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Política e Governo

Findes defende investimentos na FCA que podem triplicar movimentação de cargas no ES e reduzir custo do frete marítimo em 7,5%

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A Federação das Indústrias do Espírito Santo tem atuado desde o início de 2020 para garantir que a renovação do contrato de concessão da ferrovia direcione recursos para a própria malha e contribua para o desenvolvimento do Estado

A garantia de investimentos na malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) – infraestrutura que conecta o centro do país aos portos do Espírito Santo – pode transformar a economia capixaba e dar dinamismo à logística do Estado e do Brasil. É o que acredita e defende a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e o que aponta um estudo inédito feito pela Fundação Dom Cabral (FDC).

O material traz um diagnóstico sobre o potencial de movimentação de cargas no chamado Corredor Centro-Leste e sobre as perspectivas de redução dos custos logísticos com a combinação de uma infraestrutura ferroviária e portuária eficiente.

Desenvolvido nos últimos meses, o estudo chamado “Corredor Centro-Leste: Solução Competitiva para a Logística Nacional” foi feito para subsidiar o governo federal na tomada de decisões em relação ao processo de renovação antecipada da concessão da FCA, operada pela VLI.

Nesta quarta-feira (15), o material foi apresentado por técnicos da Dom Cabral ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. A presidente da Findes, Cris Samorini, a senadora Rose de Freitas e o diretor de Negócios do Bandes, Marcos Kneip, participaram da audiência, onde foram detalhados os dados e as informações que indicam a importância de fortalecer o Corredor Centro-Leste.

O material mostra que se forem investidos R$ 2,8 bilhões na FCA, a movimentação de cargas por meio desse corredor logístico será triplicada, saindo da previsão inicial colocada em consulta pública – de 7 milhões de toneladas por ano em 2055 – para alcançar 22 milhões de toneladas anuais já em 2035.

Além disso, com uma infraestrutura de escoamento eficiente e conectada com portos modernos, a previsão é que haja uma redução do custo do frete marítimo em 7,5%.

“Investir na malha da FCA significa melhorar as condições logísticas do país. A atualização do Corredor Centro-Leste vai nos garantir um transporte de cargas de modo mais dinâmico, eficiente e com custos mais baixos. Os estudos que fizemos até aqui demonstram que o investimento é necessário para tornar a ferrovia competitiva e evitar que, em um futuro breve, ela fique obsoleta de vez, deixando de cumprir um importante papel de conectar o Espírito Santo ao agronegócio da região central do país”, frisa a presidente da Findes.

A expectativa por um sistema logístico eficiente combina investimentos na malha ferroviária do Corredor Centro-Leste e projetos portuários em curso no Espírito Santo, como é o caso dos terminais da Imetame, Porto Central, Petrocity, além da desestatização da Codesa com a atuação da iniciativa privada nos portos de Vitória e Barra do Riacho.

CONCESSÃO

O contrato de concessão da FCA vence em 2026, mas as discussões sobre a continuidade da operação da VLI começaram em 2020, a partir de quando foram realizadas audiências públicas, debates, levantamentos técnicos, reuniões entre o poder público e privado, além da criação de um comitê técnico.

Ao longo deste período, a Findes tem dialogado com os atores envolvidos, apresentado estudos técnicos robustos e atuado de forma contínua e proativa para garantir que a renovação da concessão traga mais desenvolvimento para o Espírito Santo e para o Brasil.

A Federação, em conjunto com o governo do Estado e a bancada capixaba, defende que a renovação antecipada da FCA contemple investimentos na própria malha de modo a fortalecer o Corredor Centro-Leste e transformar uma ferrovia do século XIX em uma ferrovia do século XXI.

Na visão da presidente da Findes, Cris Samorini, “é imprescindível que os recursos da outorga sejam aplicados prioritariamente ao longo do corredor existente, onde muito dinheiro público e privado já foi investido”. Para ela, é importante haver o aprimoramento e a utilização plena de capacidade da malha para, somente após a solução na própria infraestrutura, direcionar recursos para outros corredores em desenvolvimento no país.

