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Segurança

Família usava animais maltratados para arrecadar dinheiro para uso próprio, diz polícia

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Pai, mãe e filha foram indiciados pela Polícia Civil por estelionato e maus-tratos a animais. Em janeiro, 11 animais foram encontrados mortos em um apartamento

Os três membros de uma mesma família, envolvidos no caso dos animais que foram encontrados mortos e em situação de maus-tratos, em um apartamento de Vila Velha, em janeiro deste ano, foram indiciados por maus-tratos a animais e por estelionato. Além disso, a Polícia Civil solicitou a prisão dos suspeitos.

O inquérito que apurou o caso foi concluído pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Polícia Civil. De acordo com o titular da DPMA, delegado Eduardo Passamani, além de cometerem o crime de maus-tratos, pai, mãe e filha são suspeitos de utilizarem o dinheiro arrecadado com doações para os animais para uso próprio. 

Segundo o delegado, os envolvidos postavam, nas redes sociais, fotos dos animais mais debilitados, justamente para sensibilizarem as pessoas a realizarem doações de valores maiores. No entanto, de acordo com as investigações, as doações não eram revertidas em melhorias para os animais, que eram abandonados no apartamento no centro de Vila Velha.

Segundo Passamani, uma das testemunhas que prestou depoimento ao longo do inquérito disse que doou uma quantia a um animal que estava morto há cerca de dois anos. Além disso, o dono de um terreno que os suspeitos estariam pleiteando para construírem a sede do abrigo para animais abandonados disse à polícia que não recebeu qualquer dinheiro da família para a compra do bem. Segundo a polícia, eles chegaram a arrecadar, com doações pedidas pela internet, cerca de R$ 25 mil para adquirirem esse terreno.

O delegado revelou ainda que algumas testemunhas afirmaram ter sido ameaçadas pelo pai da família. Segundo Passamani, o homem chegou a postar fotos, nas redes sociais, em que estava armado.

O inquérito finalizado pela Polícia Civil agora será encaminhado para a apreciação do Ministério Público Estadual (MPES). As investigações foram conduzidas em conjunto com a CPI dos Maus Tratos, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Depoimento

Pai, mãe e filha haviam sido convocados para prestar depoimento, nesta quarta-feira (24), na CPI dos Maus-Tratos da Ales. No entanto, eles não estiveram na sede do Legislativo capixaba. Durante a tarde, um grupo de manifestantes se reuniu na porta da Assembleia para protestar contra os três suspeitos.

“Essa era uma oportunidade deles esclarecerem os fatos e se defenderem. Essa ausência só mostra a falta de compromisso dos três com a causa animal. Nós já estávamos de posse dos depoimentos que eles prestaram à Polícia Civil e por tudo que ouvimos aqui hoje das testemunhas temos provas de que eles exploravam os animais resgatados para arrecadar dinheiro, por meio de vaquinhas virtuais em redes sociais. Vamos pedir imediata prisão dos envolvidos”, declarou a deputada Janete de Sá, presidente da CPI.

Relembre o caso

O caso veio à tona no dia 8 de janeiro deste ano, quando a Guarda Municipal de Vila Velha encontrou um apartamento, no centro da cidade, cheio de animais vivendo em situação precária. A sujeira e o mau cheiro tomavam conta de todo o apartamento. Além de fezes e urina, os agentes encontraram 11 animais mortos no local — seis cães e cinco gatos. 

Outros quatro cachorros foram encontrados vivos. No entanto, imagens registradas por agentes da Guarda mostraram o estado de desnutrição dos animais, que viviam praticamente sem água e comida. 

A corporação foi acionada por moradores do prédio. Como a moradora do apartamento não estava no local, no momento da abordagem, e nem foi encontrada, o síndico precisou chamar um chaveiro para que a porta fosse aberta. Segundo informações obtidas pela Guarda na ocasião, havia mais de 15 dias que a moradora não aparecia no local.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente esteve no local, com a presença de uma agente veterinária, para avaliar a situação dos animais. Os animais vivos foram levados para um rancho.

