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Brasil

Hackers foram contratados para fraudar mais de R$ 1 milhão em multas no DF

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Um grupo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal é suspeito de cancelar indevidamente mais de R$ 1 milhão em multas de trânsito. A apuração indica que os criminosos montaram um complexo esquema envolvendo fraudes, corrupção de servidores públicos e crimes cibernéticos. Os investigados teriam contado com auxílio de hackers para invadir o sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

O  servidor Cláudio Rodrigues de Queiroz – originalmente da Seplag, mas que estava cedido ao Detran – foi preso durante a Operação Backdoor, deflagrada na manhã desta quarta-feira (29/7). A coordenação das investigações é da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e oito de busca em residências e no local de trabalho dos investigados. Segundo as apurações, há indícios de que as fraudes foram realizadas pelos hackers por meio de uma falha no sistema on-line do Detran.

Polícia Civil faz operação contra fraude no detran

Os criminosos se aproveitavam da vulnerabilidade e conseguiram cancelar multas, bem como retirar restrições judiciais e administrativas, permitindo, inclusive, o licenciamento e a transferência de propriedade de veículos com pendências.

O servidor cedido ao Detran-DF que foi preso é suspeito de repassar informações internas a ex-despachante que realizavam as fraudes. A Polícia Civil acredita que os crimes eram encomendados pelos proprietários dos veículos a despachantes que, por sua vez, solicitavam aos hackers a alteração no sistema Getran.

Os suspeitos agiram entre os meses de maio de 2019 a janeiro de 2020, segundo a PCDF. As multas pertenciam a um total de 612 veículos. As restrições judiciais e administrativas desbloqueadas utilizando o mesmo modus operandi pertenciam a um total de 80 veículos.

Backdoor

O nome da operação faz referência ao Backdoor, um programa malicioso usado para permitir ao agressor remoto acesso não autorizado a um sistema privado de informações. Ele explora as vulnerabilidades de segurança. Um Backdoor trabalha em segundo plano e os criminosos conseguem acessar o computador comprometido sem que o usuário perceba.

É muito semelhante a outros vírus malware e também algo difícil de detectar. O agressor pode utilizar um backdoor para espionar atividades on-line, acessar arquivos e pastas, controlar todo o sistema operacional e atacar outros computadores.

Em 2013 esse recurso ganhou notoriedade quando Edward Snowden revelou um esforço de décadas pela agência de espionagem norte-americana, em parceria com a GCHQ da Grã-Bretanha, para pressionar empresas a instalar backdoors em seus produtos, principalmente os fabricantes de sistemas de criptografia. Assim, esses acessos secretos permitiam que as agências de inteligência conseguissem contornar as proteções de segurança e, desta forma, tivessem acesso a sistemas e a dados.

O que diz o Detran?

Por meio de nota, o Detran-DF afirmou que “as investigações são realizadas pela Polícia Civil do Distrito Federal e que continuará colaborando com as informações solicitadas.”

Esclareceu que o servidor detido “não é do quadro da autarquia, mas, sim, cedido da antiga Seplag, e que será devolvido ao seu órgão de origem imediatamente”, diz o texto.

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Brasil

Covid-19: Casados há 57 anos idosos morrem em dois dias

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Nair e João Poderoso estavam internados no Hospital Universitário em São Carlos (SP) há mais de 40 dias. ‘Eles não iam conseguir viver longe um do outro’, lamentou a filha.

“Eu entendo que não podia ser diferente, pois ele jamais ia conseguir viver sem ela”. É assim que Valéria Poderoso, filha do casal Nair e João Poderoso, de Ibaté (SP), define o momento delicado que sua família enfrenta.

Nesta sexta-feira (15), após 43 dias de internação, ela e os irmãos enterraram o pai de 74 anos, vítima de Covid-19. Na quarta-feira (13), eles enterraram a mãe, de 72, que também faleceu por complicações do vírus depois de 41 dias internada. Eles eram casados há 57 anos e tinham comorbidades.

A filha do casal agradeceu aos amigos que estiveram ao lado da família durante esses dias. “Eu queria poder abraçar cada um, foram muitas pessoas, cada um de uma religião ou crença diferente, gratidão”, disse.

Valéria Poderoso (ao Centro), com os pais Nair e João Poderoso — Foto: Arquivo Pessoal

Covid-19

A família não sabe como o casal se contaminou. Mas, assim que apareceram os sintomas, no início de dezembro, eles já foram internados no Hospital Universitário em São Carlos. Foram mais de 40 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Valéria, diariamente, publicava em suas redes sociais o estado de saúde dos pais e pedia aos familiares e amigos orações. Dona Nair, como era conhecida, faleceu na madrugada da quarta-feira (13). Senhor João, não resistiu as complicações do vírus e morreu dois dias depois.

Segundo a filha, o casal nunca passou uma noite sem se falar. “Eles não iam conseguir viver longe um do outro”, lamentou.

“Para as pessoas que estão passando pelo mesmo que eu, digo para nunca perderem a fé, manter a família unida em Deus e no amor. A fé e o amor da família e dos amigos é essencial para amenizar a dor”, acrescentou.

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Brasil

Polícia apreende caminhão com 33 cilindros de oxigênio em Manaus

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Dos 33 cilindros, 26 possuíam oxigênio. Eles estavam sendo distribuídos gradualmente pela empresa que os comercializava

As polícias Civil e Militar do Amazonas apreenderam, na tarde desta quinta-feira (15), um caminhão com 33 cilindros de oxigênio na zona centro-oeste de Manaus.

Um homem de 38 anos foi detido e responderá por deter produtos para fins de especulação financeira, e ficará à disposição da Justiça amazonense.

Dos 33 cilindros encontrados e apreendidos pela polícia a partir de uma denúncia anônima, 26 possuíam oxigênio. Eles estavam sendo distribuídos gradualmente pela empresa que os comercializava.

Segundo informou o delegado Bruno Fraga, do DPI (do Departamento de Polícia do Interior), durante o interrogatório o suspeito informou que possui uma empresa que comercializa os cilindros, mas ficou com medo de que a população invadisse o estabelecimento, então os tirou do local.

Policiais fizeram a escolta dos cilindros para abastecer quatro unidades da rede estadual de saúde.

Colapso na Saúde em Manaus

A capital amazonense vive esta semana um colapso no sistema de saúde após os casos de covid-19 dispararem no Estado, o que fez a demanda por cilindros de oxigênio subir em igual proporção, deixando pacientes sem atendimento adequado. Segundo os médicos, o colapso provocou a morte de diversos pacientes na noite da quinta-feira.

Diante do colapso, os governos estadual e federal trabalham agora em uma força-tarefa para encaminhar mais cilindros ao Amazonas e pacientes a outros Estados para desafogar a fila de espera por atendimento para covid-19.

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