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Medicina e Saúde

Hospitais promovem ações no Dia Mundial de Higienização das Mãos

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O dia 05 de maio foi instituído como o Dia Mundial de Higienização das Mãos e mobiliza pessoas em todo o mundo. O objetivo é aumentar a adesão de higiene das mãos nos serviços de saúde, protegendo os profissionais da área e pacientes contra infecções.

Com a disseminação do novo Coronavírus (Covid-19), a importância da higienização das mãos foi reforçada por meio de atividades realizadas pelo Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, e pelo o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.

Hospital de Urgência e Emergência (HEUE)

O Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), unidade gerenciada pela Pró-Saúde em Vitória, realizou uma ação com os profissionais de saúde e usuários para reforçar a importância de higienizar corretamente as mãos. A atividade contou com a participação da equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) que orientou as pessoas sobre o passo a passo da higienização correta das mãos.

Para dar mais dinamismo à atividade foi utilizado um produto específico, que simboliza o sabão, sensível à luz negra. A proposta era verificar se a pessoa realmente lava as mãos corretamente – utilizando uma cabine escura, que com a luz refletia o produto em cor florescente. “Se a pele estivesse coberta com produto e as mãos brilhando o resultado foi eficaz. Ou seja, as mãos foram higienizadas de maneira correta”, explicou a coordenadora da SCIH do HEUE, Renata Perrut Gomes Rodrigues.

Para a especialista, é fundamental que as pessoas entendam a eficácia da higienização das mãos, independentemente do novo Coronavírus. “Nesse período de pandemia, todos estão falando que usar máscara e higienizar as mãos são alternativas essenciais de prevenção da Covid-19. Temos nesse período uma grande lição: tornar esse hábito como parte da nossa rotina, e inclusive, reforçar com as crianças”, pontuou.

A atividade no HEUE despertou atenção da dona de casa, Rosimar Silvares Ferraz, que acompanha o esposo que está internado na unidade. “Achei bem criativa essa ação, pois permite a gente aprender a lavar corretamente as mãos”, disse a dona de casa.

Himaba

No Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, também houve uma ação educativa para crianças e acompanhantes de pacientes do Pronto-Socorro, Pediatria e na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). O objetivo da abordagem, que aconteceu nessa terça-feira (05), foi orientar pacientes e familiares sobre a importância da fazer a higiene adequada das mãos.

A ação foi realizada pelos setores de Qualidade, Núcleo de Segurança do Paciente e Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Foram abordadas questões sobre a importância da higienização das mãos, quando e como realizá-la.

A coordenadora médica do Núcleo de Segurança do Paciente, Beatriz Junqueira, falou sobre o trabalho. “Para nossa abordagem na pediatria e no Pronto-Socorro utilizamos a imagem do personagem Cascão lavando as mãos, o que foi maravilhoso pois, de uma forma lúdica, conseguimos sensibilizar todas as gerações. As crianças foram muito participativas, demonstrando muito interesse”, afirmou.

Esse interesse ficou comprovado com a atenção com que todas recebiam as orientações. “Até o Cascão está lavando as mãos agora”, apontou um pequeno que estava na Pediatria. “Tem que lavar as mãos para matar o vírus”, falou um adolescente que estava no pronto-socorro. O aprendizado estava na ponta da língua: “tem que lavar as mãos para cuidar da saúde”, comentou uma paciente.

A orientação é lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar álcool em gel 70%.

Cuidados recomendados para higienização das mãos na prevenção ao novo Coronavírus

– Molhe as mãos e os pulsos com água corrente e aplique sabão suficiente para cobri-los. Esfregue todas as superfícies, incluindo as costas das mãos, entre os dedos, unhas e punhos por pelo menos 20 segundos. Em seguida, enxágue abundantemente com água corrente. Após a lavagem, seque as mãos com uma toalha de uso individual ou toalha descartável;

– Utilize o álcool 70% para fazer a higienização das mãos, quando não houver outros meios à disposição.

Fato ou Fake sobre a higienização das mãos

O álcool gel é tão eficaz quanto água e sabão para a limpeza das mãos

É fato! Se as sujeiras nas mãos não estiverem visíveis, a higienização das mãos pode ser realizada com álcool gel 70%. Se você estiver em casa, o recomendado é não utilizar o álcool em gel para evitar ressecamento na pele.

Posso produzir o álcool gel em casa?  

É fake! As receitas caseiras não garantem a produção de álcool com a concentração adequada, conforme orienta a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Nacional). Além disso, essa prática pode causar irritação na pele e resultar em acidentes domésticos. 

