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Brasil

Frente fria deve se intensificar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

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A previsão para amanhã é de mais neve no Sul, frio mais intenso no Sudeste e Centro-Oeste, e queda de temperatura no sul da Amazônia

A intensa frente fria que avança sobre o Brasil já provocou mudança de tempo em toda a região Sul e no Sudeste, com registro de chuva congelada e neve na Serra Gaúcha hoje. No Centro-Oeste, a chuva trazida pelo deslocamento da massa de origem polar ficou mais concentrada em Mato Grosso do Sul. Rondônia e Acre também já sentem os efeitos. A previsão para amanhã é de mais neve no Sul, frio mais intenso no Sudeste e Centro-Oeste, e queda de temperatura no sul da Amazônia.

O avanço do clima mais frio pelo País segue como o previsto. “Está bem dentro do que estava esperando. A frente fria já mudou o tempo em toda a região sul, em São Paulo, Rio de Janeiro, está em Mato Grosso do Sul e mudou o tempo em Mato Grosso e Rondônia, provocando chuva e queda de temperatura”, explica Marcelo Pinheiro, meteorologista da Climatempo. Em São Paulo, a queda de temperatura virá acompanhada de chuva.

Em Campo Grande, os termômetros não passaram de 15ºC hoje — mudança drástica em relação ao dia anterior, quando chegaram a marcar perto de 29ºC. Na cidade de São Paulo, a máxima foi de 17ºC. “É uma frente fria grande, extensa, de bastante abrangência sobre o Brasil e vai ainda influenciar muitas áreas do País nesta sexta-feira”, diz Pinheiro.

Uma frente fria separa duas massas diferentes de ar: uma mais seca e quente e outra mais fria, que neste caso tem origem polar e é forte. É como se, aos poucos, ela estivesse substituindo uma pela outra. Além das baixas temperaturas, ela traz chuva e vento forte conforme se desloca do sul ao norte do País. A precipitação foi vista em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul. Goiás e Mato Grosso tiveram apenas chuvisco.

E mesmo avançando por uma grande extensão territorial, essa massa fria não perde força. “É um sistema muito organizado e muito forte”, diz o meteorologista. Sendo assim, ela vai continuar derrubando temperaturas pelo Brasil e de forma rápida. Ontem, por exemplo, Cuiabá registrou máxima de 41ºC, mas passou para 28°C nesta quinta-feira.

Neve no Sul Algumas pequenos flocos de neve já começaram a cair no Sul do Brasil no fim da tarde de hoje, além de registro de chuva congelada. Esse fenômeno ocorre quando a precipitação que já se encontra em ambiente frio dentro da nuvem entra em contato com a atmosfera um pouco mais quente, mas volta a congelar após se deparar com nova camada de ar frio. A mudança de tempo já elevou a procura por hotéis na Serra Gaúcha.

A chance de nevar aumenta com a elevação do frio e persistência da nebulosidade. As serras Gaúcha e Catarinense poderão ver mais neve nesta sexta-feira, mas áreas de menor altitude também poderão ser afetadas. Regiões mais altas no sul do Paraná têm chance de ver os flocos de neve. Próximos dias em SP e Rio A frente fria chegou ao Rio de Janeiro hoje, com chuva e frio. Segundo a Climatempo, há risco de chuva forte e volumosa no Estado do Rio de Janeiro amanhã e no sábado, especialmente na faixa litorânea. “A previsão ainda é de predomínio de céu nublado e chuva no domingo”, informa o serviço meteorológico. Na sexta, os termômetros marcam máxima de 21ºC e mínima de 16ºC. O fim de semana deve ser de chuva e garoa, ainda com baixas temperaturas. No Estado de São Paulo, o frio deve se intensificar, com chuva durante todo o dia, temperatura máxima de 13ºC, começo de queda a partir das 14h e mínima de 10ºC a partir das 18h. O fim de semana deve ser chuvoso durante o dia no sábado, com céu ainda nublado à noite, que permanece no domingo, com chances de garoa durante todo o dia.

