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Segurança

Governo do Estado lança Projeto Piloto da Central de Teleflagrante da PCES

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O Governo do Estado lançou, nesta terça-feira (14), o Projeto Piloto da Central de Teleflagrante da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). O projeto começou a operar nessa segunda-feira (13) e, na prática, possibilita o recebimento de ocorrências de forma remota, dando celeridade aos procedimentos e possíveis autuações de conduzidos.

A Central de Teleflagrante funciona na Chefatura de Polícia, em Vitória, coordenada pelo delegado de polícia Félix Meira de Carvalho Júnior. No local, uma sala foi preparada com computadores, equipamentos de videoconferência e conexão à internet, por meio dos quais Delegados e Escrivães de Polícia farão plantões remotos, recebendo, neste primeiro momento, as ocorrências entregues nos plantões das Delegacias Regionais de Aracruz e Guarapari.

Nas Delegacias Regionais, equipes de policiais civis com treinamento específico irão receber ocorrências, gerenciar a comunicação remota e conduzir os envolvidos.

Em sua fala, o governador Renato Casagrande destacou a importância desse novo serviço para otimizar os recursos, com o objetivo de ampliar o número de plantões no interior do Estado.

“Este é mais um passo importante para a segurança pública capixaba. Estamos incorporando cada vez mais a tecnologia nessa área, otimizando a atuação dos policiais. Assim vamos ter mais delegacias com flagrante, enquanto o policial e o delegado poderão ter liberdade de tempo para investigar, que é a sua atuação primordial”, lembrou o governador.

O sistema vai permitir a implantação de plantões em regime de 24h em Delegacias Regionais que nunca operaram nessa atividade. Além disso, como ocorreu em outros estados, esse avanço tecnológico permitirá a melhor distribuição do efetivo policial, contribuindo para a reabertura de unidades desativadas ou em funcionamento precário.

Com o remanejamento de mão de obra dos plantões para outras delegacias, ocorrerá a melhoria da qualificação das provas técnicas e o aumento na resolutividade de crimes e prisões qualificadas.

“O teleflagrante é uma grande entrega para a população capixaba. Ele encurta distâncias, nos permite otimizar os nossos recursos e o objetivo é aumentar a produtividade da Polícia Civil na atividade-fim, que é a investigação. Não estamos inventando a roda. Apenas pegamos uma boa prática que funciona muito bem aqui ao lado, em Minas Gerais, e vamos testar a eficácia no Espírito Santo. O governador Renato Casagrande sempre nos pede entregas para a sociedade e acreditamos que essa central coloca a nossa PCES em outro patamar no sentido de tecnologia e melhoria de processos”, pontuou o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

O delegado-geral da PCES, José Darcy Santos Arruda, destacou que a instituição dá um grande passo rumo ao futuro com o início do projeto. “Poderemos abrir mais plantões pelo Estado para recebimento das ocorrências de flagrante, além de melhorar o trabalho de atendimento à população e investigação de casos. Esperamos, futuramente, expandir esse serviço para todo o Estado, ao ponto do policial militar não precisar sequer se deslocar do município onde atua para entrega de uma ocorrência. A tecnologia vem para nos auxiliar e sempre tem o apoio do nosso governador, que não tem medido esforços para reestruturar nossa Segurança Pública”, declarou.

O secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, fez questão de ressaltar que a inovação é uma das diretrizes estabelecidas desde o primeiro dia de gestão. Entre os avanços tecnológicos já implantados estão o E-Docs, que permite que 100% da tramitação de processos dentro do Executivo Estadual se dê de forma eletrônica, e a implantação de audiências de presos do sistema prisional de forma virtual, em função de uma parceria do Governo com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Coordenador-executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, o secretário avalia que a implantação da Central de Teleflagrante da Polícia Civil é mais uma ação inovadora da atual gestão. “Utilizando a tecnologia, uma única equipe, com delegados, escrivães, investigadores, poderá realizar audiências com pessoas presas em flagrante. Essa medida fará com que haja mais agilidade e eficiência nos serviços da Polícia Judiciária. E é importante dizer que a Central não vai fechar delegacias. Ao contrário, vai permitir que possamos abrir delegacias que foram fechadas na gestão passada”, assegurou Duboc.

Funcionamento

A lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF) por videoconferência ocorre da seguinte forma: policiais civis, ao receberem uma ocorrência nos plantões de Delegacias Regionais, acionarão a Central Teleflagrante, que lavrará o procedimento on-line, realizando entrevistas e oitivas. Após a finalização do procedimento remoto, o expediente será remetido à delegacia de polícia de origem, por meio da Delegacia On-line (Deon).

Advogados ou defensores públicos poderão acompanhar o procedimento de forma on-line ou presencial. Caso optem pelo formato on-line, será disponibilizado um acesso seguro e privativo para diálogos com os clientes.

O sistema permitirá que o delegado de plantão, localizado na Central Teleflagrante, atenda a mais de um caso simultaneamente, sem que haja prejuízo ao bom andamento dos procedimentos, ou seja: enquanto um procedimento está em preparação ou interrompido, outro poderá ser adiantado, entrevistando-se advogados e defensores, ou procedendo-se às oitivas.

As Delegacias Regionais que forem incluídas no Teleflagrante continuarão a ter Delegados e Escrivães de Polícia atuando de forma presencial, nos horários de expediente, tanto para a condução das investigações, quanto para o atendimento da população e advogados.

Presente à solenidade de lançamento, o presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), deputado estadual Luiz Durão elogiou a nova ferramenta.

