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Medicina e Saúde

Hemoes inicia pesquisa do uso de plasma para pacientes com Covid-19

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O Hemocentro do Espírito Santo (Hemoes) está fazendo uma pesquisa para tratamento do novo Coronavírus (Covid-19)  utilizando o plasma do sangue de pessoas que tiveram a doença em pacientes infectados. É uma forma de descobrir se anticorpos criados em quem já teve a Covid-19 pode ajudar outras pessoas a se recuperarem mais rapidamente da doença. O plasma é a parte líquida do sangue, formado por substâncias como potássio, cálcio, magnésio, proteínas, vitaminas, hormônios, entre outros, e corresponde a mais da metade do volume sanguíneo. 

Com a autorização para realizar a pesquisa após inscrição do projeto na Plataforma Brasil e a submissão da avaliação ao Comitê de Ética em Pesquisa Nacional, ao Comitê de Ética em Pesquisa Local e ao Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), o Hemoes já conta com 20 doações de voluntários. Inicialmente, a pesquisa pretende comparar o resultado de 50 pacientes que serão submetidos ao plasma com outros 50 sem a transfusão, que será realizada no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, no início do mês de julho. 

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“O uso de plasma convalescente já foi utilizado em outras pandemias, como a de influenza, por exemplo, sempre com uma resposta favorável. O paciente precisa estar numa fase inicial de gravidade, ainda tendo o organismo capacidade de responder imunologicamente à doença. É preciso também ter a compatibilidade sanguínea e o indivíduo não pode ter nenhuma história de reação adversa a alguma transfusão de sangue anterior. No momento, realizamos a busca ativa desses doadores, no futuro, caso tenhamos uma grande demanda para a produção do plasma, abriremos para o público”, disse a diretora técnica do Hemoes, Rachel Lacourt. 

Ainda segundo a médica, o doador tem que ter tido a doença comprovadamente e no momento da doação são feitos exames para ter certeza que não possui mais doença ativa e que tem em seu plasma a presença de anticorpos. O Hemoes realiza a busca ativa pelos doadores voluntários, tendo a resposta positiva, eles são convocados a irem ao Hemocentro para realizar os procedimentos. 

Rachel Lacourt ressalta também que, como em todo projeto de pesquisa, o que vai definir a continuidade ou a suspensão do projeto é o monitoramento diário da evolução clínica dos doentes. “Se os resultados forem expressivamente melhores para quem usa plasma do que para quem não usa, será possível fazer o plasma para todos. Caso se mostre não favorável à melhora do indivíduo ou até prejudicial, imediatamente será suspenso”, pontuou a diretora técnica. 

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O equipamento utilizado para captação do plasma é o de Aférese, que por meio dele é possível fazer uma coleta seletiva apenas do plasma do doador. “Esse equipamento tem a capacidade de fazer uma filtração do que desejamos extrair e tudo é feito com segurança para o doador. O plasma convalescente é rico em anticorpos e pode melhorar a resposta imunológica do indivíduo e assim diminuir a evolução grave da doença, bem como o tempo de internação, de uso da ventilação mecânica e da taxa de letalidade”, observou a médica.

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Novos exames de sangue ajudam a confirmar diagnóstico de Alzheimer

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Apesar da corrida por detecção precoce, médicos alertam que o diagnóstico do Alzheimer é complexo e continua a ser majoritariamente clínico

Desde que a mãe recebeu o diagnóstico de Alzheimer, há 13 anos, a fotógrafa e laboratorista Rosangela Andrade lida com a situação com um ponto de vista moldado pelo ofício. Para ela, quem não registra as coisas não pode ter memória. Por isso, decidiu ensinar Therezinha Motta Andrade, de 87 anos, a fotografar. 

“A ideia foi criar uma espécie de jogo da memória com as fotos reveladas. Não basta encontrar a mesma imagem sobre a mesa cheia de cenas; pedia para ela falar quem eram as pessoas. Foi uma tentativa de manter minha mãe mais tempo entre nós.”

Encontrar formas de sustentar a memória viva e funcional é o desafio que move milhares de cientistas, médicos e familiares de pacientes com Alzheimer. Assim como desenvolver métodos de detecção precoce da doença degenerativa que, se estima, afeta 1,2 milhão de pessoas no Brasil (a maior parte sem diagnóstico), segundo o Ministério da Saúde. E novos exames de sangue, mais baratos que os recursos atuais, surgem como alternativa para auxiliar o diagnóstico.

Neste mês, a FDA (órgão similar à Anvisa nos EUA) aprovou um teste para estimar os níveis de placas amiloides que se acumulam, em grandes quantidades, no cérebro de quem tem a doença. O exame é da Fujirebio. 

No Brasil, a Dasa acaba de lançar produto semelhante, que procura identificar dois tipos da proteína beta-amiloide. Um dos principais atrativos é evitar a realização da punção lombar para coleta do liquor. Além de ser menos invasivo, o exame de sangue custa cerca de R$ 1,5 mil, um terço dos métodos de confirmação disponíveis hoje.

