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Segurança

Ex-diretores de presídio no ES são exonerados após “fuga de cinema”

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No dia 15 de novembro, Adailton de Almeida Beraldo conseguiu escapar do CDPVV, passando pelo forro do teto da sala de visitas. Também houve troca de comando em cinco cargos de chefia da unidade em Vila Velha

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) decidiu mudar a direção do Centro de Detenção Provisória de Vila Velha (CDPVV), localizado no Complexo de Xuri, onde, no dia 15 de novembro, um detento conseguiu fugir passando pelo forro do teto da sala destinada às visitas.

Foram exonerados o diretor do presídio, Francis Lucas Valiati, e o diretor adjunto, Diogo Ferreira Hoffmam. Além disso, houve a troca de comando em cinco cargos de chefia no presídio — três chefes de equipe e dois chefes de segurança.

Para a direção do CDP de Vila Velha, foi nomeado André Luiz da Rocha Furtado. Já Taciane Covre foi escolhida para ser a diretora adjunta da unidade prisional. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (08).

Uma fonte contou que as trocas na diretoria e nas chefias da unidade têm relação com a fuga ocorrida no mês passado.

A Secretaria da Justiça (Sejus) informou que cargos relativos à direção de unidade prisional são de livre nomeação e exoneração.

“A Corregedoria da pasta apura as circunstâncias da fuga registrada no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha no dia 15 de novembro. O fato foi comunicado às autoridades policiais, bem como ao Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública Estadual”, diz a nota. 

Relembre a ‘fuga cinematográfica’ ocorrida no CDP de Vila Velha

No dia 15 de novembro, Adailton de Almeida Beraldo, de 30 anos, conseguiu escapar do CDPVV, em uma fuga que lembrou uma cena de cinema. O interno aproveitou o horário de visita para fugir, passando pelo forro do parlatório.

Uma pessoa ouvida pelo Folha Vitória, que preferiu não se identificar, contou que, após sair da sala de visitas, Adailton passou por dois alambrados antes de deixar as dependências do presídio.

De acordo com a fonte, pelas imagens da câmera de segurança foi possível identificar que o preso andou por um longo percurso dentro do CDP antes de conseguir chegar à área externa da unidade.

A fuga durou cerca de 10 minutos. Adailton estava preso no local desde setembro, quando foi preso em flagrante após um homicídio no bairro Dom João Batista, também em Vila Velha.

21 presos fugiram de outro presídio, também em Xuri

Em outro presídio, também localizado no Complexo de Xuri, 21 detentos conseguiram escapar, na última sexta-feira (03), durante o banho de sol. O fato aconteceu na Penitenciária Estadual de Vila Velha I (PEVV I).

Até o momento, apenas seis internos foram recapturados e 15 continuam foragidos.

Nesta terça-feira (07), a Corregedoria da Sejus instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as circunstâncias da fuga. Seis servidores estão sendo investigados por possível participação no caso.

O prazo para a conclusão do PAD é de 60 dias, podendo ser prorrogado. Até o momento, não houve afastamento de nenhum dos servidores. 

A Sejus informou, em nota, que as apurações do caso também irão apontar se houve falha no cumprimento dos protocolos de segurança ou alguma ação por má fé. 

Ainda segundo a secretaria, o resultado das apurações, de acordo com a gravidade do ato, pode ocasionar em diversas penalidades, que vão desde advertência, até a perda definitiva do cargo público.

Veja quem são os detentos que fugiram do Complexo de Xuri e ainda estão foragidos

MAYSSON SANTOS SOUTO foi detido em dezembro de 2016. Maysson responde pelo Art. 121, §2º, do Código Penal. Há registros de passagem pela Justiça desde janeiro de 2013 por tráfico de drogas.

WENDEL SILVA FARIAS foi detido em maio de 2019 pelo Art. 33 da Lei 11.343/06. Há registros no sistema prisional desde janeiro de 2015 por tráfico de drogas.

DIEGO AFONSO MARQUES DE CARVALHO estava detido desde março de 2017 pelos Art. 33, 35 e 40, VI, da Lei 11.343/06. Há registros desde fevereiro de 2015 pelo Art. 157, §2º I e II, e Art. 121 do Código Penal e Art. 33 da Lei 11.343/06.

MAYCON VENTURA PEREIRA foi detido em janeiro de 2015 pelos Art. 33 e 35 da Lei 11343/06. Há registros desde abril de 2012 pelo Art. 14 da Lei 10.826/03 e Art. 121, §2º, I e IV, do Código Penal.

FÁBIO SOARES DE ANDRADE foi detido em abril de 2015 por tráfico de drogas. Há registros desde novembro de 2012 por tráfico de drogas, Art. 157, § 2º, II, do Código Penal e Art. 121 § 2º, II c/c Art. 14, II, ambos do Código Penal.

JHONATAN RAMOS PEREIRA foi detido em novembro de 2018 pelo artigo 121 do Código Penal. Há registros desde março de 2013 pelo Art. 121, Código Penal.

DOUGLAS ALMEIDA CRUZ foi detido em janeiro de 2019 pelo Art. 155, § 1º e 4º, I e IV do Código Penal. Há registros desde abril de 2012 pelos Art. 155, §4º, e Art. 157, §2º I e II do Código Penal.