Cris ressalta que o Espírito Santo está diante de uma janela de oportunidade que, se não for aproveitada agora, fará com que a logística capixaba perca relevância nacional e internacionalmente, deixando o Estado isolado e sem a possibilidade de escoar a riqueza gerada pelo agronegócio.

“A dívida do governo federal com o Espírito Santo no campo da infraestrutura é histórica. Nós já demonstramos com todo o rigor técnico o potencial da nossa logística e é com base nisso que esperamos que o nosso futuro seja decidido. Agora, precisamos que todos estejam empenhados para não perdermos a chance de tornar o Espírito Santo um estado com uma economia mais pujante e capaz de gerar riquezas em prol da sociedade”, defende.

O diretor de Negócios do Bandes, coordenador e representante do Governo do Estado nos grupos de debates relacionados à infraestrutura logística, Marcos Kneip, reforça o trabalho que vem sendo feito de forma conjunta e destaca que os estudos sobre a ferrovia são consistentes e pautados na técnica, o que vai contribuir para alcançar o resultado almejado pelos atores envolvidos, que é o de melhorar e aumentar a competitividade do Corredor Centro-Leste.

“Entendemos que a parceria com o Ministério da Infraestrutura é fundamental para concretizar esse objetivo, aprimorando e integrando nossa logística, gerando desenvolvimento e empregos, atraindo cargas para nossos portos, em especial do agronegócio de Goiás e de Minas Gerais”, destaca Kneip.

Tarcísio de Freitas deu uma sinalização positiva durante a audiência sobre a FCA, que foi realizada de forma híbrida – com participação presencial e virtual. O ministro da Infraestrutura afirmou que ele e sua equipe vão avaliar todos os cenários do estudo, relacioná-los com a viabilidade financeira e buscar uma solução que garanta o escoamento de cargas pelo Estado.

“A gente vai levar em consideração, vai internalizar esses estudos para obter aquela solução ótima que vai beneficiar e ser possível para ajudar o Espírito Santo”, pontuou Freitas.

ENTENDA

Potencial do Corredor Centro-Leste

No início de 2020, a Findes participou de evento junto ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, quando apresentou o potencial de movimentação de cargas – 20 milhões de toneladas/ano – no Corredor Centro-Leste. Na ocasião, Freitas pontuou que o ministério projetava uma quantidade diferente e que tinha a avaliação de que a atual malha seria suficiente para atender a demanda possível, em torno de 6 a 7 milhões de toneladas/ano.

Estudo detalhado

Diante das diferenças de projeções, a Findes contratou um estudo detalhado sobre o Corredor Centro-Leste, avaliando diferentes cenários de investimentos e concluiu que com a aplicação de recursos para modernizar a malha, em especial em um novo trecho entre Patrocínio a Sete Lagoas, a movimentação poderia superar os 20 milhões de toneladas anuais.

Debate qualificado

Com base nessas novas informações, a Findes, com o apoio dos Governos do Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, de suas Federações de Indústria, e de suas bancadas federais promoveu uma reunião com o ministro Tarcísio e indicou a necessidade de diálogo técnico para expor as conclusões dos estudos realizados e incluí-las na avaliação que o Ministério da Infraestrutura está fazendo sobre a renovação antecipada da Ferrovia Centro-Atlântica, que compõe com a Ferrovia Vitória-Minas o Corredor Ferroviário Centro-Leste.

Grupo técnico

No final de fevereiro de 2021, foi criado um Grupo Técnico de trabalho para ouvir as demandas do Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, composto por representantes de órgãos do Ministério da Infraestrutura, entre eles a ANTT, a Diretoria de Transportes Terrestres do Ministério, a Secretaria Nacional de Portos, o Dnit, a Empresa de Planejamento e Logística, e as representações públicas e privadas dos três estados.

