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Política e Governo

Icepi vai ofertar 252 vagas em residência médica até 2021

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Os projetos desenvolvidos pelo Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi) em pouco mais de um ano desde a sua fundação foram apresentados em reunião com o governador Renato Casagrande, ocorrida na tarde dessa segunda-feira (28) no Palácio Anchieta, em Vitória. Um dos destaques da atuação do instituto são os programas integrados de residência médica em saúde, hoje com 168 residentes em formação. A meta é ofertar 252 vagas em residência médica até 2021.

Atualmente, são oito programas implementados, sendo que sete foram iniciados por meio do ICEPi, são eles: Acupuntura, Psiquiatria, Medicina de Família e Comunidade, Cuidados Paliativos, Saúde Mental, Saúde da Família e Saúde Coletiva com ênfase em Vigilância. O Instituto prevê a implantação de oito novos programas de residência no próximo ano, que são: Clínica Médica, Medicina Intensiva 2, Ortopedia e Psiquiatria, Atenção em Terapia Intensiva 2, Reabilitação Física, Gestão e Políticas de Saúde.

“Essas residências são consideradas padrão ouro em formação em saúde, pois elas ocorrem no serviço, o profissional se dedica integralmente a formação. Até 2019 tínhamos apenas um programa de residência, isso em 30 anos de Sistema Único de Saúde (SUS). Temos residentes em todas as Superintendências Regionais de Saúde do Estado. A meta do Instituto é ofertar 252 vagas em residência médica até 2021”, destacou o diretor do ICEPi, Fabiano Ribeiro.

Outro destaque entre as ações desenvolvidas pelo ICEPi é no Programa Qualifica Atenção Primária à Saúde (APS). Mais de 600 bolsistas foram selecionados para atuar na APS dos municípios. Dados do Núcleo Especial de Atenção Primária apontam que, em janeiro de 2019, a cobertura no Espírito Santo de Estratégia Saúde da Família (ESF) era de 58,17% e a Atenção Básica possuía uma cobertura de 70,44%. Em abril deste ano, a cobertura da ESF passou para 64,32%, e a Atenção Básica para 78,94%, representando um aumento em torno de 6%, que representa, aproximadamente, três milhões de cidadãos assistidos.

Atualmente, o Espírito Santo conta com 812 equipes de ESF, compostas por médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que atuam na Atenção Primária dos 78 municípios capixabas. De julho de 2019 a abril de 2020 foram implantadas mais 155 equipes no Estado. Os profissionais em formação no Programa Qualifica APS atuam em todas as regiões de saúde do Estado.

Os projetos de inovação desenvolvidos pelo instituto ofertam 174 bolsas de formação nas áreas de Regulação Formativa, Samu para Todos, Núcleo Interno de Regulação (NIR), Medicina Hospitalista e no Programa de Tecnologias de Informação e Comunicação aplicadas à Saúde (ProticSUS).

Ao final da reunião, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, destacou que as políticas públicas estruturantes desenvolvidas atualmente possuem impacto de médio e longo prazo. “Temos um caminho a percorrer a partir de uma experiência de saúde pública diferenciada, focada na formação, na qualificação, dando um salto de qualidade que fará diferença para o cidadão que utiliza o serviço”, afirmou.

O governador Renato Casagrande parabenizou a equipe pelo trabalho desenvolvido e destacou a importância de fortalecer a Atenção Primária à Saúde. “Temos uma população que cada vez mais precisa do serviço público de saúde e precisamos estar cada vez mais preparados para dar a assistência que cidadão precisa. E ofertar esses serviços com cada vez mais qualidade é nosso compromisso e estamos no caminho certo, caminhando junto com os municípios e dando continuidade aos programas planejados mesmo em tempos de pandemia”, pontuou.

Também participaram da reunião, os subsecretários de Estado de Saúde, Rafael Grossi, Quelen Silva, Tadeu Marino, Gleikson Barbosa, Luiz Carlos Reblin, além dos superintendentes Regionais de Saúde e da equipe técnica do ICEPi.

ICEPi

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O Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), é responsável por um conjunto de políticas de inovação em saúde. Seu objetivo é desenvolver projetos e atividades voltadas para a formação e desenvolvimento de profissionais para o SUS, além de difundir tecnologia, pesquisa científica e inovação tecnológica para modernização das práticas de cuidado da rede própria e no apoio aos municípios.

Confira a apresentação do ICEPi no link: https://bit.ly/30zaBs3

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Política e Governo

Ato simbólico marca entrega de mais doses da CoronaVac adquiridas pelo Governo do Espírito Santo

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O governador Renato Casagrande participou, nesta terça-feira (22), da coletiva de imprensa para formalizar a entrega do segundo lote das doses de CoronaVac, adquiridas diretamente com o Instituto Butantan. O ato simbólico ocorreu na sede da instituição e foi mediado pelo governador de São Paulo, João Dória. A comitiva capixaba teve a presença do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

O Governo do Espírito Santo foi o primeiro do Brasil a concluir a compra de imunizantes contra o novo Coronavírus (Covid-19). Foram investidos R$ 26,5 milhões na aquisição de 500 mil doses que estão sendo disponibilizadas para a população capixaba. Esse quantitativo foi dividido em dois lotes: a remessa de 200 mil doses que foram entregues no último sábado (18) é mais essas 300 mil doses referentes ao evento desta tarde em São Paulo.

