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São Mateus

Homem vivia em uma jaula como um animal

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Hoje, aos 39 anos, ainda vive em um cômodo, mas que já não tem a mesma visão impactante de quando vivia preso em jaula a quase duas décadas atrás.

Existem muitas doenças conhecidas e inúmeras que desafiam os estudiosos que buscam suas causas, consequências e, principalmente a cura. Doenças mentais, em muitos casos são uma espécie de universo ainda a ser explorado pela ciência. Muitos avanços foram conseguidos, mas ainda tem muito a ser feito, a ser estudado para um dia se chegar a um final feliz que, para milhares de famílias é a cura.

Em São Mateus, município localizado no litoral norte do Espírito Santo, existe um caso que desafia os médicos que chegaram a lidar com essa situação. Trata-se de um homem, que vive em uma jaula construída no fundo de um quintal de uma casa no bairro Aviação. W. tem hoje 39 anos e tem seu estado amenizado devido aos medicamentos que faz uso o que lhe permitiu, nesses últimos anos a ter momentos de liberdade fora do cômodo em que vive. Mas existe um certo tempo para voltar a ser recolhido para que, caso fique nervoso por algum motivo, pode ter consequências não muito agradáveis.

Tudo começou a muitos anos atrás, quando ainda criança. A família percebeu a doença, mas não se chegava a um diagnóstico claro, apenas que era uma doença mental que poderia ser um estágio grave de esquizofrenia em estágio avançado. Ainda adolescente, W. saía despido pelas ruas da cidade, danificava retrovisores de veículos e a polícia o levava de volta para casa. Até em Cachoeiro foi tentado tratamento que acabou por não surtir efeito.

Em momentos de crise aguda da doença, ele quebrava louças e panelas o que motivou a necessidade de colocá-lo em local seguro para todos. Foi sugerido a construção no fundo do quintal de sua casa um cômodo que mais se assemelhava a uma jaula. Ali ficou como um animal que recebia comida através de uma vasilha de plástico, talheres também como prevenção para que não os utilizassem para se agredir. Vivia praticamente despido e somente uma irmã era admitida por ele a entrar eventualmente no cômodo em que vivia. Na época ele tinha pouco mais de 17 anos.

Recentemente o repórter que fez as duas primeiras reportagens naquela ocasião para o jornal e a TV, voltou para saber como o caso tinha evoluído e, para sua agradável surpresa foi o próprio W. quem o recebeu. A sua irmã explicou que ele havia tomado uma injeção e que em alguns minutos deveria ser recolhido ao seu cômodo. A primeira impressão foi de surpresa boa por ele estar muito melhor do que naqueles primeiros anos em que a sua doença o deixava agressivo a ponto de ser obrigado a viver em uma “jaula”. O repórter foi até convidado a voltar a ver o local e tirar fotos, mas por respeito a ele que ali estava declinou do convite numa forma de não o expor a constrangimento.

W. não tem a liberdade de sair à rua sem acompanhamento. É uma condição para que não seja confundido como algum agressor. Ele pode chegar perto de alguém e tocar para puxar conversa e a pessoa achar que possa ser algum assaltante ou coisa parecida e passar a revidar sem ter conhecimento de se tratar apenas de uma pessoa que tem problemas mentais.

Ele continua doente, vivendo grande parte em seu “cômodo”, mas tem recebido o tratamento digno que é possível pela sua família. Foi uma grata surpresa reencontrá-lo bem melhor do que o encontramos anos atrás.

Casos famosos de situações “estranhas”

Os casos relatados abaixo não têm relação com as condições em que vive o rapaz mateense. É apenas relatar casos estranhos para a nossa “civilização” e que chamam a atenção e chocam a

todas as pessoas que celebram a vida e a igualdade de todos com direitos e deveres sociais frutos da modernidade.

Ota Benga

Ota Benga, um jovem congolês foi sequestrado e levado aos estados Unidos para ser exibido em um zoológico do Bronx, em Nova York, na mesma seção onde ficavam os macacos. Esse caso aconteceu em 1904, quando um comerciante americano o sequestrou no então Congo Belga. O jovem tinha cerca de 12 ou 13 anos e foi levado de navio para Nova Orleans para ser exibido na Feira Mundial de Saint Louis ao lado se outros oito jovens congoleses. A feira continuou nos meses de inverno e Ota Benga mantido sem roupas nem abrigo adequados para o frio. Em setembro de 1906 ele foi exibido por 20 dias no Zoológico do Bronx, atraindo grande multidão. A revolta de sacerdotes cristãos levou ao fim o seu encarceramento e foi transferido para o orfanato Howard, em Nova Yorque. Em 1910 foi viver no Seminário Teológico e Faculdade Lynchburg para estudantes negros, na Virgínia. De suas aventuras em sua terra natal. Lá ele ensinava jovens da vizinhança a caçar e pescar e contava histórias. Mas tarde ele teria depressão por estar longe de casa. Em março de 1916 ele se matou com uma arma que tinha escondido. Acredita-se que tivesse cerca de 25 anos.

