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Segurança

Governador Casagrande lança Operação Colheita 2021 no Espírito Santo

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O governador do Estado, Renato Casagrande, lançou, na manhã desta sexta-feira (21), no município de São Gabriel da Palha, a Operação Colheita 2021, que consiste em reforçar o policiamento ostensivo da região rural durante todo o período de colheita de café, cana-de-açúcar, abacaxi e outros cultivos, que ocorrem entre os meses de maio e novembro. Serão empregadas 200 viaturas em todo o Estado, sendo 110 em escala extra. O investimento é de R$ 1.496.277,36 com o pagamento de Indenização Suplementar de Escala Operacional (ISEO).

O objetivo da ação é aumentar a segurança dos produtores rurais durante o período, por conta da migração de pessoas, além da maior circulação de mercadorias e valores nas regiões produtoras do Estado. A Polícia Militar fará o reforço do policiamento buscando maior estreitamento da relação com os moradores do meio rural, bem como intensificar as ações de abordagens a veículos e pessoas e, também, ações conjuntas com outros órgãos, entre eles, a Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Em sua fala, o governador destacou a importância da reestruturação das forças de segurança em todos os cantos do Espírito Santo. “No meu primeiro mandato, recebemos as forças de segurança destruídas e as entregamos reestruturadas. Novamente assumimos e encontramos as forças destruídas. Estamos as reestruturando mais uma vez. Essa é a missão que temos. Isso exige dedicação e investimento. Hoje atendemos a um setor da sociedade importantíssimo que é a agricultura”, pontuou.

Casagrande prosseguiu: “Recebemos hoje muitas reclamações da ocorrência de furtos, roubos e até homicídio no interior do Estado. Com esse reforço no policiamento, estamos dando hoje um passo a mais para atacar esse problema. Serão empregadas 200 viaturas em todas as regiões do Estado. É muito importante que o agricultor observe e acione imediatamente as forças de segurança. O nosso compromisso com a agricultura capixaba não se resume à segurança. Também estamos realizando obras em estradas vicinais pavimentadas com Revsol, além do Caminhos do Campo e de outras rodovias estruturantes que estão em andamento.”

O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Espírito Santo (Fetaes), Julio Cezar Mendel, comemorou a iniciativa. “O belo trabalho que a Polícia Militar vem fazendo nas cidades, automaticamente se expande para o meio rural. Esses agricultores que trabalham de sol a chuva, às vezes perdem um ano de trabalho em uma hora, por isso venho parabenizar o Governo do Estado por essa ação”, declarou.

O prefeito de São Gabriel da Palha, Tiago Rocha, falou sobre a parceria do Governo do Estado com os municípios. “Tenho certeza que nosso município terá muitas conquistas com essa parceria com o governador Casagrande, que foi e continua sendo o governador que mais fez investimentos até hoje pelo Espírito Santo. São Gabriel da Palha é grande, mas é grande com a ajuda de todos. Sabemos da importância dessas viaturas e de dar mais segurança aos agricultores. Uma viatura faz muita diferença e traz o respeito ao agricultor”, pontuou.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, falou mais sobre a iniciativa. “O governador nos chamou, preocupado com a questão rural e nos pediu sugestões do que fazer. Infelizmente temos um déficit de efetivo que não foi reposto pela administração anterior e estamos realizando um concurso público para recolocar. No momento em que apresentamos a proposta da Operação Colheita, o governador assinou imediatamente. Agora, teremos um grande reforço na área rural e esperamos que as comunidades também participem do processo da segurança pública”, disse.

“A colheita do café é um momento importante para a agricultura capixaba. Nesse período há um grande volume de dinheiro, além de equipamentos agrícolas que chamam atenção de pessoas má intencionadas. Nos reunimos com vários atores da cadeia produtiva cafeeira para levantar as principais demandas e onde poderíamos atuar. Levamos a situação ao Governador, junto com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), que prontamente acolheu nosso pedido. Essa ação de pratulhamento é fundamental para dar mais segurança aos produtores durante a panha do café”, explicou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.

“Só temos a agradecer ao governador Renato Casagrande pela sensibilidade de ter disponibilizado o recurso para fazermos a Operação Colheita 2021. Poderemos acrescentar mais 110 viaturas para policiamento em área rural no Estado do Espírito Santo. Todas as regiões serão contempladas e esperamos aumentar essa interação com as comunidades rurais”, comentou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus.