Nova avaliação 

Diante de diferentes dados e informações apresentados pelos envolvidos no Grupo Técnico, chegou-se à conclusão de que a Findes contrataria a Fundação Dom Cabral para uma avaliação técnica definitiva sobre os cenários de investimentos e movimentações de cargas no Corredor Centro-Leste.

Conclusão do estudo

O estudo da Fundação Dom Cabral foi apresentado ao Ministério da Infraestrutura nesta quarta-feira (15). O material traz cinco cenários, sendo um deles o que prevê a construção de uma variante ferroviária ligando Patrocínio a Sete Lagoas, ambos municípios em Minas Gerais. A viabilização dessa alternativa pode representar uma movimentação de cargas no Corredor Centro-Leste de 22 milhões de toneladas por ano em 2035. Além do incremento de cargas, os produtores que escoarem suas cargas pelos portos capixabas vão contar com uma redução no custo do frete em 7,5%.

Menos custos e mais agilidade

Com a melhoria da malha atual e a construção de uma variante ferroviária ligando Patrocínio a Sete Lagoas, ambas cidades em Minas Gerais, a velocidade do transporte de cargas vai aumentar dos atuais 12 km/h para 45 km/h, o consumo de combustível será 30% menor e a ferrovia estará conectada a portos modernos do Espírito Santo que têm uma capacidade de movimentar navios de grande porte. Essa possibilidade de escoamento por terminais capixabas eficientes permitirá que os produtores/donos das cargas tenham um custo do frete marítimo 7,5% menor.

O Corredor Centro-Leste

A Ferrovia Centro-Atlântica passa por sete estados brasileiros e pelo Distrito Federal. É o principal eixo de integração entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Um dos ramais mais importantes da FCA faz a ligação entre Goiás e Belo Horizonte (MG), onde a malha se conecta com a da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), até o Espírito Santo. O conjunto dessas ferrovias e sua ligação com os portos capixabas é conhecido como Corredor Centro-Leste.

Por Beatriz Seixas

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Gilson Daniel na campanha de Sérgio Moro

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A Executiva nacional do Podemos designou o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, para coordenar e organizar as chapas de estadual e federal para a eleição do ano que vem. Isso porque o presidente estadual da legenda, Gilson Daniel, vai compor a equipe que irá coordenar a campanha do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro.

Ex-ministro Sergio Moro.

Arnaldinho disse que as chapas já estão quase completas. “Estou empenhado e animado, pois acredito que vamos fazer três ou quatro deputados. Já na federal, acredito que faremos dois federais”. Gilson Daniel é pré-candidato a deputado federal e o vice-prefeito de Vila Velha, Victor Linhalis (SD), deve se filiar ao Podemos e também ser candidato a uma cadeira na Câmara Federal.

Já para o Senado, o partido mira no secretário estadual de Controle e Transparência, Edmar Camata, segundo Gilson Daniel. Ele disse também que Moro vai se filiar ao Podemos no próximo dia 10 (novembro) num evento em Brasília. O partido da “Lava-Jato” quer que Moro seja candidato à Presidência da República.

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“Eles querem que eu fique calado?”, questiona Colnago mirando cúpula tucana

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O ex-vice-governador César Colnago (PSDB) não vai recuar de trabalhar sua pré-candidatura ao governo. Mesmo sem o apoio da Executiva estadual e do presidente do partido, Vandinho Leite, ele disse que continuará se reunindo com lideranças e viajando pelo interior. Houve mal-estar na cúpula do ninho tucano o anúncio de Colnago de que vai disputar o governo do Estado.

“Coloquei a candidatura porque entendo que o partido precisa. E reforça a candidatura nacional, assim como nossas teses. Vou trabalhar para ser o candidato do partido, mas sei que dependo da decisão final que será na convenção”, disse Colnago.

Ele participou na manhã de sábado (23) do evento “Conversas com Eduardo Leite”, em Vitória. O governador do Rio Grande do Sul veio ao Estado por conta de sua campanha para disputar as prévias do partido, que acontecem no dia 21 de novembro. Colnago já tinha feito uma manifestação anterior pró-Doria – que disputa contra Leite para ser o nome tucano na eleição para presidente da República no ano que vem.

