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Medicina e Saúde

Governo antecipa vacinação de idosos acima de 90 anos no Espírito Santo

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Com a garantia da remessa de novas doses da vacina contra o novo Coronavírus (Covid-19) pelo Ministério da Saúde, o Governo do Estado antecipou a imunização de idosos acima dos 90 anos no Espírito Santo. Na tarde desta quinta-feira (04), o governador Renato Casagrande participou de um ato simbólico no Palácio Anchieta, em Vitória, que marcou o início da vacinação deste público-alvo. A distribuição das doses aos municípios já começou a ser realizada nessa quarta-feira (03).

Para a antecipação, o Estado usará as doses que estavam guardadas para a segunda aplicação dos grupos que já haviam sido imunizados anteriormente. As novas doses irão repor esse quantitativo assim que chegarem. A previsão, segundo dados do Ministério da Saúde, é que sejam imunizados 18.042 idosos no Espírito Santo com idade de 90 anos ou mais.

“Foi muito bom termos avançado bem na proteção dos trabalhadores da saúde, que estão no pelotão de frente do trabalho de enfrentamento à pandemia. Ainda falta vacinar uma parte desses profissionais, mas aqueles que estão mais ligados já receberam sua vacina. Estou muito feliz de receber vocês aqui e estava ansioso para começar a vacinar as pessoas do grupo de risco, que são as pessoas de mais idade. Porque a gente sabe que essa doença atinge a todos, mas atinge mais quem tem mais idade. Está sendo muito bom dar esse passo”, afirmou o governador.

Casagrande destacou que, desde o início da pandemia, o Governo do Estado tem buscado manter um diálogo permanente com a sociedade, enfrentando as notícias falsas (fake news) e outros ataques à ciência. “Na hora da intolerância temos que ser tolerantes. Na hora da impaciência temos que ser pacientes. O momento exige muita tolerância, muita paciência, muito equilíbrio e muita ciência, além de muitas evidências científicas. Tudo isso para podermos, juntos com a nossa fé, seguirmos em frente e vencermos a pandemia”, disse.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, reforçou a importância do início da imunização dos idosos. “A Covid é uma doença infectocontagiosa que tem os idosos, acima dos 60 anos, com 76% de suas vítimas aproximadamente no Espírito Santo. Na faixa etária dos 90 anos, cerca de 34% dos que se infectam podem evoluir à óbito. Mais ou menos em 12 semanas o sistema imune de vocês vai responder para poder protegê-los e terão 100% de eficácia na proteção de casos graves”, observou.

Nésio Fernandes também falou sobre o cronograma de distribuição das doses para a vacinação dos idosos também nos municípios. “As vacinas também foram encaminhadas pela manhã às Regionais e os municípios do interior já podem buscar as doses nas Superintendências para que possamos iniciar logo este grande passo na imunização dos idosos de 90 anos ou mais. Não temos dúvidas nenhuma que poderemos contar com celebrações em família sem tristezas por conta de uma doença infecciosa”, projetou o secretário.

Emoção e alívio marcam vacinação

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Marcada por muita felicidade e sentimento de gratidão, o ato simbólico de início de vacinação da população idosa de 90 anos ou mais contou com a presença de seis cidadãos desta faixa etária para representar a população capixaba. A primeira a receber a imunização foi a cerimonialista do Palácio Anchieta, Hilda Cabas, 92 anos de idade, que há 40 anos dedica-se ao trabalho como servidora pública do Executivo.

“É um dia feliz e de gratidão. Espero que o governador tenha êxito nessa força de vacinar todos idosos e livrar o nosso povo dessa pandemia. Meu sentimento hoje é de gratidão e alegria, porque agora tenho uma data certa para voltar a trabalhar. Estava muito ansiosa para tomar a vacina logo, sem medo”, disse, emocionada, Hilda Cabas.

Também foram vacinados o senhor José Fanulfre, de 98 anos e morador de Serra; Francisco de Paula Neto, 90, morador de Cariacica; a senhora Delmira Rosa da Silva Almeida, 90, moradora de Vila Velha; Cirilo Santana, 90, morador de Viana; e Nelson de Oliveira Santos, 90, morador de Vitória.