Entenda as diferenças

O meteorologista Marcelo Pinheiro ajuda a entender alguns tipos de precipitações, além da geada, que se forma fora da nuvem. Confira:

Neve: apesar do aspecto “fofo”, a neve é considerada uma precipitação sólida, formada por um aglomerado de cristais de gelo. Ela cai da nuvem em formato de floco e na cor branca, sem derreter no trajeto até o solo.

Chuva congelada: enquanto a neve se forma dentro da nuvem, a chuva congelada, que pode ser confundida com neve, é formada fora da nuvem. Esse fenômeno ocorre quando a precipitação fria dentro da nuvem sai dela e passa por uma camada de ar mais quente, com temperatura acima de 0ºC, mas volta a congelar ao se deparar com nova camada de ar frio. O material cai em forma de gelo, mas não se trata de granizo.

Chuva congelante: esse fenômeno acontece de forma parecida com a chuva congelada, mas a diferença é que a precipitação congela novamente quando entra em contato com uma superfície gelada, e não ainda no ar.

Geada: a geada não cai da nuvem e precisa de uma condição de clima totalmente diferente. Ela se forma devido ao resfriamento intenso de uma superfície, como vegetação ou telhado. A formação dela ocorre em baixas temperaturas, mas depende também das condições de nebulosidade, precipitação e intensidade dos ventos.

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Brasil

Espetáculo no céu: lua fará conjunção visível a olho nu com três planetas nesta semana

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Para visualizar os fenômenos, não será necessário uso de um telescópio. No entanto, é importante que a condição climática esteja boa

O céu ainda guarda surpresas para 2021. Desta vez, a lua vai fazer um show astronômico junto com outros três planetas no céu durante a noite. Vênus, Saturno e Júpiter estão alinhados e vão fazer uma conjunção especial com a Lua.

De acordo com o Gaturamo Observatório Astronômico da UFES (Goa), após o pôr do sol, a cada noite, a Lua se juntará a um planeta diferente.

A conjunção teve início na noite de segunda-feira (06). A fina Lua Crescente passou por Vênus, formando um perfeito par.

Já nesta quarta-feira (8), será a vez de Júpiter brilhar ao lado do satélite natural, mas o espetáculo não para por aí! 

Após a passagem por cada planeta, os quatro astros vão se encontrar no céu fazendo um lindo espetáculo. O alinhamento acompanhando da conjunção, terá início na quinta-feira (09) e poderá ser visto até a sexta-feira (10).

Segundo o GOA, para visualizar os fenômenos, não será necessário o uso de um telescópio. Apesar disso, é importante uma boa condição climática. No céu, os astros serão os mais brilhantes.

“Tudo é visível a olho nu, mesmo em cidades bem iluminadas. Tente observar os planetas após o pôr do sol, antes que o céu fique completamente escuro. As conjunções emolduradas pelas cores degradê crepuscular são verdadeiros espetáculos no céu” explicou o Centro Observatório da Ufes. 

Dezembro terá asteroide gigante e chuva de meteoros

De acordo com a Agência Espacial Americana (NASA), o asteroide 4660 Nereus possui 492 pés de comprimento, equivalente a aproximadamente 150 metros de comprimento. Ele vai entrar na órbita da Terra no dia 11 de dezembro.

A imensa rocha espacial chegará a cerca de 4,6 milhões de milhas (7,4 milhões de quilômetros) da Terra A agência classificou o fato como “potencialmente perigoso”.

Embora seja classificado assim, a Nasa relatou que não há nenhuma ameaça à humanidade, e não há motivo para preocupação, já que o astro passará a cerca de 3,9 milhões de quilômetros da Terra.

