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Internacional

EUA decidem pausar aplicação da vacina Johnson

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Os casos de coágulos representam apenas 0,0000008824% das doses aplicadas; recomendação de pausa é da FDA e do CDC. Vacina já foi aprovada pela Anvisa, mas ainda NÃO é usada no Brasil

Duas agências federais americanas, a FDA e o CDC, recomendaram, nesta terça-feira (13), que a aplicação da vacina da Johnson contra a Covid-19 seja pausada no país depois de 6 casos de coágulos raros em pacientes que receberam o imunizante.

Ao todo, 6,8 milhões de doses da vacina já foram dadas nos Estados Unidos; os casos de coágulos representam apenas 0,0000882353% das doses aplicadas, ou menos de um caso de coágulo a cada um milhão de doses aplicadas (veja detalhes mais abaixo).

A vacina da Johnson é a única aplicada em uma única dose e já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil (veja detalhes mais abaixo), mas ainda não está sendo aplicada no país.

Todos os 6 casos ocorreram em mulheres com idades entre 18 e 48 anos, e os sintomas ocorreram de 6 a 13 dias após a vacinação.

Em uma publicação na rede social Twitter, a FDA (sigla para Food and Drug Administration, espécie de Anvisa americana) informou que a pausa estava sendo recomendada “por excesso de cuidado”, e que a agência e o CDC estão revisando informações sobre os casos.

O tipo de coágulo detectado foi uma trombose do seio venoso cerebral, que ocorreu em combinação com baixos níveis de plaquetas sanguíneas. A trombose do seio venoso cerebral ocorre quando um coágulo de sangue se forma nos seios venosos do cérebro, impedindo que o sangue seja drenado do órgão. Como resultado, as células sanguíneas podem se romper e vazar sangue para os tecidos cerebrais, formando uma hemorragia.

“No momento, esses eventos adversos parecem ser extremamente raros”, afirmou a FDA. “O tratamento desse tipo específico de coágulo sanguíneo é diferente do tratamento que normalmente é administrado”.

Normalmente, o tratamento de coágulos é feito com heparina, um anticoagulante, mas, no caso da trombose do seio venoso cerebral, a substância pode ser perigosa, segundo a FDA. Por isso, outras formas de tratamento são adotadas.

Análise

Segundo a FDA, o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle de Doenças) irá convocar uma reunião do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização na quarta-feira (14) para analisar os casos de coágulos e avaliar a importância deles. A FDA vai revisar essa análise, pois também investiga os casos.

“Até que esse processo seja concluído, recomendamos esta pausa. Isso é importante para garantir que a comunidade de profissionais de saúde esteja ciente do potencial para esses eventos adversos e possa se planejar, devido ao tratamento exclusivo necessário para este tipo de coágulo sanguíneo”, afirmou a FDA.

A vacina da Johnson é a que começou a ser aplicada mais recentemente nos Estados Unidos. Além dela, o país também aplica as vacinas da Pfizer e da Moderna. Não houve preocupações de segurança significativas sobre as duas vacinas.

Aprovação no Brasil

A vacina da Johnson foi aprovada pela Anvisa para uso emergencial no Brasil no dia 31 de março. O Ministério da Saúde adquiriu 38 milhões de doses, com entregas previstas para o segundo semestre.

A vacina é a única que, quando disponível no país, será aplicada em apenas uma dose. Até agora, as vacinas usadas no país – CoronaVac e a de Oxford – precisam ser dadas em duas doses. A da Pfizer, que já foi aprovada pela Anvisa mas ainda não está disponível, também é aplicada assim.

A vacina também já foi aprovada para uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Menino de 3 anos morre após ir ao dentista para tratar cáries e receber anestesia

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A família da criança ainda está aguardando os resultados da autópsia do hospital

EUA – Para a maioria das pessoas, ir ao dentista é um verdadeiro incômodo. Mas no caso da criança que você conhecerá nesta história, o momento foi mais difícil do que o esperado, pois o paciente acabou perdendo a vida após a ida ao profissional de saúde bucal. O caso vem comovendo nas redes sociais.

O pequeno Abiel tinha apenas três anos de idade quando foi levado ao dentista. Por estar apresentando cáries, sua mãe, identificada apenas pelo nome de Nancy, o levou ao consultório para tratar do problema, mas a mulher nem imaginava que iria ver o filho com vida pela última vez.