Morador do bairro Gurigica há seis décadas, Nelson de Oliveira Santos ressaltou a alegria por receber a primeira dose e revelou o que pretende fazer após a imunização: “Estou muito feliz por estar aqui hoje e agora espero poder sair de casa e passear, quero poder voltar a fazer as minhas coisinhas.”

Vacinação de idosos no Espírito Santo

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O Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 estabelece que a população idosa acima dos 75 anos não institucionalizada faz parte do grupo prioritário para esta primeira fase da Campanha, entretanto, devido ao quantitativo de doses adquiridas pelo Governo Federal e distribuídas aos Estados, foi necessário realizar o escalonamento por idades, priorizando inicialmente o público de 90 anos ou mais.

Em relação à execução da imunização, a ação é realizada pelos municípios, mas o Estado, por meio do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria da Saúde (Sesa), tem trabalhado em parceria na coordenação das estratégias, com orientações e recomendações, como iniciar a imunização nos próprios serviços junto a ações extramuros, com vacinação domiciliar de idosos com dificuldade de locomoção ou acamados.

Além disso, o Programa orienta que os municípios realizem estratégias também quanto à organização da demanda nos serviços de vacinação, com agendamento on-line ou telefônico, além de outras estratégias previstas no Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação Covid-19.

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Medicina e Saúde

Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

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Especialistas alertam que não há vacina 100% eficaz e que imunizantes protegem contra formas graves da doença

Estudante do 5º ano de veterinária na cidade de Matão (SP), Giovanni Reggi Bortolani, de 22 anos, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac no dia 4 de março. Um mês depois, após um jantar em família em que todos presentes acabariam contraindo a Covid-19 , ele também saiu infectado. Casos como esse — de pessoas que contraíram a doença mesmo após as duas doses da vacina — vêm causando dúvidas acerca da efetividade dos imunizantes contra o novo coronavírus.

Médicos e especialistas alertam que é sim possível contrair e transmitir a doença, mesmo após 14 dias da aplicação da segunda dose, quando se completa o ciclo de imunização. Isso ocorre porque as vacinas atualmente disponíveis protegem principalmente contra o desenvolvimento de formas graves da doença, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

— Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia — aponta Richtmann.

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo do paciente — ou seja, varia de pessoa para pessoa. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves;  e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

— Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes — diz Stucchi.

Faz parte desse grupo, por exemplo, a funcionária do setor de saúde de Franca, no interior de São Paulo, Cacilda Vendramini Ferreira, de 68 anos, que é diabética e hipertensa. Ela havia tomado a segunda dose em 2 de março e começou a se sentir mal em 10 de abril.  Ficou oito dias internada, cinco deles na UTI, mas não precisou ser intubada.

— Se eu não tivesse tomado a vacina poderia ter sido muito pior — afirma Ferreira.

— O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença — define Mansur.

Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

— A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito — analisa Stucchi.

Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

— No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros — recomenda a infectologista.

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Medicina e Saúde

ICEPi realiza 1º Fórum de Medicina Hospitalista para compartilhar vivências e resultados

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Acontece na próxima quinta-feira (17), a partir das 14 horas, o 1º Fórum de Medicina Hospitalista do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi). O fórum tem como objetivo discutir as vivências dos participantes do projeto e os resultados alcançados nos últimos seis meses.

O evento, realizado pela Coordenação do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar do ICEPi, ocorrerá no auditório do Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. O Fórum será destinado aos profissionais dos hospitais participantes do projeto e contará com os cuidados devidos para a organização diante da pandemia da Covid-19.   

O 1º Fórum de Medicina Hospitalista faz parte do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (Sobramh), que visa a qualificação e o desenvolvimento de ações de aperfeiçoamento da gestão da clínica no âmbito hospitalar, melhorando o atendimento à população, além de reforçar as abordagens em educação, pesquisa e liderança. 

Atualmente, o projeto conta com 21 médicos, três supervisores médicos e 13 enfermeiros atuando nas unidades do Hospital Maternidade Sílvio Ávidos, Hospital Estadual Dório Silva, Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG) e Hospital Estadual de Vila Velha (HESVV). 

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