No decorrer das investigações, um abrigo mantido pela mesma família foi interditado na Serra, no dia 20 de janeiro. Durante a ação, realizada pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), CPI dos Maus Tratos da Assembleia Legislativa e Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), foram resgatados 34 animais. 

Segundo os responsáveis pela operação, o local onde os animais estavam aparentava pouca salubridade. Apesar disso, os fiscais do CRMV informaram que os cães não apresentavam sinais de maus-tratos.

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Segurança

Cão farejador Baruck: Denarc de Aracruz ganha novo integrante

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O cão Baruck é o mais novo integrante da equipe da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) de Aracruz. Sua raça, pastor-belga-malinois, é conhecida pelo excelente trabalho como farejador. O recém-chegado K9 Baruck, de apenas 1 ano de idade, tem o nome de origem hebraica e significa “bem-aventurado”. 

O cão está em treinamento, mas, na última semana, já mostrou excelente desempenho durante duas operações realizadas pela equipe da Denarc, com apreensões de drogas e detenção de suspeitos de tráfico.

De acordo com o dono do animal  e também titular da Denarc de Aracruz, delegado André Jaretta, o cão participará das operações em repressão ao tráfico de drogas na região. “Na última quinta-feira (15), no bairro Santa Cruz, com o auxílio do K9 Baruck, a Denarc de Aracruz prendeu um suspeito de 32 anos e apreendeu três tabletes de maconha, um pino de cocaína e uma balança de precisão. Já na última sexta-feira (16), no bairro Coqueiral de Aracruz, foi detido um suspeito de 24 anos e apreendidos um tablete e três buchas de maconha, um tablete de cocaína, uma bucha de ‘haxixe’, oito unidades de ecstasy, uma balança de precisão e dinheiro em espécie”, detalhou Jaretta.


Os dois suspeitos, de 32 e 24 anos, foram conduzidos ao plantão da 13ª Delegacia Regional de Aracruz, onde foram autuados, em flagrante, por tráfico de drogas e, posteriormente, encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Aracruz, ficando à disposição da Justiça.


O delegado André Jaretta conta que ter um cão sempre foi seu sonho, mas nunca tinha se arriscado com essa tarefa. “Quando fui coordenador da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), convivi com o cão Wookie, da raça pastor-belga-mallinois. Vendo o cão trabalhar, eu fui pegando amor pela força que ele trabalhava e vi ali que, além de ferramenta para auxiliar no meu trabalho diário, eu teria um parceiro, um amigo para todas as horas”, comentou Jaretta. 

Após essa experiência, Jaretta procurou um canil de confiança em Linhares, que pertence a dois bombeiros militares, que indicaram um cão dentro de uma ninhada, que tinha um perfil dócil, companheiro e que, ao mesmo tempo, pudesse auxiliar no trabalho à frente da Denarc. “Eu peguei ele com 45 dias de vida e, desde então, ele fica na minha casa. Quase todos os dias, realizo um treino com ele, sob assessoria do policial civil e veterinário, Morgado, e dos dois bombeiros donos do canil, que desde que peguei o Baruck ele tem me auxiliado nas tarefas para que se torne um cão farejador”, conta o delegado, emocionado. 

Jarreta disse que o jovem Baruck está quase pronto para atuar na detecção de entorpecentes, restando aprimorar e refinar algumas pequenas coisas. “Baruck é um cão fantástico, companheiro e superdócil. Estou muito feliz de ter um amigo desses ao meu lado e que, ao mesmo tempo, é meu companheiro de trabalho”, frisou o delegado. 

 

Cães na Polícia Civil 

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, explica que existe uma autorização legal para custear a alimentação de três cães, Spy, Wookie e o Zack. Os demais cães pertencem aos policiais, mas têm autorização para serem utilizados no ambiente de trabalho. “Estamos estudando a criação de um setor específico dessa metodologia de trabalho, que é o cão farejador, conhecido como K9”, disse Arruda.