Dentro da sala do dentista, indicado por amigos de Nancy, Abiel recebeu a anestesia para realizar o procedimento adequado para seu problema. Tudo estava correndo bem, até que, cerca de meia hora depois, a bochecha da criança começou a inchar de maneira anormal, o que preocupou o médico. 

Além do inchaço, os batimentos de Abiel começaram a cair. A mãe do menino estava do lado de fora do consultório esperando sua sessão terminar.

Ela não acreditou quando viu chegar uma ambulância para o filho. “Tudo vai ficar bem“, foram as últimas palavras da genitora, tentando acalmar o menino.

Os médicos do hospital de uma cidade do Kansas, nos Estados Unidos, chegaram a tentar reanimar o garoto, mas infelizmente não tiveram sucesso no procedimento.

Depois que a morte de Abiel foi confirmada, o corpo foi levado para a autópsia para descobrir o que provocou a morte da vítima. Os resultados do exame ainda estão sendo aguardados pela família.

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Internacional

China se opõe ao plano da OMS de investigar origem do coronavírus em Wuhan

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China se opõe ao plano da OMS de investigar origem do coronavírus em Wuhan

A China se opôs ao plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) de realizar uma segunda fase da investigação sobre a origem do coronavírus, incluindo a hipótese de que ele poderia ter vazado de um laboratório chinês. A entidade recomendou este mês que sejam feitas auditorias de laboratórios e mercados na cidade de Wuhan, pedindo transparência das autoridades. O vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde do país asiático, Zeng Yixin, disse nesta quinta-feira, 22, que a iniciativa “contraria o bom senso”.

“Não aceitaremos este plano de rastreamento, pois, em alguns aspectos, ele ignora o bom senso e desafia a ciência”, disse Yixin a repórteres. Ele acrescentou que ficou surpreso ao ler a sugestão da OMS pela primeira vez, já que consta a hipótese de uma violação de protocolos de laboratório por parte da China.

O chefe da OMS afirmou, no início de julho, que as investigações sobre as origens da pandemia estavam sendo dificultadas pela falta de informações sobre os primeiros dias de disseminação do vírus. Zeng reiterou a posição da China de que alguns dados não podem ser completamente compartilhados devido a questões de privacidade.

“Esperamos que a OMS analise seriamente as considerações e sugestões feitas por especialistas chineses e trate a origem da covid-19 como uma questão científica, sem interferência política”, disse o vice-ministro.

A busca pelas origens do vírus se tornou uma questão diplomática complicada, cujo efeito foi piorar as relações da China com os Estados Unidos e muitos de seus aliados. Os EUA e outros países dizem que o país asiático não foi transparente sobre o que aconteceu nos primeiros dias da pandemia. Já a China se defende dizendo que a questão está sendo politizada e deveria ser deixada para os cientistas.

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, reconheceu na semana passada que é prematuro descartar uma possível ligação entre a pandemia e um vazamento de laboratório do governo chinês em Wuhan, a cidade onde a doença foi detectada pela primeira vez no fim de 2019. Ele disse esperar por uma melhor cooperação e acesso a dados, acrescentando que este foi um desafio para a equipe internacional de especialistas que viajou ao país este ano para investigar a causa do surto.

“Eu também fui técnico de laboratório, e acidentes acontecem”, disse Adhanom. Seu posicionamento foi apoiado pelo ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn, que pediu às autoridades chinesas que permitissem que a investigação continuasse.

Zeng disse que o laboratório de Wuhan não trabalha com vírus que infectem humanos diretamente. Ele observou que a equipe de especialistas coordenada pela OMS concluiu que um vazamento era altamente improvável.

No primeiro semestre, a equipe afirmou que o vírus provavelmente passou de animais para humanos, com especulações sobre sua origem focadas em morcegos, que por sua vez podem tê-lo transmitido para pangolins, tradicionalmente vendidos nos mercados chineses de alimentos.

Segundo Zeng, não são verdadeiros os relatos de que funcionários e alunos de pós-graduação do Instituto de Virologia de Wuhan contraíram o vírus e o transmitiram a outras pessoas. Ele reiterou que a China “sempre apoiou o rastreamento científico da doença” e deseja que isso se estenda a vários países e regiões em todo o mundo. “No entanto, nos opomos a politizar o trabalho de rastreamento”, finalizou.

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