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Medicina e Saúde

Gestantes e puérperas serão incluídas como novo grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde, teve a inclusão de mais dois públicos prioritários, nessa segunda-feira (26). Segundo o Programa Nacional de Imunização, gestantes e puérperas deverão ser incluídas na próxima fase da Campanha, junto à população com comorbidades.

No Espírito Santo, serão vacinadas 47.966 capixabas entre gestantes e puérperas, de acordo com estimativa populacional realizada pelo órgão federal e utilizada também para a Campanha contra a Influenza.

A definição dos novos grupos tem como base as evidências científicas e dados epidemiológicos que mostram gestantes e puérperas como fatores de risco para desfecho desfavorável para o novo Coronavírus. Levou-se em consideração também, segundo informe técnico do Ministério da Saúde, o cenário pandêmico no Brasil, com elevada circulação da SARS-CoV-2 e o aumento no número de óbitos materno.

“Entende-se que os benefícios da imunização a gestantes e puérperas são superiores ao risco. Diante disso, em pactuação tripartite, entre União, estados e municípios, foi definido a inclusão destes dois novos grupos à Campanha”, informou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo.

O Ministério da Saúde também definiu que o início da vacinação deve ocorrer junto ao grupo de comorbidades, seguindo a estratégia de primeiro, vacinar gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade; e posteriormente demais gestantes e puérperas, independentemente de condições pré-existentes. Ainda, segundo o Ministério, há a previsão de que até final de maio se atenda à oferta de primeiras doses para o grupo atualizado.

“Sempre ressaltamos que a Secretaria da Saúde aguarda o envio de doses por parte do Ministério para dar continuidade à vacinação, e que o início de cada grupo prioritário se dá com a entrega de 100% das doses referentes aquele grupo, aos municípios”, destacou Danielle Grillo, que informou também que os municípios e Estado se reunirão para pactuação, em Comissão Intergestora Bipartite, a melhor estratégia para a imunização do próximo grupo prioritário previsto.

Orientações às gestantes e puérperas
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o início da vacinação a gestantes e puérperas deverá seguir as seguintes orientações:
– A gestante com comorbidade deverá comprovar a condição de risco, seja com exames, receitas, relatório médico, prescrição médica, ou cadastros já existentes dentro das Unidades de Saúde;

– A vacinação poderá ocorrer independentemente da idade gestacional e o teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas;

– No caso de a puérpera, ao ser vacinada, na condição de lactante, deverá ser orientada a não interromper o aleitamento materno;

– A vacinação poderá ser realizada com qualquer vacina de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA, respeitando os intervalos entre as doses recomendadas pelo Programa Nacional de Imunização.

Vacinação contra Influenza
Gestantes e puérperas também fazem parte do grupo prioritário para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Este ano, o público em questão tem até o dia 10 de maio para ser imunizado.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, é essencial que o Estado tenha elevadas coberturas vacinais para as duas campanhas. “Precisamos contar com a participação de todas as grávidas e puérperas para termos altas e homogêneas coberturas vacinais, tanto para Influenza, que nos últimos anos são públicos nos quais não conseguimos alcançar uma cobertura de 90%, quanto agora para a Covid-19”.

A coordenadora ressalta que deverá ser respeitado o intervalo mínimo de 14 dias entre a administração das vacinas Influenza e Covid-19.

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Medicina e Saúde

Força e massa muscular diminuem risco de covid grave, aponta estudo

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Pesquisa da USP mostra que infectados com boa saúde muscular tendem a não ficar grave e tempo de internação pode ser menor

Pesquisadores da USP desenvolveram um estudo para avaliar qual a relação entre força e massa muscular com a evolução da covid-19 nos infectados. Os resultados indicaram que uma pessoa com boa saúde muscular tende a ficar menos tempo internada, no caso de doença moderada ou grave.

O pesquisador Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) e da FMUSP, explica que foram usadas referências da literatura médica.

