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Medicina e Saúde

Idosos com mais de 90 anos serão novo público-alvo da vacinação contra a covid-19 no ES

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Com a chegada de novas doses até sexta (05), Estado pretende incluir pessoas dessa faixa etária que n´ão estão em Instituições de Longa Permanência (ILP)

O Espírito Santo deve receber um novo lote de vacinas contra a covid-19 até sexta-feira (05). Com a chegada da quarta remessa (a terceira da Coronavac), idosos acima de 90 anos serão incluídos como público-alvo. A diferença é que,  até o momento, somente recebiam o imunizante os idosos institucionalizados, ou seja, os que habitavam casas de repouso ou asilos. O anúncio foi dado pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista ao programa “Espírito Santo no Ar”, na manhã desta terça-feira (02).

Ele explicou que essa faixa etária foi contemplada por ter uma alta taxa de letalidade e mortalidade com a doença. “Foram mais de 1200 cidadãos com mais de 90 anos que viviam no Espírito Santo e faleceram por covid-19, sendo de fato, o grupo que apresenta a letalidade e a mortalidade mais alta entre aqueles que se infectam pela covid-19”, informou. 

Ele garante que o Estado fez o dever de casa e está preparado para incluir mais esse contingente de contemplados. “O Espírito Santo se preparou, comprou as seringas, preparou seu plano de imunização e, com a chegada dessas vacinas, iremos garantir que os municípios consigam executar vacinação desse público-alvo de diversas maneiras, vacinando tanto em domicílio, em escolas, postos de saúde, para que a gente consiga rapidamente alcançar a população e evitar as pessoas evoluam a casos graves inclusive a óbito”, planeja. 

Ele ainda pontuou que a vacinação em massa da população pode começar entre março e abril. “Mas nós dependemos de um calendário de distribuição da União, do Governo Federal, que até o presente momento é o que tem a exclusividade da compra das vacinas. Nós, do Estado, estamos procurando a possibilidade de comprar doses complementares para poder antecipar as etapas do Plano Nacional de Imunização, mas, por enquanto, não há disponibilidade da indústria farmacêutica para a aquisição dessas vacinas”, frisou. Na sua análise, as decisões de compra de vacinas dependem do presidente da República e do ministro da Saúde. 

Entre os grupos prioritários que receberam as primeiras levas do imunizante, até o momento, o Espírito Santo contabiliza mais de 54 mil vacinados. Ele espera chegar ao dobro até o fim de fevereiro. “Estamos entre os quatro ou cinco Estados com a vacinação mais rápida. Já temos um grande programa de imunização por aqui, com municípios extremamente competentes, garantindo as primeiras posições nos ranking de imunizações. Importante deixar claro para a população que neste momento a vacina é extramuros, não é feita nos pontos de vacinação. A gente organiza pequenas equipes que vão até os hospitais, até os lares de anciãos, para poder fazer a imunização da população, então há este alvo neste primeiro momento”, contabiliza.

Aumento de casos

Com mais de 295 mil casos de coronavírus no Estado, o secretário espera que haja um aumento de casos nas próximas semanas apesar da curva de infecções ter tendência de dias de estabilização. Irá coincidir com o aumento de casos de doenças respiratórias, comuns no Estado em março e abril.

Fernandes avalia que esse agravamento se deva à falta de planejamento do Governo Federal. “Infelizmente, como não tivemos no Brasil, uma campanha antecipada, uma aquisição universal de todas as vacinas disponíveis, nós não teremos uma imunização suficiente de toda a população brasileira. É possível que o país viva em seus diversos territórios a terceira onda da doença”, concluiu.

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Medicina e Saúde

Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

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Especialistas alertam que não há vacina 100% eficaz e que imunizantes protegem contra formas graves da doença

Estudante do 5º ano de veterinária na cidade de Matão (SP), Giovanni Reggi Bortolani, de 22 anos, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac no dia 4 de março. Um mês depois, após um jantar em família em que todos presentes acabariam contraindo a Covid-19 , ele também saiu infectado. Casos como esse — de pessoas que contraíram a doença mesmo após as duas doses da vacina — vêm causando dúvidas acerca da efetividade dos imunizantes contra o novo coronavírus.

Médicos e especialistas alertam que é sim possível contrair e transmitir a doença, mesmo após 14 dias da aplicação da segunda dose, quando se completa o ciclo de imunização. Isso ocorre porque as vacinas atualmente disponíveis protegem principalmente contra o desenvolvimento de formas graves da doença, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

— Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia — aponta Richtmann.

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo do paciente — ou seja, varia de pessoa para pessoa. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves;  e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

— Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes — diz Stucchi.

Faz parte desse grupo, por exemplo, a funcionária do setor de saúde de Franca, no interior de São Paulo, Cacilda Vendramini Ferreira, de 68 anos, que é diabética e hipertensa. Ela havia tomado a segunda dose em 2 de março e começou a se sentir mal em 10 de abril.  Ficou oito dias internada, cinco deles na UTI, mas não precisou ser intubada.

— Se eu não tivesse tomado a vacina poderia ter sido muito pior — afirma Ferreira.

— O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença — define Mansur.

Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

— A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito — analisa Stucchi.

Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

— No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros — recomenda a infectologista.

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Medicina e Saúde

ICEPi realiza 1º Fórum de Medicina Hospitalista para compartilhar vivências e resultados

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Acontece na próxima quinta-feira (17), a partir das 14 horas, o 1º Fórum de Medicina Hospitalista do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi). O fórum tem como objetivo discutir as vivências dos participantes do projeto e os resultados alcançados nos últimos seis meses.

O evento, realizado pela Coordenação do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar do ICEPi, ocorrerá no auditório do Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. O Fórum será destinado aos profissionais dos hospitais participantes do projeto e contará com os cuidados devidos para a organização diante da pandemia da Covid-19.   

O 1º Fórum de Medicina Hospitalista faz parte do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (Sobramh), que visa a qualificação e o desenvolvimento de ações de aperfeiçoamento da gestão da clínica no âmbito hospitalar, melhorando o atendimento à população, além de reforçar as abordagens em educação, pesquisa e liderança. 

Atualmente, o projeto conta com 21 médicos, três supervisores médicos e 13 enfermeiros atuando nas unidades do Hospital Maternidade Sílvio Ávidos, Hospital Estadual Dório Silva, Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG) e Hospital Estadual de Vila Velha (HESVV). 

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