conecte-se conosco


Brasil

Fundador da Ricardo Eletro é preso em SP em operação contra sonegação fiscal em MG

Publicado

De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões foram sonegados. Filha do empresário também foi presa.

Ricardo Nunes, em foto publicada no instagram @ricardonuneseletro, no dia 22 de junho  — Foto: Reprodução/Redes sociais

Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso no estado de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.

Por volta das 10h, Ricardo Nunes estava em uma delegacia de São Paulo. Às 16h34, ele desembarcou no Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte. Ricardo veio de avião, escoltado pela força-tarefa. De acordo com o delegado Vitor Abdala, ele deve ser ouvido pela Polícia Civil até sexta-feira (10).

A filha de Ricardo, Laura Nunes, também foi presa, na Grande BH. Há ainda um mandado de prisão em aberto para diretor superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, em Santo André (SP). Até as 11h, ele ainda estava foragido. Um mandado de busca e apreensão foi expedido para Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo.

Laura Nunes é filha de Ricardo Nunes. — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Laura Nunes é filha de Ricardo Nunes

A operação recebeu o nome de “Direto com o Dono”. De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados. A empresa Ricardo Eletro disse que “se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações” (leia a nota na íntegra no final desta reportagem).

“O investigado se apropriou indevidamente do tributo. Em contrapartida, seu patrimônio só crescendo”, disse o delegado Vitor Abdala.

Além dos três mandados de prisão, a operação cumpre também 14 mandados de busca e apreensão. Em Minas Gerais, os mandados foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima. Em São Paulo, há alvos na capital e em Santo André.

Ainda segundo Abdala, documentos, computadores e celulares foram apreendidos. O superintendente regional da Secretaria de Fazenda em Contagem, Antonio de Castro Vaz, disse que a empresa vinha omitindo recolhimento de ICMS há quase uma década.

“O alvo principal teria formalmente se desligado do grupo empresarial em outubro de 2015. Mas, mesmo assim, desde essa data, há indícios veementes que de fato ele continuava na administração do negócio, de modo que todas essas operações de blindagem patrimonial serviam apenas pra ocultar o proveito econômico dos delitos”, disse o coordenador da Ordem Econômica e Tributária de Contagem, Gustavo Sousa Franco.

Durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o segurança de um prédio trancou as portas para impedir a entrada dos policiais e acabou levado para uma delegacia. “Foi necessária uma tentativa de arrombamento. Posteriormente foi aberta a residência e cumprida a busca”, explicou o delegado de Polícia Civil.

De acordo com as investigações, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse ao estado. O MPMG informou ainda que a empresa se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas.

Os bens imóveis do investigado não estão registrados no nome dele, mas de suas filhas, mãe e de um irmão. Ainda segundo a força-tarefa, o crescimento do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, caracterizando lavagem de dinheiro.

“Tem uma empresa nas ilhas britânicas em nome da mãe desse investigado, uma senhora de quase 80 anos de idade. Ela vai ser intimada a prestar declarações”, completou o delegado.

Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis do empresário, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, para ressarcir danos causados ao estado de Minas Gerais.

“O valor da dívida dessa empresa está girando em torno de R$ 380 milhões com o estado de Minas Gerais. Colegas promotores da Paraíba, do Rio de Janeiro e de Goiás me ligaram hoje, interessados no compartilhamento de informações e provas. Também nesses estados esse grupo empresarial é detentor de dívidas”, relatou o promotor de Justiça Fábio Reis de Nazareth.

“A conduta do principal dono de esvaziar o patrimônio da empresa, que praticamente quebrou, é muito mais grave do que simplesmente o não pagamento do tributo. Até 2018, início de 2019, a empresa mantinha o estado em ‘banho-maria’, dizendo que tinha interesse de negociar, de reconhecer aquela dívida, mas, ao mesmo tempo, não fazia uma proposta viável. Assinava um termo de parcelamento, pagava uma ou duas parcelas e já se tornava inadimplente de novo”, afirmou Nazareth.

Normalmente, o ICMS corresponde a 18% do valor do produto vendido e deve ser repassado ao estado pelas empresas. No caso da Ricardo Eletro, a força-tarefa informou que este valor seria menor devido a benefícios concedidos ao empreendimento.

