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Política e Governo

Exposição revela oito sedes da Assembleia do ES em 190 anos

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Essa e outras curiosidades sobre a história política capixaba são destaques na exposição 190 Caminhos da Cidadania, em cartaz na Assembleia Legislativa

Ao longo de sua história, o Parlamento capixaba funcionou em outros edifícios além das sedes permanentes até então conhecidas. A identificação de cinco sedes provisórias é uma das revelações da exposição 190 anos Caminhos da Cidadania, que traz os resultados de pesquisa histórica. A exposição está em cartaz na Assembleia Legislativa (Ales) e tem entrada franca.

As pesquisas duraram 18 meses e foram realizadas por historiadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) por meio de convênio com a Ales, por ocasião das comemorações pelos 190 anos do Legislativo capixaba.

“O levantamento se deu a partir de documentos, fontes históricas que nós localizamos no Arquivo Geral da Assembleia Legislativa. Isso demandou um trabalho minucioso de leitura das atas, dos debates, para justamente acompanhar essa transição das sedes. Além disso, a gente também fez uma pesquisa em mapas, no campo da cartografia, buscando fazer essa identificação”, explica a pesquisadora Kátia Saussen da Motta, do Laboratório de História, Poder e Linguagens da Ufes.

Como exemplo ela cita o funcionamento do Parlamento capixaba na Casa de Câmara e Cadeia, no centro da capital, entre 1836 e 1889. “A gente sabia que a Assembleia tinha funcionado nessa Casa de Câmara e Cadeia, mas não havia relatos na historiografia onde ficava exatamente essa casa. A gente só conseguiu fazer essa identificação a partir de um mapa, uma planta da cidade de Vitória”, conta. Esse edifício, situado em frente à Escadaria Maria Ortiz, na atual Rua Pedro Palácios, pertencia à Câmara de Vereadores e também abrigava uma cadeia, segundo relatos da pesquisa.

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A pesquisadora destaca o fato de o centro de Vitória ter abrigado seis das oito sedes do Parlamento, totalizando 165 anos de presença na região. “Isso representava o período histórico, a importância do centro de Vitória para aquele momento. No centro de Vitória estavam localizados os grandes Poderes. No caso, o Poder Executivo da Província, depois do Estado, o próprio Fórum também era ali na região central. Então era o centro político do município, mas também da Província e do Estado do Espírito Santo”, afirma. 

Antes da mudança, em março de 2000, para o atual endereço, na Enseada do Suá, a Assembleia Legislativa funcionou, temporariamente, na Praia de Santa Helena, no então Clube de Caça e Pesca. “A Assembleia fez essa mudança (para a atual sede) justamente para tentar contemplar a ampliação do número de deputados, de servidores e até mesmo do espaço de discussão, para poder contemplar o maior número de público possível para acompanhar os debates na participação pública cidadã”, Kátia da Motta. 

Exposição

A exposição 190 Caminhos da Cidadania é fruto de pesquisa realizada por meio de convênio entre a Ales e a Ufes. Reúne fotos, documentos e mobiliários antigos, bem como pinturas do acervo do Legislativo e obras contemporâneas, entre outros. A mostra, que ocupa uma área de 700 m2 no pilotis da Ales, foi viabilizada graças a recursos captados por meio da Lei Federal de Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) e conta com patrocínio da Vale, Grupo Autoglass, ArcelorMittal, Banestes, Itaú e Bandes.

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Serviço – Exposição 190 Caminhos da Cidadania
Local: Assembleia Legislativa (Av. Américo Buaiz, 205 – Enseada do Suá) 
Visitação: segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas
Entrada gratuita 

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Política e Governo

Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES

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Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada
 
Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.
 
O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.
Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.
Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.
De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.
A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.
Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.
Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.