Mais de um século e depois de todos esses anos o pedido de desculpas foi emitido pela entidade que administra o local, a Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS) veio em meio a protestos globais motivados pela morte do americano George Floyd por um policial branco nos Estados Unidos.

Lobo de Hesse

Este é um dos casos mais antigos já registrados de crianças humanas vivendo como feras. O menino logo de Hessie foi precariamente registrado, o que gerou conflitos e imprecisões históricas. Estima-se que o menino lobo de Hessie, pode ser a soma de três casos distintos.

Em 1344, (com variações entre 1544 e 1744) caçadores do reino alemão de Hesse capturaram um menino que tinha entre 7 e 12 anos de idade. O menino estava completamente fora de si, e agia como um animal. Ele estivera vivendo com os lobos durante grande parte de sua vida. Monges Beneditinos que registraram o caso em seus alfarrábios contam que o menino teria sido roubado da família aos três anos, pelos próprios lobos que o criaram.

Quando descoberto na floresta, o menino vivia nu, se alimentava de carne regurgitada pelos lobos e dormia em tocas cavadas no chão. Além disso, o menino logo de Hesse corria de quatro com extrema habilidade, e era capaz de saltar distâncias impressionantes para sua idade. Tratado como uma curiosidade anormal por seus captores, o menino não sobreviveu mais que uns poucos dias. Existem suposições que a morte do jovem tenha se dado em função de uma dieta reforçada de alimentos cozidos.

O segundo menino de Hessie, como é conhecido, pode ser apenas uma versão errada do primeiro menino, mas também é possível que se trate de uma outra criança. Este nunca teria sido capturado por humanos, embora houvesse tentativas infrutíferas de capturá-lo. Em alguns relatos, o segundo menino teria mordido, arranhado seus captores e fugido para a parte mais densa da floresta na companhia de uma alcatéia, para nunca mais ser visto.

O menino lobo de Wetterau

O caso do menino Lobo de Wetterau ocorreu em 1344, durante um inverno excepcionalmente frio. Nobres Caçadores que se embrenhavam nas florestas de coníferas em busca dos lobos, descobriram um menino que estava vivendo com uma alcatéia nas proximidades de uma fazenda chamada Echtzel. Os nobres capturaram o menino, que foi levado de volta à civilização.

O menino viveu até os oito anos de idade. Especulou-se que dada a proximidade e a pouca idade da criança, ele poderia ter sido roubado da fazenda.

Outros casos são relatados e ainda são impactantes em nossa sociedade.

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São Mateus

São Mateus segue em risco alto e aulas continuam suspensas

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Além de São Mateus outras 33 cidades permanecerão no risco alto para a covid-19 na semana que vem, segundo o Mapa de Risco. Nesses municípios, há uma restrição um pouco menor em relação aos do risco extremo, como, por exemplo, a possibilidade de as atividades não essenciais funcionarem de segunda a sábado.

RISCO ALTO: Afonso Cláudio, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Aracruz, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Ibiraçu, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Iúna, Jaguaré, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Marilândia, Montanha, Mucurici, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, São Domingos do Norte, São Mateus, São Roque do Canaã, Sooretama e Vila Valério.

Confira as regras de cada região:

RISCO EXTREMO

Transporte público

– Os ônibus do sistema Transcol voltarão a circular a partir de terça, dia 13 de abril. 

– O horário de circulação será, na próxima semana, de terça a sexta-feira, das 5h às 22h. Sábado e domingo não haverá ônibus para a população em geral. O atendimento nesses dois dias será para trabalhadores da Saúde.

– Ônibus interestaduais (viagens entre Estados) e intermunicipais passam a circular na segunda-feira (12) com 50% da capacidade dos veículos. Rodoviárias serão reabertas.

– Transporte ferroviário: viagens de trem voltam a ser liberadas com 50% da capacidade. Estação ferroviária em Cariacica volta a funcionar. 

Atividades essenciais

Supermercados, farmácias, indústria e atividade de assistência à saúde e lotéricas podem funcionar até as 20h de segunda-feira à sábado, no entanto ficarão fechados aos domingos e feriados.

Comércio

Comércio de rua, centros comerciais e galerias funcionarão em três dias na semana (quarta, quinta e sexta-feira) das 10h às 18h para atendimento presencial. Além do funcionamento de serviços das 9h às 20h.

Atividades de ensino

As atividades educacionais com a presença de estudantes ficam suspensas, sendo permitidas aulas remotas.