TAMERSON DAMIÃO MESSIAS BARBOSA foi detido em agosto de 2020 pelo Art. 33 da Lei 11.343/06. Há registros desde julho de 2011 pelos Art. 33 da Lei 11.343/06; Art. 14, Lei 10826/13; Art. 155 e Art. 180 do Código Penal.

MARLON PIMENTA SILVA foi detido em dezembro de 2019 pelo Art. 157, § 2º, II do Código Penal. Há registros desde março de 2015 pelo Art. 157 e Art. 121, §2º, II e IV do Código Penal.

BRYAN LIRIO DEOLINDO foi detido em julho de 2017 pelo Art. 16, § único, IV, da Lei 10.826/03. Há registros desde abril de 2011 pelo Art. 121, §2º, I e IV do Código Penal e Art. 16 da Lei 10826/03.

EDUARDO BONFIM MEIRELES foi detido em novembro de 2016 pelo Art. 121, §2º, do Código Penal. Há registros desde julho de 2007 pelos Art. 157 e Art. 121 do Código Penal, e Art. 15 da Lei 10.826/03.

BRUNO OLIVEIRA SANTOS foi detido em janeiro de 2019 pelo Art. 33 da Lei 11.343/06. Há registros desde outubro de 2017 por tráfico de drogas.

EDGAR GONÇALVES FIRMINO foi detido em agosto de 2019 pelo Art. 157, § 2º, II do Código Penal. Há registros desde novembro de 2017 pelos Art. 157 e Art. 180 do Código Penal.

VANDEILDO DIAS SANTOS foi detido em novembro de 2014 pelo Art. 121, §2º do Código Penal. Há registros desde novembro de 2010 pelos Art. 121, 157 do Código Penal e Art. 14 da Lei 10.826/03.

MAURICIO CARVALHO DE ARAUJO foi detido em março de 2010 pelo Art. 121 do Código Penal.

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Segurança

Esquema milionário: mais um empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso no ES

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O empresário estava foragido desde o dia 13, quando a Polícia Federal tentou cumprir mandado de prisão preventiva contra ele. Na ocasião, outro empresário foi preso em Vitória

Mais um empresário suspeito de envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro foi preso pela Polícia Federal neste fim de semana. A prisão aconteceu na tarde de domingo (16), no município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. 

O empresário, alvo da Operação Masqué III, era considerado foragido desde o último dia 13, quando policiais federais da Delegacia de Repressão à Corrupção e Desvios de Verbas Públicas tentaram cumprir mandado de prisão preventiva, expedido pela 1ª. Vara Criminal Federal de Vitória, contra ele.

Como não localizado em sua residência, que fica em Vila Velha, ele passou a ser considerado foragido da Justiça e teve o nome inscrito na lista de procurados da Interpol, composta por 190 países.

Por se tratar de captura e prisão, os nomes não foram divulgados em razão da Lei de Abuso de Autoridade.

Outro investigado foi preso na última semana

terceira fase da operação Masqué — com duas fases anteriores deflagradas em 2019 e 2021 — visou cumprir dois mandados de prisão preventiva na Grande Vitória, mas apenas um dos investigados foi preso.

A Polícia Federal contou com o apoio de uma equipe da Sejus para a colocação de tornozeleira eletrônica em um terceiro investigado.

A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

Entenda as fases da operação

Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior.

Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

Crimes investigados

Os investigados responderão pelo crime de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998) e por efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover evasão de divisas do País (art. 22 da Lei nº 7.492/1986).

Organização Criminosa

Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

Lavagem de Dinheiro

Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.   

Evasão de Divisas.

Art. 22. Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

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Segurança

Homem se passa por mulher, comete estupro virtual e obriga amigo a engolir moeda

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Suspeito finge ser mulher por anos, se relaciona com melhor amigo, exige fotos íntimas e manda ele cumprir “tarefas” como até comer fezes

A Polícia Civil de Fortaleza, no Ceará, indiciou um homem de 27 anos por crimes de estupro virtual, falsa identidade e extorsão contra o próprio amigo. O suspeito conseguiu fotos íntimas do amigo após se passar por mulher na internet e obrigava a vítima a fazer “tarefas”, como engolir moedas.

Segundo a polícia, Ayrton Andrade Pereira da Silva conhecia a vítima há quase dez anos, mas fingiu ser mulher, manteve um relacionamento virtual com o amigo, que tem 24 anos, e, após conseguir fotos íntimas dele, passou a extorqui-lo.

O agressor ameaçava a vítima até com fotos de caixões, dizendo que mataria parentes dele caso não fizesse o que o suspeito queria.

Ayrton obrigava a vítima a fazer algumas “tarefas” que deveriam ser filmadas, além de pedir dinheiro. Para provar que estava fazendo as “atividades”, a vítima era obrigada a gravar as ações, como engolir uma moeda colocada em um copo com água.

A vítima também foi obrigada a colocar um copo de vidro no ânus, que se quebrou e a machucou. Foi por isso que o homem relatou o crime à família, que registrou uma denúncia na polícia. Outras “tarefas” incluía comer as próprias fezes e beber a própria urina retirada do vaso.

O caso foi denunciado pela vítima em 2020 e, desde então, era investigado pelo 5º Distrito Policial, que localizou Ayrton no Maranhão. A Polícia Civil ainda investiga o caso para identificar outras possíveis vítimas do suspeito.

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