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Medicina e Saúde

Gordura abdominal aumenta risco de demência, afirma estudo

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Pesquisa da Universidade da Coreia do Sul mostra que mulheres com cintura maior que 85 cm e homens com 90 têm maior chance de desenvolver doença

Gordura acumulada na cintura pode influenciar no risco de demência, independentemente se a pessoa está acima do peso. Isso é o que revelou um estudo da Universidade da Coreia do Sul, em Seul, publicado pelo jornal Daily Mail.

Cinturas com largura maior que 85,9 cm em mulhres e 90,7 cm, em homens representam uma chance maior de perda progressiva das capacidades mentais mesmo naqueles que não estejam acima do peso, segundo o IMC (índice de massa corpórea). 

O IMC é calculado pela divisão do peso pela altura elevada ao quadrado. Para ser considerado abaixo do peso, o IMC deve ser menor ou igual a 18,5; ideal, entre 18,5 e 24,9; sobrepeso, de 25 a 29,9; e, obesidade, acima de 30.

A pesquisa analisou 870 mil pessoas com mais de 65 anos e mostrou que quanto maior o tamanho da cintura, maior o risco de demência.

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Estudos anteriores já havia mostrado que a obesidade aumenta as chances de desenvolver demência. Mas agora estão surgindo evidências de que a gordura abdominal, por si só, já traz riscos.

Gorduras que ficam ao redor dos órgãos – chamadas de “gordura visceral abdominal” – são conhecidas por estarem ligadas a diversos problemas de saúde. 

O estudo coordenado por Geum Joon Chode foi feito a partir de dados reunidos em um exame nacional de rastreamento de saúde realizado em 2009. Metade das pessoas envolvidas foram acompanhadas por no mínimo 6 anos e meio. Dentre elas, 13% foram diagnosticadas com demência.

O estudo não estabelece que a gordura extra ao redor da cintura seja a causa da demência, apenas sugere uma ligação entre essas duas características.

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Medicina e Saúde

Tratamento inovador elimina totalmente o câncer de mama em estágio inicial

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Tumores desapareceram em duas semanas após injeção da substância e sem efeitos colaterais

Um estudo recente publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que a aplicação de uma imunotoxina nos dutos mamários eliminou totalmente lesões pré-cancerosas visíveis e invisíveis de pacientes. 

A pesquisa foi feita em laboratório e liderada por pesquisadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, especializado em câncer de mama em estágio inicial.

O estágio zero da doença, também conhecido como CDIS (carcinoma ductal in situ), é caracterizado pela presença de células pré-cancerosas anormais nos dutos de leite.

De acordo com o autor sênior do estudo, Saraswati Sukumar, diversas mulheres realizam cirurgias de remoção, tratamentos de radiação e, em alguns casos, quimioterapia ou terapias hormonais para eliminar esses cânceres precoces.

“Em nossa pesquisa, propusemos um tratamento alternativo em que a injeção da droga imunotoxina pelo duto poderia resultar na limpeza do CDIS”, disse Sukumar em comunicado.

Metodologias do estudo

Primeiramente, o trabalho avaliou a eficácia da imunotoxina em quatro linhagens celulares de diferentes subtipos de câncer de mama em camundongos. Os resultados evidenciaram que o tratamento induziu à morte as células tumorais em todas elas. 

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Os pesquisadores também administraram o tratamento a cerca de dez camundongos para captar possíveis toxinas circulares no sangue após a intervenção e, de cinco a 30 minutos depois, não encontraram nada.

Em seguida, eles injetaram a imunotoxina diretamente nos dutos mamários de dois grupos de camundongos com CDIS, classificados como MCF7 E SUM225.

No primeiro, foi administrado uma vez por semana durante três semanas e, para viés de comparação de eficácia, aplicaram no corpo de outro conjunto de camundongos.

No final da terapia, descobriram que aqueles que receberam a injeção no corpo tiveram um crescimento tumoral mais lento, mas que retornava após a interrupção.

Já os que receberam diretamente nos dutos tiveram os tumores completamente eliminados dentro de duas semanas após a conclusão do tratamento e a arquitetura da mama era parecida com glândulas mamárias normais. Nenhuma recorrência foi detectada após dois meses. 

O grupo SUM225 suprimiu a doença em apenas duas semanas de tratamento e não demonstrou recorrência até o final do estudo. 

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De acordo com os autores, o tratamento foi bem tolerado, sem efeitos colaterais da toxina ou injeção. Eles disseram que a pesquisa fornece uma forte base pré-clínica para a realização de ensaios de viabilidade e segurança em pacientes com câncer de mama em estágio 0. 

Segundo dados divulgados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no ano passado, o Brasil totalizou 66,3 mil diagnósticos da doença no público feminino, com 17,8 mil mortes. O câncer de mama é também o mais incidente em mulheres de todas as regiões do país, após o câncer de pele não melanoma.

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Medicina e Saúde

Projeto Gota de Vida realiza pesquisa sobre cultura da doação de sangue e medula óssea

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O projeto Gota de Vida, do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), desenvolveu uma importante pesquisa sobre a cultura de doação de sangue e de medula óssea no Brasil. O objetivo é compreender os hábitos da população no que se refere à doação de sangue e de medula óssea. 

Toda a população pode participar do estudo e responder o formulário, sendo pessoa doadora ou não de sangue e medula óssea, por meio do link https://bit.ly/pesquisa-gotadevida 

O resultado obtido vai colaborar para a construção de projetos que visam a fomentar a cultura da doação, assim como o Gota de Vida. O formulário é anônimo e leva poucos minutos para ser concluído.

 

Visitas aos hemocentros regionais 

A equipe do projeto Gota de Vida tem visitado os Hemocentros Regionais de Colatina, Linhares e São Mateus, além da realização de pesquisa com os doadores e as doadoras no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), em Vitória. 

O objetivo é entender e traçar o perfil de quem doa sangue ou se cadastra para ser um possível doador de medula óssea no Estado, já que são potenciais usuários e usuárias da plataforma Gota de Vida. 

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Os entrevistados e as entrevistadas que demonstraram interesse puderam testar o aplicativo em primeira mão para, posteriormente, responder as perguntas sobre a experiência. 

Após a fase de testes, entrevistas e da pesquisa via formulário, a equipe desenvolvedora vai realizar adequações na plataforma, se necessárias, para o lançamento no segundo semestre deste ano.

 

Gota de Vida 

O Gota de Vida é uma plataforma digital desenvolvida pelo ICEPi, com o objetivo de impulsionar as doações de sangue e o cadastro para possíveis doadores de medula óssea, além de fidelizar esses usuários. 

Criado em parceria com o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), a equipe desenvolvedora é formada por Ezequiel Demetras Silva, Fábio Daniel Mazioli Alvarenga e Giulyana Mazioli Alvarenga, e coordenada por Murillo Birchler Xavier e Rafael Duarte Oliveira. 

De acordo com a equipe, os testes começaram em junho e será por meio do celular que o cidadão poderá acessar as informações sobre como e onde doar, além de outras funcionalidades. 

O gerente de Inovação do ICEPi, Daniel Henrique Rezende Carvalho, ressaltou a importância de iniciativas como o “Gota de Vida” para a gestão pública. “Espero que a ferramenta estimule a doação de sangue e a ampliação do cadastro de doadores de medula óssea e assim a Secretaria da Saúde (Sesa) consiga manter os bancos de sangue em níveis adequados”, pontuou.

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