covid-19 subiu para 1.929 e o de casos confirmados para 60.009. Ao todo, 39.912 pacientes se recuperaram da doença.

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As informações foram divulgadas, por volta das 17 horas desta quinta-feira (09), no Painel Covid-19, plataforma digital da Secretaria de Saúde do Estado que mostra as notificações da doença, em tempo real.

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Medicina e Saúde

Tratamento inovador elimina totalmente o câncer de mama em estágio inicial

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Tumores desapareceram em duas semanas após injeção da substância e sem efeitos colaterais

Um estudo recente publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que a aplicação de uma imunotoxina nos dutos mamários eliminou totalmente lesões pré-cancerosas visíveis e invisíveis de pacientes. 

A pesquisa foi feita em laboratório e liderada por pesquisadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, especializado em câncer de mama em estágio inicial.

O estágio zero da doença, também conhecido como CDIS (carcinoma ductal in situ), é caracterizado pela presença de células pré-cancerosas anormais nos dutos de leite.

De acordo com o autor sênior do estudo, Saraswati Sukumar, diversas mulheres realizam cirurgias de remoção, tratamentos de radiação e, em alguns casos, quimioterapia ou terapias hormonais para eliminar esses cânceres precoces.

“Em nossa pesquisa, propusemos um tratamento alternativo em que a injeção da droga imunotoxina pelo duto poderia resultar na limpeza do CDIS”, disse Sukumar em comunicado.

Metodologias do estudo

Primeiramente, o trabalho avaliou a eficácia da imunotoxina em quatro linhagens celulares de diferentes subtipos de câncer de mama em camundongos. Os resultados evidenciaram que o tratamento induziu à morte as células tumorais em todas elas. 

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Os pesquisadores também administraram o tratamento a cerca de dez camundongos para captar possíveis toxinas circulares no sangue após a intervenção e, de cinco a 30 minutos depois, não encontraram nada.

Em seguida, eles injetaram a imunotoxina diretamente nos dutos mamários de dois grupos de camundongos com CDIS, classificados como MCF7 E SUM225.

No primeiro, foi administrado uma vez por semana durante três semanas e, para viés de comparação de eficácia, aplicaram no corpo de outro conjunto de camundongos.

No final da terapia, descobriram que aqueles que receberam a injeção no corpo tiveram um crescimento tumoral mais lento, mas que retornava após a interrupção.

Já os que receberam diretamente nos dutos tiveram os tumores completamente eliminados dentro de duas semanas após a conclusão do tratamento e a arquitetura da mama era parecida com glândulas mamárias normais. Nenhuma recorrência foi detectada após dois meses. 

O grupo SUM225 suprimiu a doença em apenas duas semanas de tratamento e não demonstrou recorrência até o final do estudo. 

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De acordo com os autores, o tratamento foi bem tolerado, sem efeitos colaterais da toxina ou injeção. Eles disseram que a pesquisa fornece uma forte base pré-clínica para a realização de ensaios de viabilidade e segurança em pacientes com câncer de mama em estágio 0. 

Segundo dados divulgados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no ano passado, o Brasil totalizou 66,3 mil diagnósticos da doença no público feminino, com 17,8 mil mortes. O câncer de mama é também o mais incidente em mulheres de todas as regiões do país, após o câncer de pele não melanoma.

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Medicina e Saúde

Projeto Gota de Vida realiza pesquisa sobre cultura da doação de sangue e medula óssea

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O projeto Gota de Vida, do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), desenvolveu uma importante pesquisa sobre a cultura de doação de sangue e de medula óssea no Brasil. O objetivo é compreender os hábitos da população no que se refere à doação de sangue e de medula óssea. 

Toda a população pode participar do estudo e responder o formulário, sendo pessoa doadora ou não de sangue e medula óssea, por meio do link https://bit.ly/pesquisa-gotadevida 

O resultado obtido vai colaborar para a construção de projetos que visam a fomentar a cultura da doação, assim como o Gota de Vida. O formulário é anônimo e leva poucos minutos para ser concluído.

 

Visitas aos hemocentros regionais 

A equipe do projeto Gota de Vida tem visitado os Hemocentros Regionais de Colatina, Linhares e São Mateus, além da realização de pesquisa com os doadores e as doadoras no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), em Vitória. 

O objetivo é entender e traçar o perfil de quem doa sangue ou se cadastra para ser um possível doador de medula óssea no Estado, já que são potenciais usuários e usuárias da plataforma Gota de Vida. 

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Os entrevistados e as entrevistadas que demonstraram interesse puderam testar o aplicativo em primeira mão para, posteriormente, responder as perguntas sobre a experiência. 

Após a fase de testes, entrevistas e da pesquisa via formulário, a equipe desenvolvedora vai realizar adequações na plataforma, se necessárias, para o lançamento no segundo semestre deste ano.

 

Gota de Vida 

O Gota de Vida é uma plataforma digital desenvolvida pelo ICEPi, com o objetivo de impulsionar as doações de sangue e o cadastro para possíveis doadores de medula óssea, além de fidelizar esses usuários. 

Criado em parceria com o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), a equipe desenvolvedora é formada por Ezequiel Demetras Silva, Fábio Daniel Mazioli Alvarenga e Giulyana Mazioli Alvarenga, e coordenada por Murillo Birchler Xavier e Rafael Duarte Oliveira. 

De acordo com a equipe, os testes começaram em junho e será por meio do celular que o cidadão poderá acessar as informações sobre como e onde doar, além de outras funcionalidades. 

O gerente de Inovação do ICEPi, Daniel Henrique Rezende Carvalho, ressaltou a importância de iniciativas como o “Gota de Vida” para a gestão pública. “Espero que a ferramenta estimule a doação de sangue e a ampliação do cadastro de doadores de medula óssea e assim a Secretaria da Saúde (Sesa) consiga manter os bancos de sangue em níveis adequados”, pontuou.

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