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ALERTA. Apesar da corrida por detecção precoce, médicos alertam que o diagnóstico do Alzheimer é complexo e continua a ser majoritariamente clínico. 

“Em 80% dos casos, é feito a partir de exame físico completo, análise do histórico do paciente, de exames de sangue para descartar outros problemas e da avaliação neuropsicológica, que serve para quantificar as queixas de memória”, diz o neurologista Ivan Okamoto, do Núcleo de Excelência em Memória do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Não é correto dar a ideia de que o diagnóstico só pode ser feito com exames subsidiários e inacessíveis à maioria”, afirma Okamoto. “Exames adicionais, como uma biópsia do liquor ou um exame de imagem (PET amiloide) para avaliar a formação de placas amiloides no cérebro, só são necessários quando restam dúvidas ou se a pessoa quer ter uma confirmação do diagnóstico por outro método”, diz o neurologista.

E há a questão do acesso. Até o início do mês, o Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas (InRad) era o único a fornecer o exame PET amiloide em São Paulo. 

Além da rede pública, o InRad recebe pacientes de particulares, como Einstein e Vila Nova Star, e cobra cerca de R$ 4,5 mil. Segundo os especialistas, não faz sentido correr aos laboratórios em busca dos exames na tentativa de descobrir características da doença uma ou duas décadas antes do aparecimento dos sintomas. E nem todo positivo indica que se terá a doença.

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O Alzheimer é provocado pelo acúmulo da substância amiloide. Ela é produzida diariamente e, durante o sono, eliminada pelo sistema glinfático (formado pela glia, o conjunto de células responsáveis pelo suporte e nutrição dos neurônios, entre outras funções). 

“Como essa limpeza é durante o sono, os estudos sugerem que o risco de Alzheimer é mais elevado em pessoas que dormem pouco ou mal”, diz Álvaro Pentagna, coordenador do departamento de neurologia do Hospital Vila Nova Star e do laboratório do sono do Hospital das Clínicas. Como prevenção da doença, os médicos recomendam sono de qualidade, exercício físico, alimentação saudável e atividade intelectual prazerosa.

Estudos recentes ainda adicionaram novas peças ao grande quebra-cabeça. No ano passado, o grupo liderado pela cientista Heidi Jacobs, da Universidade Harvard, relacionou a má preservação de uma pequena estrutura no tronco cerebral ao desenvolvimento da doença. Neste mês, cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, detectaram a enzima chamada PHGDH, relacionada ao Alzheimer, por meio de um exame de sangue.

DÉFICIT NEURONAL. A perda de uma parcela dos neurônios faz parte do envelhecimento. Além do Alzheimer, existem dezenas de outros tipos de demência. Os sintomas são similares, mas podem variar de acordo com o indivíduo. Não há cura, mas existem alguns remédios. Os pacientes de Alzheimer são tratados principalmente com medicamentos como donepezila, galantamina, rivastigmina e memantina, disponíveis no SUS. O objetivo é controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Norovírus: surto em Salvador deixa todo mundo preocupado e virologista faz alerta

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Esse é um vírus altamente contagioso e pode se proliferar de forma rápida, por isso é preciso tomar muito cuidado

A UFBA – Universidade Federal da Bahia, descobriu através de um estudo recente que o número de casos de norovírus em Salvador está crescendo rapidamente. Das 35 amostras analisadas, 15 testaram positivo para o vírus.

Esse é um vírus altamente contagioso e com apenas algumas dezenas de partículas já consegue infectar uma pessoa.

O médico Diogo Umann explicou que esse vírus é muito resistente e transmitido de uma pessoa para outra com extrema facilidade.

Como a evolução por mutação desse vírus vem acontecendo de forma rápida, até o momento não foi possível criar uma vacina que possa oferecer proteção.

Entre os principais sintomas, estão: diarreia forte, vômitos e também náuseas, além de dor de cabeça, febre e dores pelo corpo.

Outra preocupação dos especialistas é que a transmissão esse vírus é maior durante o outono e o inverno, o que pode complicar ainda mais a situação, já que estamos no mês de maio e o frio está só começando no Brasil.

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O virologista Gúbio Soares, do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA vem tentando alertar a todos e disse que nos hospitais já têm pacientes com o norovírus.

Ele não é um vírus comum de aparecer, nem que está sempre presente na população. Quando ele aparece a tendência é aumentar e causar um grande surto“, explicou Gúbio.

Para os especialistas, as pessoas estão ficando aglomeradas e, com isso, facilita a transmissão desse vírus, por isso é importante evitar qualquer tipo de contato com alguém que esteja apresentando os sintomas.

Para impedir o avanço do norovírus seria preciso adotar alguns cuidados, mas os estados e municípios brasileiros ainda não anunciaram nenhuma medida para impedir que o surto se espalhe.

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