Segundo o agente de polícia e veterinário, Jorge Morgado, em breve a Polícia Civil terá um novo integrante. Com o nascimento de uma nova ninhada do pastor-belga-mallinois Wookie, o policial pretende treinar um cão para futuramente substituí-lo. “Em breve, quero implementar um curso de cinotecnia, adestramento de cães, na Polícia Civil. O curso será realizado em parceria da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com a Academia de Polícia Civil (Acadepol) do Espírito Santo”, informou  Morgado.

A listagem abaixo conta com cães de 01 a 09 anos de idade. A maioria deles atua como cão de detecção de entorpecentes e um atua como cão de detecção de cadáver. 

Zack –  O cão de 9 anos, da raça pastor-belga-mallinois, atua no Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), como um cão de detecção de entorpecentes. 

Spy – Com 5 anos, da raça pastor alemãoSpy atua no Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como um cão de detecção de cadáver. O cão teve uma grande contribuição para um caso que teve grande repercussão nas mídias. Spy localizou o corpo de uma mulher enterrada nos fundos do quintal da casa do suspeito, em novembro de 2018, no bairro Soteco, em Viana. 

Wookie –  O cão de 7 anos, da raça pastor-belga-mallinois, atua na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), como um cão de detecção de entorpecentes. Uma operação marcante que o Wookie participou foi em Santa Maria de Jetibá, em uma operação contra o tráfico na região. 

“A única droga apreendida nesta operação foi uma droga apreendida pelo Wookie que estava enterrada em um cafezal da região. Ele começou a cavar, quando vi ele encontrou um saco com 375 pedras de crack. A apreensão de drogas em investigações contra o tráfico concretiza e fortalece a investigação. Nesse dia, ele conquistou meu coração”, lembrou o agente de polícia civil Jorge Morgado, e veterinário, responsável pelo cão. 

Hulk – O cão de 3 anos, da raça pastor-belga-mallinois, atua na Delegacia de Polícia Civil de Marataízes como um cão de detecção de entorpecentes, desde 2019. A primeira participação de Hulk foi em fevereiro de 2019, com apenas 1 ano, durante uma operação conjunta da Polícia Civil (PCES) e Polícia Militar (PMES), em Itaipava, no município de Itapemirim.

“No dia dessa operação, foi detido um suspeito de 24 anos, além da apreensão de 45 pinos e 14 papelotes de cocaína, oito buchas e um tablete de maconha, R$ 2.376,00 em espécie, uma balança de precisão e materiais para embalo de drogas”, disse o agente Renyer, lotado na Delegacia de Polícia de Marataízes e dono do Hulk.

Kyra – A cadela de 3 anos de idade, da raça pastor-belga-mallinois, atua na Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) de Colatina, desde 2019. Sua primeira participação em operações foi nas três fases da Operação Mark Chapman, realizada em agosto de 2019, “desde então, a Kyra tem atuado em outras diversas ações da Denarc de Colatina e apoiado as delegacias das cidades vizinhas da Superintendência Regional Norte e a Polícia Militar de Colatina”, destacou o delegado Deverly Pereira Junior, titular da Denarc de Colatina e dono de Kyra. 

Baruck –  O mais novo da turma, de apenas 1 ano, da raça pastor-belga-mallinois, atua na Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) de Aracruz como um cão de detecção de entorpecentes. 

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Segurança

Polícia Militar inaugura nova sede da 3ª Companhia do 1º Batalhão, em Vitória

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Foi inaugurada na manhã desta terça-feira (20), a nova sede da 3ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), localizada no bairro Santa Helena, em Vitória. O imóvel foi cedido pela Prefeitura Municipal que custeou toda a reforma da Companhia. São cerca de 270 metros quadrados de área construída, incluindo a reformulação do layout da edificação para atender às especificidades de uma companhia policial militar, com a construção de salas administrativas, vestiários e plantão com bancada/guichê para atendimento ao público.


Ao todo, 48 policiais vão atuar na unidade conforme as escalas do planejamento prévio operacional. Eles atenderão os bairros Barro Vermelho, Enseada do Suá, Ilha do Boi, Ilha do Frade, Praia do Canto, Praia do Suá, Santa Helena, Santa Lúcia e Santa Luíza. Antes da reforma, a 3ª Companhia do 1º Batalhão estava com sua sede no bairro São Cristóvão. A partir de agora, situada em um local estratégico, a Companhia terá o espaço e instalações mais adequadas para seus policiais e para atender à população.