“Era um contribuinte que tinha benefício fiscal, já tinha privilégio em relação aos concorrentes, deveria pagar de 5% a 10%. Um beneficio especial, em dobro, diferenciado, e mesmo assim não repassava”, disse o promotor de Justiça.

Nota da Ricardo Eletro na íntegra

“A Ricardo Eletro informa que Ricardo Nunes e/ou familiares não fazem parte do seu quadro de acionistas e nem mesmo da administração da companhia desde 2019. A Ricardo Eletro pertence a um fundo de investimento em participação, que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017, sendo inclusive objeto de recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019.

Vale ainda esclarecer que a operação realizada hoje (08/07) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia.

Em relação à dívida com o Estado de MG, a Ricardo Eletro reconhece parcialmente as dívidas e, antes da pandemia, estava em discussão avançada com o Estado para pagamento dos tributos passados, em consonância com as leis estaduais.

A Ricardo Eletro se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações”.

publicidade

Brasil

Bacia do rio Santa Maria recebe mais de R$ 35 milhões para restauração florestal

Publicado

Investimento contempla mais de mil hectares em três municípios do Espírito Santo, outros R$135 milhões foram destinados a Baixo Guandu

A bacia do rio Santa Maria do Doce receberá mais de R$35 milhões para ações de restauração florestal em cerca de mil hectares nos municípios capixabas de Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa. O investimento previsto, via editais, é destinado à contratação de serviços técnicos, científicos e operacionais.

O diretor-presidente da Fundação Renova, Andre de Freitas, assinou no dia 2 de junho, em Colatina, o Termo de Compromisso que garante o repasse dos recursos. O evento contou com representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Santa Maria do Doce e do Rio Doce e do poder público estadual e municipal. 

Total de investimentos

Ao todo, a Fundação Renova vai investir, por meio de editais, cerca de R$540 milhões para promover a restauração florestal de, aproximadamente, 16 mil hectares. 

Segundo Andre de Freitas, cerca de R$106 milhões serão destinados à recuperação de 420 nascentes e 2,8 mil hectares que, além da bacia do rio Santa Maria do Doce (ES), incluem as bacias do rio Piranga (MG) e Corrente Grande (MG). “Em maio, firmamos o investimento de R$135 milhões na restauração florestal em 5 mil hectares da bacia do rio Guandu, no Espírito Santo. Agora, anunciamos esse repasse que beneficiará diretamente mais três municípios capixabas”, afirma.

Leia mais:  Bebê passa mal e família morre em acidente de carro ao tentar socorrê-lo

Esses valores fazem parte do montante de R$1,7 bilhão, que será empregado no cumprimento de parte da meta socioambiental de recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Recarga Hídrica (ARH), e de 5 mil nascentes ao longo de dez anos. 

Editais

A Fundação Renova mantém contratos com 12 parceiros para restauração florestal de 15.500 hectares. Ao oferecer serviços técnicos, científicos e operacionais, as empresas ou consórcios contratados se tornam responsáveis pela execução das ações estabelecidas pelo Programa de Recuperação de APPs e Áreas de Recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Programa de Recuperação de Nascentes. 

Produtores rurais

Além dos editais de contratação de fornecedores, a Fundação Renova mantém um edital permanente para produtores e proprietários rurais de 66 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Edital de Adesão de Produtores Rurais aos Programas de Restauração Florestal é voltado para quem deseja colaborar com o processo de restauração florestal em APPs, ARHs e nascentes em suas propriedades. Até maio mais de 1.600 inscrições haviam sido feitas, totalizando uma área de aproximadamente 23 mil hectares autodeclarados.

Leia mais:  Pobreza causada pela pandemia deve persistir pelos próximos anos

Segundo o coordenador de Restauração Florestal, José Almir Jacomelli, a Fundação Renova fornece os insumos necessários para o cercamento das áreas com projetos de restauração florestal, manutenção, assistência técnica operacional e apoio na inscrição da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor rural fica responsável por manter a área protegida, podendo executar o cercamento e mantê-lo por um prazo de cinco anos, bem como optar ou não pela execução das práticas de restauração florestal”, destaca.

