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Medicina e Saúde

Gripe: variante Darwin já circula no ES, afirma secretário de Saúde

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A informação foi passada pelo secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, em coletiva na tarde desta segunda-feira (17)

nova variante de gripe, chamada Darwin, — uma das linhagens do vírus H3N2 — já circula no Espírito Santo. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva na tarde desta segunda-feira (17). 

“Nós vivemos ainda um cenário da nova curva em concomitância com epidemia de influenza, que ainda não acabou. A Fiocruz confirmou a circulação da variante Darwin no Espírito Santo, o que já era um cenário previsto e adotado como fato ao longo das análises de cenários. Isso redobra a necessidade de alerta e cuidados em toda população”, disse o secretário.

Segundo Nésio, o Espírito Santo ainda vive um momento de aceleração rápida da curva de casos. Sete municípios  registram mais de 10 casos por mil habitantes: Vitória, Ponto Belo, Linhares, Rio Bananal, Mucurici, São Gabriel da Palha e Guarapari.

“Vivemos um momento de aceleração rápida da curva de casos. Sete municípios alcançam uma taxa de incidência superior a dois dígitos em números de casos por mil habitantes. Nos demais, um percentual importante deles já se encontra em franca fase de aceleração. Desta forma, nós reconhecemos que ainda existe uma possibilidade de comportamento do crescimento da curva de casos muito superior ao observado até o momento”, disse o secretário.

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Quarta onda e ponto máximo da expansão da curva de casos

Nésio destacou também que o Estado tem adotado medidas de resposta desde o reconhecimento da quarta onda de casos da covid-19, impulsionada pela circulação comunitária da variante Ômicron. 

“As medidas de resposta que estão sendo adotadas com os municípios visam reduzir o impacto da circulação do vírus, do contágio das pessoas, romper a cadeia de transmissão e permitir que o Estado e o sistema de saúde não entrem em situação crítica, que possa impedir a garantia do acesso ao serviço de saúde”, disse ele. 

Ao longo das próximas semanas, segundo o secretário, o Espírito Santo pode viver o ponto máximo da expansão da curva de casos de covid-19. 

Esperamos que ao longo do mês de fevereiro passamos a viver uma fase de recuperação dessa expansão. No entanto, a repercussão em internações e óbitos, que será alcançada com essa expansão, não deve alcançar as mesmas proporções que alcançaram as curvas anteriores”, explicou Nésio. 

Novo recorde de casos no Painel Covid-19

Durante a coletiva, o secretário afirmou ainda que o Painel Covid-19 deve ter um novo recorde de casos nesta segunda-feira. 

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“Nós devemos ter um novo recorde de casos no Painel Covid-19 no dia de hoje. Na atualização parcial, já tínhamos mais de 7 mil casos confirmados notificados e é necessário aguardar o final do dia para ter o total de casos. Entendemos que esse número deve representar, de fato, o comportamento esperado neste momento da fase de aceleração da curva de casos”, disse o secretário. 

Casos de covid-19 entre profissionais da Saúde do ES

“Estamos vivendo, nos serviços municipais, situações em que 60% dos trabalhadores da mesma unidade de saúde estão infectados pela covid-19, com dificuldade de preenchimento imediato do impacto dessa ausência por conta de uma rapidez na transmissão do vírus. O impacto também atinge os serviços hospitalares do Estado, mas até o momento, temos logrado cobrir as faltas com plantões extras, com extensões das atividades dos trabalhadores, de modo que o serviço não está comprometido”, afirmou Nésio. 

Uso de máscaras deve continuar

“Percebemos que parte da população abandonou o uso das máscaras em espaços públicos, em atividades com diversas pessoas. É preciso reconhecer que essa variante é muito mais transmissível, inclusive em ambientes com aglomerações, mesmo que aconteçam em espaços abertos.”

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Especialista responde seis principais dúvidas sobre câncer de ovário

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Doença é silenciosa e pode passar despercebida; Oncologista desmistifica dúvidas sobre o tema

Desconforto e inchaço abdominal, indigestão frequente, mudança nos hábitos intestinais. Qual mulher nunca passou por estes desconfortos? Mas, atenção, se eles forem recorrentes, é preciso desconfiar e procurar atendimento médico. Esses sintomas podem ser um indicativo de câncer de ovário, doença cuja campanha de conscientização é celebrada este mês, no Maio Azul.

Segundo tipo de câncer ginecológico mais comum, os tumores no ovário devem acometer 6.650 mulheres no Brasil em 2022, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Numericamente, eles só ficam atrás do câncer de colo de útero. Mas, ao contrário deste, que pode ser facilmente identificável através do exame de Papanicolau, o câncer de ovário é de difícil detecção.

“Como ainda não existe um exame de rastreio, como mamografia e Papanicolau, a recomendação é que a mulher vá regularmente ao ginecologista, procure se informar sobre o histórico de saúde e fique atenta a quaisquer alterações, como sangramento vaginal, desconforto ou dores abdominais, perda de peso inexplicável e inchaço abdominal”, diz a oncologista Virgínia Altoé Sessa, da Oncoclínicas Espírito Santo.