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Medicina e Saúde

Risco de pegar covid-19 tocando superfície contaminada é de 1 em 10.000, diz estudo nos EUA

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Autoridades sanitárias do país minimizam o risco de contrair a doença através de objetos e afirmam que em situações normais basta limpá-los com sabão

O uso de desinfetantes é desnecessário para combater o coronavírus SARS-CoV2 na maioria das situações cotidianas, embora vendam feito pão quente. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos reviram todas as informações científicas relacionadas ao contágio de covid-19 através de superfícies e concluíram que basta limpá-las com sabão ou detergente comum, sobretudo porque o contágio pelo toque em uma superfície contaminada é extremamente raro. Os CDCs se atrevem a estimar uma cifra: menos de um contágio a cada 10.000 vezes que se toca um objeto com coronavírus.

Os CDCs já haviam deixado claro meses atrás que o risco de contaminação por essa via é mínimo, mas agora fizeram uma análise específica. “Devido aos muitos fatores que afetam a eficiência da transmissão ambiental, o risco relativo de transmissão do SARS-CoV-2 por fômites é considerado baixo em comparação com o contato direto, a transmissão por gotículas ou a transmissão aérea”, afirmam os especialistas em sua revisão. Fômite é o nome dado a um objeto inanimado capaz de absorver, transportar ou transmitir um agente infeccioso. Os cientistas continuam considerando que, no caso da covid-19, o mais perigoso é o contato direto com uma pessoa contagiada, que ao falar, tossir etc. gera gotículas de diferentes tamanhos que podem ser inaladas por outra pessoa. Os CDCs ressaltam que as máscaras e a limpeza das mãos também são uma boa estratégia contra o possível contágio por superfícies.

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) também informa em seus manuais que esta via de contágio é a menos provável e destaca que, após milhões de casos de covid-19 em todo o mundo, nunca foi registrada uma transmissão através de fômites. Os CDCs informam ainda que, como acontece com o contágio ao inalar o vírus em suspensão, os ambientes externos também são menos perigosos para a infecção através de superfícies, “devido à diluição e o movimento do ar, assim como as condições ambientais mais difíceis, como a luz solar”.

Todos os organismos e autoridades sanitárias desaconselham a fumigação ou nebulização nos ambientes, e o novo documento dos CDCs reitera a orientação de que isso não é nem útil nem seguro―só recomenda o uso de desinfetantes especiais, além do sabão normal, “em situações nas quais houve um caso suspeito ou confirmado de covid-19 em ambientes internos nas 24 horas anteriores”.

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Medicina e Saúde

Infectados devem esperar um mês antes de vacinar contra covid-19

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Segundo infectologista, intervalo é contado a partir de 14 dias depois do diagnóstico positivo da infecção pelo coronavírus

O Brasil registrou até esta sábado (10) 13.445.006 pessoas infectadas desde o início da pandemia, cerca de 6% da população brasileira. No momento em que a vacinação contra a covid-19 está sendo realizada no país, uma das dúvidas mais comuns é o que muda no caso de quem já teve a doença quando da aplicação da vacina.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, quem já teve a covid-19 deve esperar ao menos um mês antes de tomar a vacina contra a doença. Esse intervalo é contado a partir de 14 dias depois do diagnóstico positivo, quando foi convencionado que a pessoa se livra do vírus.

Ele explica que ainda não há publicações e estudos demonstrando efeitos, mas que médicos têm adotado esse tempo mínimo para evitar potenciais efeitos adversos.

Se a pessoa tiver com a doença aguda, com febre e com sintomas da covid-19, ela não deve se vacinar. Antes disso, deve procurar um médico para receber orientações e ter um diagnóstico se está ou não com a covid-19.

“Se tiver com sintomas vou esperar encerrar o meu quadro. Se eu tiver com sintomas, tenho que procurar o médico para verificar o diagnóstico. Se tiver infectado, tem que aguardar até resolver o quadro e aí depois de 30 dias”, explica o infectologista.

Luz lembra que a vacina pode causar efeitos adversos, em geral no local da aplicação, como inchaço, vermelhidão, febre ou indisposição. Mas essas reações não duram mais de 48 horas e podem ser tratadas com remédios como analgésicos e antitérmicos.

O infectologista alerta que quem já foi infectado pode contrair a covid-19 novamente, mas o quadro deve ser brando. “A [vacina] CoronaVac tem eficácia de 50% para pegar a doença, mas é 100% eficaz contra o caso grave. A [vacina] Oxford/AstraZeneca é um pouco mais efetiva, a 70%, mas mesmo assim existe possibilidade de ficar doente”, disse.

O infectologista ressalta a importância da vacinação mesmo para quem já teve a covid-19. E acrescenta que não é preciso ter receio, pois não há chance da vacina causar doenças. Mesmo aquelas que utilizam vírus inativados não têm qualquer possibilidade de replicação do vírus no organismo.

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