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Brasil

Governo Federal compra medicamentos do Uruguai para pacientes com Covid-19

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Em mais um esforço do Governo do Brasil, o Ministério da Saúde adquiriu, em parceria com empresas uruguaias, 54.867 unidades de medicamentos usados para intubação de pacientes com Covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

São 48.867 unidades de Propofol, cinco mil de Priaxim e mil unidades dexmedetomidina. A aquisição custou ao Ministério da Saúde US$ 298,5 mil.

A operação de compra dos medicamentos envolveu a Anvisa, Receita Federal, TCU, CGU, os ministérios da Defesa, das Relações Exteriores e da Saúde, e resultou na compra dos medicamentos do Governo do Uruguai e no transporte para o Brasil, com agilidade e rapidez.

Três batalhões do Exército atuaram na operação desde o município Jaguarão, na fronteira gaúcha com o Uruguai, para a recepção do medicamento, desembaraço alfandegário e redistribuição até a cidade de Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, e Florianópolis.

Articulação

A articulação para a compra dos medicamentos foi realizada com o apoio do Deputado Federal e vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo, que identificou a existência de medicamentos no mercado Uruguaio e informou o Ministério da Saúde sobre a disponibilidade de compra. 

“Na última semana, na condição de vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, fui acionado sobre a falta de medicamentos para intubação de pacientes internados em UTIs com Covid-19. E, junto com o Deputado Alceu Moreira, presidente Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), identifiquei o estoque desses medicamentos no Uruguai. E, após acionar o Ministério da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro, em menos de uma semana, esses medicamentos já chegaram ao Brasil”, explica o parlamentar.

O reforço foi entregue, na sexta-feira (17), às Secretarias de Saúde do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que estão com os estoques baixos dos medicamentos. “Contudo, diante da situação de emergência que estamos vivendo, o Ministério da Saúde está diariamente monitorando os estados e municípios que estão com os níveis de estoques comprometidos, para distribuir os medicamentos necessários, inclusive o Espírito Santo”, acrescenta Evair de Melo.

O parlamentar ressalta que continua trabalhando para que nenhum estado do Brasil deixe de prestar a assistência adequada aos pacientes com Covid-19 por falta de medicamentos. “Agora, que os Estados do Sul foram atendidos, nosso esforço é fazer com que mais medicamentos cheguem ao Espírito Santo e ao restante do Brasil”, finaliza.

Distribuição para Estados

Desde o início do mês de julho, hospitais de vários estados do país, que estavam com estoques reduzidos, estão recebendo do Ministério da Saúde medicamentos utilizados para a intubação de pacientes com Covid-19.

Já foram entregues 862,5 mil unidades para o atendimento emergencial das demandas da rede pública de estados e municípios. 

Os produtos foram adquiridos por meio de requisição administrativa, após diálogo com a indústria farmacêutica, e sem comprometer as aquisições pela rede privada. Desta forma, o Ministério da Saúde pode auxiliar estados e municípios no reabastecimento dos estoques.

Compras em andamento

Além de adquirir medicamentos por meio de requisição administrativa, o Ministério da Saúde abriu um processo de pregão via Sistema de Registro de Preços (SRP). A intenção é proporcionar uma economia em escala e, desta forma, possibilitar a adesão de estados e municípios. 

Todos os 26 estados e o Distrito Federal aderiram ao processo, que encontra-se em vias de ser publicado. Após esta publicação, a expectativa é que o pregão ocorra entre sexta-feira (25/7) ou segunda-feira (27/7).

Outra frente de ação é uma cotação para realizar uma compra internacional, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que teve início em 18 de junho. Este processo continua em andamento e, nas próximas semanas, deve possibilitar que a pasta faça aquisição de medicamentos para intubação via compra internacional.

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Brasil

Pfizer e Saúde investigam morte de adolescente após vacinação

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Jovem de 16 anos recebeu a primeira dose da Pfizer em 25 de agosto e, no dia seguinte, começou a sentir cansaço e falta de ar

A Pfizer emitiu um comunicado nesta quinta-feira (16) reconhecendo a morte de um adolescente após a aplicação da primeira dose de sua vacina em São Bernardo do Campo (SP). Segundo a farmacêutica, o caso está sob investigação mas, até o momento, “não foi estabelecida uma relação causal entre o ocorrido e o imunizante”. A empresa também investiga relatos de miocardite e pericardite após a aplicação da vacina.

No caso do óbito, trata-se de um jovem de 16 anos que recebeu a aplicação em 25 de agosto. Um dia depois, segundo consta no relato do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), o adolescente começou a sentir sintomas como cansaço e falta de ar. Em 27 de agosto ele procurou atendimento médico e voltou para casa. No entanto, o paciente resolveu procurar novamente o serviço e, posteriormente, foi transferido para UTI de um hospital após quadro de mal súbito. Ele morreu em 2 de setembro.

Ao detalhar a ciência dos casos de miocardite e pericardite, que são inflamações no coração e no revestimento externo do órgão, a farmacêutica definiu os relatos dos eventos adversos após a aplicação da vacina como “raros”. “A Pfizer leva o acompanhamento e monitoramento destes casos muito a sério”, disse no comunicado.

A farmacêutica ainda reitera a autorização que recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicar a vacina em adolescentes e que a “autorização regulatória já havia sido concedida pelo FDA e pela EMA”, que são as agências regulatórias de saúde dos EUA e da União Europeia. “O benefício da vacina ComiRNAty permanece estabelecido”, completou.

Momentos antes da divulgação da mensagem, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão da imunização em crianças e adolescentes no Brasil, mantendo apenas a recomendação para as pessoas da faixa etária que estão no grupo prioritário, que inclui jovens com comorbidades, com deficiências permanentes ou privadas de liberdade.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, reiterou que o ministério ainda apura o óbito. “Precisamos fazer toda uma investigação clínica laboratorial detalhada para verificar se essa associação temporal está relacionada à aplicação. Esse é um exemplo de situação que precisamos ficar atentos”, afirmou.

A decisão da pasta, no entanto, não foi diretamente relacionada à morte do jovem em São Bernardo do Campo, mas à “ocorrência de efeitos adversos”, de forma geral, e à falta de “evidências científicas sólidas”, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

No mês passado, a Pfizer e a BioNTech anunciaram a assinatura de uma carta de intenções com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção de vacina contra a covid-19. A vacina será produzida no Brasil e distribuída em toda a América Latina.

Leia a nota da Pfizer na íntegra

“A Pfizer está ciente de relatos raros de miocardite e pericardite, além de outros possíveis eventos adversos, após a aplicação de vacina de RNA mensageiro contra a COVID-19, e leva o acompanhamento e monitoramento destes casos muito a sério

Especificamente sobre o caso de óbito em São Bernardo do Campo, a companhia está acompanhando, mas, até o momento, não foi estabelecida uma relação causal entre o ocorrido e o imunizante da Pfizer.

A ComiRNAty, vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19, recebeu em 11 de junho de 2021 a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso em adolescentes de 12 a 15 anos no Brasil.

A autorização regulatória da vacina para adolescentes já havia sido concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos EUA e União Europeia), além de países como Reino Unido, Canadá, Chile, Uruguai, Israel, Dubai, Hong Kong, Filipinas, Cingapura e Japão.

A vacina demonstrou eficácia de 100% em estudo clínico com jovens dessa faixa etária. Os ensaios de fase 3 foram realizados em 2.260 adolescentes, nos Estados Unidos, e apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos com perfil de segurança favorável, muito semelhante ao observado nos outros grupos etários.

Com centenas de milhões de doses da vacina Pfizer BioNTech COVID-19 administradas globalmente, o benefício da vacina ComiRNAty permanece estabelecido.

A definição da utilização e da disponibilização da vacina no Brasil é feita com base em critérios de recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).”

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Brasil

Fundação Renova e proprietários rurais promovem reflorestamento de áreas de preservação permanente (APPS)

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A prática favorece a regeneração das áreas impactadas pelo rejeito e influencia em todo o bioma, na qualidade da fauna, da flora e da água

As Áreas de Preservação Permanente (APPs) têm funções importantes para a conservação do meio ambiente e podem impactar diretamente na nossa qualidade de vida. Elas ajudam a proteger os rios e a controlar a poluição dos cursos d’água. Além disso, ajudam a evitar enxurradas, inundações e enchentes, por exemplo.  

De acordo com a Lei 12.651/12, todos os imóveis rurais do país são obrigados a fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR). O Cadastro é um registro eletrônico que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das APPs das áreas de Reserva Legal, compondo assim uma base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Ao fazer o CAR e regularizar sua propriedade, o produtor rural se compromete a preservar ou recuperar a vegetação na APP presente no espaço.  

Nos casos de produtores rurais de Mariana, Barra Longa, Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão que aderiram ao Plano de Adequação Socioeconômica e Ambiental (Pasea), a Fundação Renova apoia  a regularização das propriedades, incluindo a restauração florestal nas APPs. A fiscalização fica a cargo dos órgãos competentes. Por isso, as pessoas com propriedades que estão em APPs são diretamente responsáveis pelos cuidados com essas áreas. 

O plantio de mudas e o cercamento das APPs, entre outras ações, formam a etapa inicial do processo de restauração florestal. Hoje, esse trabalho está passando por um momento em que a cooperação dos produtores rurais é fundamental para que as mudas possam se desenvolver da forma esperada. Por isso, o gado e outros animais não devem entrar ou permanecer nos locais cercados. Bovinos e equinos podem pisar, quebrar e comer as mudas, fazendo com que esse conjunto de ações volte ao estágio inicial.

Entenda os impactos 

Para se ter ideia, para que seja recuperada uma área de 1 hectare, que equivale a cerca de um campo de futebol, aproximadamente 1.112 mudas são plantadas durante a época de chuvas, que é a mais propícia para o seu desenvolvimento. Apenas no próximo período chuvoso, um ano depois, é possível avaliar a evolução para definir as próximas ações: enriquecer o local com novas espécies ou plantar novamente as mudas iniciais. O esperado é que cerca de 10% a 20% das mudas não se desenvolvam. 

Quando há presença do gado na APP, essa taxa ultrapassa 50%, podendo chegar a 100%. Isso equivale a uma perda acima de 500 mudas a cada hectare. Para que elas sejam replantadas, é preciso esperar o próximo período chuvoso, o que leva mais um ano. 

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