“A condição muscular ou condição de vulnerabilidade está relacionada com desfechos desfavoráveis em uma série de situações. Por exemplo, um paciente idoso que vai para cirurgia e tem pouca massa muscular, está muito mais exposto”, conta Roschel.

“Essa lógica se mantém na covid. Conseguimos perceber que aqueles que chegavam com melhor saúde muscular ao hospital, ou seja, com mais força e massa muscular, ficavam menos tempo internados do que aqueles que chegavam com menos força e massa muscular”, completa.

A explicação para essa relação vem das funções exercidas pelos músculos no corpo, que vão muito além do suporte ao movimento. O pesquisador explica que eles funcionam como um reservatório de energia e são usados nos momentos de estresse e maior necessidade.

“O músculo tem um papel no metabolismo e na função imune do indivíduo. Todos os tecidos do nosso corpo passam por etapas de degradação e renovação constantes. Numa situação de estresse, cirugia ou internação, diminui o aporte nutricional ao paciente e o corpo busca nos músculos os aminoácidos para manter o funcionamento do resto do organismo. Você passa ‘a se consumir’. Por isso, a perda muscular é tão grande, após longos períodos de internação”, explica Roschel.

A pesquisa foi feita com 186 pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, que não chegaram ao pronto-socorro com indicação direta de UTI (unidade de terapia intensiva). “Se o paciente ia direto para a emergência, não conseguíamos avaliá-lo antes. Assim que os doentes foram internados na enfermaria, fizemos testes de força para ver como seria a evolução do paciente e verificar a relação entre saúde muscular e a covid”, conta o pesquisador.

A avaliação foi feita com homens e mulheres, com idades de 44 a 74 anos. Os dados de força muscular foram corrigidos por idade, comorbidades e sexo. O ensaio dos pesquisadores brasileiros foi publicado no site MedRxiv, plataforma ligada à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, de pré-publicação de artigos científicos sobre ciências da saúde, e ainda precisa ser revisto por outros cientistas.

Hamilton observa que “mesmo com todas as correções necessárias, os pacientes com mais força ficaram menos tempo internados”. “Quando juntamos peças da literatura com os resultados da nossa análise, é possível dizermos que estar com saúde muscular boa pode prevenir a covid grave”, afirma.

Mas, o pesquisador deixa claro: “Não significa que as pessoas mais fortes não vão pegar covid, mas pode significar que não vão ficar mais graves”, ressalta.

O que é uma pessoa ativa?

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para ser considerada ativa, uma pessoa deve fazer de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada (caminhada mais rápida ou andar de bicicleta); ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa (correr ou pular corda), por semana.

Além disso, são necessárias atividades de fortalecimento muscular, que envolvam todos os grupos musculares dois ou mais dias por semana. 

Só fazer os minutos de exercícios e se manter totalmente parado no restante do dia também não é indicado pela OMS.

“O ideal é atingir os níveis de atividade física e tentar diminuir o tempo contínuo em atividades sedentárias. Por exemplo, quem trabalha muito sentado, de tempos em tempos tem de levantar, beber água. Trabalhar por um tempo em pé. Ajuda a manter a saúde muscular”, garante o coordenador do estudo.

As atividades físicas são importantes não só para se manter saudável, como também para evitar estados graves de doenças.

Em um período em que as vacinas contra a covid-19 ainda são escassas e as medidas de distanciamento social não têm a eficácia necessária, tornar-se uma pessoa ativa pode ajudar também na pandemia. 

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Medicina e Saúde

Após duas doses, vacina da Pfizer previne mais de 95% dos casos graves

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Imunizante se mostrou altamente eficaz contra infecções, hospitalizações e mortes pela Covid-19 — inclusive entre idosos e em relação à variante britânica

Duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech são capazes de fornecer mais de 95% de proteção contra casos de infecção, hospitalização e morte por Covid-19, segundo o primeiro estudo a avaliar a efetividade da dose dupla do imunizante em um contexto de vacinação em massa. Publicada no periódico The Lancet nesta quarta-feira (5), a análise utilizou dados do Ministério da Saúde de Israel, país onde mais de metade da população já foi completamente imunizada contra o novo coronavírus.