Esse reforço do policiamento ostensivo na Operação Colheita não implica em diminuição do efetivo empregado nas áreas urbanas, uma vez que o efetivo empregado é formado por militares em horários de folga, sob empenho dado por Indenização Suplementar de Escala Operacional (ISEO).

A solenidade teve as presenças da vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes; do secretário-chefe da Casa Militar, Coronel Aguiar; dos prefeitos Daniel Santana (São Mateus), Uelikson Boone, o Bolinha (Vila Pavão), Arnóbio Pinheiro (Pinheiros), Augusto Astori, o Gutim (Marilândia), Ana Malacarne (São Domingos do Norte), Jailson Quiuqui (Águia Branca), Marcos Guerra (Jaguaré) e Davi (Vila Valério); do deputado federal Josias Da Vitória; dos deputados estaduais Freitas, Raquel Lessa, Janete de Sá, Luiz Durão e Marcelo Santos; além de vereadores, secretários municipais, representantes de instituições e lideranças locais.

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Segurança

Assassino de Camata o culpava por ter perdido emprego, afirma testemunha de defesa

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O julgamento de Marcos Venício, acusado de matar Gerson Camata, começou nesta terça-feira (03), no Fórum Criminal de Vitória

Minutos antes de começar o julgamento do acusado de assassinar o ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata, uma testemunha da família conversou com o jornal online Folha Vitória na porta do Fórum Criminal de Vitória. 

Convocado para ser testemunha de defesa de Camata, o advogado criminalista e ex-vereador da Capital, Sebastião Pelaes, afirmou que o réu, Marcos Venício, culpava Camata por ter ficado desempregado.

“Eu sou muito amigo do Marquinhos e conhecia muito o Camata. Ele só falava que queria receber algo do Camata porque tinha ficado desempregado. Uma decisão que ele mesmo me contou é que o Camata, dois anos antes de sair do governo, colocou ele no Banestes. Logo depois ele foi exonerado, e acusa o Camata por isso, por  ter perdido o emprego”, contou.

Pelaes afirmou ainda que Marcos Venício nunca demonstrou sentir raiva de Camata, destacando que o ex-governador sempre ajudou o amigo.

Sebastião Pelaes foi convocado para ser testemunha de defesa da família Camata

“O Marcos matou um grande político, uma grande pessoa que nunca fez mal à ninguém. Camata respeitava a todos, então acho que Marcos agiu em uma defesa totalmente errada. O Camata sempre ajudou o Marcos, sempre fez tudo por ele, e ele não passava para as pessoas que tinha essa raiva do Camata. Nós ficamos surpresos com isso, porque ele adorava a família do Camata”, contou.

O julgamento de Venício começou nesta terça-feira (03), no Fórum Criminal de Vitória. Doze testemunhas serão ouvidas: sete de acusação e cinco de defesa. 

A defesa do réu recusou a presença de homens como jurados. Diante disso, o júri é composto exclusivamente por mulheres.

‘Processo doloroso para a família’, diz advogado de defesa

Antes de entrar no Fórum, advogado Ludgero Liberato, que representa a família Camata, conversou com a imprensa. Ele afirmou que o júri é um processo doloroso, mas necessário para a sociedade tenha uma resposta do Estado. 

“Reviver isso em um momento em que a família já tenta seguir a vida, é doloroso, mas necessário para que esse capítulo seja encerrado e a sociedade conheça a resposta que é dada pelo Estado nesses casos de brutalidade”, afirmou. 

“Acreditamos que os cidadãos de Vitória, que hoje estarão aqui representados por esses sete jurados, apreciarão a prova dos autos e dirão a todo o Brasil, em alto e bom som, que nós não toleramos os crimes premeditados e feitos com crueldade à cidadão de bem”, destacou o advogado da família.

Rita Camata: ‘Vou revisitar a maior dor que já tive’

Rita Camata, ex-deputada federal e viúva de Gerson Camata, compareceu ao Fórum Criminal de Vitória na manhã desta terça-feira (3), para o julgamento de Marcos Venício. 

Acompanhada do filho, Bruno David Paste Camata, Rita abraçou alguns familiares e amigos que estavam na porta do Fórum e falou brevemente com a imprensa. 

“É um dia triste. Eu vou revisitar a maior dor que já tive em minha vida, mas acredito que haverá justiça”, afirmou Rita. 

O julgamento, que começou às 09h e pode durar até três dias, acontece dois anos e meio depois do assassinato de Gerson Camata. 