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Política e Governo

Capixaba representará o Brasil na ONU e apresentará experiência inédita sobre inclusão de pessoas indígenas com deficiência

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Diretor da Feapaes-ES, Vanderson Gaburo, integrará a delegação brasileira na principal conferência mundial sobre os direitos das pessoas com deficiência

O Espírito Santo estará representado em um dos mais importantes fóruns internacionais dedicados à promoção, defesa e garantia dos direitos das pessoas com deficiência. O diretor social da Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo (Feapaes-ES), Vanderson Gaburo, integrará a delegação brasileira na 19ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (COSP19), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre os dias 9 e 11 de junho, em Nova York, nos Estados Unidos.

Além de representar a Feapaes-ES, Vanderson atua como primeiro diretor-secretário da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes) e participará das atividades da conferência ao lado de representantes do governo brasileiro, instituições internacionais, especialistas e representantes da sociedade civil de diversos países.

 Neste ano, a COSP tem um significado especial ao marcar os 20 anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), considerada um dos mais importantes instrumentos internacionais para a promoção da inclusão, da acessibilidade e da cidadania das pessoas com deficiência.

A conferência discutirá temas como a construção de sociedades livres de exploração, violência e abuso, o fortalecimento dos sistemas de cuidado e apoio e a ampliação da participação e liderança das pessoas com deficiência nos espaços de decisão.

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Para Vanderson Gaburo, a presença na ONU reafirma o protagonismo do movimento apaeano na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. “Além de participar dos debates internacionais, teremos a oportunidade de apresentar experiências que nasceram nos territórios, dialogam com diferentes realidades e demonstram que a inclusão acontece quando transformamos direitos em ações concretas”.

Experiência capixaba será apresentada na ONU

Durante a programação, Vanderson apresentará uma experiência pioneira desenvolvida no Espírito Santo pela Apae de Aracruz em parceria com a Feapaes-ES, voltada à inclusão e ao fortalecimento dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. Atualmente, cerca de 100 pessoas indígenas com deficiência (entre adultos e crianças) são atendidas pela instituição, evidenciando a demanda existente e a importância de ações estruturadas e sensíveis a cada realidade.

A iniciativa ganhou destaque nacional a partir do seminário “Direito, inclusão e visibilidade: reflexões e trocas de saberes para o Bem Viver das pessoas indígenas com deficiência”, realizado em 2025 na Aldeia Pau Brasil, em Aracruz. Considerado inédito no Brasil, o encontro reuniu cerca de 300 participantes, entre lideranças indígenas, especialistas nacionais e internacionais, autoridades públicas, famílias e profissionais da rede Apae.

Atualmente, cerca de 100 pessoas indígenas com deficiência (entre adultos e crianças) são atendidas pela instituição, evidenciando a demanda existente e a importância de ações estruturadas e sensíveis a cada realidade.

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O seminário promoveu um diálogo entre saberes tradicionais e políticas públicas inclusivas, dando visibilidade a uma população historicamente pouco contemplada nas discussões sobre deficiência e ampliando a construção de estratégias de atendimento, acolhimento e garantia de direitos.

Além do seminário, o trabalho desenvolvido no município aproximou os serviços especializados da rede Apae das comunidades indígenas, fortalecendo o acesso de pessoas com deficiência e suas famílias aos atendimentos e contribuindo para a construção de práticas mais inclusivas e culturalmente sensíveis.

“Vamos apresentar uma experiência real, construída a partir da escuta, do diálogo e do respeito à cultura dos povos indígenas. O trabalho desenvolvido em Aracruz mostrou que é possível ampliar o acesso a direitos e construir caminhos de inclusão que considerem as especificidades de cada comunidade. É uma honra levar essa experiência do Espírito Santo para um espaço global de discussão como a ONU”, o diretor da Feapaes-ES.

 

Serviço

Evento: 19ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (COSP19)

Data: 9 a 11 de junho de 2026

Local: Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), Nova York (EUA)

Representante capixaba: Vanderson Gaburo, diretor social da Feapaes-ES e primeiro diretor-secretário da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes)

Mais informações: @apaees / @apaebrasil

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