Com cerca de 9 milhões de habitantes, Israel foi um dos primeiros países do mundo a iniciar uma campanha de vacinação contra a Covid-19, que teve início no dia 20 de dezembro de 2020. Até o dia 3 de abril de 2021, período-limite considerado pela análise, 72% das pessoas com mais de 16 anos e 90% dos maiores de 65 anos já haviam recebido as duas injeções da Pfizer/BioNTech – a única administrada no Estado judeu –, o que equivale a mais de 5 milhões de habitantes.

Durante o período da investigação, de 24 de janeiro a 3 de abril de 2021, a cepa mais prevalente entre os casos da doença no país foi a B.1.1.7, também conhecida como variante do Reino Unido. Considerada mais transmissível, ela representava 94,5% das amostras coletadas por meio de exames de PCR em Israel. Mas, segundo o estudo observacional, a cepa não impediu que o imunizante fornecesse proteção de 95,3% contra a infecção pelo novo coronavírus e reduzisse em 96,7% o risco de morte pelo patógeno no intervalo de sete dias após a segunda dose.

A vacina também se mostrou altamente eficaz em proteger contra a evolução da doença: reduziu em 97,2% a hospitalização em geral e em 97,5% as internações por casos graves – inclusive entre os idosos. Em pessoas com mais de 85 anos, passados sete dias da administração da segunda dose, o imunizante forneceu 96,9% de proteção contra hospitalização, além de reduzir em 97% o risco de morrer e em 94,1% a possibilidade de contágio.

Na faixa etária dos 16 aos 44 anos, o produto evitou o óbito em 100%, reduziu a hospitalização em 98,1% e diminuiu em 96,1% os casos de infecção. O imunizante também evitou infecções sintomáticas e assintomáticas em 97,0% e 91,5%, respectivamente.

De acordo com o estudo, ainda, os níveis de proteção observados entre sete e 14 dias após o recebimento da primeira dose, apesar de relativamente altos, foram consideravelmente menores em comparação à segurança conferida pelas duas injeções: 57,7% contra infecções, 75,7% contra hospitalizações e 77% contra morte. “É possível que uma única dose do imunizante forneça uma janela de proteção mais curta do que duas doses, principalmente em um ambiente onde novas variantes do Sars-CoV-2 continuam surgindo”, alerta o documento. 

As correlações observadas entre a queda de casos de Covid-19 em Israel e os períodos onde se observou alta taxa de vacinação para cada faixa etária também sugerem que o programa de imunização em massa – e não só o lockdown iniciado em 27 de dezembro de 2020 – foi fundamental para o controle da pandemia a nível nacional, especialmente entre os idosos.

Isso porque, até meados de janeiro de 2021, o número de infecções pelo novo coronavírus entre pessoas com mais de 65 anos continuou a aumentar, até que, à medida em que a segunda dose começou a ser administrada no país, os casos diários caíram de 55 para cerca de 30 a cada 100 mil em 7 de fevereiro, data que corresponde à primeira fase de reabertura no país. Conforme mais cidadãos recebiam as duas injeções do imunizante, padrões semelhantes também foram identificados em todas as faixas etárias. 

Esperança

O estudo considera que pesquisas futuras com foco na eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech a longo prazo terão um papel vital para a maior compreensão de seu potencial no combate à Covid-19. Além disso, considerando os diferentes cenários da pandemia observados mundo afora, os autores alertam para que os países tenham cuidado ao generalizar os dados observados em Israel e sugerem a realização de análises semelhantes em outras regiões.

Mas os dados relatados no Estado Judeu não deixam de trazer esperança – e reforçam o papel central da vacinação em massa no enfrentamento da Covid-19. “Tomados em conjunto, essas descobertas sugerem que a alta absorção da vacina pode conter significativamente a pandemia e oferecer esperança para o eventual controle do surto de Sars-CoV-2 à medida em que os programas de vacinação aumentam no resto do mundo”, conclui a pesquisa.

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