A defesa afirmou que não espera por absolvição, e que vai apresentar a cronologia dos fatos desde 1986, quando Marcos Vinício e Gerson Camata se conheceram.

O réu será julgado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma. A pena máxima é de 34 anos de prisão.

Posicionamento da defesa de Marcos Venício

Antes de entrar no Fórum, o advogado Homero Mafra, responsável pela defesa de Marcos Venício, falou sobre a expectativa para o júri.

 “Julgamento tranquilo, com respeito ao acusado, respeito às provas. Um julgamento sereno”, disse.

Gerson Camata foi morto no dia seguinte ao Natal

Gerson Camata foi assassinado com um tiro no pescoço, no dia 26 de dezembro de 2018, aos 77 anos, na Praia do Canto, em Vitória. Marcos Venicio, que já foi assessor de Camata, foi preso no mesmo dia e confessou o crime.

Em julho de 2019, a Justiça decidiu que Marcos Venicio, denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, fosse submetido a júri popular.

Marcos Venício é economista e era o responsável pelas finanças e pelas campanhas políticas de Camata entre os anos de 1986 e 2005.

O ex-governador moveu um processo contra o acusado depois que ele foi a público apontar possíveis irregularidades no governo de Camata. Eles tinham uma briga desde então e o processo teria motivado o crime. 

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Segurança

Sete primeiros meses do ano acumulam redução de 5,7% nos homicídios no Espírito Santo

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O Espírito Santo registrou, nos sete primeiros meses deste ano, uma redução de 5,7% nos homicídios dolosos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho foram registrados 627 homicídios dolosos no Estado, contra 665 em 2020. Este é o segundo melhor resultado desde 1996, perdendo apenas para o ano de 2019, quando o período acumulou 568 homicídios.

A Região Metropolitana se destaca, com redução de 23,8%. No acumulado de janeiro a julho foram registrados 301 homicídios, contra 395 no mesmo período de 2020. Apenas no mês de julho, foram 41 homicídios, contra 43 em julho de 2020. 

“Estamos diuturnamente nas ruas, com nossos policiais militares patrulhando e monitorando ostensivamente as áreas de vulnerabilidade. Nossa Polícia Civil atua incansavelmente na investigação dos crimes e prisão qualificada de seus autores. Em conjunto com outras forças de segurança, temos trabalhado para manter a curva de redução”, afirmou o secretário de Estado de  Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

A redução nos índices de criminalidade violenta é a principal premissa do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, do Governo do Estado. O Programa integra ações nos eixos social e policial, visando à preservação da vida.
 
Segundo o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, o Governo tem alcançado avanços com a realização de ações do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, em decorrência do engajamento e profissionalismo das forças policiais, no enfrentamento à violência e à criminalidade, e do trabalho preventivo, no eixo social.

 “Mas Segurança Pública, especialmente no nosso país, é um desafio permanente. Requer constante avaliação de cenário e revisão de estratégias, trabalho que realizamos, com gerenciamento intensivo das ações, com as equipes das Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP). É importante ressaltar que o aumento de crimes de proximidade, como tem sido observado em nosso Estado, exige um maior esforço para preveni-los, tendo em vista as suas características específicas”, explica Álvaro Duboc, que atua como coordenador-executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

Uma das ações são as Operações Estado Presente, realizadas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) nas regiões do Estado.  Em 2021, já ocorreram oito edições, que somam mais de 110 prisões.

Julho foi o segundo melhor mês do ano
 
No mês de julho de 2021, foram registrados 82 homicídios no Estado,  sendo este o segundo melhor resultado do ano. O mês com menor registro foi maio, com 81.  Infelizmente, o dado ainda conta com um elevado percentual de crimes de proximidade, dificilmente evitado por ações policiais. Ao todo, 39% dos casos tinham tais características. Alguns exemplos são o duplo homicídio ocorrido em Muqui, cuja investigação aponta que o ex-marido teria matado a ex-esposa e o atual companheiro. Outro caso foi em Castelo, onde a mulher abraçou o marido para que o amante o matasse. Já em Piúma, vítima e algoz morreram depois de uma confusão em um bar.
 
“As polícias estão nas ruas, trabalhando para que os capixabas tenham mais segurança.  No entanto, cada indivíduo é responsável pelos seus atos. Ciúmes, intrigas, discussões banais são motivações que não podem ser evitadas pela polícia, mas são investigadas, elucidadas e seus autores presos.  Será que vale a pena perder a liberdade por estes motivos?”, disse Ramalho.

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