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Medicina e Saúde

Este hábito ‘inocente’ aumenta risco de diabetes e de demência

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Não escovar os dentes corretamente pode levar ao desenvolvimento de diabetes e demência, alertam médicos

Um em cada cinco britânicos admite que só escovam os dentes uma vez por dia – e mais de um quarto confessa que nunca usa o fio dental, revela um novo estudo britânico.

A pesquisa que envolveu dois mil adultos apurou que três em cada dez pessoas desleixaram os seus cuidados de higiene oral durante os vários períodos de confinamento – embora, três quartos dos indivíduos estejam confiantes de que voltarão ao normal em breve.

E 36% disseram que a falta de rotina levava a que se esquecessem de escovar os dentes tão regularmente quanto deveriam.

Entretanto, 28% afirmaram ter outros problemas de saúde em mente durante a quarentena, pelo que a sua saúde oral não era uma prioridade.

Quase um quarto não visitou um dentista no último ano – e um em cada 20 normalmente não substitui a escova de dentes mais frequentemente do que a cada seis meses.

Constatou-se também que 22% passaram mais de três dias sem escovar os dentes.

O médico Alex George, que está a trabalhar com a Colgate Total na campanha #Happyhabits, disse ao The Sun: “a sua boca é uma porta de entrada para sua saúde geral.

“Questões como problemas nas gengivas têm sido associadas com problemas de saúde, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e até mesmo demência, e é por isso que é tão importante incluir os cuidados bocais como parte de uma rotina de saúde mais ampla”. 

O estudo também apurou que quase três em cada dez respondentes (28%) desconheciam que as condições bocais podem levar a múltiplas complicações de saúde. 

Em média, os britânicos afirmam escovar os dentes durante aproximadamente 93 segundos de cada vez – mas um quinto não chega a um minuto.

De acordo com a pesquisa, 82% dos dentistas notaram que a saúde oral dos seus pacientes diminuiu significativamente durante a pandemia.

E todos os dentistas questionados mencionaram terem assistido a um aumento de problemas de saúde oral comuns, incluindo dor de dentes, abscessos dentários, sensibilidade, acumulação excessiva de placa, doença gengival e cáries. 

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Medicina e Saúde

Consumir café e outras bebidas quentes pode elevar os riscos de grave doença

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Veja dica simples que ajuda na prevenção

A maioria das pessoas gosta de tomar um cafezinho quentinho feito na hora. O que muita gente não sabe é que essa ação, que aparentemente é inofensiva, pode, ao longo da vida das pessoas, representar perigo à saúde. Em uma matéria publicada pelo portal espanhol Sputnik, o Dr Suri Dadasheva fala sobre as consequências que a ingestão de bebidas muito quentes pode causar no organismo.

É um hábito comum da maior parte das pessoas gostar de uma bebida quente, especialmente quando o clima está ameno. Nesse período, as pessoas costumam consumir essas bebidas para esquentar o corpo quando está frio. No entanto, a ingestão de forma incorreta dos líquidos quentes pode trazer graves consequências à saúde do indivíduo.
A ingestão de café, chá e outros líquidos quentes podem aumentar as chances de se ter câncer no esôfago. Para quem não sabe, o esôfago é o órgão responsável por levar os alimentos até o estômago. Porém, quando o alimento com mais de 60 graus entra em contato com as paredes do esôfago pode provocar feridas na região.
Ao danificar estas células, o aparecimento das pequenas feridas pode acabar provocando um câncer. Uma alternativa para não desenvolver esse problema é evitar que as células presentes no esôfago sejam danificadas. Para que ocorra uma diminuição da chance de a longo prazo o indivíduo ter câncer por causa do consumo de alimentos quentes, a dica é simples; basta esperar que o café (ou outro tipo de bebida) esfrie antes de tomar. Adicionar leite também é uma ótima opção.
Um estudo realizado pela International Journal of Cancer, importante jornal que libera de forma quinzenal pesquisas experimentais em pessoas com câncer, alertou que o consumo de duas xícaras de cafés ou chás na temperatura de 60 graus, aumentam em 90% o risco do desenvolvimento de câncer de esôfago.

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Medicina e Saúde

Cientistas criam método que reduz efeitos colaterais da quimioterapia

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Nanocristais de celulose são feitos a partir de vegetais e atuam limpando drogas que afetam células saudáveis durante tratamento

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um método natural de remover resíduos de quimioterapia do organismo e, como consequência, reduzir os efeitos colaterais que fragilizam pacientes em tratamento contra o câncer.

A tecnologia chamada de nanocristais de celulose peluda foi criada por cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e do Instituto Terasaki de Inovação Biomédica, em Los Angeles.

Ela tem como base materiais extraídos das paredes celulares da plantas, que são projetados para ter um número imenso de “cabelos” de cadeia de polímeros que se estendem de cada extremidade.

Segundo o estudo, publicado na revista científica Materials Today Chemistry, esses “cabelos” aumentam a capacidade potencial de captura das drogas usadas na quimioterapia, especialmente a doxorrubicina (DOX), no sangue dos pacientes.

Embora os remédios quimioterápicos tenham um alvo certo, eles podem exceder o local de ação e circular pelo corpo, causando efeitos indesejados, como queda de cabelo, anemia, infecções crônicas, febre, entre outros.

Os métodos estudados até hoje se mostraram pouco eficazes na remoção do excesso de DOX no sangue. Todavia, a tecnologia desenvolvida pelos cientistas dos EUA obteve resultados animadores em laboratório.

“A eficácia de ligação dos nanocristais foi testada em soro humano – a porção líquida rica em proteínas do sangue. Para cada grama de nanocristais de celulose peluda, mais de 6.000 miligramas de DOX foram efetivamente removidos do soro. Isso representa um aumento na captura de DOX de duas a três ordens de grandeza em comparação com outros métodos atualmente disponíveis”, diz o Instituto Terasaki de Inovação Biomédica em nota.

Os nanocristais também não tiveram qualquer efeito tóxico ou nocivo nas células vermelhas do sangue total ou no crescimento celular de células umbilicais humanas.

Os criadores deste método dizem acreditar que ele pode ajudar ainda mais no combate ao câncer, já que médicos terão a opção de usar doses mais altas de medicamentos, tendo um resultado melhor no tratamento e sem que o paciente sinta tantos efeitos colaterais.

“Para alguns órgãos, como o fígado, a quimioterapia pode ser administrada localmente por meio de cateteres. Se pudéssemos colocar um dispositivo baseado nos nanocristais para capturar o excesso de drogas que saem da veia cava inferior do fígado, um grande vaso sanguíneo, os médicos poderiam administrar doses mais altas de quimioterapia para matar o câncer mais rapidamente sem se preocupar em danificar células saudáveis. Quando o tratamento terminar, o dispositivo poderá ser removido”, exemplifica um dos autores do estudo, o professor assistente de engenharia química e biomédica da Universidade Estadual da Pensilvânia Amir Sheikhi.

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