Chuva de meteóro

Já nos dias 13 e 14, o céu será palco de um espetáculo: um pico da chuva de meteoros Geminídeas, considerada pela Nasa uma das melhores e mais marcantes do ano. Será possível visualizar até 120 meteoros por hora.

No céu do território brasileiro, as luzes em movimentos poderão ser observadas, embora ele seja mais visível do hemisfério Norte.

Segundo especialistas, acredita-se que a Geminídeas seja originária dos fragmentos do asteroide 3200 Faetonte, que passou “raspando” pela Terra em novembro de 2017. 

 

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Brasil

Com Selic em 9,25% ao ano, poupança voltará a render pela regra antiga

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Para superintendente executiva de Investimentos do Santander, mudança pode atrair mais aportes para caderneta, mas outras opções na renda fixa ainda são mais rentáveis

A maior parte dos analistas de mercado espera mais uma alta de 1,5 ponto na Selic na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), o que elevaria a taxa básica de juros dos atuais 7,75% a 9,25% ao ano em dezembro. A última decisão de 2021 do colegiado do Banco Central será nesta quarta.

Nesse cenário, já é quase certo que um referencial importante para os investidores pessoa física vai mudar. Quando a Selic fica acima de 8,5% ao ano – nível que não era superado desde julho de 2017 –, a caderneta de poupança volta a render de acordo com a regra antiga, com remuneração de 0,5% ao mês, mais a taxa referencial (TR), hoje zerada. Quando os juros estão abaixo de 8,5% a.a., os recursos depositados na poupança rendem 70% da Selic, acrescidos da TR.

Essa mudança, no entanto, só vale para depósitos feitos na poupança depois de 2012, quando a regra de rendimento da caderneta foi alterada para o modelo atual, destaca Luciane Effting, superintendente executiva de Investimentos do Santander. “Para quem efetuou depósitos antes da mudança, a rentabilidade será sempre de 0,50% ao mês + TR”, explica.

Nos cálculos de Luciane, com a Selic igual ou acima de 8,5% ao ano, o rendimento anual da caderneta de poupança equivale a 6,17% anuais, acrescido da TR. Ainda que o percentual continue perdendo para a inflação, a superintendente avalia que a rentabilidade um pouco maior pode atrair mais aportes para a poupança.

“Muitos poupadores enxergam na poupança um porto seguro, pelas suas características ou mesmo por um tema cultural, e levando em consideração um cenário de bastante volatilidade que pode se estender nos próximos meses, este pode ser mais um motivo da busca por essa segurança”, comentou.

Por outro lado, a superintendente destaca que a alta da Selic não impacta somente a rentabilidade da poupança, mas também a de outros ativos pós-fixados atrelados ao CDI . “E quando comparamos essa rentabilidade que a poupança irá alcançar com a rentabilidade de um CDB, por exemplo a 100% do CDI, a poupança pode perder atratividade.”

Há diferentes opções de investimento no mercado de renda fixa, diz Luciane. Mas a decisão de qual produto escolher deve estar associada aos objetivos, ao prazo e ao apetite a risco do investidor.

Veja alguns exemplos apontados pela superintendente executiva de Investimentos do Santander:

CDB DI e Fundos DI: para quem busca segurança e liquidez. Ambos acompanham o CDI, que acompanha de perto a taxa Selic, e no caso do CDB é preciso avaliar a taxa atrelada ao CDI;

LCIs e LCAs: para quem tem disponibilidade para o médio prazo, pois letras possuem carência e/ou opções que não permitem resgates antes do vencimento. O diferencial é que elas são isentas de IR para pessoa física, o que torna a rentabilidade potencialmente mais interessante;

Crédito Privado (CRI/CRA/ Debêntures Incentivadas): são títulos de renda fixa emitidos por empresas não financeiras. Aqui o investidor pode encontrar opções de empresas com boas avaliações de crédito e taxas interessantes.

E esses títulos também são isentos de IR para pessoa física.

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