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Internacional

Guerra na Ucrânia: casamento duplo é realizado entre soldados

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‘Guerra é guerra, mas a vida continua’, disse a noiva Khrystyna Lyuta, de 23 anos

Sirenes de ataque aéreo soaram e uma das noivas usava calças camufladas enquanto o exército ucraniano fazia uma pausa nos combates da linha de frente no leste para realizar um casamento duplo no domingo.

Dois jovens casais que se conheceram meses antes enquanto serviam no exército se casaram no domingo na pequena cidade de Druzhkivka, a 40 quilômetros de zonas de linha de frente onde as forças ucranianas estão lutando contra invasores russos.

O sol brilhou e os soldados carregaram buquês em um breve interlúdio de intensos combates, enquanto os russos intensificam os esforços para expulsar as forças de Kiev no leste.

Uma das noivas, Khrystyna Lyuta, de 23 anos, no posto de soldado de primeira classe, usava calças camufladas e botas do exército com uma tradicional blusa vermelha ucraniana bordada com flores.

— Eu me acostumei com esse uniforme — explicou Lyuta sobre sua escolha de roupa.

Ela conheceu seu marido Volodymyr Mykhalchuk, 28, apenas dois meses atrás, quando ele foi mobilizado. Eles vivem a cerca de cinco quilômetros um do outro na mesma região de Vinnytska, no sudoeste, mas poderiam nunca ter se conhecido se não fosse pela guerra.

— Esta não foi uma decisão precipitada — disse Volodymyr. — O principal é que nos amamos e queremos estar juntos.

A outra noiva, Kristina, 23, que trabalha no Corpo de Sinais, optou por um tradicional vestido branco longo com bordados folclóricos vermelhos para se casar com Vitaliy Orlich, também 23, um franco-atirador.

— Acredito que se trata de criar uma nova família; não importa onde aconteça ou como — disse ela.

Os noivos usavam uniformes de soldados.

Os casais estavam programados para voltar a servir na zona de guerra no mesmo dia.

— Não posso dar dias livres a eles. A única coisa é que eles não estarão na linha de frente, eles ficarão na retaguarda — disse à AFP o comandante da brigada Oleksandr Okhrimenko.

Nenhum casal tinha familiares presentes, mas eles disseram que os parentes foram compreensivos.

Kristina disse que o marido havia falado com a mãe online e “ela já o chama de filho”.

Os soldados eram da 14ª Brigada Mecanizada Separada, que luta contra as forças apoiadas pela Rússia em Donbas desde maio.

Os jovens casais se casaram em frente a um cartório, que havia fechado devido à guerra.

A rua tranquila tinha poucos carros e bondes ocasionais. Sacos de areia estavam empilhados na frente do café e das vitrines.

‘Não há tempo’

O capelão da brigada deu-lhes uma bênção cristã ortodoxa, sacudindo água benta e colocando coroas em suas cabeças, no dia de um grande feriado da Igreja, o Festival da Santíssima Trindade.

O padre de batina cáqui, Yuriy Zdebskiy, disse à AFP que “é o primeiro casamento da brigada em tempo de guerra”, desde que a Rússia lançou sua invasão em 24 de fevereiro.

— Agora é tempo de guerra e não há tempo para grandes comemorações — disse ele.

O comandante da brigada de infantaria, Okhrimenko, tem o direito de certificar casamentos sob a lei marcial.

Ele disse que o local para os casamentos “foi escolhido principalmente por razões de segurança”.

Druzhkivka fica a cerca de 40 quilômetros em linha reta de três frentes, enquanto tropas russas ameaçam as cidades de Sloviansk a nordeste, Bakhmut a leste e Gorlivka a sudeste.

Horas depois, repórteres da AFP ouviram bombardeios e viram fumaça subindo enquanto os dois lados trocavam tiros perto de Bakhmut.

Mesmo na relativamente intocada Druzhkivka, bombardeios no início deste mês destruíram casas particulares e atingiram o telhado de uma igreja batista em uma rua.

Durante o casamento, as sirenes de ataque aéreo dispararam três vezes, segundo um repórter da AFP. Nenhum dos presentes reagiu. Muitos moradores endurecidos pela guerra agora ignoram os avisos para ir para abrigos, a menos que haja uma ameaça óbvia.

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Internacional

Caça escolta avião de passageiros após ameaça de bomba

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Vídeo mostra F-18 sinalizando para jato comercial segui-lo. Incidente foi causado por trote de um adolescente britânico que estava a bordo. Jovem foi preso pela polícia espanhola

Um voo da easyJet indo de Londres para a ilha de Menorca, na Espanha, neste domingo (3), foi escoltado ao seu destino por um caça espanhol depois que um adolescente britânico a bordo fez uma ameaça de bomba nas redes sociais, informou a polícia nesta segunda-feira (4).

O jovem, de 18 anos, que viajava com cinco amigos, passou a noite na prisão e aguarda uma audiência no tribunal, disse um porta-voz da Guarda Civil da Espanha.

As imagens do incidente mostraram um jato F-18 voando perto das pontas das asas laranja da aeronave A-319 da companhia aérea comercial, que normalmente transporta entre 120 e 150 passageiros.

O caça é visto balançando as asas, um gesto conhecido na aviação como sinal de que o outro piloto deve segui-lo, enquanto passageiros, preocupados, podem ser ouvidos discutindo o que está acontecendo e uma mulher pergunta: “Por que ele está fazendo isso?”.

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Aviões militares geralmente interceptam uma aeronave civil quando o controle de tráfego aéreo terrestre perde contato com ela ou há uma ameaça percebida à aeronave ou aos passageiros devido a um aviso de bomba, objeto suspeito ou atividade terrorista temida.

Reportagem da Reuters informa que o voo EZY8303 da easyJet, que saiu do aeroporto de Londres Gatwick às 13h, pousou em segurança no aeroporto de Menorca, nas Ilhas Baleares, com meia hora de atraso, pouco antes das 17h, e foi escoltado para uma área de segurança.

Lá, o adolescente foi preso e, durante um período de duas horas, os passageiros foram desembarcados um a um e solicitados a identificar suas bagagens para verificação por cães farejadores e especialistas em desmonte de bombas, segundo a Guarda Civil.

Outros voos de Menorca foram interrompidos pelo incidente.

Um porta-voz da companhia confirmou que o voo foi escoltado por uma aeronave militar e houve um atraso no desembarque devido a verificações de segurança preventivas, mas não deu detalhes sobre a causa.

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“A segurança de seus passageiros e tripulantes é sempre a maior prioridade da easyJet e gostaríamos de agradecer aos passageiros pela compreensão”, disse ele.

A reportagem não fornece detalhes da ameaça feita pelo adolescente.

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Internacional

Três pessoas são presas após ao menos 50 mortos serem encontrados em caminhão abandonado nos EUA

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Além dos cerca de 50 cadáveres, dezesseis pessoas foram encontradas com vida no veículo, sendo quatro crianças. Elas foram levadas a hospitais da região

A polícia dos Estados Unidos prendeu três pessoas supostamente ligadas ao caminhão encontrado com ao menos 50 mortos próximo à cidade de San Antonio, no Texas.

O Departamento Interno de Segurança Interna dos EUA assumiu a investigação do caso. A prisão do trio foi confirmada, mas não se sabe qual a ligação dos suspeitos com as mortes.

O caminhão onde estavam as vítimas foi abandonado em uma estrada remota pouco antes das 18h locais da última segunda (27).

Conforme o chefe da polícia local, William McManus, um funcionário da cidade ouviu um grito de socorro de dentro do veículo e descobriu a situação. Um funcionário do Corpo de Bombeiros da cidade disse que encontrou “pilhas de corpos” e nenhum sinal de água no local.

“Os pacientes que vimos estavam quentes ao toque, estavam sofrendo de insolação, exaustão. Era um trator-reboque refrigerado, mas não havia unidade de ar condicionado visível naquela plataforma”, afirmou o chefe dos bombeiros de San Antonio, Charles Hood, em entrevista coletiva.

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A hipótese inicial é que as vítimas sejam imigrantes, que entraram no país de forma ilegal. A tragédia levantou mais uma vez o debate sobre as políticas migratórias dos Estados Unidos.

Além dos cerca de 50 cadáveres, dezesseis pessoas foram encontradas com vida no veículo, sendo quatro crianças. Elas foram levadas a hospitais da região.

Governador culpa Biden

Governador do Texas, o republicano Greg Abbott repercutiu na última segunda o episódio e responsabilizou o presidente norte-americano, Joe Biden, pelo ocorrido.

“Essas mortes são culpa de Biden. São resultado de sua política mortal de fronteiras abertas. Elas evidenciam as consequências mortais de sua recusa em fazer cumprir a lei”, afirmou em postagem no Twitter.

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