Colnago chegou a citar a visita de Eduardo Leite para justificar o anúncio da pré-candidatura e rebateu seus críticos. “Eu tenho conversado com o partido. O que Eduardo Leite está fazendo aqui? Eduardo e Dória são precipitados por fazer pré-campanha? Não. Eles querem que eu fique calado? Como fundador do partido, com a história que tenho? Não. Eu vou colocar minha pré-candidatura para ser construída, tanto na sociedade como no ambiente interno do PSDB. Sou um democrata, sempre fui um democrata. Agora, com a história que tenho, com as diversas secretarias e mandatos, desejar e querer colocar o meu nome à disposição para ser o pré-candidato, que precipitação tem nisso? Se fosse assim não estaríamos aqui discutindo as prévias. O PSDB está fazendo a coisa mais inteligente desse país, que é antecipar o debate porque o Brasil quer mudar e o Espírito Santo também”, afirmou Colnago.

A postura do ex-vice-governador aumenta ainda mais o desconforto dentro do partido. Tucanos que são da base do governador Renato Casagrande – a quem Colnago já está mirando sua artilharia – não estão nada confortáveis com a situação.

Executiva não definiu

Tanto durante o discurso no evento, como depois, em entrevista para a coluna, o presidente do PSDB capixaba, Vandinho Leite, foi categórico ao afirmar que candidaturas majoritárias não serão debatidas e nem postas agora pelo partido. “Vamos definir nossas candidaturas majoritárias após a definição das prévias. Isso não está posto no momento. Nós decidimos na Executiva, e é uma decisão coletiva, de que nós só vamos debater palanque no Espírito Santo, após a decisão sobre o nosso presidenciável”, disse Vandinho.

Sobre a possibilidade de um palanque duplo envolvendo o PSDB, Vandinho também adiou a discussão. O PSB estuda a possibilidade de, se não tiver candidatura própria a presidente da República, o palanque de Casagrande apoiar dois presidenciáveis de partidos diferentes. De acordo com o presidente do PSB-ES, Alberto Gavini, uma das possibilidades é apoiar os candidatos do PT (Lula) e do PDT (Ciro), e a outra é apoiar os candidatos do PDT (Ciro) e do PSDB (o que vencer nas prévias). Em troca, esses partidos no Estado apoiariam a reeleição de Casagrande e ocupariam postos-chaves, como o nome do vice na chapa e/ou o nome do Senado.

“Temos um excelente diálogo com o governador Casagrande. É claro que, a partir do momento que o partido do governador nos dá um sinal, um sinal gentil, a gente agradece. Mas não estou entrando ainda no debate com os partidos, para respeitar a decisão da Executiva”, disse Vandinho. Se vingar o acordo para o palanque duplo envolvendo o PSDB, os tucanos não terão candidato ao governo e o palanque do presidenciável do partido será o mesmo de Casagrande.

Decisão local

Ao ser questionado se o PSDB teria palanque no Estado, o presidenciável Eduardo Leite disse que a decisão será da Executiva estadual. “O Espírito Santo é um estado muito importante para nós, um bom exemplo para políticas públicas. Nós queremos sim ter um palanque aqui no Estado, acho que é importante, agora respeitamos o encaminhamento que os tucanos do Espírito Santo farão. Um partido quando se forma busca protagonismo, é legitimo aspirar e buscar uma candidatura ao Executivo, mas você não pode fazer isso sem entender que eventualmente outra candidatura, em outro partido, possa representar algo semelhante ao que pensamos e que possamos colaborar”.

E o Arthur?

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já veio duas vezes ao Estado. O governador paulista, João Dória, uma vez. Só o ex-senador Arthur Virgílio, que também disputa as prévias do PSDB, é que ainda não sinalizou uma visita ao Estado.

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