Restaurantes

Atendimento ao público de quarta à sexta-feira até às 16h. Após esse horário, somente delivery.

Shopping centers

Poderão funcionar três vezes na semana (quarta, quinta e sexta-feira) das 12h às 20h.

Bares e academias

Vão continuar fechados.

Agências bancárias

Funcionamento de bancos apenas para saque de benefícios assistenciais.

RISCO ALTO

Medidas sociais

– Suspensão da realização de eventos;

– Suspensão da visitação de unidades de conservação ambiental e do funcionamento de todos os parques municipais;

– Suspensão do funcionamento dos cinemas, teatro, circos e similares, exceto em formato drive-in;

– Suspensão de funcionamento de espaços de lazer e recreação infantil, parques de diversões e similares.

Ensino

– Suspensão das atividades com a presença de alunos em todos os estabelecimentos de ensino, da rede pública e privada, com exceção de cursos relacionados à saúde e segurança pública.

Trabalho remoto

– Trabalhadores que atuam na área administrativa, independente do ramo da atividade, inclusive no ramo da administração pública direta e indireta, deverão atuar prioritariamente em trabalho remoto.

Agências bancárias

– Poderão funcionar para saque de benefícios assistenciais

Academias

– Vedada realização de atividades aeróbicas;

– Limitação de número de alunos por área do estabelecimento conforme Portaria SESA nº 226, Art. 11, §2º. Limitação de até 20 alunos por horário de agendamento, respeitando o limite de 15m² por aluno.

Comércio, Bares e Restaurantes

– Funcionamento de comércio de rua, centro comerciais e galerias das 10h às 18h de segunda à sexta-feira, e aos sábados até às 14h;

– Funcionamento de shopping centers, de segunda à sexta-feira das 10h às 20h e aos sábados até às 16h;

– Funcionamento de restaurantes das 10h às 16h;

– Distribuidoras de bebidas e lojas de conveniência podem funcionar das 10h às 16h, sem consumo presencial;

– Suspensão do funcionamento dos bares.

Sem restrições

– Farmácias, comércio atacadista, distribuidoras de gás de cozinha e água, supermercados, minimercados, hortifrutis, padarias, lojas de produtos alimentícios, lojas de cuidados animais e insumos agrícolas, postos de combustíveis, borracharias, oficinas de reparação de veículos automotores e bicicletas, estabelecimentos de vendas de materiais hospitalares e casas lotéricas.

RISCO MODERADO

Comércio, Bares e Restaurantes

– Funcionamento dos estabelecimentos comerciais com 1 cliente por 10m², obrigatoriedade do uso de máscaras para funcionários e clientes, distanciamento social em filas;

– Funcionamento de bares, lojas de conveniência e distribuidoras de bebidas alcoólicas de segunda à sábado até às 22h e aos domingos até às 16h.

Academias

– Vedada realização de atividades aeróbicas coletivas;

– Limitação do número de alunos por área do estabelecimento conforme Portaria SESA nº 226-R, Art. 11 §2º.

Ensino

– Permitidas atividades com a presença de alunos no estabelecimento de ensino.

Matriz de Risco

A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril do ano passado.

O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

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São Mateus

São Mateus – Assistência Social leva atendimento para famílias da zona rural

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Com a pandemia, a busca da população pelos serviços socioassistenciais do Município cresceu, por isso a Prefeitura de São Mateus está levando o atendimento para perto da das comunidades também nos lugares mais remotos. Esta semana os atendimentos foram intensificados na zona rural, na Região dos Quilômetros, que tem como referência o CRAS Zé de Ana (Quilombola), em Nestor Gomes (KM 41), onde tem acontecido ações de Proteção Social Básica.

As equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social fizeram os atendimentos dos serviços de Cadastro Único e Central de Benefícios, com a entrega do auxílio alimentação, que são as cestas básicas. 

CRAS NA ESTRADA

Para a secretária municipal de Assistência Social, Marinalva Broedel, o objetivo principal é levar os serviços ofertados para perto da população. “A fragilidade do momento está fazendo com que a gente disponibilize um maior número de atendimentos nas comunidades do Campo. Nosso intuito é garantir maior acessibilidade, um atendimento mais rápido, humanizado e acolhedor para as comunidades”.

POPULAÇÃO ATENDIDA

As equipes da Assistência Social têm atendido cerca de 70 pessoas diariamente em Nestor Gomes. Joelton Luiz de Abreu, por exemplo, está desempregado e sempre procurou a Assistência Social nos momentos de dificuldade. “Esse auxílio tem ajudado muito. No momento estou desempregado, e as coisas ficam mais difíceis. Tenho certeza que muitas outras famílias estão agradecidas com essa assistência” – destacou.

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