conecte-se conosco


Política Nacional

Governo espera atrair R$ 10 bilhões e gerar 200 mil empregos em obras de infraestrutura

Publicado

Economistas afirmam que governo precisa apostar na iniciativa privada. Infra Week vai conceder aeroportos, portos e ferrovia

A Infra Week, rodada de leilões que o governo federal promove entre esta quarta-feira (7) e sexta (9) com 28 ativos, entre aeroportos, terminais portuários e uma ferrovia, que serão concedidos à iniciativa privada, é a forma mais viável de o país melhorar parte de sua infraestrutura no curto e médio prazos, segundo a opinião majoritária de economistas e analistas de mercado ouvidos. A expectativa do governo é atrair R$ 10 bilhões e gerar 200 mil empregos com as obras, melhorando também os serviços oferecidos e a logística da economia brasileira.

Serão leiloados 22 aeroportos operados atualmente pela Infraero, entre eles os de Curitiba, Goiânia e Manaus; cinco terminais portuários, sendo quatro no Porto de Itaqui (MA) e um em Pelotas (RS); e o primeiro trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, que deverá se tornar um corredor logístico de exportação para o escoamento de minério de ferro, além de grãos.

Para Simão Silber, professor de Economia da FEA – USP, o modelo de concessões favorece que os projetos saiam do papel porque a iniciativa privada tem mais capacidade para investir e acelerar os projetos do que o governo, que não tem recursos e está sujeito a mais obrigações legais. Ele explica que as concessões agora dão mais agilidade do que privatizações, já que vendas de estatais precisam ser aprovadas pelo Congresso, além do fato de parte delas serem deficitárias.

Silber opina que o investimento em infraestrutura é essencial no Brasil. “Temos um país continental com infraestrutura ruim”, afirma. O economista não vislumbra, no entanto, impacto relevante na economia ou geração de empregos considerando a alta taxa de desemprego do país, superior a 14% da população.

Os economistas citam o cenário negativo das contas do país, especialmente em meio à pandemia de covid-19, que deteriorou a arrecadação e aumentou os gastos, para falar sobre a capacidade pequena de o governo fazer investimentos próprios. Em 2020, o déficit do setor público foi recorde, de mais de R$ 700 bilhões, e a dívida pública chega a R$ 5,9 trilhões, cerca de 90% do Produto Bruto Interno esperado para o ano. E em 2021, seguem os gastos extras como com o auxílio emergencial.

Raul Veloso, economista especialista em contas públicas, afirma que “ou o setor privado faz ou ninguém faz. E a forma de fazer é via concessões”, defende. Ele afirma que não faltam interesse e oportunidades, mas sim uma gestão favorável do setor público. Além disso, critica o “viés antiprivado” que enxerga no Brasil, pois por vezes os próprios políticos criticam pedágio e outras tarifas cobradas dos usuários pelas empresas responsáveis por um serviço. “Não adianta o cidadão se deixar levar por discurso por políticos de que aquele negócio podia não estar cobrando”, afirma.

Entre as vantagens da concessão, ele aponta a melhorado serviço oferecido e os prazos de conclusão de obras mais rápidos, já que as empresas querem rapidez para começar a recuperar seus investimentos. Veloso aponta ainda a possibilidade de que o dinheiro a ser pago pela iniciativa privada e os empregos gerados pelas obras ajudem a movimentar a economia.

Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, também considera vantajoso para a economia o leilão dos 28 ativos e diz que o país é muito carente em infraestrutura. “Uma das principais variáveis do custo Brasil é a logística”, afirma. Ele aponta investimentos como o da ferrovia Oeste-Leste como estratégicos para o setor de commodities, sendo o Brasil um exportador. “O Brasil não pode perder ainda mais competitividade para outras nações nesse quesito”, defende.

Bertotti também destaca a melhora de infraestrutura dos aeroportos como um dos aspectos a mais serem sentidos na prática pela sociedade na atual rodada de concessões, já que a estrutura da maioria desses espaços é considerada deficitária. 

Valor baixo

A opinião favorável ao megaleilão não é unânime. Istvan Kasznar, professor de Economia da FGV EBAPE (Escola Brasileira de Administração Pública de Empresas) afirma ser evidente que o Brasil precisa de investimentos, mas que na atual situação, com a economia “em frangalhos” e resultados negativos desde 2015, fazer uma concessão com o mercado “reprecificando ativos para baixo é temerário”

“O recebimento de recursos num processo desses será muito aquém do que em um cenário de a economia retomar sua normalidade”, diz o economista, citando os dados negativos como dívida e o déficit. Para ele, os R$ 10 bilhões que podem ser obtidos com a rodada estão “aquém do necessário e do justo”. 