“A Central Teleflagrante é uma ferramenta eficiente de combate à criminalidade. Isso foi comprovado nos estados de Minas Gerais e do Paraná, que já trabalham com ela. O serviço promove maior eficiência no atendimento às ocorrências e como presidente da Comissão de Segurança da Ales, fico satisfeito em ver que o Governo do Estado está se empenhando diariamente e investindo em tecnologias que permitirão que o nossos policiais, escrivães e delegados gastem energia com a investigação e elucidação dos crimes, levando assim maior tranquilidade ao povo capixaba”, comentou o parlamentar.

O deputado federal Josias Da Vitória, coordenador da Bancada Federal, também elogiou o trabalho do Governo do Estado na gestão da Segurança Pública.

“Agradecer a atenção que o senhor governador tem dado à Segurança Pública na sua gestão. Nesse seu governo foram mais de R$ 150 milhões que a bancada alocou e os equipamentos já estão sendo entregues. O desafio da pandemia nos deu um legado de nos comunicarmos com mais agilidade. Quando um delegado otimiza seu serviço, com certeza vamos ter um alcance muito maior”, afirmou Da Vitória.

Viaturas

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Durante o lançamento do projeto, o governador Renato Casagrande fez a entrega de mais 24 viaturas, que vão reforçar a frota da PCES. O investimento dentro do Programa Estado Presente em Defesa da Vida foi de R$ 203.391,00 por viatura, sendo adquiridos automóveis do tipo caminhonete, da marca Mitsubishi modelo L200 Triton GL.

As viaturas contam com tração 4X2 e 4X4, motor turbo de 160 cv, compartimento para transporte de detidos, além de engate para reboque e sensor e câmera de ré. Elas serão destinadas às unidades policiais da Capital e interior do Estado.

“Estamos reestruturando as forças de segurança que encontramos destruídas em 2019. Estamos fazendo um investimento gigantesco e estruturante na área de Segurança Pública. São equipamentos, armamentos, viaturas, infraestrutura e uso da tecnologia. Tudo isso com o apoio da nossa Bancada Federal, dos deputados estaduais e das forças de segurança, que têm feito uma atuação extraordinária. Dessa forma vamos recuperando a área da segurança pública”, ressaltou Casagrande.

Também estiveram presentes na solenidade a vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes; os secretários de Estado, Álvaro Duboc (Economia e Planejamento), Gilson Daniel (Governo) e Coronel Aguiar (Casa Militar); e os deputados estaduais Fabricio Gandini, Coronel Alexandre Quintino, Dary Pagung e Marcos Garcia.

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Segurança

Ex-funcionário da Santa Casa de Vitória é preso por suspeita de desvio financeiro

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Homem trabalhava no setor de Recursos Humanos do hospital e é suspeito de desviar recursos por meio de funcionários fantasmas

Um homem suspeito de promover desvios financeiros enquanto trabalhava no setor administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Vitória foi preso nesta sexta-feira (24) em Marechal Floriano, Região Serrana do Estado.

Ele foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Viana, conforme confirmado pela Secretaria de Estado da Justiça.

Fontes ligada à Santa Casa de Vitória revelaram que o investigado se apropriava dos repasses feitos para o hospital filantrópico, desviando essas quantias para o pagamento de funcionários fantasmas. 

A Polícia Civil informou que ainda não vai dar detalhes sobre a prisão, por isso o Folha Vitória não irá divulgar o nome dele. 

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória confirmou, por nota, que “foram constatadas inconsistências na gerência de faturamento e que foram enviados à polícia todos os documentos disponíveis para apuração dos fatos”. 

A direção da instituição não quis, no entanto, detalhar quais seriam essas inconsistências e nem o valor que teria sido desviado.  

Suspeito apresentou diploma falso em 2015

O ex-funcionário da Santa Casa já foi alvo de investigação em janeiro de 2015 pelo Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES). 

Ele foi indiciado junto ao Ministério Público Estadual por ter apresentado diploma falso de conclusão de curso de Administração para obter registro no CRA. 

Na época, ele atuava como gerente financeiro do Hospital Estadual Jayme Santos Neves.

Fonte: Folha Vitória.

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Segurança

Operação Maria da Penha prende 14 mil pessoas em todo o Brasil

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Ação conjunta entre estados, DF e União atendeu 127 mil mulheres vítimas de violência doméstica e instaurou  37 mil inquéritos 

Uma operação conjunta entre estados, Distrito Federal e União prendeu 14 mil pessoas por violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas, dentre outros crimes contra a mulher. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação atendeu mais de 127 mil mulheres em um mês, entre 20 de agosto e 20 de setembro deste ano. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (24), na sede do ministério, em Brasília.

“A operação teve o engajamento de diferentes instituições para qualificar o atendimento às vítimas, reforçar o cumprimento de medidas protetivas e conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões. Os resultados mostram a importância de um olhar integrado para coibir casos de violência contra a mulher e prevenir a ocorrência de feminicídios”, afirma o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

A Operação Maria da Penha, que carrega o mesmo nome da lei que garante a punição aos agressores, contou com a atuação de 108 mil profissionais das forças das seguranças estaduais que acompanharam mais de 40 mil medidas protetivas de urgência, em 35 mil diligências.

A partir disso, foram quase 37 mil inquéritos instaurados e 349 apoios prestados a oficiais de justiça para intimação das medidas protetivas de urgência. Essa é a primeira vez que os oficiais receberam apoio exclusivo de policiais para entregar esses mandados. Normalmente, isso só acontece por meio de solicitação do Judiciário.

No DF
Na capital federal, 224 pessoas foram presas e mais de 3.500 mulheres vítimas de violência doméstica foram atendidas. Além disso, foram expedidas 1.339 medidas protetivas de urgência. Ao todo, os policiais realizaram 1.012 diligências e 1.116 inquéritos foram instaurados.

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