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Falsas médicas são presas suspeitas de aplicar metracril em clínica clandestina

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As duas mulheres já haviam sido presas pelo mesmo crime em 2017. Nova prisão ocorreu em flagrante, quando faziam um procedimento pelo qual cobraram R$ 15 mil.

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam duas mulheres suspeitas de integrar uma quadrilha que fazia aplicações de metacril – também conhecido como PMMA, um polímero plástico utilizado para o preenchimento de rosto e corpo – em uma clínica clandestina no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

Irys Cabral Pierrout e Renata Pena foram presas em flagrante no sábado (17) quando tinham acabado de realizar um procedimento em uma modelo do Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, a vítima pagou R$ 15 mil pelo procedimento nos glúteos.

Segundo a polícia, Irys era responsável por anunciar o suposto tratamento estético na internet e Renata fazia a aplicação do material. Elas se passavam por médicas, embora não tenham formação em medicina.

As duas mulheres tinham diversos seguidores nas redes sociais, através das quais conseguiam atrair clientes, inclusive de outros estados e do exterior.

Depois das prisões, várias mulheres contaram na internet que sofreram complicações depois que se submeteram a procedimentos com as falsas médicas.

“Fui vítima da Renata, que me afirmou ser metacril. Agora estou em processo para fazer a retirada, pois o mesmo produto me causou deformidades, se moveu e sofro dores”, disse uma mulher. Outra paciente disse que a falsa médica aplicou silicone industrial.

Esse procedimento estético só pode ser feito com médicos habilitados e em clínicas adequadas. Mas a clínica clandestina funcionava num apartamento, sem as condições de salubridade necessárias.

A polícia destacou que Irys e Renata já respondem por crime da mesma natureza praticado em 2017. Eles continuaram a fazer o procedimento estético, segundo a polícia, após serem liberadas pela Justiça.

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Idosos casados há 57 anos morrem de Covid-19 no mesmo dia

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Roberto Küne estava internado com coronavírus e morreu aos 82 anos nesta segunda-feira (30). A esposa, Magally Küne, de 79, que também estava internada com a doença, morreu uma hora depois.

Casados havia 57 anos, Roberto Küne, de 82, e Magally Küne, de 79, morreram de Covid-19 em Taubaté (SP), nesta segunda-feira (30), com apenas uma hora de diferença um do outro. Eles estavam internados fazia 15 dias.

“Minha mãe não conseguia ficar triste de estar internada, porque ela queria ficar com meu pai. Eles não se separavam de forma nenhuma”, conta Patrícia Küne, filha do casal.

Patrícia conta que os pais estavam tomando os cuidados para não se contaminar com o coronavírus, mas a mãe seguia trabalhando. A família gerencia uma casa de massas há mais de 20 anos na avenida Independência. Com a reabertura do comércio, Magally manteve o espaço funcionando, mas com restrições.

Ela e o marido foram diagnosticados em 14 de novembro e hospitalizados juntos, mas a mãe foi liberada horas mais tarde. No dia seguinte, com a piora no quadro, ela teve de retornar ao hospital, onde permaneceu internada.

Patrícia conta que, durante o isolamento no hospital, Magally e Roberto foram deixados juntos e faziam chamadas para a família.

A última mensagem da mãe para a filha foi enviada quando o quadro do pai, que tinha comorbidades, se agravou e ele teve de ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Ela só me disse que queria ir lá com ele, que não queria ficar longe. Depois dessa mensagem, ela piorou e precisou de equipamentos para respirar. E então foi levada com ele para a UTI”, relembra.

Casal morre de Covid-19 em Taubaté; Roberto e Magally estavam juntos há 57anos — Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Küne

A família teve de acompanhar o casal de longe, com as restrições de visita por causa da Covid. Nesta segunda, o hospital chamou a família para comunicar que Roberto havia falecido e que uma hora depois a mãe também não resistiu e morreu.

“Ela não o deixava, e não deixou nem neste momento. Está doendo muito, mas temos consolo em saber que os dois estiveram juntos até o fim”, afirma Patrícia. O casal deixa outros dois filhos e cinco netos.

Neste momento de luto, Patrícia alerta para a importância de se reforçar o cuidado diante da pandemia.

“As pessoas precisam se cuidar, por elas e pelos demais. Ao menor dos sintomas, não saiam de casa. Às vezes, pensamos que com a gente não vai acontecer, mas acontece.”

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Polícia de SP prende mulher suspeita de participação em assalto a agência bancária de Criciúma

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Auxiliar de limpeza tinha malotes do Banco do Brasil, banco alvo dos criminosos em Santa Catarina. Com ela foram apreendidas munições de fuzis, armas, rádio-comunicadores e drogas. Presa é investigada por organização logística de assaltos como o de Criciúma.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (2) uma auxiliar de limpeza de 31 anos suspeita de participação no mega-assalto a uma agência bancária em Criciúma (SC) na madrugada de terça-feira (1).

Ela foi localizada, após uma denúncia, no Jardim Reimberg, Zona Sul da capital paulista. Com a mulher os policiais encontraram malotes de dinheiro do Banco do Brasil, que serão periciados.

A suspeita é que a mulher atue na organização logística de assaltos como o que ocorreu em Criciúma, transportando munição, celulares e dando apoio operacional à quadrilha. Ela é casada com um homem que também é suspeito de ter participado de vários assaltos a banco no país, cuja prisão preventiva a Polícia Civil paulistana pediu também.

Com a mulher foram apreendidos munições de fuzil 7.62mm, rádios transmissões, malotes bancários do Banco do Brasil vazios e armas de fogo de uso proibido. Ela foi presa em flagrante por porte ilegal de armas e tráfico de drogas.

Celulares, armas e um carro foram localizados com a suspeita de participar da logística do crime — Foto: Polícia Civil/divulgação

Investigação

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 25º Distrito Policial (Parelheiros), os investigadores chegaram até ela após receberam denúncias de que uma pessoa envolvida no crime em Criciúma estaria escondida na Zona Sul de São Paulo.

No local da prisão da suspeita, os policiais também encontraram seis tijolos de cocaína, dez telefones celulares e uma caixa contendo espoletas de acionamento de explosivos.

Um carro Fox vermelho também foi apreendido. A polícia apura se o veículo foi utilizado na fuga dos criminosos do assalto em Santa Catarina.

A investigação está sendo conduzida pela 6ª Seccional da Polícia Civil, na Zona Sul de São Paulo.

Mega-assalto

O mega-assalto ocorreu no início da madrugada de terça-feira (1º), quando uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco —  O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

A polícia encontrou 10 carros utilizados pelos criminosos. Os veículos estavam em um milharal em Nova Veneza, cidade vizinha, e eram de “alta potência e grande valor comercial”, segundo o delegado Vitor Bianco.

Resumo:

  • Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.
  • Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.
  • Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu. O PM precisou passar por três cirurgias.
  • Criminosos fugiram e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi informado.
  • Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.
  • Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás.
  • 10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal
  • A PM acredita que pelo menos dois criminosos tenham se ferido.
  • Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.

Criciúma tem cerca de 217 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fica 200 km ao sul da capital catarinense, Florianópolis, e 285 km ao norte da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A economia do município se baseia, principalmente, em exploração de carvão, indústria, agricultura e pecuária.

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