Ele critica ainda a participação esperada de apena sete grupos, defendendo que o modelo deveria ser aberto para pequenos acionistas. Segundo ele, o sistema adotado acabará contribuindo para o oligopólio e para a má distribuição de renda no país.

Aeroportos

Nesta quarta, acontecem os leilões de 22 aeroportos serão divididos em três blocos: Sul, Norte I e Central. O Bloco Sul é formado por nove terminais: Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Sete compõem o Bloco Norte I: Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). Mais seis formam o Bloco Central: Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE). As concessões serão válidas por até 30 anos.

No dia 8, será a vez do leilão da Fiol 1, o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. O prazo de concessão será de 35 anos. E, no dia 9, serão arrendados portos do Maranhão e Rio Grande do Sul.

Leia mais:  Vice-procurador Eleitoral defende manter data de eleições municipais
publicidade

Política Nacional

Bolsonaro confirma Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil

Publicado

Em live no Facebook, presidente disse também que Onyx Lorenzoni vai para a pasta de Trabalho e Previdência

O presidente Jair Bolsonaro confirmou na manhã desta quinta-feira (22) a nomeação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para o MInistério da Casa Civil.

Ele também anunciou a criação da pasta de Trabalho e Previdência, que ficará sob o comando de Onyx Lorenzoni.

Ciro Nogueira, do PP, passa a ocupar um dos ministérios mais importantes do governo

Ciro Nogueira, que preside o Progressistas, entra no lugar do atual titular da pasta, general Luiz Eduardo Ramos, deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência da República, ocupada por Onyx Lorenzoni.

Em entrevista quarta-feira (21), Ramos afirmou que havia sido pego de surpresa com a mudança. Bolsonaro, em live em seu Facebook nesta quinta, declarou que é normal, entre os militares, a tomada de decisões sem ouvir muitas pessoas. Disse também que continua amigo de Eduardo Ramos, que seguirá ajudando o governo em uma pasta importante para a gestão federal.

Na entrevista em sua rede social, o presidente reafirmou que vai provar que ocorreu fraude na eleição presidencial de 2014. 

Bolsonaro também citou que vacinação no país avança rapidamente e atacou a qualidade do imunizante CoronaVac, que, segundo ele, mostra-se ineficaz mesmo em pessoas que tomaram as duas doses.

“Eu defendo o tratatamento precoce [contra a covid-19], mesmo não tendo comprovação científica. A CoronaVac também não tem comprovação científica, mas ela pode. Essa questão foi politizada, infelizmente.”

O presidente comentou que “há um interesse enorme da indústria farmacêutica para não resolver esse problema” da covid-19.

“Muitas mortes poderiam ter sido evitadas, sim, mas não foi feito o tratamento precoce, o tratamento imediato”, declarou, colocando a culpa pelos óbitos em governadores e prefeitos que adotaram o lockdown ou outras medidas de restrição à sociedade.

Leia mais:  Vice-procurador Eleitoral defende manter data de eleições municipais
Continue lendo

Política Nacional

Senador Ciro Nogueira pode ser indicado por Bolsonaro para assumir Casa Civil

Publicado

Presidente do Progressistas é um dos expoentes do centrão, que ganharia espaço no Planalto. Bolsonaro comentou mudanças em ministérios hoje

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou a nomeação do senador Ciro Nogueira, que preside o Progressistas, para a Casa Civil, o principal ministério do governo. Ele entraria no lugar do atual titular da pasta, general Luiz Eduardo Ramos, que deve ser deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência da República, ocupada por Onyx Lorenzoni

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais na manhã desta quarta-feira (21), o presidente comentou sobre a possível troca de ministros. “Estamos trabalhando uma mudança ministerial, provavelmente na segunda-feira”, afirmou o chefe do executivo federal.

Ciro Nogueira, um dos expoentes da ala do centrão, é advogado e está no segundo mandato pelo Piauí. Um dos membros titulares da CPI da Covid, tem buscado minimizar as denúncias de corrupção em contratos por compras de vacina pelo Ministério da Saúde.

Se o movimento for confirmado, a ala política chegará ao coração do governo, e os militares, bem como a chamada ala ideológica, perderão força em um momento de crise vivida pelo Palácio do Planalto com as investigações da CPI da Covid e consequente queda na popularidade do presidente da República. 

Bolsonaro vai recriar o Ministério do Trabalho e da Previdência e Onyx Lorenzoni será deslocado para a nova pasta. Será a quarta mudança de cargo de Onyx no Governo Bolsonaro. 

Leia mais:  Vice-procurador Eleitoral defende manter data de eleições municipais
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana