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Brasil

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe sobre a paralisação marcada para o dia 1º

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Uma greve dos caminhoneiros, como a de 2018, foi convocada por alguns integrantes da categoria para esta segunda-feira (1º). É difícil cravar, com certeza, se haverá ou não a paralisação, nem se será maior ou menor que a de três anos atrás.

Isto porque a categoria dos caminhoneiros é muito pulverizada, representada por diversas entidades de classe, e a comunicação entre os trabalhadores é feita de forma não centralizada, por grupos de WhatsApp.

Na quarta-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez um apelo para que os caminhoneiros não cruzem os braços, alegando que “todos vamos perder”. Apesar disso, no dia seguinte, um ofício enviado ao governo pelo Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) confirmou a greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas. 

Confira abaixo perguntas e respostas para entender o que se sabe até agora a respeito da possível paralisação.

Quem deve aderir à greve?

A greve dos caminhoneiros prevista para segunda-feira (1º) foi convocada pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). A ANTB representa cerca de 4.500 caminhoneiros em todo país e, no dia 13 de janeiro, afirmou que não veria problema em realizar uma paralisação durante a pandemia.

Na última terça-feira (26), a greve recebeu apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das maiores entidades da categoria no país. A CNTTL possui 800 mil motoristas em sua base e orienta todos a aderirem à paralisação.

Na quarta-feira (27), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos de petroleiros em todo o país, também declarou apoio aos caminhoneiros. Segundo a FUP, este apoio se dará por meio de inúmeras ações e protestos que serão realizados por sindicatos ligados à entidade. 

Por outro lado, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) negou qualquer tipo de apoio à possível paralisação. A nota foi emitida pelo presidente da CNT, Vander Costa, na última quinta-feira (28).

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a paralisação poderá ser maior que a realizada em maio de 2018. Na época, a greve teve duração de 10 dias.

O que querem os caminhoneiros?

De acordo com a ANTB, o principal motivador da greve é a alta do preço do diesel, que teve aumento de 4,4% nas refinarias no final de dezembro e é o combustível majoritariamente utilizado por caminhoneiros.

Também é reivindicada uma revisão no reajuste na Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para o transporte rodoviário de carga. 

Pelas novas regras do reajuste, não entram no cálculo do piso mínimo a margem de lucro do caminhoneiro, custos com pedágios, custos relacionados às movimentações logísticas complementares ao transporte de cargas, despesas de administração, tributos e taxas.

A categoria também cobra pela implementação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), conquista da greve de 2018. 

Para resolver essas questões e evitar a greve prevista, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro –que recebeu o apoio da categoria na última eleição presidencial.

Que medidas o governo tomou para tentar reverter a paralisação?

Numa tentativa de frear a realização da greve dos caminhoneiros, o governo decidiu incluir a categoria na lista do grupo de prioridades para tomar as vacinas contra a Covid-19 no país. Essa ação elava o número de pessoas do grupo prioritário para 77,2 milhões, com a soma de 1,24 milhão de caminhoneiros.

Além disso, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação de pneus para veículos de carga.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo trabalhava na revisão de normas de pesagem de caminhões nas estradas, para reduzir custos dos autônomos do setor.

Por fim, na última quarta-feira (27), foi apurado com fontes do Palácio do Planalto e da equipe econômica que o governo deve anunciar em breve a redução do PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Os dois impostos, porém, não seriam zerados, e sim atenuados, de acordo com interlocutores.

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Mãe com Covid-19 é entubada um dia após dar à luz trigêmeos

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Carolina Gotardo segue internada, mas apresenta melhoras, segundo marido, que visitou os filhos pela 1ª vez na segunda-feira: ‘Sensação maravilhosa vê-los’. Família de Chapecó organiza ação para ajudar pai, que é vendedor autônomo, enquanto mulher estiver em recuperação

Carolina Gotardo, de 39 anos, deu à luz a Manoela, Alice e Théo no dia 24 de fevereiro em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Um dia depois, com grave infecção no pulmão causada pela Covid-19, teve que ser entubada. Ela e os bebês, que não foram diagnosticados com coronavírus, seguem internados e em recuperação. O pai Irno Gotardo, de 43 anos, conseguiu ver pessoalmente os trigêmeos pela primeira vez na segunda-feira (1º).

“Eu estava muito apreensivo, foi uma sensação maravilhosa vê-los. Até porque não é todo dia que a gente é pai de trigêmeos. Eles estão bem e aceitando bem a dieta. Enquanto a gente não enxerga [os filhos] , fica imaginando mil coisas. Valeu a pena, foi sensacional”, disse Irno.

Antes, ele estava sendo atualizado da situação dos trigêmeos por videochamada, enquanto cuida dos outros três filhos do casal. A família resolveu se organizar para ajudar o pai, que é vendedor e está afastado do trabalho há três semanas, conta a irmã de Carolina e cunhada de Irno, Fernanda Grimaldi.