Para o governador, as doses adquiridas junto ao Instituto Butantan vão acelerar a imunização dos capixabas. “Fizemos o pedido dessas doses no início da pandemia e agora com o encerramento do contrato do Butantan com o Governo Federal foi possível adquiri-las. Vamos utilizá-las para imunizar os adultos acima dos 18 anos, e desta forma utilizar a Pfizer nos adolescentes e também na aplicação da dose de reforço, junto com as doses da Astrazeneca”, explicou Casagrande.

Em abril, o governador capixaba esteve no Instituto Butantan para conhecer a planta de produção da Butanvac, vacina produzida pelo instituto que está em fase de testes. 

“Naquela ocasião, o Espírito Santo fez a reserva de quatro milhões de doses e assim que o imunizante receber a autorização da Anvisa vamos dar sequência à nossa imunização. Até porque, vamos ter que continuar essa vacinação por algum tempo. Se for preciso que a gente reforce o PNI [Programa Nacional de Imunizações], nós o faremos no ano que vem. Os estudos apontam que teremos que seguir imunizando. Não sabemos ainda qual público, mas se for necessário, saberemos na época em qual público aplicar”, afirmou Casagrande.

O governador de São Paulo, João Doria, comentou sobre a aquisição dos Estados e citou que a vacina da Coronavac é o imunizante mais utilizado no mundo durante a pandemia.

“Serão liberados 2,5 milhões de doses do Butantan a esses estados para que as populações possam ser mais rapidamente imunizadas. Essa vacina é a mais aplicada no mundo e utilizada em 32 países. Aqui no Brasil, o Butantan entregou 100 milhões de doses. Todos os governadores que aqui estão defendem a vida e a ciência e não é de hoje”, enfatizou Doria.

As doses da Coronavac serão utilizadas para dar celeridade à vacinação da população acima de 18 anos no Espírito Santo, juntamente com as doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

“O reconhecimento do Instituto Butantan nos deu segurança para firmar essa parceria e fortalecer a principal estratégia de saúde pública capaz de salvar vidas. Com a compra dessas 500 mil doses da CoronaVac garantiremos doses para toda a população acima de 18 anos e iremos otimizar as vacinas da Pfizer para o reforço dos idosos e a vacinação dos adolescentes. Nossa meta é alcançar plena cobertura vacinal da população capixaba com mais de 12 anos até o final do ano. Convocamos a sociedade para uma proteção coletiva contra a Covid-19. Vacinas funcionam, são seguras e eficazes”, frisou o secretário Nésio Fernandes.

Também estiveram presentes os governadores Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí) e Helder Barbalho (Pará); O presidente do Instituto Butantan e do Conselho Curador da Fundação Butantan, Dimas Tadeu Covas; a diretora de Projetos Estratégicos do Instituto, Cintia Retz Lucci; o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchtyn; do Pará, Alberto Beltrame, do Piauí, Florentino Neto; e a coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização de São Paulo, Regiane de Paula. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, não pode participar do evento.

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Política e Governo

Sefaz identifica empresas de fachada que iriam atuar no Estado

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Auditores fiscais da Secretaria da Fazenda (Sefaz) conseguiram identificar 40 empresas de fachada que iriam começar a atuar no Espírito Santo. A atuação preventiva dos auditores da Receita Estadual permitiu que as empresas fossem reconhecidas antes mesmo da ocorrência de fraudes. 

Segundo o auditor fiscal Luiz Carlos Barros Filho, a identificação foi possível graças a um sistema de cruzamento de dados elaborado pelos auditores fiscais. “Quando uma empresa laranja vai começar a operar, ela mostra uma série de indícios. Geralmente, elas são de setores específicos, têm endereços suspeitos, contabilistas já identificados, entre outros pontos”, frisou.

A maior parte das empresas estaria localizada nos municípios de Vila Velha e Guarapari – seis em cada. Também havia registro de empresas em Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, entre outros. Já os setores predominantes para essas empresas eram bebidas, sucata e coágulo de borracha. Todas elas tiveram a emissão de documentos fiscais bloqueada e as inscrições estaduais serão encaminhadas para o cancelamento. 

“É importante lembrar que os contabilistas envolvidos com essas empresas serão responsabilizados. Eles podem perder a licença para exercer a profissão e responder criminalmente pela atuação. Tanto o Conselho Regional de Contabilidade quanto o Ministério Público Estadual estão sendo notificados sobre os envolvidos no caso”, informou o auditor fiscal e subgerente fiscal de Setores Econômicos, Lucas Calvi. 

Antes de terem as inscrições estaduais canceladas, os representantes das empresas são intimados e podem recorrer da decisão. No entanto, a maioria deles sequer atende à intimação, o que confirma os indícios de serem sócios laranjas.  

Em geral, uma empresa laranja movimenta altos valores e emite notas fiscais falsas, simulando operações de circulação de mercadorias. Com isso, o imposto deixa de ser pago aos cofres públicos, lesando toda a população capixaba. 

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