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Medicina e Saúde

Farmácias do ES registram falta de medicamentos. Entenda o que tem provocado o problema

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A dependência da indústria por insumos importados para a fabricação dos remédios também agrava a situação

A dependência de matéria-prima importada para a fabricação de medicamentos e problemas de logística tem levado algumas farmácias do Espírito Santo a registrar falta de alguns remédios.

A família do José Wander Neves é uma das que já percebeu o problema. Na semana passada, ele e os familiares fizeram uma força-tarefa para comprar um antibiótico para a sobrinha, que estava com uma crise de sinusite.

“Meu irmão ficou desesperado e pediu ajuda a família. Juntou os irmãos e os cunhados. Foi um dia quase inteiro ligando e procurando. De noite é que a gente foi conseguir encontrar o remédio”, contou. 

Segundo o farmacêutico Sílvio Louzada, determinados antibióticos para crianças e alguns remédios contra diabetes estão em falta, assim como alguns antialérgicos à base de cortisona. 

Ele conta ainda que a procura por antigripais tem aumentado. De acordo com o farmacêutico, há estoque suficiente no país para alguns medicamentos, mas a logística de abastecimento não tem acompanhado o crescimento do consumo.

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“Houve um aumento muito grande de problemas respiratórios, tosses e gripes. A população passa pelo médico e vem com a receita até a farmácia para se medicar. Isso aumenta a procura e começa a faltar nas distribuidoras”, disse.

A logística não é o único problema que tem provocado a falta de medicamentos nas farmácias do Estado. A dependência da indústria por insumos importados para a fabricação dos remédios também agrava a situação. Isso porque, mais de 80% da matéria-prima vem de países como China, Índia e Alemanha que, ultimamente, não estão fornecendo insumos suficientes.

O representante do Conselho Federal de Farmácia no Espírito Santo, Gedayas Medeiros, explica que o problema começou na pandemia e se agravou com a guerra na Ucrânia. “A guerra, a pandemia, isso tudo fragilizou e deixou mais difícil a produção e importação dos insumos”. 

A reportagem questionou `a Associação Brasileira da Indústria Químico-Farmacêutica sobre os relatos de falta de medicamentos no Espírito Santo, mas até a publicação não houve retorno. O espaço segue aberto e assim que recebermos um posicionamento o texto será atualizado. 

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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