Continue lendo

Brasil

Cliente recebe conta telefônica de R$ 96 milhões no DF: ‘Graças a Deus, era golpe’

Publicado

Multa diária pelo eventual ‘atraso’ no pagamento seria de mais de R$ 30 mil; boleto milionário chegou no dia do aniversário do cliente

Um morador de Brasília levou um susto ao receber por email uma conta de telefone falsa no dia do seu aniversário. A cobrança era de R$ 96,1 milhões. O homem, de 30 anos — que preferiu não se identificar —, diz que logo percebeu que era fraude. No entanto, chamou atenção o suposto erro dos golpistas ao definir o valor do boleto. 

Conta telefônica falsa no valor de R$ 96.1 milhões

O falso boleto diz ainda que, em caso de atraso, serão cobrados juros de 0,033% ao dia. O acréscimo diário, portanto, seria de R$ 31.713,07. A conta falsa venceu em 2008. Ao todo, a cobrança seria de cerca de R$ 165 milhões em juros, além de uma multa de quase R$ 2 milhões (2%).

Se a conta fosse verdadeira, a dívida total ficaria perto dos R$ 263 milhões. “Só esse acréscimo por dia já seria bem mais do que ganho em um mês. Graças a Deus, era golpe”, comentou o homem. 

“O susto só não durou muito porque os golpistas, apesar de engenhosos, eram desleixados. O email não batia, havia imagens quebradas. Dava para perceber que não vinha da empresa de fato”, disse o cliente. “Não sei qual era o público-alvo desse golpe. Infelizmente, nem se quisesse teria conseguido fazer o pagamento de um valor tão alto”, acrescentou.

De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

Leia mais:  ACM Neto cogita sugerir adiamento do Carnaval 2021 para evitar cancelamento

De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

– Verifique se o valor condiz com o que você geralmente paga;

– Cheque se as informações do plano/produto contratado estão corretas.

Como se proteger de golpes digitais

Como são muitos os tipos de crime digital, fugir de todos eles exige atenção constante. O conselho da maioria dos especialistas é ficar atento, desconfiar de mensagens enviadas por desconhecidos e compartilhar o mínimo possível informações pessoais.

Evite agir por impulso: não responda imediatamente mensagens de números desconhecidos no WhatsApp, mesmo que o contato tenha foto de pessoas próximas.

Não instale apps desconhecidos: outra forma comum de golpe usa apps fraudulentos ou piratas, que roubam dados e até “clonam” o celular. Nunca instale aplicativos de fora das lojas oficiais, que muitas vezes escondem códigos para sequestrar dados.

“Para ser bem-sucedido, este ataque exige que as vítimas ativem a opção “Instalar aplicativos desconhecidos” em seus dispositivos, que está desativada por padrão”, diz Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa ESET América Latina, que lida com segurança na internet.

Crie senhas seguras: ter senhas seguras e com caracteres variados é fundamental para manter suas contas a salvo de invasões. E não economize: quanto mais caracteres, mais forte é uma senha.

Leia mais:  Findes participa de evento em SP para atrair negócios para o ES

“Embora essa dica pareça simples, a maioria das pessoas acaba utilizando as mesmas combinações em diferentes canais, o que facilita a ação dos hackers. Por isso, é importante criar senhas com caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, além de números não-sequenciais”, diz Gustavo Duani, diretor de cibersegurança da Claranet Technology.

Se possível, tenha perfis privados: “Ter o perfil privado é importante para que criminosos não saibam informações sobre a sua rotina, membros da sua família e amigos e utilizem esse conhecimento para aplicar golpes”, aconselha Gustavo Duani.

Fique de olho no seu email: alguns criminosos também reúnem informações para chantagear vítimas, um tipo de crime bastante comum no país, segundo a empresa de segurança Trend Micro. Em janeiro, o Brasil ficou no topo do ranking de países que mais enviam ameaças de extorsão e sextorsão (do inglês sextortion, uma chantagem sexual).

Por isso, também é fundamental monitorar emails suspeitos e bloquear contatos que enviam spam.

Cuidado em apps de namoro: no caso do Tinder, a empresa aconselha a nunca enviar dinheiro ou informações financeiras para perfis no aplicativo. Também é aconselhável ter prudência durante as primeiras conversas e encontros — evite dar informações muito pessoais ou financeiras nas primeiras conversas e marque encontros em locais públicos.

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana