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Medicina e Saúde

HEC registra mais de 100 doações de órgãos e tecidos em 2021

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De janeiro a outubro deste ano foram captados no Hospital Estadual Central – Dr. Benício Tavares Pereira (HEC), no Centro de Vitória, 103 órgãos e tecidos. Este é o resultado do trabalho da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que atua com ética e sensibilidade realizando abordagens às famílias dos potenciais doadores.

Os órgãos são oriundos de 35 pacientes, cujos familiares foram solidários em dizer “sim” para pacientes que aguardam na fila de transplantes do Estado e até na listagem nacional. 

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo (CET-ES), Maria Machado, relatou a importância do ato de amor que salva vidas e explicou o processo realizado pela equipe hospitalar até o “sim” familiar.

“Para que, de fato, vidas sejam salvas, é preciso um complexo processo que envolve uma etapa fundamental: a captação dos órgãos e tecidos de um doador. Esse processo ocorre após a entrevista e consentimento familiar. Destaco a importância do Hospital Notificador, sem o trabalho sistemático e humanizado de toda equipe médica responsável não há doação de órgãos. E, nesse contexto, ressalto o processo que está sendo desempenhado no HEC para auxiliar os receptores que aguardam na fila de espera”, disse.

Nos anos de 2019 e 2020 foram quatro e sete órgãos doados, respectivamente. O presidente da CIHDOTT, Frederico Machado de Siqueira, destacou a importância do aumento nas doações e como esse ato de amor salva diversas vidas.

“O aumento expressivo no número de doações de órgãos não representa apenas uma meta alcançada, representa, na sua essência, o aumento da esperança e da oportunidade de um recomeço para muitas pessoas”, ressaltou o presidente.

A doação é uma vontade que deve ser manifestada ainda em vida pelo doador, uma vez que a palavra final sempre será de sua família, que poderá respeitar e atender o desejo de seu ente após a confirmação do óbito.

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Medicina e Saúde

Jejum intermitente sem acompanhamento pode causar desnutrição

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Protocolo alimentar pode trazer benefícios à saúde desde que orientado por um especialista; saiba os prós e contras da prática

É comum ouvir falar sobre o jejum intermitente na internet e nas redes sociais. Trata-se de um protocolo alimentar no qual há um horário definido para iniciar e terminar as refeições diárias. 

A cantora Kelly Key, que tem a prática como estilo de vida, e recentemente revelou que fica cerca de 16 a 18 horas sem comer, hábito que a levou a perder 15kg.

Mas, apesar de eficaz como método de emagrecimento, se o jejum intermitente não for orientado e acompanhado por um especialista, a janela alimentar e o tempo de jejum podem se tornar um gatilho para distúrbios alimentares ou para problemas como desnutrição. 

“Muitas pessoas associam que quanto menos comer, mais fácil será de perder o peso, mas isso é muito perigoso. Se a pessoa não tiver uma boa distribuição nutricional, ela não vai atingir as necessidades nutricionais e acaba não tendo os benefícios que ela poderia ter com o jejum intermitente, porque não está com o corpo nutrido, só tem um corpo com restrição calórica”, explica Camila Marques, nutricionista especialista em comportamento alimentar e emagrecimento pela Unifesp.

De que forma o jejum intermitente é feito?

Em uma rápida busca pela internet é possível ver relatos e dicas milagrosas de pessoas que passaram até 24 horas sem comer em busca do corpo ideal e conseguiram perder os quilos indesejados, fazendo apenas uma refeição por dia e arcando com as consequências da restrição.

No entanto, a especialista destaca que o jejum intermitente é implementado de maneira individual, por um especialista que vai levar em consideração o histórico médico e alimentar do paciente, sua rotina, as dietas que ele já tentou e qual sua condição emocional para lidar com o protocolo, além de não servir apenas para fins estéticos de emagrecimento.

“São indicações diferentes para o que queremos do corpo enquanto metabolismo e não enquanto estética. O que será priorizado durante o jejum vai depender se a busca é por uma resposta mais específica de emagrecimento, por um controle de glicemia, por uma redução da resposta inflamatória do organismo, ou se é um tratamento específico de saúde, para pacientes oncológicos, por exemplo”, afirma Camila.

A forma como o organismo reage ao jejum também precisa ser observada, mesmo que a perda de peso ocorra ou que a pessoa se adapte aos horários de refeição, há alguns sinais que podem indicar que o corpo não está indo na mesma direção.

“É preciso estar atento porque às vezes o paciente consegue fazer o jejum, ele diz que se sente bem mentalmente e está perdendo peso, mas o intestino parou de funcionar. Ou a pessoa passa um período em jejum, tranquila, mas na hora de comer não consegue ter consciência sobre isso e come exacerbadamente, o que pode desenvolver alguns transtornos alimentares”, explica a nutricionista.

Neste sentido, o tipo de alimento ingerido durante a janela alimentar também conta para que o jejum seja feito de maneira saudável.

“Não é só o período que a pessoa vai ficar sem comer, mas o que ela vai priorizar quando for se alimentar, quais nutrientes ela precisa fornecer para o corpo, qual vai ser o comportamento dela durante essas refeições e qual o nível de consciência para fazer essas escolhas”, afirma a nutricionista.

Camila ressalta que o jejum intermitente, apesar de ser um estilo de vida para algumas pessoas, também pode ser usado de forma transitória, alternado com outros protocolos alimentares, e não de maneira rotineira.

“Isso é importante para ver como o corpo fica, se a pessoa vai conseguir controlar a fome. Trabalho com protocolos de 8 a 14 horas, 18 no máximo para casos específicos. Mas 12 horas de jejum é interessante para a maioria das pessoas, com um jantar às 20h e a primeira refeição às 08h, que é naturalmente o que muita gente faz”, explica.

Quais são os prós e contras do jejum intermitente?

Se realizado de forma correta e com acompanhamento especializado, além de auxiliar na perda de peso, o jejum intermitente pode trazer benefícios à saúde e contribuir para melhorar o relacionamento com a comida, segundo Camila Marques.

“Alguns estudos associam o jejum a uma melhor capacidade de concentração e, na prática, vejo muito que os pacientes relatam menos ansiedade por comer e isso de uma forma indireta já ajuda muito no processo de emagrecimento. A pessoa não fica pensando em comida o tempo todo e aí podemos trabalhar a questão da consciência alimentar, sobre a pessoa saber se está com fome, se quer comer e como está a composição do prato”, explica a nutricionista.

Por outro lado, se feito de forma errada, o jejum intermitente pode causar sérios danos à saúde, como:

– desnutrição

– problemas hormonais e intestinais

– impactos na qualidade do sono

– queda de cabelo 

– enfraquecimento das unhas

– problemas gastrointestinais 

– baixa imunidade.

“Quando se fala em desnutrição, as pessoas pensam em uma pessoa raquítica, com a aparência de doente, e não é assim, a desnutrição está presente tanto em obesos como em pessoas com excesso de peso. No jejum intermitente se faz menos refeições ao longo do dia, então é muito comum ocorrer essa deficiência nutricional que resulta em todos esses problemas”, explica Camila.

Além disso, o jejum intermitente pode causar um efeito contrário do desejado.

“A perda de peso ocorre porque o metabolismo vai utilizar o estoque de gordura durante o período em que a pessoa não está comendo. Mas nem sempre o jejum intermitente vai funcionar assim, em alguns casos o organismo vai entender que ele precisa retirar essa gordura da parte muscular, então a pessoa acaba perdendo massa magra”, ressalta a especialista.

A nutricionista destaca que nem todas as pessoas podem aderir ao jejum como protocolo alimentar, sobretudo quando há alguma alteração de saúde que não esteja controlada, como diabetes e hipertensão.

“Em pacientes com diabetes tipo um, por exemplo, que fazem uso de insulina, é necessário respeitar o índice glicêmico e manter uma estabilidade de glicemia, para não ocorrer picos e cair de uma vez. Então se a pessoa faz jejum por muito tempo, ela pode ficar descompensada”, explica.

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Medicina e Saúde

Suco de uva integral: Benefícios para baixar o colesterol entre outros; Veja como preparar

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Todos nós já ouvimos falar dos benefícios que a uva e o vinho podem trazer para a saúde, mas nem todo mundo sabe que o suco de uva integral tem as mesmas propriedades nutricionais.

Isso acontece porque existe uma ideia de que os sucos em geral são carregados de açúcares e podem contribuir para o aparecimento de doenças. Mas, se consumidos com moderação, eles podem ser tão benéficos quanto as frutas in natura.

Então, vamos conhecer os benefícios do suco de uva para a saúde e aprender a preparar uma receita de suco de uva integral.

Isso acontece porque existe uma ideia de que os sucos em geral são carregados de açúcares e podem contribuir para o aparecimento de doenças. Mas, se consumidos com moderação, eles podem ser tão benéficos quanto as frutas in natura.

Então, vamos conhecer os benefícios do suco de uva para a saúde e aprender a preparar uma receita de suco de uva integral.

Benefícios do suco de uva

O suco de uva é rico em diversos nutrientes, e, assim como a uva in natura, pode trazer muitos benefícios para a saúde.

Veja abaixo a composição de macronutrientes por porção de 100 g de suco de uva integral.

Componente Valor por 100 g
Calorias 61 kcal
Carboidratos 14,8 g
Proteína 0,37 g
Gorduras 0,13 g
Fibra alimentar 0,2 g

. É rico em antioxidantes

O principal antioxidante presente nas uvas, e consequentemente no suco, é o resveratrol.

Esse composto é responsável por diversos benefícios à saúde, uma vez que combate os danos causados pelos radicais livres, ajudando a prevenir uma série de problemas de saúde, como:

  • Degeneração macular: Assim como a pele, os olhos também sofrem bastante com a ação dos radicais livres, e o consumo de alimentos ricos em antioxidantes é essencial para a manutenção da saúde ocular. Um desses problemas é a degeneração macular, doença que atinge principalmente idosos, e pode levar à cegueira;
  • Envelhecimento precoce da pele: A pele é um dos órgãos mais sensíveis à ação dos radicais livres e da radiação solar. Assim, o consumo regular de antioxidantes como o resveratrol é uma ótima forma de evitar os danos à pele, e mantê-la com aparência jovem por mais tempo;
  • Inflamações: Esse efeito se deve à ação dos antioxidantes na regulação do sistema imunológico, contribuindo assim para a prevenção de doenças inflamatórias e autoimunes;
  • Doenças neurodegenerativas: Embora esse efeito ainda esteja sendo estudado, os pesquisadores acreditam que o resveratrol pode ajudar a reduzir a neuro-inflamação e o declínio das funções cognitivas de pacientes com Alzheimer.
  • Veja também: 11 poderosos antioxidantes para pele

2. Redução da pressão arterial

Os antioxidantes presentes no suco de uva contribuem também para a redução da pressão arterial, assim como a presença de potássio.

Em conjunto esses nutrientes ajudam manter a pressão arterial em níveis saudáveis, reduzindo assim o risco de hipertensão e outras doenças cardiovasculares.

3. Ajuda a proteger o coração

O suco de uva, da mesma forma que a uva in natura e o vinho, contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular.

O suco de uva, da mesma forma que a uva in natura e o vinho, contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular.

Receita de suco de uva integral 

Ingredientes: 

  • 350 g de uvas vermelhas ou verdes sem caroços;
  • Açúcar ou adoçante a gosto (opcional);
  • 2 a 3 colheres de sopa de suco de limão natural e fresco;
  • 1 pitada de sal;
  • ½ xícara de água gelada;
  • Cubos de gelo.

Modo de preparo:

  • Lave as uvas com água corrente;
  • Então, bata as uvas no liquidificador juntamente com o açúcar ou adoçante e a água gelada até adquirir uma consistência uniforme;
  • Depois, adicione a pitada de sal, o gelo e o suco de limão e misture.

Atenção: é importante tomar o suco natural de uva imediatamente depois do seu preparo, uma vez que a bebida logo perde as suas propriedades nutricionais e, portanto, os seus benefícios. Fonte: mundoboaforma)

Tabela nutricional

Porção de 100 g de suco de uva integral.

Componente Valor por 100 g
Calorias 61 kcal
Carboidratos 14,8 g
Proteína 0,37 g
Gorduras 0,13 g
Fibra alimentar 0,2 g
Gorduras saturadas 0,03 g
Gorduras poli-insaturadas 0,02 g
Cálcio 11 mg
Ferro 0,25 mg
Sódio 5 mg
Magnésio 10 mg
Fósforo 14 mg
Potássio 104 mg
Zinco 0,07 mg
Cobre 0,02 mg
Tiamina 0,02 mg
Riboflavina 0,02 mg
Niacina 0,13 mg
Vitamina B6 0,03 mg
Vitamina C 25 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO)

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