“Montamos um flyer para arrecadar dinheiro para ajudar o Irno. Ele é vendedor autônomo, está nesta correria de hospital e não consegue trabalhar. É gasolina, alimentação, as contas de casa. O objetivo é ajudar ele enquanto está nesta função”, disse Fernanda.

Família de Carolina lançou uma campanha para arrecadar donativos para ajudar o marido até a alta hospitalar — Foto: Fernanda Grimaldi/Arquivo Pessoal

Família de Carolina lançou uma campanha para arrecadar donativos para ajudar o marido até a alta hospitalar.

Neste primeiro contato, Irno não pôde tirar fotos dos filhos caçulas. Segundo ele, a família continua apreensiva, mesmo com a melhora no quadro da mãe e dos pequenos.

“A Carol ainda continua entubada, os resultados deram um pouco mais positivo. O pulmão está reagindo, mas os rins não estão correspondendo, pode ter a possibilidade dela fazer hemodiálise. Mas já teve esse sinal de melhora em relação aos pulmões. Estamos na expectativa que o quanto antes ela tenha bons resultados, volte para casa e traga os nosso pequenos”, disse o marido.

Internação

A irmã conta que no dia 8 de fevereiro, com 27 semanas, Carolina deu entrada no hospital para tratar de uma alteração no seu quadro de diabetes. Após sete dias, teve alta hospitalar. Mas ao retornar para casa já apresentou sintomas de Covid-19, segundo Fernanda Grimaldi. No dia 22 de fevereiro, Carolina teve que retornar ao hospital.

Com intensa falta de ar, a mãe utilizou aparelhos para auxiliar na respiração. Segundo a irmã, a grávida estava usando uma máscara de oxigênio no momento da cesárea.

“A princípio, os quatro estavam bem. Depois do parto, a médica fez uma videochamada com o marido dela, só que ela estava com a máscara de respiração e só escutava e se comunicava fazendo sinais com a mão. No dia 25 ligaram para o marido, falando que ela estava com bastante dificuldade para respirar e tiveram que entubar”, disse.

Os bebês seguem internados para ganhar peso, pois nasceram com 1,2 kg. De acordo com a irmã de Carol e tia das crianças, os três foram submetidos ao teste de Covid-19, mas não positivaram para a doença.

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Conhecida como ‘Barbie do crime’, modelo condenada por golpes na web se entrega à polícia

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Conhecida como ‘Barbie do crime’, a modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, de 30 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira (25/2), em Goiânia. A Justiça tinha expedido um mandado de prisão por ela não ter cumprido a pena de prestação de serviços à comunidade nem comparecer a audiências após ser condenada por aplicar golpes na web.
Segundo o delegado Rilmo Braga, a modelo se apresentou à Delegacia Estadual de Capturas (Decap) após fazer um acordo na quarta-feira (24) com a Polícia Civil. A condenada vai passar por exame de corpo de delito e, após os trâmites formais, será encaminhada para a Casa do Albergado.
Bruna foi condenada em setembro de 2015 a prestar serviços comunitários e ao pagamento de multa de 10 salários mínimos por vender celulares a duas pessoas, mas nunca ter entregado o produto. Durante o julgamento, ela confessou o crime e disse que estava arrependida. Atualmente, a modelo também responde por outras denúncias de estelionato no Rio de Janeiro e em Brasília. A decisão que ordenou a prisão de Bruna foi dada na última quarta-feira (18), pelo juiz Wilson da Silva Dias, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, da comarca de Goiânia. Ele afirma que a ré encontra-se irregular nas condições legais e judiciais, pois não cumpriu com a pena que lhe foi determinada.
“O quadro desenhado nesta execução penal é absolutamente constrangedor do ponto da punibilidade, pois, desde 2017, a sentenciada não cumpre a pena de prestação de serviços à comunidade, sendo inexitosa sua localização em razão da diversidade de mudança de domicílio sem comunicar a este juízo, além de incorrer em descumprimento das condições judiciais e legais da pena restritiva de direito imposta”, afirma o magistrado.
Segundo o juiz, ao menos seis audiências de justificação foram designadas, entre os anos de 2018 e 2019, para que Bruna pudesse esclarecer os motivos pelos quais ela não cumpriu com as determinações da sentença. No entanto, consta nos autos que a ré não foi encontrada nos endereços por ela mesmo informados.
Em 2021, duas audiências foram marcadas. Mesmo assim, ela compareceu.
“Não pode o Judiciário aguardar o bel prazer da sentenciada, voluntariamente e espontaneamente, em querer cumprir a lei. Ela deve cumprir, pois demonstrou ignorar a lei, a decisão judicial, sentença que fixou a reprimenda e os órgãos de controle da execução penal, furtando-se do cumprimento da pena e achando-se, talvez, estar acima da lei”, diz o magistrado.
‘Barbie do crime’
Bruna foi presa em 11 de agosto de 2015 por suspeita de estelionato, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a jovem, apelidada de “Barbie.

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