O governador do Estado, Renato Casagrande, participou da inauguração e destacou a união dos esforços na melhoria da segurança pública. “Esse é um trabalho que se iniciou no ano passado e que consolidamos hoje. Uma união das nossas forças de segurança com a Guarda Municipal. Quase todos os problemas são jogados nas costas da Polícia Militar, mas existe um trabalho que envolve também o lado social, além do fato de termos herdado as forças de segurança desestruturadas. Estamos recompondo o efetivo, equipando e valorizando”, disse.

Casagrande também falou sobre as obras estruturantes que o Governo do Estado está realizando na Capital. “São três grandes obras em Vitória, que continuaremos trabalhando juntos com a prefeitura nesses dois anos. Uma é a ampliação da Terceira Ponte que já está se iniciando. Em breve, entregaremos outra parte do Portal do Príncipe para dar mais fluxo aquela região e também faremos uma obra estruturante na Reta do Antigo Aeroporto até a chegada de Carapina, na Serra. São obras que mudarão por completo a mobilidade urbana na Grande Vitoria”, destacou.

A 3º Cia do 1º Batalhão funcionará 24 horas por dia e conseguirá atender as demandas da comunidade em qualquer horário. É o que ressalta o comandante-geral da PMES, coronel Douglas Caus: “O patrulhamento ostensivo permanecerá nos nove bairros e, além disso, a Companhia servirá de apoio para dar dignidade ao nosso policial militar no seu ambiente de trabalho e uma forma melhor de receber o cidadão capixaba”, explicou.

Responsável pela Companhia desde 2018, o capitão Fernando Sampaio, lembrou que o local estratégico auxiliará em um patrulhamento mais eficaz. “Com a aproximação da Companhia, o deslocamento das viaturas acontecerá na área que será policiada e, com isso, aumentará o fluxo de policiais nos bairros”, declarou.

Para o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, essa é uma das ações da corporação para aumentar a sensação de segurança na região, mas ressalta que esse trabalho das forças policiais precisa do apoio de todos os setores da sociedade.

“A Segurança Pública precisa ganhar, de fato, um espaço para ser discutida. Nessa região há um desgaste grande por conta dos crimes patrimoniais, principalmente o furto. Hoje temos uma legislação que pouco pune esse tipo de infração e gera um desgaste do trabalho policial. Esperamos que, com isso, possamos melhorar a situação nessa região tão importante e os moradores possam se sentir mais seguros”, apontou o secretário.

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, destacou o trabalho da Polícia Militar e citou a união dos trabalhos na área social e policial, que são eixos do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, como forma de continuar na redução da criminalidade.

“Importante momento em que trazemos para a 5° região em estar próximo à PM. Na Capital, de janeiro até hoje, tivemos uma redução em mais de 62% em furtos e roubos em via pública. É um trabalho de união dos esforços. Já autorizei a Guarda Municipal a intervir em parceria com a Polícia Militar onde necessitar. Vamos continuar integrando o trabalho social com a segurança pública”, disse o prefeito.

O deputado Luiz Durão, presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, acredita que a inauguração da unidade em um local tão estratégico é um passo importante no combate à criminalidade. “São ações como essa que promovem uma melhoria global na segurança pública do nosso Estado. Parabenizo o governador Renato Casagrande pela iniciativa, pois acredito que uma polícia forte é aquela que tem boa infraestrutura e valoriza os seus profissionais”, destacou o parlamentar.

Também estiveram presentes os secretários de Estado Álvaro Duboc (Economia e Planejamento) e Coronel Aguiar (Casa Militar); os deputados estaduais Emílio Mameri, Janete de Sá, Luciano Machado e Hudson Leal; a vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane; o presidente da Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), Carlos Rafael; além de vereadores, secretários municipais e lideranças comunitárias.

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