Por isso, é importante alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce e reforçar a importância da conscientização.

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Abaixo, a oncologista responde as principais dúvidas sobre o tema.

Confira a seguir:

  1. Quais são os principais sintomas?

O câncer de ovário é silencioso. No início, pode ser assintomático, ou mesmo apresentar sintomas inespecíficos como desconforto abdominal, mal estar, prostração, sensação de barriga inchada, empachamento mesmo após uma refeição leve, náuseas sem causa aparente, emagrecimento e redução do apetite e até mudança no hábito intestinal.

  1. Existe uma faixa etária mais atingida?

O câncer de ovário acomete mais pacientes idosas, principalmente acima de 60 anos.

  1. É possível detectar precocemente o câncer de ovário?

Não existe exame de rastreamento para o câncer de ovário, como a mamografia, para o câncer de mama e o Papanicolau para o câncer de colo de útero. No entanto, é possível detectar o tumor no ovário, especialmente quando a paciente faz acompanhamento médico regular, com avaliação e exames de rotina.

  1. Há fatores de risco? É possível evitar o câncer de ovário?

A idade é o principal deles, já que cerca de metade dos casos acometem pacientes maiores de 60 anos. Não ter filhos também pode ser fator de risco.

Outro ponto importante é o histórico familiar e possíveis síndromes genéticas que aumentam a chance de câncer de ovário, como a síndrome de Lynch, mutações nos genes BRCA 1 e 2, BRIP1 e RAD51.

  1. Quais os tratamentos mais indicados?
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O tratamento mais indicado é a cirurgia, no entanto, a quimioterapia também pode ser realizada antes do procedimento. Se necessário, como forma complementar à prática, a quimioterapia pode ser recomendada após a intervenção cirúrgica.

Existem também terapias-alvo, cada dia mais presentes nos tratamentos oncológicos, e no câncer de ovário não é diferente, com os inibidores de PARP, por exemplo.

  1. Qual o prognóstico do tratamento?

O prognóstico está totalmente relacionado ao estágio do tumor e diagnóstico. Casos mais iniciais, com EC I e II, tem altíssimas chances de cura, ultrapassando 90%. Já em pacientes que apresentam a doença de forma mais avançada, as taxas de cura são de 75%. Em caso de metástase, os números podem cair para 30% em cinco anos.

Sobre a Oncoclínicas Espírito Santo

A Oncoclínicas Espírito Santo é referência em tratamento oncológico no estado e tem como proposta promover excelência em prevenção e diagnóstico, tratamento e reabilitação para pacientes com câncer, com cuidado individualizado e assistência integral.

Parte do Grupo Oncoclínicas, um dos maiores e mais respeitados grupos de oncologia, hematologia e radioterapia da América Latina, a Oncoclínicas ES conta com renomado corpo clínico, equipe multidisciplinar altamente especializada, tecnologia avançada e com profissionais comprometidos em oferecer acolhimento e o melhor atendimento.

Para mais informações, acesse: https://www.grupooncoclinicas.com/cecon

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Anvisa sugere máscara e isolamento para adiar chegada de varíola do macaco ao Brasil

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O Ministério da Saúde instituiu uma sala de situação para monitorar o cenário da doença no país

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está pedindo reforço de medidas não farmacológicas, como distanciamento, uso de máscara e higienização frequente das mãos, em aeroportos e aeronaves para retardar a entrada do vírus da varíola do macaco no Brasil.

Desde o início do mês, ao menos 180 ocorrências da doença foram confirmadas no mundo. O Ministério da Saúde instituiu ontem uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola do macaco no Brasil.

A rara doença pode chegar nos próximos dias, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão. No domingo foram registrados casos suspeitos na vizinha Argentina. A varíola do macaco é, na verdade, uma doença original de roedores silvestres, mas isolada inicialmente em macacos. É frequente na África, porém de ocorrência muito rara em outros continentes.

Cientistas acreditam que o desequilíbrio ambiental esteja por trás do atual surto, mas não veem razão para pânico. “Acho muito difícil que [a doença] não chegue aqui”, afirmou o presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez. “Mas se trata de uma doença considerada benigna.” Além disso, existem tratamento e vacinas.

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Mas é necessário o alerta, segundo a chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da USP, Anna Sara Levin. “Essa transmissão pessoal é um pouco preocupante, temos de entender se houve uma adaptação do vírus ou contato muito intenso entre as pessoas.”

“É mais um problema que vem se somar ao nosso quadro atual”, disse Urbaez. “O ponto positivo é que a nossa vigilância está muito sensível, conseguindo detectar os problemas em tempo real.”

Apesar das recomendações da Anvisa, a OMS destaca que a transmissão entre humanos não é comum e se dá por meio do contato prolongado entre pessoas, como beijos e relações sexuais. 

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